12 de mai de 2013

My Angel - Capítulo 2 - Primeiro Oi

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 2 - Primeiro Oi

02 de Fevereiro, New York City, 22:40pm

Arrumei o capuz sobre o rosto, ainda ouvindo as vozes no andar de baixo. Eles berravam uns com os outros como sempre. Como sempre... Aquilo doía. A briga sempre era, em maior parte, por minha causa. Sim, eles me odiavam profundamente. Sem porquês nem pra quê. Eles me odiavam. Isso se arrastava desde quando eu tinha meus cinco anos, quando minha mãe descobriu uma traição do meu pai. Ela pôs a culpa em mim, já que se concentrava tanto no meu bem estar que esqueceu de cuidar de si o que resultou na traição do marido. Não sei porque estavam juntos até os dias de hoje. Talvez ainda houvesse um sentimento na parte mais profunda e desconhecida de seus corações. Ou talvez gostassem da ideia do masoquismo.

Podia ouvi-los brigar e também podia ouvir nitidamente os estalos dos prováveis tapas que ele destribuia nela. Era detestável o que eles haviam se tornado. Já fomos uma família feliz. Pena é que era muito jovem para lembrar de tais momentos. A única coisa que me lembro desde que me entendo por gente, é que eles se odeiam. é que eles me odeiam. Por várias vezes minha mãe, trouxe seus amantes para casa. Com meu pai não foi diferente. Era até um crime dizer que minha vida era perfeita. Ou um paraíso. Minha avó, que Deus a tenha, havia falecido a poucos dias junto a meu avó em um acidente de carro. Não, eles não estavam dentro do carro. Eles faziam um de seus passeios matinais quando um carro desgovernado os acertou em cheio na calçada. Eu os amava. Eles eram os únicos que entendiam de fato meu sofrimento. Por vezes passei dias em sua casa, apenas para não ficar em um ambiente como esse. Eles eram o meu refúgio e a morte deles foi uma completa dor para mim. A pior perda que já tive, e vale salientar que mesmo com pouca idade perdi bastante pessoas.

- Você é uma vadia! É igualzinha a sua filha! - gritava meu pai do andar de baixo. Provavelmente pegou minha mãe com o amante por mais uma vez. Bufei irritada. Abri a janela do quarto indo até a varanda. Me debrucei sobre o parapeito me agarrando a árvore mais próxima, descendo a mesma com agilidade. Era sempre assim quando eles brigavam. Já não suportava mais ficar no mesmo ambiente que eles. Depois de descer, arrumei a roupa melhor ao corpo caminhando sem rumo pelas ruas frias de New York. Apesar de ser uma cidade extremamente grande, me sentia ainda mais sozinha ao olhar para cada rosto vazio que encontrava na rua. Por vezes, avistava alguns turistas, que por sua vez estavam sempre deslumbrados com a beleza da famosa Times Square. Pus as mãos nos bolsos da calça, encarando friamente cada olhar que se dirigia a mim. Não se demorou muito para que eu finalmente chegasse ao destino desejado. Pude ver ainda que do lado de fora os sorrisos em rostos felizes. Sorri fraco ao finalmente sentar ao lado de Louise, a pessoa que posso realmente chamar de melhor amiga. Ela sorriu para mim, me dando um abraço apertado em troca.

- Pensamos que não viria nunca. - comentou ela um pouco baixo. Ela sabia o porque da demora. Ela sabia de uma parte da minha vida turbulenta. Sabia de uma parte considerável, é claro. Mas sabia.

- Então Hannah, quais as novidades? - perguntou Abigail sorridente do outro lado da mesa. Dei de ombros pegando uma das batatinhas do prato de Louise, levando-as a boca.

- A mesma coisa de sempre. Tédio. Acho de deveríamos fazer algo mais divertido que comer em um restaurante perto de casa. - respondi simples.

- A Hannah tem razão. Porque não marcamos para fazer uma viagem até a Califórnia? Ouvi dizer que tem muitos garotos bonitos por lá. - comentou Louise ao meu lado com um breve sorriso sapeca nos lábios. A velha Louise que só pensa em garotos.

- Eles podem até ser bonitos, mas não chegam aos pés daquele ali. - rebateu Abigail apontando discretamente para a mesa um pouco a frente. Disfarçadamente, observei o rapaz que lá estava sentado, logo ficando levemente admirada com suas formas. Seus cabelos castanhos, os lábios perfeitamente desenhados, as bochechas gordinhas e rosadas. Os olhos cor de mel que me encararam alegres, com uma leve pontada de mistério.

- Ele é um gato, não é? - pergunto Louise em meu ouvido. Poderia sentir o tom de segundas intenções em sua voz e nas palavras das demais garotas. Virei o rosto novamente, olhando para o casal repugnante a minha frente. Blair, uma garota que a muito chamei de melhor amiga, aos beijos e abraços com o cara pelo qual um dia eu tive uma queda.

- Então, o que acham da Califórnia? Seria muito divertido, ouvi falar que lá... - comentava Sara ao lado da melhor amiga, Abigail, bastante entusiasmada. Mas o meu olhar se perdia no mar castanho que eram os olhos do garoto a frente. Ele não fazia questão de esconder que me encarava. Prendi um pequeno sorriso, encarando o chão mais uma vez. Eu não podia negar. Seu olhar me encantava.

[...]

- Até amanhã, Hannah. - disse Louise em despedida. Pude ver o pequeno grupo se perder entre as pessoas. Baixei o olhar por poucos momentos. Me sentia sozinha novamente. Sozinha como estive durante todo o passeio com as amigas. Andava lentamente de mãos no bolso pesando o quanto minha vida era inútil. Pensando no quanto minha existência era inútil. Não era fácil ouvir meus pais dizendo o quanto me odiavam, todos os dias. Não era fácil ouvir meus próprios pais me deixarem para baixo. Suspirei lembrando de que teria de voltar para o lugar que chamava de casa. Até perceber que meu celular não se encontrava em meu bolso. Bufei irritada. Só podia ser brincadeira!

- Oi. - ouvi uma voz rouca atrás de mim. Pulei levemente assustada olhando para trás. Vendo o mesmo garoto do restaurante agora a minha frente. Dei um passo para trás com certo receio.

- Não precisa ter medo de mim, não vou machucar você. - revelou ele.

- Quem me garante?

- Se quisesse fazer algo já teria feito.

- Então o que quer? - perguntei cruzando os braços.

- Na verdade eu vi quando você saiu do restaurante com suas amigas, e... Bom... Eu só queria devolver seu celular. Eu tentei gritar para chamar sua atenção, mas pelo visto isso não aconteceu. - comentou com um pequeno sorriso no rosto, estendendo o celular que tinha nas mãos. Sorri aliviada, pegando-o em seguida.

- Obrigada. - sorri agradecida. Virei para frente, tentando retomar minha caminhada, até sentir sua mão em meu braço.

- Espera... Porque... Hum... O que acha de beber algo? - perguntou ele.

- Não costumo sair para beber com estranhos. Agradeço por ter devolvido meu celula, mas isso infelizmente não posso fazer por você.

- Por favor. É que sou novo na cidade, cheguei faz apenas dois dias, vou fazer o meu último ano do colegial aqui e... Não conheço bem a cidade, ou sequer sei onde fica minha nova escola. Não quero fazer mal a você, apenas... Me sinto perdido por aqui. Não tenho amigos, familiares ou simples conhecidos. Vim de outro país e me sinto um completo estranho. - revelou ele suspirando alto. Mordi os lábios deixando mais uma vez as mãos nos bolsos. Sim ele era um estranho, mas quem se importa. Se ele tentasse alguma coisa e me machucasse meus pais ficariam felizes por não ter de precisar me ver nunca mais. Todos sairiam lucrando. Talvez não fosse uma má ideia.

- Tudo bem, seu drama me convenceu.Vejo você amanhã, no mesmo restaurante de hoje as 14:30pm. Vou te mostrar a cidade e você me diz qual o nome da sua escola que te levo lá. Até mais. - falei simples dando as costas para ele. Quando tive a certeza de que não seria puxada pelo braço novamente, dei um ou dois passos a frente.

- Mas você nem disse o seu nome. - ouvi sua voz atrás de mim. Continuei a andar.

- Meu nome é Hanna. Hanna Evans. - respondi sem olhar para trás.

Um pequeno sorriso brotou em meu rosto. Sorriso ao qual eu raramente tinha no rosto. Ele era abusado o suficiente para mexer comigo. Seus olhos cor de mel, seu sorrisinho de lado e as bochechas gordinhas e coradas. Sua voz rouca e seu cabeço em topete. Ele era realmente lindo. Pensei até se ele realmente tinha alguma namorada. Mas não. Eu jamais me apaixonaria por alguém. Não vivendo com meus pais. Porque os homens vão fazer comigo, o que meu pai faz com minha mãe. E simplesmente não quero isso para mim. Sofrer desse jeito por causa do... Céus! Eu nem perguntei o nome dele.

- Onde você esteve sua vagabunda? - senti meu corpo se chocar contra o chão assim que abri a porta de casa. Ainda pega de surpresa, olhei para cima vendo meu pai me olhar furioso. Ele segurava um cinto grosso em mãos. Era sempre a mesma coisa, quando eles descobriam que eu não estava no quarto. Logo ele batia com toda a força e ódio que tinha o cinto contra meu corpo. Minhas lágrimas molhavam meu rosto sem minha permissão. Ele parecia possesso. Seus olhos estavam vermelhos seu corpo tremia enquanto me batia. Ele tinha bebido. Mas já que é assim, que a tortura continue...

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