14 de mai de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 21 - Coma Induzido

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 21 - Coma Induzido

POV ANNA
Fiquei bastante confusa com aquilo. Balancei a cabeça, para os lados ainda atordoada. Bom, quem sabe ela guardou isso sem querer, né? Acontece. Guardei os papeis na minha bolça, deixando ela ainda sobre a cama. Com a bolça da minha mãe em meus ombros, caminhei até o closet. A pondo no mesmo lugar que... espera. O que é isso na parede, atrás das roupas dela?
Deixei a bolsa no chão, afastando as roupas. Pera! Era um cofre? Eu nunca soube da existencia de algum cofre. Passei as mãos sobre o mesmo. Mas que droga, odeio não saber de uma senha. Respirei fundo, encarando o cofre a minha frente. Bom, se eu tivesse um cofre que senha colocaria nele? Hum... acho que a data de aniversário dela. Digitei a data de nascimento da minha mãe. Vendo um nomezinho vermelho numa telinha pequenininha.
– Código incorreto.- dizia a voz eletrônica. Bufei. Mas que droga. Bom, eu não posso desistir. Vejamos.... já que não é a data de niver dela, talvez... hum. Quem sabe possa ser a minha? Tudo é possível, né? Digitei os números “20/07/94” esperando uma resposta.
– Codigo incorreto.- falou a voz eletrônica mais uma vez. Mas que droga. Vejamos. Quem sabe, possa ser a quantidade total de letras do meu nome completo? Digitei os seguintes números “13/20/07/94”. Respirei fundo.
– Código correto.- falou a voz eletrônica. Isso! Eu sou deeeemais! Abri a porta do cofre. Vendo ali, muitos papeis. Muitos mesmo.
Tirei um dos muitos que estavam ali, vendo outra reportagem. Com o mesmo tema. De um bebê sequestrado, por uma mulher desconhecida, de uma maternidade Brasileira. Essa mulher era morena de cabelos extremamente longos, usava óculos escuros, e boné preto. Cobrindo seu rosto por completo. Ela segurava uma cesta, de pequenique. E dentro dela, um pano de algodão cobria um possível bebê. Cara, como ninguém reparou isso?
Aquelas fotos, me davam certos calafrios. Por que mamãe guarda tantas coisas sobre isso? Será que ela é obsecada por bebês? Ou será que é alguém conhecido dela, que não vê a muito tempo? Olhei para os demais papéis. Vendo que todos eles, eram fotos ou revistas e jornais. Todos eles falavam sobre o mesmo caso. Desse tal bebê. Isso tava já é me dando nos nervos. Guardei todos os papéis na minha bolça, fechando o cofre. Pondo tudo no seu devido lugar.
– Amor? Anna? Cadê você, linda? Anna Mel?- escutei uma voz vinda do andar de baixo. Justin.
Sai do quarto da minha mãe, completamente apressada, e destrambelhada. Desci rapidamente as escadas, vendo ele na sala. O mesmo sorriu, chegando perto de mim. Em seguida, abraçou minha cintura me dando um longo selinho. Sorri com esse ato. Eu pensei que depois, da “surpresa” que lhe dei no aniversário, ele mudaria. Que ficaria se achando o rei da cocada preta, só por que ficou com uma garota. Mas ele continou o mesmo.
Continuou doce, romantico, gentil e sorridente.Cavalheiro, me trazia flores sempre que seu dinheiro dava. Ah, sem falar de inteligente. Muito inteligente. Ele sempre me passa a cola, nas provas. Eu ainda não sei, como ele não é pego. Isso é bom pra mim. Viu meninas? Tenham namorados nerds! Eles te passam a cola, e são muito fofos. Fica á dica.
– Oi lindo. Desculpa a demora. Vamos?- perguntei após partimos o beijo.
– Você está linda, princesa. Vamos sim.- respondeu ele sorridente. Sorri em reposta.
[...]
– Ei ei. Calma.- falou ele rindo, após partir o beijo. Sorri, tentando recuperar o ar.
– Desculpa.- sorri amarelo. Ok, eu não tava conseguindo esquecer aquele assunto do bebê. Era muito estranho. Eu queria mais tempo, pra avaliar toda aquela papelada. E saber porque ela guardava aquilo. Mas eu estava sempre rodeada por pessoas. Não que isso fosse ruim. Mas nesse momento, eu queria saber mais coisas sobre isso.
– O que houve, meu anjo? – perguntou ele doce. Suspirei fundo. Eu não podia contar a ele. Não até que eu tivesse a certeza.
– Nada.- respondi olhando para o lado. Ele com o dedo indicador, tocou meu queixo. Forçando-me a encará-lo. Engoli a seco.
– Não mente pra mim. Você sabe que, além de namorado sou seu melhor amigo. Você pode falar pra mim, Anna Mel. – continuou ele doce. Respirei fundo, fechando e abrindo os olhos em seguida. Toda aquela história tava me deixando completamente confusa e irritada. Eu tinha que dar um jeito, pra sair daqui por um tempo. Ou seria uma grossa com o Juju, e falaria muita porcaria. Quando ele só queria me ajudar.
– Eu não tô mentindo. Eu só.... vou comprar um sorvete pra gente. Eu volto logo, não sai daqui.- falei a primeira coisa que me veio na cabeça. Lhe dei um beijinho na bochecha, caminhando para a soverteria mais próxima.
Eu sabia que, eu não deveria esconder isso dele. Mas também, gostaria de contar quanto tivesse a total certeza. De certa forma, aquilo me deixou pra baixo. Eu apenas queria saber, o que significava aquilo. Bufei. Balancei a cabeça para os lados. Qual é? Eu preciso contar isso pra alguém. E Justin é a pessoa ideal pra isso. Dei meia volta, desistindo totalmente do sorvete. Caminhei mais o rápido possivel, de volta para a pracinha onde deixei Justin. Caminhava depressa. Eu não sei o que deu em mim. Mas parecia que alguma coisa ia acontecer.
Até que ao chegar na praça, vi uma roda de pessoas. Franzi o cenho, chegando cada vez mais perto. Passei pelas pessoas rapidamente, finalmente vendo a pior cena da minha vida. Frad batia em Justin, com um pedaço de pau muito grande e grosso. Juju por sua vez, estava caido no chão, sendo segurado por outros garotos. Os “amigos” de Frad. Mas que covarde! Corri até ele, lhe batendo o mais forte possivel nas costas. Eu as socava com toda minha força. Ele parou de bater nele, se virando pra mim.
– Olha só. Pensei que a namoradinha do nerd nunca viria. Demorou hein?- debochou ele.
– Para com isso. Agora!- ordenei irritada.
– É mesmo? E o que você vai fazer para me empedir?- debochou ele novamente. Ficando muito perto de mim.
– Deixa ela em paz.- falou Juju, com dificuldades. Cuspindo sangue. Aquilo serviu para me deixar ainda mais irritada. Eu tinha que ajudar o Juju. Não importa como. Eu vou ajudá-lo.
– Olha só. O franguinho não consegue nem se proteger, e ainda quer bancar o valente pra mim. - falou Frad irônico. Voltando sua atenção para Justin. Lhe dando um chute monstruoso nele. Aquilo doeu mais em mim, do que nele. Era horrível, vê-lo assim e, não poder fazer nada pra ajudar. Alguns garotos me seguraram, enquanto eu assistia Frad e mais alguns baterem no meu Juju. Nenhum de meus gritos, ou lágrimas pareciam comover Frad. Justin a essas alturas, estava quase desmaiando de tanto apanhar. E os chutes, só iam na cabeça dele.
– Solta ele! Para com isso! - eu gritei em meio ao desespero. A essa altura do campionato, Justin fechava devagar os olhos sem aguentar mais apanhar. Meu desespero aumentou ainda mais, ao ver isso.
– Você não ouvio a garota? Solte os dois agora!- ouvi uma voz estridente, em total fúria. Olhei para o lado de Frad vendo Damon, com os punhos fechados.
– Quer apanhar também é? Playboy?- ironizou Frad. Foi tudo muito rápido. Até que eu vi, Damon dar um murro certeiro em Frad. A força do murro foi tão grande, que ele caiu com tudo no chão.
– O que você fez, seu desgraçado?- perguntou Frad furioso. Mas ele não saia do chão, falando com dificuldade.
– Você quer apanhar mais?- perguntou Damon, ainda irritado. Os garotos que me seguravam, me soltaram saindo correndo. Para bem longe do local, junto a Frad e os demais covardes. Corri em direção a Justin. Me ajoelhando ao seu lado, pondo sua cabeça em minha perna.
– Juju. Juju fala comigo por favor. Justin abre os olhos, fala comigo. Faz alguma coisa. Por favor, fala comigo.- eu dizia em meio ao desespero. A essas alturas, toda a multidão que antes via ele apanhar, agora voltaram para o que faziam sem tentar ao menos socorre-lo.
– Damon, me ajuda por favor. Não deixa ele morrer, não deixa.- continuava eu. Completamente desesperada. Ele se aproximou de mim, pegando Justin no colo. Caminhando assim com ele, até um carro. O segui, abrindo a porta do banco de trás. Entrei, e logo ele pôs o Juju no meu colo. Fechando minha porta em seguida. Deu a volta no carro, entrando no mesmo batendo a porta. Enquanto eu chorava, por ver o meu lindo nerdinho Juju naquele estado.
[...]
Eu andava de um lado para o outro da sala de espera, angustiada. Ashley, Pattie, mamãe, estavam sentados em algumas cadeiras, da sala. Também angustiados. Damon por sua vez, tinha o semblante neutro, como se nada de mais tivesse acontecido. Ele tentava me manter calma, de todas as formas. Acho que ele tava ficando nervoso, por não conseguir me acalmar, e por eu chorar o tempo inteiro.
Mas caramba, era Justin que estava lá dentro. O meu Juju. Aquilo era doloroso demais. Era como se tivessem enfiado uma faca no meu coração. Como eu queria estar no seu lugar, apenas para que ele não saisse machucado nessa história. Foi tão horrível, assistir ele ser espancado e não poder fazer nada para ajudá-lo.
– Algum parente, do jovem Bieber?- perguntou um doutor. Eu acho que me lembro desse carinha.
– Sim! Eu sou a mãe dele. Me fale por favor, não suporto essa angustia.- falava minha sogrinha completamente angustiada. Não tão diferente de mim.
– Acalme-se senhora. Bom, o jovem levou uma boa surra pelo que notei. Bom, acho que devo dizer logo.- falou ele, respirando fundo. Esse doutor quer me matar.
– Fale, doutor. Fale de uma vez.- disse nervosa. Ele respirou fundo.
– Bom, ele levou muitos chutes na região da cabeça e... Bom. Ele está em coma induzido. É tudo que posso informar.- respondeu ele, saindo da sala de espera. Meu coração, vacilou várias batidas. Isso não pode estar acontecendo.

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