14 de mai de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 22 - Responda

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 22 - Responda
POV ANNA
Dias Depois...
Já se fazia dias, e Pattie foi a única que teve acesso ao quarto do Juju. Eu estava apreensiva, por noticias dele. Ashley e Damon me arrastaram para a lanchonete do hospital. Em uma inutil tentativa de me fazer esqueçer um pouco do ocorrido. Ashley fala sobre a diferença de cada cor de rosa. Damon, se entupia de batata- frita falando de boca cheia. Até seria engraçado, se Justin não tivesse em coma induzido porque foi espancado. Eu batia freneticamente os pés no chão.  Encarando o prato extremamente farto de batatas- fritas, que Damon pediu pra mim. Ele sabia o quanto eu era viciada nessas comidas, mas, eu não sentia fome. Por incrivel que pareca. Ashley de uns tempos pra cá, até me apelidou de porca comilona, por eu obviamente como muita coisa, e me sujo pra chuchu. Mas a fome, não dava sinal de vida. Minha única preocupação era com ele. Se tinha acordado, ou não. Eu queria ao menos, ficar perto dele. E segurar sua mão. Mas nem isso eu podia. Respirei fundo, levantando da cadeira. Sobe os olhares curiosos de Damon e Ashley.
– Pra onde você vai?- perguntou Damon, ainda sem tirar os olhos de mim. Pus minha bolsa nos ombros.
– Vou dar uma volta. Qualquer coisa, me liguem.- respondi ao longe, caminhando para fora do hospital. Eu não aguentava mais ficar ali. Eu precisava ficar em um lugar que, me fizesse sentir bem. Relaxada. E eu já sabia, o local ideal pra isso.
[...]
   Sentei na grama extremamente verde, apoiando as costas no tronco da árvore. Respirei fundo. Aquele era o lugar preferido de Justin. O lugar que me fazia lembrar dele. O que consequentenmente mais relaxada. Deixei a bolsa, ao meu lado na grama. Aquilo por mais estranho que fosse, me fez lembrar de todos os momentos que passamos juntos. Aquilo doia tanto. Como desejava que tudo isso não passasse de um sonho bobo. Apesar da força, que eu recebia dos outros ainda me sentia fraca. Sem forças, pra nada.
    O que eu de fato sou. Uma fraca ridicula. Como Ananda falou várias e várias vezes á mim. E ela não estava errada. Eu era, sou e sempre serei uma fraca. Ananda era uma garota forte. Encarava de frente seus medos e os vencia. Enquanto eu, ficava no canto, com medo. Encolhida. Eu sempre quis ser como ela. Linda, decidida e corasoja. Acho que é por isso, que todos gostam tanto dela. E me deixavam no canto. Claro, que eles me davam amor, mas quando ela estava ganhava todas as atenções.
 Sem falar, que ela era muito bajulada por mamãe. Hum. Espera. Eu ainda não tinha analisado toda aquela papelada. Bom, não era o momento ideal pra isso. Mas ao menos, iria tirar um pouco meus pensamentos do que aconteceu com Justin. Abri a bolsa, tirando todos os papeis. Os pondo organizadamente pela grama. Bufei, encarando cada uma. Respirei fundo mais uma vez, nervosa. Eu não tava conseguindo raciocinar direito. Tudo girava, e apesar da curiosidade meu coração doía. Suspirei fechando os olhos, tentando manter a calma. Sentindo uma lágrima, molhar meu rosto. Abri os olhos, aguardando todos os papeis de volta na bolsa. Eu não tinha paciência nenhuma. Ok. A quem quero enganar? Com Justin naquele estado, eu não conseguia pensar em mais nada. Deixei a bolsa ao meu lado direito, encostando novamente as costas no tronco grosso da árvore.
– Eu posso falar com você?- perguntou uma voz ao meu lado. Eu nem precisava, abrir os olhos, pra saber quem era.
– Frad, some da minha frente. Já não basta o que fez, deixar Justin em coma induzido, e ainda quer conversar? Me faz um favor? Vai pro inferno!- respondi grossa, e fria. Mas sem alterar o tom de voz. Esse é o tom, que geralmente causa mais medo no povo.
– Eu vim aqui pra pedir desculpas.- falou ele baixinho. Abri os olhos surpresa. Mas que cara de pau. Ele tá estando minha paciência logo em um momento crítico como esse.
– Olha aqui. Se isso é uma piada....
– Me escuta por favor. Me desculpa. Eu sei que sou um canalha, mas é que eu estou realmente arrependido.- dizia ele.
– Você não está arrependido. E sim, com medo que eu dê uma queixa de agressão, contra você. E você deixou um belo estrago nele, ou seja você vai preso. E se ele morrer, que Deus o livre, você vai preso por homicídio culposo. E olha que eu não vou aliviar sua barra, seu...
– Me escuta caramba! Eu não estou aqui, pedindo desculpas por medo de ser preso por agressão Anna. Estou aqui, por que me deu na telha pedir perdão por bater no seu namoradinho ridículo, por estar com ciúmes de você. Eu não tenho culpa de estar loucamente apaixonado por você, Anna. – falou ele rápido. Enquanto fazia gestos com as mãos. Perai, eu ouvi direito? Apaixonado?
– O que? Como assim, apaixonado? Cê tá de brincadeira, né?- perguntei ainda confusa.
– Eu te amo, desde o momento em que te conheci. Você é totalmente diferente de todas as garotas que conheci. É sincera, amiga, companheira. Leal aos amigos, e muito linda. É por isso e outras coisas que eu te amo. Eu fiquei com ciúmes, Anna. Por que eu quero estar no lugar dele. Foi por isso que fiz o que fiz. E sinto muito. Muito mesmo.- respondeu ele. Frad parecia estar sendo sincero.
– E porque está pedindo desculpas?- arqueei a sobrancelha.
– Eu não suporto ver você chorar. E também percebi que eu não sou o tipo de cara ideal pra você. Você é especial Anna, e merece alguém que te faça feliz. E se Justin está fazendo isso, para mim basta. Por isso, eu preciso que me perdoe.
– Não é a mim que tem que pedir perdão.- respondi. Levantei com a bolsa já nos ombros. Saindo do local. Indo novamente para bem longe de Frad. Mas que coisa louca. Me amar! Só poderia estar ficando louco. Onde ele poderia ter um sentimento? Desconfiava muito de que estivesse mentindo, com medo de ser denunciado por agressão. Mas, caso estivesse realmente falando a verdade, nada mais poderia  apagar o que ele tinha feito. E se não pedisse esculpas a Justin, nada do que falou hoje, valeria realmente alguma coisa.
[...]
  Caminhava pelos corredores, ainda atordoada. Primeiro, minha prima vem passar uma temporada aqui. Segundo, descubro que minha mãe guarda coisas de um bebê sequestrado, meu namorado é um nerd muito fofo que, espancado e posto em coma induzido. Terceiro, meu amigo Damon me beija, e o cara que espancou meu namorado revela que me ama e que fez tudo isso, por simples ciúmes. Sem falar, que tenho uma amiga loira e louca que grita, bate palmas, e Ama rosa. Acho que deu pra ver, um terço de tudo o que tá acontecendo comigo. Tudo aconteceu tão rápido que, eu ainda tinha uma certa dificildade de separar as coisas.
  Eu estava completamente confusa. Falar isso com Ashley seria uma perda de tempo. Ela se preocupa mais com suas unhas do que outra coisa. Sem falar com conselho loucos dela. Eu já não tinha corajem de encarar Damon, mesmo estando completamente agradecida por ele salvar a vida da pessoa mais importante pra mim. Eu jamais pediria um concelho para Ananda. Ela era muito má. Minha sogrinha, tava preocupada demais com o filho. Eunão queria ser mais um motivo de preocupação para ela. Mamãe por outro lado, era outra perca de tempo. Eu não tava nem um pouco afim de sequer falar com ela. Eu não podia conversar com Justin, já que ele está em coma. Ou seja, eu não tenho ninguém pra desabafar. A única pessoa que eu confiava até de olhos fechados era minha avó.
  Mas até ela me deixou sozinha. Morreu. Me deixando de recordação apenas um colar que ganhou do meu avó, de presente de aniversário de casamento. Graças a Deus o casamento deles durou até a morte. Eles viveram durante mais de 50 anos juntos. Tudo isso, sem brigas ou discuções bobas. Um casamento saudavel. Um que qualquer um, desejaria ter. Eles realmente se amavam. E em momentos como este, eu queria minha avó aqui. Ela era a única que me entendia como ninguém. Seu abraço era tão acolhedor, e carinhoso. Ela era tão doce, e era a única que possuia os melhores conselhos do mundo. Meu Deus, que saudades dela. Por que a tirou de mim? Porque?
– Anna, eu tenho uma notícia pra... você tá chorando por que?- perguntou alguém me tirando dos devaneios. Era Ashley e ela me encarava estranha. Passei a mão no rosto, limpando uma lágrima que eu nem senti cair.
– foi um visco que entrou no meu olho.- menti.
– você finje que é verdade, enquanto eu finjo que acredito.- respondeu ela de sobrancelha arqueada, com as mãos na cintura. Mandona. Ih, tô encrencada.
– O que foi?- perguntei fazendo gestos com as mãos.
– Olha flor, eu sei que está tristinha. Mas tenho uma notícia pra te contar.- comentou ela eufórica. Eu ri disso. Só ela pra me fazer rir numa hora dessas. É por isso que essa loira louca é minha best friend.
- Tá legal, fala.- respondi encarando ela que só faltava dar pulinhos no meio do corredor.
– Vem comigo.- respondeu ela. Me puxando pelo pulso. Caminhando rapidamente pelo corredores do hospital apressada.
– Ai Ashley. Isso tá doendo. – reclamei. Um carinha que vestia uma roupa de “carinha da limpeza” passava. A loira sorriu pra ele.
– Aê tio! Tudo beleza?- disse ela cumprimentando o carinha que sorriu em troca.
– Tudo ótimo flor. Cuidado com o chão molhado.- alertou ele. Ashley o encarou desentendida, sem parar de andar.
– Chão molhado? Como... - dizia ela. Até que ela escorregou e caiu, quase me levando junto. A sorte foi que puxei minha mão, pra não levar um belo tombo como ela levou. O “tio” começou a rir dela, enquanto a loira berrava no chão. Com o joelho ralado. Isso me fez lembrar de mim, quando pequena. Eu cai, ralei o joelho. Ninguém ligou pra mim, enquanto Ananda ria da minha cara e eu chorava. Acho que já contei isso. Mas foi impossível não associar, com o que aconteceu com Ashley.
– AHHHHH! MEU JOELHINHO! AHHHHH!- berrava ela, como um bebê. O carinha ficou rindo. Ele me fez lembrar de como Ananda ria debochada, pra mim. Foi horrível. Ela me fez sentir, um verdadeiro lixo.
– Calma Ashley. Vem comigo.- falei calma. A levantei, e com ela apoiada em mim a levei até uma enfermeira. A mesma levou a loira pra uma sala. Eu acompanhei todo o processo. Vendo a mulher (muito velhinha por sinal) fazer alguns curativos no joelho da loira. Ela ainda chorava, e chorava alto. Tá certo que, o remédio anti-inflamatório ardia, mas também não precisava chorar como um bebê, né? Rsrs.
– Nossa jovem. Pare com o choro, eu já terminei seu curativo faz dois minutos.- comentou a enfermeira.
– Mas tá dodoi.- respondeu ela, como um bebê. É por isso que eu digo que ela tem um parafuso a menos.
– Pronto, pegue seu pirulito.- a mulher disse, entrengando um pirulito pra loira.
– EBA! PILULITO!- gritou ela afobada. Dei uma risadinha,vendo ela com a guloseima em mãos. Podia ver seus olhos brilharem. Mas que boba.
– Obrigada senhora. Desculpe o escandalo. É que ela não.... gosta de hospitais.- falei a primeira coisa queme veio a cabeça. Era como uma cena de seriado de tv.
– Tudo bem querida. Estou acostumada com crianças. Cuidado com o chão molhado.- avisou ela. Acenti, saindo do local ao lado de Ashley que mancava.
– Por que você tá mancando?
– Eu cai, flor? Cê num viu? Foi muuuuuito ruim. O carinha ficou rindo de mim.- fez biquinho.
– Mas não é porque você caiu, que vai andar mancando né, loira?- bufei em meio a uma risadinha.
– Mas me conta. O que você tinha pra me mostrar?- perguntei. Ela sorriu, sapeca e feliz ao mesmo tempo pra mim. Me puxando novamente pelo pulso. Caminhamos rápido, até ficar de frente a uma porta de número 438. Virei para ela, a encarando estranho. O que essa menina tá fazendo?
– Ashley o que está acontecendo?- perguntei confusa.
– Bom, aconteceu tipo... Um milagre. Era pra ele ficar mais tempo, mas cara ele tá lá.- respondeu ela eufórica. Me deixando ainda mais confusa. O que ela tá dizendo? Quem é “ele”?
– O que? Ashley eu não tô entendendo nada. Como assim? De quem você está falando?- perguntei completamente perdida. Ela sorriu largo.
– Tem alguém querendo ver você. Ele te explica.- respondeu ela. Abrindo a porta e me jogando dentro do quarto. Quanto me virei, vi a porta fechada.
– Mas que droga, Ashley.- cochichei para mim mesma. Me virei para ver onde aquela varrida tinha me jogado.
Olhei a minha volta, e quase tive um piri-paque. Vi ali, um velinho muito velinho. Mas tipo velhinho mesmo. ele usava um jaleco, e tinha em mãos, uma espécie de prancheta. Pattie estava sentada em uma plotrona, ao lado da cama. Onde estava Justin, que sorria largo pra mim e... espera! Justin? Acordado? Sorrindo largo pra mim? Eu tô sonhando? Se eu estiver, por favor não me acordem.
– Juju?- pergunte ainda paralizada. Enquanto ele sorria doce pra mim. Pattie também ria. Acho que ela deve tá achando minha cara de suspresa engraçada.
– Pensei que nunca mais viria, meu anjo. Você demorou.- disse ele ainda sorrindo.
– Juju? É você mesmo, ou isso é só um sonho, que vai acabar quando alguém gritar no meu ouvido? E eu acordar com uma vaca loira, querendo que eu pinte suas unhas? - perguntei ainda paradona lá. É minha cara deve tá sendo engraçada. Mas eu fui pega de surpresa caramba. Ele deu uma risadinha, estendendo a mão pra mim.
– Sou eu sim. Vem cá amor. Eu não sou a vaca loira da Ashley. Pode ficar tranquila, princesa. – ele riu brincalhão. O carinha de jaleco, veio até mim. Me conduzindo até Justin. Fiquei de frente pra ele, ainda o encarando. Isso só pode ser uma pegadinha. Só fazia alguns dias que ele tava em coma induzido. Ou é uma pegadinha, ou é um sonho.
– Se isso for uma pegadinha, Ashley você vai ficar careca!- ameaçei. Agora as pessoas a minha volta, riram de mim.
– Não é nenhuma pegadinha, amor. Vem me abraçar, por favor. Eu preciso de você.- respondeu ele doce. Cheguei mais perto, sentando ao lado dele na cama.
– Bom, acho melhor deixar os pombinhos á sós. Vamos doutor. Eu te pago, batatinhas fritas.- falou Pattie. Pude ouvir os dois rirem, batendo a porta duas vezes.
– O que foi? Eu tô muito machucado?- perguntou ele rindo ralinho.
– Você é um fantasma? - insisti. Ele riu, pegando minha mão a pondo em seu peito. Nesse mesmo instante, senti suas batidas aceleradas. Enquanto o Monitor Cardíaco fazia um barulho de “pipipi”. E vi ali, sua frequencia cardíaca ir a mais de 100 batimentos por minuto. Nossa.
– Sentiu isso? Ele sempre bate assim quando estou com você. Só com você. Eu te amo demais... E só pra constar, eu não sou um fantasma. - falou ele doce. Enquanto eu sentia seu polegar, fazer carinho em minha mão. Sorri largo, o abraçando forte. Ah! Como era bom, sentir seu corpo junto ao meu. Seus braços, me abraçando. Sentir seu cheirinho tão maravilhoso. Vê-lo sorrindo pra mim, me chamando de amor. Ah, que saudades disso. Como eu sou dependente desse garoto. Como eu o amo. Parece que todo o vazio que eu senti durante esses longos e torturantes dias, tinha sumido. E em seu lugar, ficou o amor. Meu sorriso era maior do que a cara. Eu o abraçava forte, com medo de que ele fosse embora, e que tudo aquilo fosse um sonho.
– Meu Deus, é você mesmo. você não sabe o quanto eu senti sua falta. Não faz mais isso comigo. Corre, sobe na árvore. Qualquer coisa, mas não deixa ele te bater assim de novo. Eu fiquei com tanto medo de te perder, meu lindo. Oh Deus! Eu te amo tanto. - falei o abraçando ainda mais forte, colando ainda mais nossos corpos se é que isso era possivel. Senti ele deixar um doce e agravel beijinho em meus cabelos, me abraçando ainda mais forte. Enquanto eu sentia uma lágrima molhar meu rosto. E pingar em seu ombro.
– Eu te amo muito mais meu anjo. Eu prometo que da próxima vez, subo em uma árvore. Mas não chora, por favor. Eu não suporto ver você assim. – continuou ele doce. Deixei minha cabeça, na curviha de seu ombro. Inalando aquele cheirinho tão bom. Que só ele tem.
– Eu te amo, Justin. Amo!- sussurrei, sentindo mais lágrimas atrevidas molharem meu rosto e se pescoço.
– Eu te amo muito mais, Anna Mel Montês. Muito mais. - respondeu ele no mesmo tom.
[...]
Abri lentamente os olhos. Ainda sonolenta. Eu abraçava alguém. Levantei a cabeça, vendo quem eu abraçava. Eu fiquei extremamente feliz, por saber que aquilo não era um sonho. Eu ainda estava abraçada ao meu nerd. O nerd que tanto amo. Sorri largo pra ele, recebendo um doce selinho. Esse sim, é um ótimo modo de acordar.
– Dormiu bem, meu anjo?- perguntou ele doce. Pondo uma mexa do meu cabelo, atrás da minha orelha. Sorri pra ele. O encarando.
– Melhor do que nunca. Saber que você esta bem, me fez ficar tranquila. E você? Dormiu bem? Como se sente?- devolvi a pergunta. Ele riu.
– Melhor do que nunca. Tendo você ao meu lado, tudo melhora. Sua dorminhoca.- brincou ele na última palavra. Apertando de leve minha bochecha. Eu ri.
– Ah me deixa, foi a noite mais bem dormida de 29 dias. – argumentei também risonha. Tomei seus lábios, em um beijo doce. Como era bom sentir seus lábios juntos aos meus assim. Nós rimos, entre o beijo. Quando senti ele abraçar minha cintura com uma mão. Enquanto a outra, acariciava meu rosto. Docemente. Nossas linguas brincavam carinhosas dentro de nossas bocas. Era uma sensação maravilhosa. A melhor de todas, devo admitir.
– Ainda bem que acordou, sua dorminhoca. – falou alguém. Partimos o beijo, observando mamãe, rindo brincalhona. Ri fraquinho, notando que ela segurava uma bolsa.
– Por que a senhora, está com essa bolsa nas mãos?- perguntei apoiando minha cabeça, na curva do pescoço de Justin. Ele deu uma risadinha da minha preguiça.
– Bom, como eu sei você vai ficar grudada no coitado do seu namorado até ele sair do hospital, eu trouxe uma troca de roupas pra você. – respondeu ela. Acenti, fechando os olhos.
– Vamos mocinha, levanta esse traseiro dourado daí. E vai tomar um banho, senão seu namô não vai aguentar seu cheiro.- disse ela. Levantei a cabeça, a encarando.
– Ei! Eu sou muito cheirosa para sua informação, ok? Mocinha.- imitei seu tom de voz, fazendo eles rirem.
– Ok. Agora vai logo tomar banho.- Disse ela me entregando a bolsa. Bufei, levantando da cama.
– Tá bom. Tá bom.- respondi, caminhando rumo ao banheiro.
[...]
Sai do banheiro já tomada banho. Cheirosinha e bonita. Rsrs. Agora eles não podem falar de mim. Caminhei até o quarto, deixando a bolsa em uma poltrona ao lado da cama. Sentei perto de Justin, enquanto eu via na tv passando Bob Sponja. Senti um beijinho doce em minha bochecha. Era Justin. Ele abraçava minha cintura docemente. Sorri tocando suas mãos, que estavam em minha cintura.
– E agora? Estou cheirosa?- perguntei brincalhona. Ele riu.
– Muito cheirosa. A garota mais cheirosa do mundo. – falou ele, em meio ao riso. Sorri.
– Obrigada, amor.- respondi. Virando o rosto lhe dando um selinho.
– Ai caramba!- disse ele nervoso. O encarei estranho.
– O que foi amor? Tá sentindo alguma coisa? Quer que eu chame o médico?- perguntei.
– Não. Mas como eu vou fazer pra por todas as atividades e trabalhos da escola em dia? Teve algum teste? Prova? E se eu...
– Ei. Calma, amor. Você pode pegar o assunto com a varrida da Ashley. Eu sei que a letra dela não é a mais perfeita do mundo, mas dá pra entender. Fica calmo, não teve nada importante. Agora fica calmo tá?- respondi calma. Ufa, pensei que fosse algo sério. Escola, puf!
– É mesmo?- insistiu ele. Acenti positivamente com a cabeça.
– Uhum. É verdade, amor. Agora deixa isso pra lá. Que eu quero namorar você um pouquinho.- respondi fazendo bico. Vendo o mesmo rir. Deixei uma mão de cada lado de seu rosto, que agora estava quase normal. Tomando seus lábios, em mais um beijo.
Nossas linguas se tocavam de várias maneiras. Justin beijava muito bem. Ele aprende rápido. Me apoiei melhor na cama, ficando a sua frente. Ele agora, abraçava minha cintura colando nossos corpos. Partimos o beijo, respirando fundo. Tornando a nos beijar. Eu acariciava seu rostinho de bebê, enquanto nossas linguas brincavam atrevidas dentro de nossas bocas. Mordi de leve, seu lábio inferior, o fazendo rir após interromper o beijo.
– Eu te amo. – sussurrou ele, colando nossas testas. Sorri ainda mais. Eu amo ouvir ele dizer, que me ama. Isso é tão bom.
– Repete.
– O que?
– Repete que me ama. Amo ouvir você dizendo isso.- continuei sussurrando.
– Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo.- falou ele várias e várias vezes. Enquanto eu ria e sorria largo.
– Eu também te amo. Muito mesmo.- disse mordendo os lábios. Ele sorriu ainda mais, se é que isso era possivel. Me dando outro selinho.
– Eu te amo muito mais. Muito mesmo, mesmo, mesmo.- continuou ele. Sem responder tomei seus lábios em um beijo maravilhosos. Pude até ouvir a risadinha dele, entre o beijo.
– Nossa, eu mal sai e vocês já estão se pegando? Vocês são rápidos, hein?- falou mais uma vez, uma voz atrás de nós. Paramos mais uma vez, contra vontade, vendo minha mãe de braços cruzados. Risonha.
– Mãe! - a bronqueei, vermelha.
– Você está com vergonha, e eu estou me vingando por todas as suas fraldas que troquei.- devolveu ela. Ai não! Minha sogra deve ter dito isso pra ela. Tô ferrada.
– Senhoritas. Tenho que informar que terão que sair do quarto. O jovem Bieber terá que passar por alguns exames. Daqui a exatamente doze horas, poderâo vê-lo novamente.- falava o doutor praticamente nos expulsando do quarto. Eu só tive tempo de pegar minha bolsa, e olhar pra Justin que riu com o ato do doutor. Quando estavamos finalmente do lado de fora, olhei pra minha mãe decidida.
– Mãe, eu preciso que venha comigo.- falei a puxando pelo braço. sem ao menos dar a ela a chance de se explicar.
[...]
A fiz sentar no sofá da sala, da nossa casa. Tirei da bolsa, todos os papeis os pondo em cima da mesinha de centro da sala.
– Mãe. Eu quero que fale sobre isso pra mim. Por favor, seja cincera. Não minta pra mim.- falei a fitando. Eu podia ver que ela tava ficando cada vez mais pálida.
– Onde achou isso?- perguntou ela, tentando mudar o rumo da conversa.
– Isso não interessa. Eu quero saber, o que você tem haver, com esse assunto do bebê e porque guarda isso.- a cortei um pouco grossa. Ela engoliu a seco.
– Por que você quer saber disso?- perguntou ela.
– Me responde, mãe. Por que você guarda isso? Por que nunca me falou sobre meu pai? Não adianta fujir do assunto. Vamos mãe, respode!- exigi, vendo ela ficar ainda mais pálida. Engolindo á seco. Estava decidida. Iria até o fim, para saber o que tanto me atormenta. Dessa vez, ela não escapa.

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