25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 28 - Partido III

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 28 - Partido III
POV ANNA
 - Está pronta? – perguntava a loira do outro lado da porta. Suspirei baixo encarando por mais uma vez meu reflexo no espelho. Sim eu me sentia bonita. O vestido era bonito e simples. Eu estava bonita, mas aquilo não parecia ser o suficiente. Era como se algo não estivesse certo. Meu estômago revirava e meu coração batia rápido. Eu estava nervosa, mas não parecia ser um nervosismo pré-festa. Isso sempre acontecia antes de algo ruim se tornar realidade. Eu tinha medo dessas sensações. Algo estava errado, e aquilo me assustava. Eu não queria ir a festa, simplesmente não queria.
- Nossa, Anna como você está linda! Com essa maquiagem e esse vestido perfeito! O Juju vai babar quando te ver! Que linda você está amiga! – dizia Ashley orgulhosa, assim que entrou no quarto. Ela também estava muito linda. Seu vestido era rosa e longo. Seus cabelos estavam soltos e caindo em cascata por seu ombro e por suas costas. Ela tinha um sorriso lindo nos lábios. Sorriso de orgulho. Um sorriso que não pude corresponder. Ela pareceu não ter notado que estava tensa... Ou eu falei cedo demais.
 - Está tudo bem? – perguntou ela curiosa. Suspirei caminhando até a cama, sentando lentamente sobre ela. A loira permaneceu parada a minha frente de braços cruzados.
 - Eu não quero ir, Ashley. - respondi sincera. Ela arregalou os olhos sentando-se ao meu lado na cama.
 - Mas porque não?
 - Porque eu não estou me sentindo bem. Eu sei que seus pais custaram para achar esse lugar, mas é que eu tenho medo. Eu não sei ao certo o que é. É que parece que vai acontecer alguma coisa ruim ali. Por mais que eu tente esquecer eu não consigo. Ultimamente o Justin anda estranho. Sempre calado e pensativo. E, além disso, e do que estou passando com a minha mãe, tem a Britney...
 - O que aquela vadia fez pra você?
 - Nada. E isso é o que está me deixando desconfiada. Na última semana ela vem falando algumas coisas provocativas quando Justin e eu estamos juntos. Eu tenho medo que ela tente algo. Ela ainda não se vingou do que eu falei na aula de sociologia, e tenho certeza de que ela vai tentar algo. É como se algo que vai me machucar estivesse naquela festa... Eu sinto muito mais eu não vou. - respondi baixo. Ela me encarou por segundos antes de levantar e voltar segundos depois com uma caixa nas mãos. Era a minha caixinha de jóias. De lá ela tirou dois brincos e os pôs em mim. Em seguida, pegou um batom claro, passando-o sobre meus lábios. A olhei confusa. Mas o que ela estava fazendo afinal?
- Sim você vai. Acha que vou deixar a Britney fazer isso com você? Hoje é seu dia, hoje é o nosso dia. Ela roubou meu namorado. Eu não quero que ela roube sua felicidade também. Se não for por você, vá por mim. Mas por favor, não a deixe mandar em você. - aconselhou docemente. Sorri largo abraçando-a com força contra mim. O abraço dela tinha o dom de me fazer erguer a cabeça e lutar contra as coisas que me deixavam para baixo. Essa era uma da muitas razões que tinha para amá-la.
- Minhas abelhas cor de rosa, andem depressa. A festa não pode começar sem vocês. - cantarolou a mãe da loira. Partimos o abraço e sorrindo, caminhamos em direção a porta do quarto. Ela tinha razão, não vou deixar aquela vaca acabar com minha festa. Hoje era meu dia, e nada ia me impedir de me divertir. Nada. 
[...]
 Sorri, sendo girada pelo salão por Justin. Era a hora da valsa.  Não poderia estar mais feliz. Todas as atenções estavam voltadas para nós. E para Ashley, claro. Que tinha como par, meu caro amigo Damon. Parecia um sonho. Sentia-me uma verdadeira princesa naquele vestido azul longo. Era ótimo dançar dessa maneira. Justin era um excelente dançarino, mesmo que dizendo o contrário. Ele me conduzia com graça pela pista, enquanto a música calma embalava aquele momento. Meus avós, que estavam na platéia, haviam viajado, apenas para comparecer a minha festa. Não conseguia acreditar que eles estavam aqui. Não conseguia acreditar que eles saíram do Brasil apenas para vir a minha festa. Mesmo dançando, eu podia ver meus tios, primos e primas ali. Até mesmo a Ananda, a minha prima que eu não gostava. Ela era linda e roubava os meus namorados. Bom, na verdade, ela 'roubava' os garotos que eu gostava. Mas nos dias atuais poderia dizer que éramos amigas. 
 Do lado dela, meus avós. Eles estavam ao lado de um rapaz com uma câmera, era o fotógrafo responsável pela filmagem do evento. Mas isso não significava que os velhinhos estivessem com suas máquinas em mãos, registrando o momento. Girando nos braços de Justin, me sentia a garota mais especial do mundo. Certo, a minha vida não era um mar de rosas. Na verdade nunca foi. Mas aquele era o meu momento. Girando e dançando graciosamente nos braços do meu namorado. Ele também não ficava para trás. Estava tão bonito. Usando um terno preto, com o cabelo aparado parecia um príncipe de contos de fadas. Ele não usava os óculos. E assim seus olhos cor de mel pareciam estar ainda mais claros, ainda mais brilhantes. 
 Damon também não estava diferente. Ele era lindo naturalmente, mas, essa noite seus olhos, seu par de oceanos azuis estavam mais claros e ainda mais apaixonantes. Ashley parecia uma princesa. Na verdade ela era uma. Parecia ainda mais bela hoje. Seu ex-namorado era um imbecil! Não soube o que perdeu. Acompanhei os passos da loira e dos outros casais até a valsa terminar.  Há quanto tempo não sorria assim? Parecia uma eternidade. Mas isso acaba hoje. Esta noite começa uma vida nova. Deixei os braços sobre os ombros de Justin. Agora, as pessoas se juntaram a nós na pista e a música era um tanto agitada. Mas eu ainda permanecia abraçada a ele. Encarando seus olhos.
 - Você está linda esta noite. – comentou acariciando minha cintura com o dedo indicador. Um elogio que me fez sorrir ainda mais.
 - Obrigada, você também está muito bonito. Esse será um dia inesquecível! – comentei sorridente. O abracei ainda mais forte, deixando a cabeça na curva de seu pescoço. Nós dançávamos abraçados, mas ele me apertou ainda mais forte ao seu corpo. Sua barriga subia e descia e virei para encará-lo. Olhei para trás, ao notar que ele encarava algo em cima do meu ombro. Depois, tornei a encarar seu rosto.
 - Juju, você ta bem? – perguntei preocupada. Será que ele está passando mal?
 - Estou bem anjo... – falou rápido, ainda olhando algo por cima do ombro. Ele pareceu irritado de repente. Passei as mãos em sua testa, e ele suava.
 - Claro que não está nada bem! Senta perto da porta de dá para o jardim. Lá está mais livre e dá pra você respirar melhor. Vou buscar uma água pra você. – rebati deixando um beijo em sua bochecha, saindo antes que ele resolvesse protestar.
 - Uma água, por favor. – pedi educadamente para uma moça que trabalhava na cozinha. Ela não demorou e me deu um copo muito cheio, e bem gelado. Mesmo apressada, eu precisava andar devagar para não molhar o chão. Espero que dê tempo de chegar lá, antes que o Justin piore.
 - Anna! Aí está você, estive te procurando por toda a festa. Você precisa ver a nossa pilha de presentes. Está enorme... – dizia Ashley me segurando pelo braço. Olhei para trás, procurando Justin.
 - Mas o Juju...
 - Depois você fala com ele. Venha ver nossa pilha de presentes. – respondeu ela ainda me arrastando. Socorro! Uma loira maluca está me sequestrando!...
 POV JUSTIN
 Depois que Anna foi embora, me permitir quase explodir. Ela não podia saber que Britney estava aqui. Que eu vi ela passar ao longe por nós, enquanto dançávamos. Para minha sorte, ela achava que estava doente. Mas o problema era outro. Esse era o dia dela, e não seria essa loira falsa, sim ela realmente é uma loira falsa, que estragaria toda a alegria da minha namorada e da sua melhor amiga. E domado pela raiva, puxei a loira que dançava alegremente com um garoto, até o quintal da casa. Minhas mãos apertavam cada vez mais forte seus braços magros. Ela tinha um sorriso debochado no rosto, como sempre. Porém esta noite ele parecia ainda maior.
 - Ficou feliz por me ver? – debochou. Apertei-a ainda mais.
 - O que está fazendo aqui? Você não é bem vinda, vá embora!
 - Me largue, está machucando. – reclamou a loira. Bufei soltando-a, passando as mãos pela testa. Estava suando demais. Nervoso demais. Porque ela não me deixa em paz?
 - Eu preciso estar aqui, não é mesmo? Já que não posso perder a cara de decepcionada da Anna. Vai ser incrível.
 - Do que está falando?
 - Estou falando que resolvi adiantar a desgraça dela. Você vai terminar com ela hoje. É só falar tudo o que está escrito no papel que lhe dei, e a reputação da sua namorada estará salva.
 - O que? Você não pode fazer isso, está louca! Não na festa dela! Isso é cruel! – falei fazendo gestos com as mãos a sua frente. Aquilo não poderia estar acontecendo.
 - Claro que posso. Eu não tenho pena dela. Acha que o que fez foi certo?Ela contou algo que não devia para o meu irmão. Ele quase se matou de desgosto. Não olha mais para mim. Anna me tirou a púnica pessoa que eu mais amava em toda vida. Você acha certo, isso? Acha mesmo, merda? – gritou ela pondo o dedo no meu rosto.
 - Eu não acredito em você! Anna, do contrário de você jamais faria algo para machucar alguém. Se ela falou algo para o seu irmão, algo que você não queria que ele soubesse, deve ter achado que fez algo certo.  Você é suja, sua alma é pobre. Não merece o amor de ninguém.
 - Não me importa o que acha. Eu só quero que ela sabia, quero que ela sinta a dor de perder alguém, como eu senti também. E você vai fazer o que eu mandar. Caso contrário...
 - Caso contrário o que? Eu já sei que você quer mostrar essas malditas fotos! – ela se virou para andar, mas parou exatamente quando fiz eu comentário. Aquilo era cruel. 
 - E não é só isso. Eu teria cuidado se fosse você. Não iria querer que algo de muito ruim acontecesse com ela, não é mesmo? Vai que, ela pode cair da escada, ou do terceiro andar da escola. Sabe... A sala de gastronomia fica no andar mais alto. Ou quem sabe, ela caia do alto quando estiver dançando na torcida? Hum?...   – continuou debochando ameaçadora. Tomado pela raiva, andei até ela segurando em seus braços com firmeza. Eu sabia que não deveria tocar em uma mulher dessa maneira. Não foi isso que minha mãe me ensinou. Era por tais momentos que desejava não ter sido ensinado por uma mulher maravilhosa.
 - Não encoste em um fio de cabelo dela, entendeu? – chacoalhei Britney em meus braços, batendo suas costas na árvore mais próxima.  Ela gemeu de dor, mas a raiva era tão grande que nada mais importava. Eu queria bater nela, bater de verdade. Não um simples tapa. Mas não podia.
 - E não vou fazer isso com ela. Não hoje! Eu não vou! – disse lentamente para que ela entendesse o que dizia. Entendesse a determinação em minha voz. Em meus olhos, sentia que a qualquer momento poderia desabar. Larguei Britney dando um passo para trás. Precisava sair dali e levar Anna comigo. Se eu tivesse algum dinheiro, fugiria com ela para a casa do meu pai, até que as coisas se acalmassem. Ou se fosse o caso, iria para outro país.
 - Se você não fizer o que eu mandar, eu vou mostrar isso aqui na festa. Vou mostrar pros avós dela. Para todo mundo! E vai ser ainda pior, pode garantir.
 - Você não vai fazer isso! – gritei me virando. Foi impossível deter a lágrima.
 - Eu costumo cumprir uma promessa. – deu de ombros debochada. Passei as mãos pelos cabelos em desespero. Eu definitivamente estava dentro de um pesadelo.
 - Além do mais, posso mostrar pra você que sou melhor do que ela. Não vou apenas te dar popularidade, também vou te dar prazer e uma vida que jamais imaginou. Nós só vamos ganhar com isso. Se você entrar no meu jogo, vai ter a vida que sempre quis. – tentou Britney passando as mãos em meu ombro. Jogando seu veneno como sempre. Aquilo me fez lembrar todas as vezes que ela me humilhou na frente das pessoas. Tudo o que ela fazia com as pessoas que eram tímidas e não conseguiam se enquadrar veio em minha mente como um raio. Ela era cruel, sempre foi. Desde pequena. Até mesmo na época em que era amiga de Anna. Britney sempre se sentia feliz com a infelicidade dos outros. Isso acontecia comigo, também. E agora ela queria machucar a pessoa que eu mais amo. E quem teria de fazer aquilo seria eu. Simplesmente não era justo.
 - Não se encoste a mim, tenho nojo de você.
 - Você é gay? Recusando mulher!
 - Não. Eu não sou gay. A diferença é que eu amo a minha namorada. E sou fiel a ela. Além de que, eu jamais olharia para você. Sua beleza não é nada para mim. Ela consegue ser superada pela sua perversidade. Anna é uma mulher!... Já você é só uma garotinha querendo vingança por algo que aconteceu no passado. Se é que aconteceu. Porque acha que os rapazes só ficam com você apenas por uma única noite? – essa foi a minha vez de debochar ainda que magoado. Em troca, recebi um tapa no rosto. Mas aquilo não era nada comparado ao que estaria por vir.
 - Nunca mais fale comigo desse jeito. – esbravejou ela.
 - Juju?... Juju, onde você está? – ouvi a voz doce de Anna me chamar ao longe. Sequei minhas lágrimas com rapidez, tentando a todo custo por um sorriso no rosto.
 - Espero que curta a festa. Logo, logo nos veremos. – debochou pela última vez, antes de perceber ela desaparecer do meu campo de visão. Passei por mais uma vez, as mãos pelo rosto, tirando qualquer vestígio de lágrima ou de tristeza aparente.
 - Juju, onde... Oh! Você está aí! Procurei você pela festa inteira... Perdoe-me pela demora, Ashley me sequestrou para ver a pilha de presentes. Veja a pulseira linda que Damon me deu. – falava ela parando a minha frente.  Ela repousou as mãos em meus ombros e me permitir abraçar sua cintura. Ela parecia feliz com o pequeno presente que ganhara do amigo. Amigo esse que eu não gostava, mas de qualquer forma era um simples amigo para ela. Vi também ela tirar de um envelope branco, algumas fotos. Não preciso comentar que fiquei nervoso.
 - Eu tirei algumas fotos com as garotas lá dentro. Quer ver?... Minha nossa, como eu sou descuidada, você está melhor? Esqueci o copo de água e os analgésicos na cozinha, irei buscá-los... – falava, mas não permiti que fosse embora. Continuei abraçando sua cintura, criando coragem onde não havia para olhar nos seus olhos e mentir. Mas que grande...
 - Eu estou bem, meu anjo... Mostre algumas fotos, por favor. – rebati ainda abraçado ao seu corpo.  E por breves momentos pude me permitir rir das fotos que ela mostrava. Havia algumas que tirei com ela, antes da valsa. Outras, com o irmão, com os primos, as tias. Tinha também uma foto em que ela estava ao lado de Clarice, e outra prima de olhos incrivelmente azuis. Seu nome era Ananda, se não me engano. Porém meus olhos só procuravam os de Anna em cada foto. E como não se era de se esperar, ela tomava Milk Shake em uma das fotos, junto a Ashley e Lola. Bem... Se aquilo realmente for um Milk shake.
 - Eu quase morri com a Ash. Ela teve um ataque do coração quando viu que lhe dei de presente, o kit de maquiagem e esmaltes que ela tanto queria. Ela me abraçou tão forte, que quase colocava todos os doces que comi até agora... Hey, você já viu a mesa de doces? É a minha predileta! Tem tanta comida por aqui. Vou 'beliscando' tudo que posso, eu até peguei uma bolsa e enchi de comida. Está guardada a salvo no quarto lá em cima... Mike fica o tempo inteiro me supervisionando, para que eu não coma toda comida da festa. Mas ele não sabe que não dá pra comer tudo de uma vez. Se desse eu o faria, mas não tem como... Os outros têm de comer também. Mas eu quero comer todos os doces! Você me ajuda? É bem simples, você só vai precisar vigiar e avisar quando meu irmão estiver por perto. – comentava rápido sem sequer parar para respirar. E mesmo estando triste com o que aconteceria a seguir, me permitir rir da sua loucura por comida. Ela realmente era única. Sentiria falta disso.  
 - Abelha, Jujuba é à hora dos parabéns. Parem de fornicutar e venham logo. – reclamou a loira da de longe, tendo consigo um olhar mortal. Rimos caminhando de volta para o salão.
[...]
 POV ANNA
 Mastiguei mais um docinho enquanto dançava com Justin. Porém dançávamos perto da mesa dos doces. Não poderia perder essas belezinhas de vista. Não, eu não sequestrei a bandeja de nachos. Eles que chamaram por mim. Eu atendi o chamado deles. Qual é, não me olhem assim, não sou uma maníaca por comida. Apenas gosto de comer... O tempo inteiro. Puxei Justin pelo braço, abraçando seu corpo, dando abraçada a ele. Ele não sabia se ria ou se dançava. Já eu, não sabia se dançava, ou se segurava uma taça com M&M dentro.
 - Tem certeza de que vai dançar amor? E se derrubar os doces no chão? – perguntou entre risadas.
 - Não fale isso! Não posso pensar na hipótese de perder meus bebês... Além do mais, vou encher a cara hoje. – rebati levando a taça a boca, mastigando minhas maravilhosas bolinhas de chocolate. Vi ao longe, Damon dançar alegre com Ashley. Era à hora da balada. Fazia exatas duas horas que estávamos nessa parte da festa. Depois do bolo, Ash eu mudamos de roupa. Algo mais curto e confortável.
 - E essa sua loucura por comida está me deixando com ciúmes.  – continuou ele.
 - Isso pode acabar se você se vestir de almôndega, ou de um nacho. Vai ficar muito apertável... E comestível. – comentei e ele riu ao final. Segurou minha mão, deixando a taça vazia sobre a mesa. Em seguida, me conduziu entre a multidão.
 - Venha, eu quero te mostrar uma coisa.  – dizia ele ainda andando. Curiosa, o segui apesar de ainda sentir fome. Deveria ter escondido as empadinhas e as jujubas... Mas porque ele está me levando para o quarto?
 - O que estamos fazendo aqui? – perguntei curiosa, vendo apenas o abajur perto da porta ligado. Será que é o que estou pensando?
 - Bom, como eu sei que você é exagerada e gosta de coisas grandes e...
 - Juju, eu sei que ele é grande e lindo, mas é que não quero tirar a roupa agora, eu estou com fome. Deixei várias empadinhas a mercê de pessoas cruéis, será de dá pra fazer isso outra hora? – perguntei com a mão na barriga e ele riu. Riu mesmo, ele gargalhou. Mas qual foi à graça, afinal? Depois a safada sou eu!
 - Não amor, não é disso que estou falando. – dizia ele ainda rindo.
 - Não é? Então o que é? – perguntei curiosa, dando um passo à frente.
 - Eu sei que você gosta de comer, e faz isso o tempo inteiro. Sei também que não é um bom presente, afinal você vai devorá-lo. Mas achei que iria ficar contente, então aqui está. Espero que goste. – disse ele. Justin se aproximou da cama e puxou p lençol ao mesmo tempo em que ligava a luz. De olhos arregalados e com um sorriso bobo no rosto corri até ele, abraçando-o com força. Eu ouvia o barulho do saco enquanto eu o abraçava. Deixei vários beijinhos sobre ele, ainda boba. Aquele era o melhor presente do mundo inteiro. Comida!
 - VoCê é tão lindo, neném... Você quer se casar comigo? Hum?... – eu perguntava, encarando o pacote de 5kg de puro e maravilhoso Doritos. Eu ouvia a risada de Justin, enquanto eu levantava abraçada ao pacote. Que por sua vez, era quase maior do que eu.
 - Você gostou? – perguntou Juju. Deixei o meu marido número dois, mas conhecido como Doritos, na cama e corri para abraçá-lo. Não preciso comentar que quase matei o garoto com beijos e abraços.
 - Você ainda pergunta? Esse é o melhor presente que já ganhei em toda vida! Além de ser comida, é quase do meu tamanho! Posso dormir com ele do meu lado e chamá-lo de marido.
 - Fico feliz que tenha gostado, mas ainda não acabou. – sorriu e me permitir sorrir ainda mais.
 - E o que é?  Uma almôndega gigante? Batata ondulada do tamanho da cidade? Ou uma fonte de chocolate? – perguntei esperançosa juntando as mãos. Vi Justin tirar do bolso uma caixinha pequena e preta. Será a menor rosquinha do mundo?
 - É a menor rosquinha do mundo? – perguntei curiosa, encarando fixamente a caixa. Depois, voltei a encarar meu namorado a espera de respostas. E sim, estou com fome. Eu sou normal... Juro!
 - Eu sei o que vem acontecendo nesses últimos dias com você. Sei que está chateada, e que seu coração ainda está quebrado. Eu sei também que sou péssimo para dar presentes, e...
 - Não é não. Você me deu um Doritos gigante! – afirmei balançando a cabeça. Ele riu apertando os lábios.
 - Pois é. Não é um presente caro, como o dos outros. Mas ele é perfeito, porque expressa tudo que sinto por você... Então quero que saiba que te amo... E feliz aniversário. – discursou estendendo a caixinha em minha direção. Peguei-a, abrindo com rapidez. Sorri boba com o que vi e o pedi para por no meu pulso. Era lindo. Não era comida, mas também era perfeito.
 - É uma pulseira linda. Obrigada Juju.
 - Eu amo você. – disse ele roçando nossos narizes.
 - Eu também te amo.  – agradeci beijando-lhe os lábios. E assim ficamos por minutos. Estava tudo perfeito.
 [...]
 - Ashley você viu onde estão as empadinhas? – perguntei curiosa. Ela negou.
- Não, acho que acabaram. Deve ter mais delas na cozinha. – respondeu. Bufei. Isso é injusto! Roubaram minhas empadinhas! Bolas!
- Sabia que estão dizendo que a Britney está aqui? – perguntou a loira. Arregalei os olhos. Eu ouvi isso mesmo?
- O que? Não, ela não está aqui. Não foi convidada, e não pode passar pelos seguranças sem ter os convites. Deve ser só um boato bobo. Vou procurar o Justin volto logo. – respondi simples deixando um beijo na bochecha da loira. Andei entre a pista de dança, visivelmente lotada e pelas mesas. Fui à cozinha e comi algumas empadinhas. Até que finalmente encontrei Justin no jardim. Ele estava de costas para mim e de mãos nos bolsos. O abracei por trás, beijando levemente seu pescoço.
- Oi...
- Oi.
- O que está fazendo aqui? Tem uma festa lá dentro. – comentei baixo.
- Eu sei. Por isso estou aqui. – respondeu seco. Larguei seu corpo andando até ficar a sua frente. Ele tinha o olhar firme, e diria triste caso não tivesse sido grosso.
- O que há? Você está tão grosso, você não é assim... Eu fiz algo errado? – perguntei. A essa altura, meu coração pulsava a mil e todo o mau pressentimento que senti antes de ir pra festa voltou. Ainda mais forte. Ainda mais intenso.
- Então quer dizer que eu não posso simplesmente me afastar das pessoas e já acha que estou diferente? Qual é o seu problema?
- Porque você está falando assim comigo, Juju?
- Para de me chamar de Juju! Para! Meu nome é Justin! Justin! Aprende a falar direito, menina retardada! – gritou quase cuspindo no meu rosto. Fechei os olhos dando um passo para trás. Uma lágrima molhou meu rosto instantaneamente. Ele estava me assustando.
- Porque está fazendo isso? O que eu fiz pra você?
- É exatamente isso! Você não fez nada! Você não me deu a popularidade que eu queria. Vem cá, você acha que é fácil viver com pessoas te humilhando diariamente?... As pessoas costumam guardar ódio. É o que aconteceu comigo!
- Porque você ta falando isso? – perguntei assustada e chorando. Justin por sua vez, pegou meus braços com tanta firmeza que chegava a doer. Eu não sabia o porquê de tudo aquilo. As palavras dele me machucavam como facas. Era ainda pior do que isso. Não estava entendendo, eu não fiz nada de mal com ele. Porque estava fazendo isso comigo? Arregalei meus olhos assustada, quando ele me prensou contra uma árvore e olhou no fundo dos meus olhos assustados e tristes.
- Porque acha? Porque você é uma idiota! Eu cansei Anna Mel! Cansei! Você é tão imbecil!... Como foi que achou, por algum momento, por menor que seja, que eu amo você? Hum? Eu nunca gostei de você! Eu só estava sendo seu namorado, apenas para ser popular. Mas isso não aconteceu, droga! – gritou na última frase, me deixando ainda mais assustada. Ele apertava cada vez mais meus braços, mas estava triste demais para sentir dor. Estava com raiva demais, confusa demais.
- Porque fez isso comigo? – perguntei olhando no fundo de seus olhos, segurando firme, as lágrimas que queiram sair. Aquilo poderia ser mentira. Poderia. Mas não era. Simplesmente não era.
- Porque eu queria ser popular. A Britney sequer olhava para mim antes de você... Mas agora, ela me quer. Ela sim eu sei que pode me dar fama, pode me dar popularidade. E claro, muito prazer. Coisa que você não conseguia fazer tão bem quanto ela... – falava cruelmente até que eu tirasse suas mãos de meus braços e lhe acertasse uma tapa. Estava sentindo raiva demais para pensar antes de fazer algo.
- Eu pensei que fosse diferente... Seu miserável! – gritei empurrando com força seu peito para longe de mim. Quando percebi estava esmurrando-lhe o peito tentando descarregar toda raiva que sentia. Aquela não era eu. Mas que se dane!
- Está nervosa, queridinha?  - a voz da pessoa mais miserável do mundo perguntou atrás dele.  Vi Justin andar até o lado da vagabunda e beijar seus lábios. Mordi os lábios, na esperança de que nenhuma lágrima molhasse meu rosto.
- Acho que ela não gostou de ouvir a verdade, querido. - comentou. Fechei as mãos em punho. Vadia.
- Se deu mal, Anna.
- Cala a boca Frad. – esbravejei para o imbecil parado ao lado do casal.
- Ela está estressadinha.
- Eu pensei que você fosse diferente, Justin!
- Pensou errado, querida. Porque caso não saiba todo homem é igual. E eles sempre ficam com as mais gostosas, as que podem dar tudo que eles querem. Você não é uma delas... Eu sou!
- Vadia...
- Lembra que eu disse que podia roubar seu namorado, Anna? Na aula de Sociologia? Quando você me humilhou?... Pois é querida, o mundo dá muitas voltas. Mas era tão bom saber que você estava com ele sem saber que toda vez que transavam ele pensava em mim. Eu sou mulher pra ele, Anna Mel. Não você. – dizia ela dando passos a frente até ficar com o rosto perto do meu. Repeti o ato sem medo. Aí dela se encostasse um dedo em mim.
- Mas o que está acontecendo? O que você está fazendo aqui, Britney? Você não é bem vinda, vá embora. – ouvi a voz de Ashley ao longe andando até onde estávamos. Porém eu ainda olhava firme nos olhos da vaca a minha frente.
- Eu não sei se tenho pena de você, ou se tenho nojo. Afinal, para ter de ficar com o namorado dos outros, é porque realmente tem problemas.
- Ele nunca foi seu, não o ouviu dizer que nunca amou você? – rebateu tocando na ferida mais profunda e dolorida. Machucando todas as outras que havia no meu coração. Mas aquilo não ficaria assim. Não era atoa que me chamava Anna Mel Montês.  
- Ah claro... Já sei por que está fazendo isso. Ainda não se conforma pelo fato do seu irmão ter se afastado, não é? Primeiro, ele me amava e você não gostava disso. Segundo, eu contei á ele que você matou uma pessoa e escondeu o corpo. Matou um garoto nerd, porque estava nos espiando da janela do seu quarto, escondido entre os arbustos. Eu falei pra ele. Disse que você matou uma pessoa. Disse que picou o cadáver em pedaços e enterrou. Porque eu disse que você tinha me contado que ele me amava, coisa que ele implorou para que você não contasse. Eu não tinha nada contra ele. Diferente de você, ele tinha caráter, coisa que você nunca teve. No começo eu me culpei por ter contado, afinal eu achei que ia te ajudar. Mas agora me dou conta de que fiz a coisa mais certa de toda minha vida! Afinal, o fiz enxergar o quão podre você é. Uma pena é que ele quase morreu naquele ‘acidente’. Por sua culpa. Mas fico feliz que ele esteja bem, e longe de você. Porque o único sentimento que você merece receber das pessoas é o nojo, a pena e o desprezo. – falei em alto e bom tom para que todos ali presentes ficassem a par do segredo que guardei durante anos.
Ela tinha o rosto vermelho de raiva. Mas aquilo pouco importava. Frad tinha os olhos arregalados, e Justin... Bom, eu não sabia como aquele canalha estava depois de ouvir tudo aquilo. Só tive tempo de segurar as mãos repugnantes da loira antes que ela me acertasse uma tapa no rosto. Mas antes disso, apertei seu braço com toda a força que tinha. Meus olhos estavam cheios de raiva e dor. Mas o ódio conseguia ser ainda mais presente. Aquela não era apenas minha máscara de garota forte, mas aquela era uma Anna Mel desconhecida. Com ódio e com o coração partido.
- Se você ousar encostar um dedo sequer em mim, eu acabo com você aqui mesmo. Eu juro que faço a mesma coisa que você fez com aquele garoto, mas prometo fazer ainda pior. Sua assassina! – disse baixo o suficiente para ser assustador. Quando larguei a mão da vagabunda, ela andou até Justin beijando-o novamente.
- Mas talvez agora, você sabia o que é perder alguém que se ama. Posso até ser tudo o que esta dizendo, mas eu sempre tenho o que eu quero. Você me tirou o que mais amava. Agora estou fazendo o mesmo com você.
- Mas não se preocupe Britney. Eu não só vou apenas dar a volta por cima e fazer você pagar. Afinal, namorados vem e vão. Se esse babaca que chamava de namorado me usou para ser popular, coisa que fico feliz por não ter acontecido, tenho certeza de que vou encontrar um homem que realmente goste de mim. E com certeza vou encontrar. E não vai ser só isso. Ainda vou mostrar quem é a melhor. Se for guerra que você quer é guerra que você vai ter. – falei firme dando mais um passo a frente.
- Diga a essa ridícula quem é a melhor... Querido.
- Vo-você é a melhor. – falou Justin. Mesmo gaguejando e olhando para baixo ele respondeu a provocação. Feriu ainda mais meus sentimentos. Aquilo só me fazia sentir nojo dele.
- Já chega à festa de vocês acabou. Vão embora, ou irei chamar os seguranças. – ameaçou Ashley, enquanto mantinha o olhar firme em Justin. Quando levantou a cabeça e os olhares se cruzaram, a vontade de chorar foi ainda mais forte e uma lágrima caiu. Limpei-a logo em seguida, enquanto assistia-os caminharem debochadamente na direção da saída da parte de trás da casa. E logo a armadura da garota forte, caiu. E lá estava a verdadeira Anna Mel Montês. De coração partido novamente. E enquanto Ashley me abraçava com carinho, deixei o choro e a tristeza tomarem conta de mim.
Sabe como é se sentir, dilacerada por dentro? Sabe como é sentir uma dor que nada nem ninguém pode curar? Uma ferida que ninguém pode cicatrizar? Eu sei. E infelizmente sei como é terrível sentir essa dor. Sabe quando dizem para ter cuidado com o que se fala? Parece que as pessoas não percebem o quanto as palavras machucam. Muitas vezes até mais do que uma ferida externa que é rapidamente curada com medicamentos e cuidados médicos. Ouvir aquilo não era fácil. Eles eram especiais para mim e machucaram meu coração. De uma maneira que nunca imaginei. As pessoas que eu amava, que prometeram estar comigo para o que der e vier. A pessoa que disse que me amava, que me seria fiel e confidente. A pessoa em que confiei cegamente e dediquei todo meu amor. Era tudo uma mentira. Uma completa farça. Prometeu nunca me abandonar, mas no momento mais triste de minha vida foi embora fazendo um estrago ainda maior em meu coração, em meus sentimentos.
Porque ele fez isso comigo? Porque foi tão cruel, tão mal? Porque se aproveitou de mim? Eu estava frágil. Precisava de alguém para desabafar, um ombro amigo. Eu confiei em você. Mas jogou tudo fora. Jogou meus sentimentos na lama como se não valessem nada. Sinto-me usada, jogada fora. Já não bastava tudo o que estava passando? Já não bastava o que ouvir minha própria mãe dizer? Já não bastavam, as palavras duras e cruéis vindas da mulher que me trouxe ao mundo? Ouvir aquilo era pior do que qualquer coisa. Eu só queria que você estivesse comigo até o fim. Você prometeu. Mas você não cumpriu. Está satisfeito, agora? Agora que vê minhas lágrimas escondidas, guardadas a sete chaves por anos a fio, molharem grosseiramente meu rosto? Espero que esteja feliz com sua 'amiguinha' e que tenha o que tanto deseja. Mas saiba de uma coisa. Você destruiu tudo que tinha de bom. Você partiu meu coração.

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