25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 27 - Partido II

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 27 - Partido II

POV JUSTIN
Uma Semana Depois...
Sabe a dor de perder a pessoa que se ama? A dor de saber que vai ser odiado eternamente pelo ser amado? Aquilo me doía, era como se estivessem arrancando um pedaço do meu coração. Perdão, não apenas um pedaço, o coração inteiro. Eu sabia que nada do que fizesse poderia impedir o que estaria por vir. Sabia que não poderia evitar, pois ela com certeza pensou bem antes de fazer a ameaça. Era tão cruel. Tudo o que queria era estar perto dela e abraçá-la forte. Dizer que estava tudo bem, e que jamais a deixaria. Aquilo não aconteceria. Não poderia mais fazer certos tipos de promessas. Não quer dizer que não tentei. Mas não tinha forças só de pensar na ideia de perdê-la. Os dias se passaram tão rápido. Em um piscar de olhos, já se passara uma semana e meu prazo estava encerrando. Não tinha ideias para tentar reverter a situação. Eu não podia contar a ela. Já bastava o tumulto que sua vida tinha. Com um pai morto e infiel, uma mãe que a odeia sem razões, e uma família distante. Ultimamente, Anna tinha tantos problemas. Sabia que a noite ela chorava baixinho para eu não ouvir. Ela por mais que tentasse, não conseguia desabafar era como se algo nela não permitisse. Ela prefere sofrer sozinha. Ou talvez ela deteste o olhar de pena que certamente faria. Ou que ela pensava que eu faria. Era difícil ver ela chorar e fingir que está bem. E ao lembrar o que faria com ela nos próximos dois dias, me fazia sentir nojo de mim. Nojo por saber que seria obrigado a machucar ainda mais seus sentimentos por ter me descuidado daquela maneira. Pois é sou um idiota!
- Comida... - ouvi uma voz conhecida falar ao descer as escadas e interromper meu pensamentos. Um sorriso surgiu em meu rosto automaticamente, enquanto ela andava lentamente até mim e sentava sobre meu colo, enquanto eu lhe abraçava a cintura trazendo seu corpo para mais perto do meu. Anna tinha o cabelo bagunçado, vestia um pijama engraçado tinha o rostinho minimamente amaçado. Ela coçava os olhos e parecia que seu corpo estava mole. Mas ainda sim, continuava linda. Preguiçosa e sonolenta. Minha mãe, continuava a cozinhar mas poderia ter a certeza de que estava rindo da carinha de boba que minha namorada fazia. 
- Bom dia meu bem... Já estou terminando os waffles. - comentou minha mãe risonha, do outro lado da cozinha. Anna virou-se para mim e pude notar que ela  estava realmente sonolenta. E aquilo me fez rir. E beijar sua bochecha, claro. 
- Bom dia, anjo. Porque acordou tão cedo? - perguntei rindo, mesmo já sabendo a resposta.
- Comida... - respondeu baixo de uma forma logicamente preguiçosa. Sua respiração estava batendo forte contra minha bochecha e ela estava quase dormindo no meu colo. Mas ela tentava a todo custo se manter acordada, apenas para comer, já que o cheiro da comida a despertou. Acho que deixei a porta do quarto aberta. 
- Você sabe que estamos na minha casa? - perguntei segurando o riso vendo ela morder os lábios e voltar a coçar os olhos. Se soubesse o quão linda estava, e o quão me sentia culpado por fazer isso com uma pessoa tão... Tão Anna.
- Estamos na sua casa?
- Sim, você está morando aqui faz exatamente uma semana. 
- Nossa... Pensei que estivéssemos em uma casinha feita de batatinhas fritas e... Por que você está parecendo uma almôndega gigante? - perguntou ela tocando minha bochecha com o dedo indicador, preguiçosa. Como se estivesse com medo de que me tornasse uma comida gigante e ela fosse obrigada a me devorar. E com seu olhar curioso sobre mim, me permiti rir junto a mamãe. 
- Céus, você está mesmo com sono Anna. Porque não vai dormir um pouco e quando acordar mais tarde eu faço mais alguns para você. - tentou mamãe, virando e encarando a garota que negou preguiçosa. Ela parou por um tempo, piscando lentamente. Fechou os olhos por dez segundos, os abriu e bocejou em seguida. 
- Comida, eu quero comida... - respondeu baixo encarando fixamente o prato que minha mãe trazia na mão até a mesa, mordendo os lábios e pude sentir sua barriga roncar. Ela pegou o waffle e deu a primeira mordida de olhos fechados, quase dormindo. Pouco a pouco ainda que mastigando, ela foi inclinando o corpo deitando a cabeça sobre meu ombro. Depois de mastigar ela permaneceu de olhos fechados e sua respiração ficou mais calma. Ela dormiu. 
- Acho melhor levá-la para cima, o sono deve ter ganhado. - comentou mamãe em risos. Porém, Anna abriu os olhos lentamente e tomou em mãos o waffle, dando uma mordida considerável na comida. É, mamãe falou antes da hora.
- Porque vai dormir criança? - perguntou ela.
- Não posso.
- Porque não?
- Comida... - respondeu Anna de boca cheia ainda preguiçosa. Depois de mastigar, ela deitou a cabeça sobre meu ombro e bocejou antes de fechar os olhos. Passado alguns segundos, pude sentir seu corpo relaxar sobre o meu e assim notei que ela tinha finalmente dormido.
- E o sono ganha mais uma vez! - cantarolou minha mãe brincalhona me fazendo rir. Peguei minha namorada nos braços com certo  cuidado para que não acordasse, e andei lentamente até as escadas. Anna era o tipo de garota que comia qualquer coisa que lhe estivesse a frente, mas no entanto continuava leve como uma pena. Eu sabia que Anna não sofria de nenhum distúrbio alimentar, já que ela gostava tanto de comida e era raro vê-la sem estar comendo, e agradecia todos os dias por ela ser tão comilona. Mas era  estranho, ela era sempre tão leve. Preciso fazer algumas anotações e estudar o caso mais tarde.
- Bacon... - ouvi ela falar no meu ouvido enquanto abria a porta do quarto com o pé. Eu queria rir por ela ainda pensar em comida, mesmo estando com tanto sono, mas se o fizesse a derrubaria no chão. Andei até a cama, deitando-a cuidadosamente sobre ela. Depois de deixá-la confortável sobre o colchão, deitei ao seu lado deixando um beijo sobre sua testa. 
- Eu quero comida... - cochichou ela ainda de olhos fechados. Já era mais do que óbvio que ela estava sonhando com comida. Ri baixo fazendo carinho em sua bochecha com o dedo polegar. 
- Dorme anjo... - tentei não rir enquanto falava. Anna se virou abraçando meu corpo deixando sua cabeça sobre meu peito. 
- Mas Juju, a comida... - continuou baixo. Quase a ponto de ser um sussurro. 
- Com o que você está sonhando?
- Que você é um Nacho gigante. - respondeu e eu ri mais uma vez. Talvez ela achasse que estava falando com o Nacho gigante que eu me transformei em seu sonho. Abracei seu corpo forte contra o meu, beijando seus cabelos com doçura ainda ouvindo-a falar enquanto dormia. Aquilo não era justo. Queriam tirá-la de mim.
- Devolve meu Bacon... - falava ela.
[...]
Bufei irritado esperando Anna do lado de fora de sua casa. Ou de sua antiga casa. Não sei ao certo. Eu não queria que ela viesse para cá. Já bastava o que tinha ouvido quando foi visitá-la no hospital. Não me importava de ter tomado as dores de Anna. Eu só queria protegê-la, mas parecia que ela não queria isso. Fazia exatamente meia hora que ela estava lá dentro, e por incrível que pareça não escutava gritos e xingamentos, como da última vez que Anna saiu daqui para ir morar comigo até que,  seu quarto na casa da Ashley estivesse pronto. E isso me fazia pensar que eu perderia minha amada em dois dias. Amanhã, seria a festa de dezesseis anos conjunta de Ashley e Anna e ela iria para a casa da amiga no mesmo dia. Queria tanto que Britney desistisse dessa ideia boba e cruel. Mas apesar de ter esperanças, eu sabia que no fundo ela queria apenas vingança. São nesses momentos que vejo o quanto as pessoas são cruéis. 
- Vamos para casa da loira? Ainda temos tempo de ver um filme depois. - ouvi a voz de Anna me tirar dos pesamentos bruscamente. Desencostei da árvore, caminhando em sua direção abraçando-a de lado. 
- Como foi lá dentro?
- Normal. Ela estava dormindo. Mike disse que em alguns dias ela poderá voltar a trabalhar e ter uma rotina normal, mas...
- Mas...
- Ela ainda não quer me ver. Meu irmão falou que vem tentando explicar que não tive nada haver com a morte de Alex, mas é difícil. Mas ele disse que ainda sim não vai desistir de tentar esclarecer as coisas.
- E como você está com tudo isso? Você sente a falta do seu pai? - questionei cuidadoso, encarando seu rosto enquanto caminhávamos para a casa de Ashley, que por acaso não era tão longe assim. 
-Ele era o meu pai, Justin. E mesmo tendo feito o que fez, ele era o meu pai e eu o amava. Eu fiquei chateada com o que ele fez, mas eu sinto a falta dele. Tenho falta de ter a família reunida, de fazer piquenique no jardim aos domingos, sinto falta de jogar mostarda na roupa do meu irmão e ele sair me perseguindo. Tenho até falta de correr e apertar as campainhas dos vizinhos, como fazia quando era menor. Mas isso passou, foi a muito tempo. Agora, tenho essa situação e não posso deixar isso acabar. Eu preciso virar essa página na minha vida e tentar ser feliz. E a festa de aniversário vai me ajudar nisso, vai ser o dia em que eu vou ser uma nova pessoa... Menos a parte da comida é claro.  - comentou ela e ao final de sua frase me permitir rir. 
- Você sabia que hoje mais cedo você desceu as escadas falando de comida? - perguntei mudando o rumo do assunto. Ela riu negando.
- Eu fiz isso? Ou você está brincando comigo? - perguntou ela o que me fez rir. Então ela não lembra? Hum... Interessante...
- Não, é verdade! Foi assim. Você desceu as escadas pedindo por comida, aí eu...
[...]
- Você viu o quarto que ela fez pra mim? Ficou lindo, Juju! Tão simples e fofo. 
- É, pensei que ela fosse mostrar uma bolha rosa no lugar de um quarto. Mas ela se saiu bem. Apesar de não gostar da ideia de você sair daqui. - comentei sentado a cama com um bico no rosto. Minha namorada, que antes organizava sua mala riu sentando ao meu lado na cama. Beijou minha bochecha e segurou minha mão olhando no mais fundo de meus olhos. 
- Juju....
- Eu não quero que vá embora. Quero que fique aqui comigo. Você sabe quanta saudade vou sentir de te ver acordar todos os dias? Ou de como você fica linda enquanto cozinha, ou como faz cara de bobinha enquanto assiste os programas de culinária? Ou de como é psicótica e ciumenta com sus nachos e outros docinhos?
- Justin...
- Vou sentir falta até das calcinhas penduradas no Box do banheiro. - comentei encarando seus olhos verdes, enquanto suas mãos acariciavam meus cabelos. 
- Mas a casa da Ashley é perto. 
- Mas não é a mesma coisa.
- Olha... Não precisa falar como se nunca mais fosse falar comigo, ou como se no exato momento em que eu vou morar com ela vamos deixar de ser namorados. Eu sei que a Ashley é louca, e sei que corro o risco de ter um esmalte atirado na minha direção, ou até mesmo de acordar com o rosto inteiro cor de rosa. Mas enquanto a mãe da loira existir eu vou estar segura. Não precisa ficar com medo, eu não vou virar uma bolha rosa e felpuda do dia pra noite... Eu acho... Vou rezar pra chover... - disse ela e pude notar que em suas última palavras parecia pensativa. Será que Ashley vai arremessar um esmalte rosa nela? 
- O que acha de deixar as malas para depois?  Vamos assistir um filme e esquecer que aquilo vai acontecer. 
- O que? Como assim "aquilo"? O que está querendo dizer? - perguntou ela e precisei fazer força para não arregalar os olhos com a bobagem que falei. Não deveria ter dito aquilo. Nervoso, sorri sem graça pensando em algo verdadeiro e mentiroso ao mesmo tempo para falar a ela. 
- Esquecer que você vai ficar longe de mim para sempre. - ela riu apertando minhas bochechas. Pois é, ao que parece não sou o único que consegue criar uma mentirinha cabeluda e fazer alguém acreditar. 
- Mas quanto drama, seu bobo. - ela riu deixando um beijo em meu rosto. Depois de deitar, abraçada a mim com a cabeça sobre meu ombro, liguei a televisão com a ajuda do controle remoto. E ali ficamos em um clima romântico entre beijos, risadas, abraços e palavras carinhosas. Talvez essa fosse a última vez que estaria assim com ela. Anna me odiaria em poucos dias. Eu sou um idiota!

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