19 de jun de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 8 - Armadilha Descoberta



POV ANNA
Eu esperava ansiosa pela resposta dele. Seus olhos arregalados debaixo dos óculos denunciavam a surpresa. Diferente dele, meu coração batia a mil por hora. Tentando pensar em algo. Tentando arquitetar um plano para me livrar de Frad e deixar o pobre Juju em paz. Mas nada, eu repito nada saia da minha cabeça. Bom... Na verdade, nada de bom. Porque a única coisa que eu pensava era naquele carinha maravilhoso que o Juju carregava no meio das pernas.
Não me importo se me chamarem de safada, ou algo do tipo. Porém eu adoraria ver aquele ser tão lindo novamente. Não ficar apenas olhando, se me entendem. Porém tinha outra coisa que me deixou, alias, me deixa angustiada. O maldito baile da escola. Sim, essa porcaria está ficando cada vez mais próxima e na escola não se falava de outra coisa. Os cartazes, enfeites, balões coloridos. E para complicar ainda mais minha vida, o baile vai acontecer no dia dos namorados. E o que me deixou ainda mais confusa foi uma coisa que a loira me disse hoje. Ela falou que o Juju viu meu beijo com o Damon e saiu apressado depois disso. Para mim foi apenas um beijo de momento, mas esse beijo serviu para ferrar legal com a minha vida. Ou o resto dela. Parabéns para mim. A idiota sem planos do ano.
– é sério mesmo que está me convidando para um baile do dia dos namorados? – perguntou ele ainda confuso.
Uma parte de mim torcia para que ele aceitasse o meu convite. Porém a outra parte gritava para que ele o recusasse. O baile aconteceria neste final de semana, e tudo acontecia muito rápido. Os dias passavam depressa, as ameaças de Frad ficavam cada vez mais constante Ashley ficava mais louca a cada dia que se passava, e enquanto isso eu amava o nerd cada vez mais. A cada sorriso, a cada frase inteligente que dizia a cada ato de cavalheirismo, a cada vez que ele arregalava os olhos, a cada vez que ele ria. Tudo naquele garoto me encantava, e eu ainda me pergunto por que continuo encantada por ele. Porque eu amo esse garoto.
– estou sim. Mas ainda estou esperando sua resposta.
– mas eu não tenho muito dinheiro. – o alegou. Dei de ombros.
– e o que há de errado com isso?
– como irei alugar o terno, o corsage e também... – dizia ele nervoso.
Falando tudo muito rápido, completamente fora de controle. Se estivéssemos em um filme, eu o calaria com um beijo. Mas, como estamos na vida real eu não vou fazer isso. Vai ficar só nos sonhos por enquanto.
– hey, calma. É apenas um baile. Eu posso alugar um terno para você, e além do mais vai acabar mais rápido do que se imagina. Não vale a pena gastar tanto, acredite.
– mas seria falta de educação, deixar uma dama pagar minha vestimenta. Agradeço a boa intenção, mas seria contra meus conceitos deixar você pagar tudo. Além do mais, de que adianta ir a uma festa em que todos me odeiam? Eles vão continuar a me odiar. Vão me odiar enquanto dançam. – argumentou ele. Bufei.
– por favor, é... É muito importante para mim. – falava suspirante. Ele sorriu, assentindo positivamente.
– tudo bem, já que insiste tanto, irei ao baile com você. Mas, é que eu não danço muito bem. – o alegou. Eu ri lhe beijando a bochecha. Legal. Agora só preciso de um plano infalível para acabar com a raça do desgraçado do Frad.
– ok. Passe na minha casa as 20h00minpm. Como já sabe onde moro, não preciso te dar o endereço. Até amanhã, Juju. – terminei.
O abraçando forte, e beijando novamente sua outra bochecha. Caminhei novamente para dentro do colégio. Odeio perceber que sempre deixo a porcaria do celular no armário. Isso é realmente uma droga.
– aqui está você. – falei abrindo o armário, tomando em mãos o celular que vibrava bastante.
– alo quem me perturba? – atendi a chamada, agora, caminhando para fora da escola. Bem lerdamente por sinal. A preguiça um dia me mata.
– a minha linda pessoa te perturba. Cadê você, Abelhinha que me ama? Vem logo, antes que os esmaltes sequem. Lembra que você me prometeu que iria fazer minhas lindas unhas? Hum? – falava Ashley. Eu ri.
Na verdade, ela me ameaçou para fazer isso. E como eu tenho medo que ela crave aquelas unhas rosa e assustadoras em mim, eu inteligentemente faço o que minha amiga maluca pede. Hey, não me olhem assim. O olhar dela dá medo, ok?
– tá, estou chegando. O Juju está no carro?
– AI! JUJU NÃO FAZ ISSO COM MINHAS UNHAAAAS! CÉUS, VOCÊ ALGUMA VEZ FEZ A UNHA DE UMA MULHER? ISSO TÁ UM HORROR! – ouvi a doida gritar do outro lado. Obviamente, ela forçou o tadinho a fazer as unhas dela. Tirou um bife e ela pirou na batatinha. Não queria estar na pele dele. Rsrs.
– desculpa. Mas você não para de mexer as mãos. – ouvi a voz dele ao fundo. Parecia estar com medo. Mas não o julgo. Com uma loira doida como Ashley, mandando aquele olhar azul assustador e arregalado, qualquer um fica com medo.
– viu só Aninha? Estou sendo maltratada por uma Jujuba que não sabe fazer unhas! Não quero mais falar! – afirmava ela. Revoltada. Eu ri, quando a loira encerrou a chamada sem esperar uma resposta minha.
– cara, isso vai acabar em porcaria. Veja o que digo, ela vai acabar ficando com ódio de você. – ouvi uma voz rouca quando eu passava pelo banheiro masculino. Aproximei-me, me escorando na parede perto da porta. Para ouvir melhor a conversa.
– claro que não vai. Com esse papel aqui, Anna Mel está em minhas mãos.
– mas se não entregar o exame para ela no dia do baile ela pode fazer algo contra você.
– está com medo de uma garota, Nick? – perguntou Frad.
– claro que estou! Anna é linda, mas, é melhor cumprir o combinado cara. Vai por mim.
– você acha que vou entregar o jogo assim? Enquanto tiver com esse exame, terei Anna Mel em minhas mãos. E ela vai ter que fazer o que eu quiser. Não só como humilhar esse nerd insignificante. Mas também a ser minha namorada. – ele falava orgulhoso. Apertei o celular em minhas mãos, irritada. Mas que desgraçado.
– e você acha que ela vai querer namorar você? E se o plano der errado? Você ao menos fez uma cópia desse exame? – perguntava o outro. Agora sim, vem a parte interessante.
– não será preciso cópias meu caro. Eu confio no meu taco, Anna Mel Montês será minha namorada depois que humilharmos o nerd. Ela vai ser minha. Só minha, e nem Damon nem ninguém vai me impedir. – ele falou. Quando ouvi passos, sai dali o mais rápido possível. Se esse infeliz acha que vai se der bem nessa está muito enganado. Agora sim, ele vai ver quem é Anna Mel Montês. Vou acabar com esse desgraçado.
[...]

– então ele disse isso mesmo? Mas que malvado! – comentava Ashley com uma voz de criança. Enquanto eu andava de um lado para o outro do quarto. Furiosa.
– pois é. Agora eu preciso pensar em um jeito de me vingar dele. Eu sabia que tinha alguma coisa errada. Frad não é confiável. Aquele idiota. Minha vontade é de estrangular ele! – continuei furiosa.
– não florzinha. Joge melado e penas de galinha nele no dia do baile. É mais fácil. Se matar ele, vai pra prisão e suas unhas vão ficar desidratadas. – afirmou ela. Ainda com sua vozinha de bebezinho. Aquilo me fez rir. Mas não pelo jeito que ela falou. Se é que me entendem.
– você é um gênio Ashley! – exclamei contente. É por isso que amo essa minha amiga doida. Se bem que, no final das contas ela não é tão doida assim.
– é eu sei. As pessoas me falam isso o tempo inteiro. – ela deu de ombros. Mas parou no mesmo instante, me encarando completamente confusa.
– mas espera. Porque eu sou um gênio? – perguntou ela. Eu ri maquiavélica em troca.
– você me deu uma grande ideia, minha cara amiga. – falei. Sentando ao seu lado.
– Aninha, cê vai mesmo jogar melado nele? – perguntou ela. Eu ri alto.
– bom... Mais ou menos. Mas prefiro deixar você ver na hora.
– e como vai pegar o exame?
– eu tive uma ideia brilhante, e graças a você sei o que fazer para acabar com a raça daquele animal. Ele não vai me obrigar a humilhar o Juju.
– posso fazer uma perguntinha? É impressão minha, ou você ama mais o Juju do que me ama? – perguntou ela. Engoli a seco. E eu pensando que ela nunca ia notar. Espero que não seja o que estou pensando.
– como assim? Do que está falando, Ash? – perguntei um pouco temerosa.
– bom, o fato é simples. Você ama mais o Juju do que me ama. Olha, eu sei que sou lenta de raciocínio. Mas quando eu percebo algo, percebo mesmo. Aninha eu sei que você está amando o Juju. Isso está escrito nos seus olhos toda vez que olha para ele, ou quando ouve sua voz, ou fala seu nome. Não acredito que me escondeu isso. – falou ela. Decepcionada.
– me desculpa amiga. De verdade, mas é que eu fiquei com medo.
– medo? Medo estou eu. Que vou perder minha melhor amiga para um garoto. Aliás, já perdi não é?
– do que está falando, Ash? Você não me perdeu.
– é claro que perdi. Porque eu sei que vocês um dia vão namorar, porque está na cara que o Juju olha diferente para você. Aí vocês vão ficar juntos e felizes, e vai esquecer-se de mim e das minhas unhas. Quem é que vai pintar minhas unhas, hidratar meus cabelos, e ouvir minhas reclamações? Quem vai tentar arranjar namoradinhos para mim? Quem vai ser minha parceira no quartinho de faculdade? Quem vai ser minha melhor amiga, confidente, companheira? Uma irmã que nunca tive? Eu amo você, florzinha que não me ama mais. E eu tenho medo de perder sua amizade, por causa de um garoto fofo de óculos. De não me dar mais atenção.
– não diga isso, Ash...
– digo sim. Eu não vou mentir porque, quero que seja feliz. É minha melhor amiga, sempre estarei aqui quando precisar e quando não precisar. Mas eu só tenho você, Aninha. Nem meus pais me aguentam como você. Não quero perder a única amiga verdadeira que tenho. As outras da escola, só ficam comigo pelo meu dinheiro e pela minha beleza estonteante que tanto tentam copiar. Não quero perder você, florzinha. – ela dizia tristonha. Abracei-a de pronto com força e doçura. Mas que bobinha. Isso nunca vai acontecer.
– não fala isso linda. Eu amo você, e nunca que deixaria de ser sua melhor amiga. E nunca mais repita uma coisa dessas. – falei doce, depois de partir o abraço.
– mas, eu pensei que...
– pensou errado. Eu amo você do jeitinho que é. Doida, maluca, loira, obcecada por unhas. Não importa. Eu jamais trocaria você por um garoto, não importa o quanto eu o ame. Os namorados vêm e vão. Mas amigos são para a vida inteira. E eu jamais, repito, jamais jogaria fora nossa amizade de tantos anos. Porque no final das contas, sempre que eu precisar quem vai estar lá por mim, será você. E vice-versa. Você sempre será minha linda rosa loira. – sorri acariciando os cabelos loiros dela. Recebendo um sorriso em troca.
– sério mesmo? Eu vou ser sua preferida? Você vai amar mais a minha beleza do que a dele? Nunca vai me deixar, e vai dividir o quarto da faculdade comigo? E vai me deixar pintar o quarto todo de rosa? Hum? – perguntou ela. Eu ri assentindo.
– sim, Ash.
– e promete que não vai me abandonar pra ficar jujubando com o Juju?
– mas é claro que prometo.
– de mindinho e tudo?
– de mindinho e tudo. – eu ri fazendo aquele juramento bobinho, mas que parecia significar muito para minha loirinha.
– já que não vai me esquecer, eu apoio seu futuro namoro com o Jujubinha. – me abraçou forte, o que me fez corresponder seu abraço tão carinhoso.
Ela era tão pura. Eu ainda não acredito que os pais de Ashley não sejam presentes, que não deem o valor que ela merece. Eu sei que ela sofre por isso, por não ter a atenção dos pais. É por isso que ela é tão doida. Mas isso não é nem parte da história dele. É por isso que sempre a defendo quando a ofendem. Mas eles não sabem da história da minha loira linda. E por isso a julgam. Como aquela garota do refeitório. Depois vou bolar um plano para acabar com ela. Assim ela nunca mais vai falar mal minha loirinha maluca.

[...]

POV JUSTIN

– querido, o que está fazendo? – perguntava minha mãe entrando no quarto, com o semblante confuso. E lá estava eu, deixando o quarto que estava sempre impecável de pernas para o ar.
– o que está fazendo querido? – perguntava minha mãe. Parando a meu lado, de frente ao guarda roupas.
– eu vou ao baile da escola, mãe.
– mas filho, você nunca vai a esses tipos de festas. Além do mais, o baile é amanhã a noite.
– é. Mas por incrível que pareça, serei o par da Anna Mel no baile e não tenho nada para vestir. – suspirei frustrado. Coçando as mãos por baixo dos óculos, triste. Justo quando eu finalmente tenho a sorte de ir ao baile com a garota dos meus sonhos, alguma coisa impede.
– e agora? O que farei? Eu sempre quis ir a um baile com ela, e agora não tenho o que vestir. e ela queria tanto ir comigo a este baile, parecia tão feliz. E agora terei que decepcioná-la. – bufei chateado. Caminhado até a cama. Sentando na mesma, de cabeça baixa.
– filhote, você gosta muito da Anna? – perguntou minha mãe doce. Sentada ao meu lado. Encarei-a com um sorriso fraquinho.
– eu a amo mamãe. E eu tenho certeza de que ela nunca vai me magoar. Ela é diferente. É a melhor garota do mundo. – eu falei.
Eu não conseguia esconder o brilho no olhar ao falar de Anna Mel. Era incrível como eu sempre abria um sorriso ao lembrar-se dela. Os olhos verdes, da boquinha pequena, da pele que antes era bronzeada e ultimamente era branquinha e suave. Do abraço carinhoso dela, e dos beijinhos que ela me dá na bochecha. O que posso fazer se amo essa garota? Ela é incrível.
– não se preocupe. Vá para a escola, deixe que eu mesma vá providenciar uma roupa elegante para você filhote. Vai ficar lindo, ela vai ter muito orgulho de você. – minha mãe disse doce. Beijando-me a bochecha. Eu sorri um pouco confuso.
– mas não temos dinheiro o suficiente para um terno, mãe.
– não se preocupe. Você é um filho maravilhoso, merece todos os esforços que faço por você. É um bom garoto, e merece ter o direito de conquistar quem ama. Agora, vá tranquilo para a escola filhote. – ela terminou sorridente. O que me fez abraçá-la de imediato.

[...]

POV ANNA

– Aninha... Jujuba... Que cor fica melhor em mim? – perguntou a loira. Mostrando as unhas para nós que conversávamos distraídos no jardim da escola. Dei de ombros, quando a mesma sentou a nossa frente, a espera de uma resposta.
– Ashley, pela milésima vez. Todos eles são da mesma cor.
– e pela milésima vez, Aninha mini vaquinha, todos esses são nachos. E nem por isso eu reclamo que você come isso o tempo inteiro. - argumentou ela.
Bufei encarando os meus tão adoráveis nachos. Odeio admitir, mas ela tá certa. Se bem que, ela sempre rouba uns nachos. Hehe. Ce pensa que eu não conto é? Hehe.
– Ashley tem razão. Comer muita fritura faz mal. É prejudicial à saúde. – comentou Juju.
Eu ri, vendo algumas das garotas caminharem rebolando ao lado de Frad pelo jardim. O mesmo piscou para mim, enquanto andava. Sorri irônica em resposta. Esse idiota vai me pagar, amanhã. E como vai.
– não estão achando estranha a demora em tocar? – perguntou Juju, olhando em seu relógio de pulso.
– é mesmo Jujubinha. Será que a escola vai em fim, pegar fogo e ninguém vai vir mais para a escola? – perguntou agora à loira, esperançosa. Eu ri.
– pegar fogo? Esqueceu que estamos dentro da escola bobinha? – falou Juju, enquanto eu tentava não rir e abrir a boca. Segundo Juju, rir enquanto se mastiga é falta de educação.
– ei meninas, a diretora está chamando todos para a quadra da escola. Agora. – avisou uma das garotas da torcida.
– você sabe dizer o que a velha quer? – perguntei.
POV JUSTIN
Certo. Então foi por isso que se demorou tanto a tocar? Com toda a certeza a senhora diretora vai interromper as tão incríveis aulas para anunciar algo tão bobo.
– ela disse que quer todos lá em menos de um minuto. – concluiu a garota. Entre suspiros, seguimos a garota em direção à quadra. Enquanto a garota conversava com Ashley sobre unhas e cabelos, Anna comia seus nachos e eu caminhava ao lado em silencio. Enquanto entrávamos na quadra lotada, deixei as garotas irem à frente. Como minha mãe sempre me ensinou. Primeiro as damas, ela dizia. Dizia também para sempre ser um cavalheiro com uma garota, independente de a mesma merecer ou não.
– ei nerd imbecil. Olha por onde anda. – reclamou uma garota da arquibancada. Olhei para ela assustado.
– me des-desculpa. Não fiz por querer. – me desculpei ainda atordoado.
Tornando a caminhar até o a parte mais alta da arquibancada. Sentando ao lado de Anna Mel que ainda comia seus nachos. Eu ri a encarando. O que a fez me olhar estranho.
– o que tanto olha? – perguntou ela, me fazendo rir um pouco mais. E com o dedo indicador limpei o cantinho de sua boca. Melado pelo molho do nacho que ela ainda devorava.
– estava sujo. – ri.
– brigadinha.
– alunos, bom o que tenho a dizer é rápido e logo voltarão para as salas de aula. – começou a diretora. Seguida por vaias dos alunos preguiçosos. Que não dão valor ao que aprendem na escola. Não dão valor ao dinheiro que os pais gastam na sua educação e desperdiçam tudo isso. Se soubessem o quanto isto vai ser útil no futuro, ficariam tristes por não estarem em uma sala de aula, adquirindo cultura, e sim em uma quadra esperando uma diretora falar algo bobo para os mais de mil alunos desta escola.
– as garotas que vão fazer o discurso do baile do dia dos namorados, vão ficar aqui na quadra. Os demais podem voltar a suas aulas finais. – disse ela simples.
Levantei junto aos demais alunos. Estava feliz, pois ainda teria aulas. Momentos de aprendizado para mim são de extrema importância apesar de existir algumas pessoas que tornam a escola um ambiente desagradável.
– nos vemos amanhã as 20h00minpm. Até mais Juju. – disseram as minhas únicas amigas. Deixando um beijinho bem molhado em minha bochecha. Cada uma em um lado diferente. Eu ri com isso.

POV ANNA

– espero que não demore muito. Tenho mais o que fazer. – murmurou Ashley. Batendo os pés no chão a todo instante em que a diretora falava.
– deixa eu adivinhar... Fazer as unhas? – perguntei irônica, segurando o riso.
– não apenas isso. Ainda tem os cabelos, o vestido, a maquiagem, o salto, o perfume além da bolsa que deve combinar com o vestido. Não podemos esquecer isso. – argumentou ela. Levantando o dedo indicador e o balançando no ar à medida que falava. Eu ri.
– e vai fazer isso hoje? – perguntou outra garota.
– mas é claro. Assim terei mais tempo para descansar minha beleza. Afinal dá trabalho ficar bonita. – justificou Ashley mexendo nas madeixas loiras. Eu ri dela.
– se fosse tão linda como diz, não precisaria ter tanto trabalho. – provocou ela.
– ora sua...
– Ashley para. – falei. Puxando a mesma pela cintura fazendo a mesma ficar atrás de mim.
– porque você não morre Madison? – perguntei irritada.

– idem. Aliás, eu quero ver a sua cara quando o Frad mostrar pra todo mundo o seu exame constrangedor. A humilhada vai ser você eu garanto. Sem falar naquele nerd filho da puta, um infeliz que não serve pra nada. E que já deveria ter morrido há muito tempo e... – quando dei por mim, escutei o estalo de algo se chocando. E foi aí que percebi que a fúria foi tamanha que bati com tudo na cara daquela biscate.

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