19 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 3 - Me Faça Rir ou Morra


No Capítulo Anterior...
– o-oi. – respondeu tímido.
– tudo bem com você? Por que não me olha? Levanta a cabeça. – falei um pouco doce. Ele assim o fez, e eu tomei um baita susto encarando o seu rosto.
– Céus! Quem fez isso com você? – perguntei ainda sobe o efeito do susto. Ele engoliu a seco.
– nin-ninguém. – gaguejou ele.
Virei a cadeira, deixando a mesma de frente para a dele. Segurando seu rosto com as duas mãos, no lugar onde não estava machucado. Sim, ele tava todo machucado. Com um belo olho roxo. Ele me olhava nervoso, com os olhos vermelhos. Denunciando-o do seu choro. Céus.
– por favor, me fala quem fez isso com você. Não pode deixar esses criminosos impunes. – eu falei olhando diretamente para os olhos. O vi engolir a seco.
– e-eu estou bem. Isso acontece todos os dias, que di-diferença faz? – perguntou ele baixinho. Suspirei ainda segurando com delicadeza seu rosto.
– quando foi que te bateram? – perguntei, ouvindo um suspiro baixo vindo dele.
– eu vim aqui, pa-para en-ensinar matemática a você. Quem que pa-parte você tem dificuldade? – perguntou ele. Mudando de assunto.
POV JUSTIN
Eu não queria que ela me visse assim. Todo machucado. Mais fraco do que sou normalmente. Ela passou, a saber, da minha existência agora, e eu não queria que ela me visse assim. Apesar de saber que, eu nunca teria chances com a garota mais linda da escola.
Era ridículo eu pensar isso, mas, eu não posso evitar gostar dela cada vez mais. De sonhar que um dia ela ia ser minha, e que seríamos felizes para sempre.
Mas os caras que me bateram no banheiro estavam certos. Eu nunca a teria. Nunca teria mais do que a atenção, e a pena dela. Nada, além disso. E era duro ouvir a verdade, jogada na cara sem que eu tenha feito nenhum preparado emocional para isso.
E eu sabia que para ela chegar ao ponto de segurar o meu rosto e ficar tão perto, era por um único motivo. Pena. Pena de mim, pelos machucados no meu rosto. Anna Mel parecia ser o tipo de pessoa que era contra a pratica de Bullying, porém, ela nunca reclamou com um dos “amiguinhos”, para eles me deixarem em paz. Mas, eu sabia que era assim.
Eu não podia contra tanta gente me odiando. Era a escola inteira, aliás, toda Stratford. Todos os adolescentes dessa cidade pareciam me odiar, e eu nem sabia o motivo para tanto.
– estou com dificuldade de saber o que houve com você. Quem fez isso com você e por que. – respondeu ela. Tirando as mãos do meu rosto, me olhando com firmeza. Neguei engolindo a seco.
– po-por favor, vamos nos concentrar nas atividades. – tentei mudar o assunto, vendo Anna Mel bufar. Eu não queria contrariar ela, mas, é preciso.
[....]
POV ANNA
Sai do quarto, pronta, já em disparada completamente furiosa. Sim eu estava muito irritada, morrendo de raiva. Como minha mãe saiu mais cedo para o trabalho, não tive tempo de cumprimentá-la. Porém não queria que ela me visse irritada como estou, senão me ameaçaria dizendo que se eu fizesse confusão na escola, perderia os meus programas. E sim, ela cumpre suas promessas.
Em questão de poucos minutos cheguei na escola, com uma bela cara de poucos amigos, ninguém seque usou olhar pra mim. Tirei a bolsa dos ombros, jogando a mesma com tudo dentro do armário batendo a porta do mesmo com uma força incrível. Onde está aquele miserável? Eu vou acabar com a raça dele.
– oi pessoinha que me ama, tudo rosa como sempre? Ah, mas claro. Com uma garota linda como eu ao seu lado, sendo sua amiga e fiel escudeira, é claro que o mundo sempre será lindo e rosa. – ouvi a loira falar ao meu lado. Bufei de raiva.
– não, Ashley não está nada bem. Eu estou com muita raiva, então não me amola. – respondi irritada. Eu tava quase tendo um treco, de tanta raiva.
– o que houve? Há alguma coisa que minha beleza possa resolver? Ah, eu sempre esqueço! Minha beleza ta tão grande que resolve qualquer coisa. Eu sei que sou linda, hehe. – dizia ela. Orgulhosa de si mesma.
– Ashley você viu o garoto nerd por aí? – perguntei.
– vi sim flor, ele ta ali ó. – respondeu ela. Apontando para um dos armários. Caminhei na direção indicada, com pressa. Puxando o garoto pelo braço no mesmo instante.
– por favor, por favor, não me batam. Eu dou o dinheiro do lanche. – falou ele assustado.
– calma, sou apenas eu. Não farei mal nenhum a você, fique tranqüilo. – afirmei, vendo-o relaxar, respirando fundo. Aliviado.
– vo-você me deu um susto. - reclamou ele baixinho. Levemente risonho.
– me diga agora, quem foi que bateu em você. Agora! – exigi irritada. Estou cansada de ver esse garoto desse jeito, eu tenho que fazer alguma coisa.
– o-o-o-oque? – perguntou mais uma vez assustado. Mas eu já tinha uma idéia de quem tinha batido nele, eu só precisava da confirmação.
– me dê um nome, só um nome. Que eu faço eles te deixarem em paz.
– por favor, não se meta nisso. Eles são maus e podem machucar você, além do mais o Frad não me fez na-nada. – argumentou ele.
E nessa tentativa de não me querer no “meio” dessa, acabou me dando tudo o que eu queria. Um nome. Sorri malvada, e quando ele percebeu o que tinha feito arregalou os olhos. Sai em disparada, procurando aquele aborto de coruja por toda a escola. A loira, mal tinha percebido o meu ato, de tão preocupada com as unhas. Até que finalmente achei o desgraçado.
– muito bonito, não é? – falei irônica para ele. Que sorriu a me ver, saindo de perto da roda nojenta de amigos. Parando a minha frente.
– nossa, gata, obrigada. Eu sei que sou lindo. – falou convencido. Os outros riram.
– primeiro só quem pode falar essa frase é minha melhor amiga, segundo eu tenho um nome, me chame por ele. E terceiro isso foi apenas um modo de dizer, porque você ao é nem um pouquinho bonito. – falei. Mais risadas dos outros garotos. Certo, Frad apesar de mau era lindo. Mas não contem isso a ele.
– nossa, é mesmo? Então diz só um nome de um que seja mais bonito do que eu, que eu digo que tem razão. – o debochou. De braços cruzados.
– com todo o prazer. Bom eu posso dizer vários, como Damon Salvatore, Will Brown, Piter Jonhson e claro, Justin Bieber. – listei ouvindo os “amiguinhos” de Frad rirem da cara dele. O que me deu mais alegria. Ele não gosta de praticar Bullying? Então vamos ver se ele gosta de ser maltratado.
– o nerd? Você está dizendo que o nerd ridículo da escola é mais bonito do que eu/ você está louca garota? – perguntou irritado. Fiquei mais perto dele, o encarando nos olhos, com o meu melhor olhar intimidador.
– estou sim, por quê? Você não agüenta a verdade, é isso? – continuei e mais risadas puderam ser ouvidas.
– você está maluca, só pode. – disse ele. Negando com a cabeça, inacreditável.
– maluca? Não, eu não estou maluca. Maluco estava você, quando bateu nele. – rebati.
– o que? Como assim, eu bati nele? – perguntou confuso.
– não seja hipócrita! Todos nessa escola sabem que você o odeia. Qual é cara, acha que sou idiota? Estou cansada de ver você bater naquele garoto por nada. Você é um covarde é isso que você é! – afirmei irônica com um nível de voz alto. Atraindo alguns olharem para nós. Mas que se danem.
– e porque está defendendo ele agora? Eu posso saber? – rebateu ele.
– não é da sua conta. Eu só vou falar uma vez, Frad. E é bom escutar bem, porque eu não sou de repetir. Se eu souber, ou sequer suspeitar que você fez qualquer coisa contra o Justin, tenha certeza que eu vou fazer sua vida se tornar um completo inferno. E só vou parar quando você se matar.
– jura mesmo? Você é só uma garota, que mau pode me fazer? –perguntou debochado. Eu ri.
– você é um babaca, Frad. É melhor ficar de olhos abertos comigo, eu cumpro o que prometo. Se houver uma próxima vez, é melhor preparar um bom caixão. Agora, se me dá licença, eu tenho mais o que fazer do que ficar olhando pra sua cara de viado. – conclui sombria, saindo do meio da multidão.
[....]
Virei para trás, quando senti alguém me cutucar o ombro. Quando virei me deparei com a loira mais louca da face da terra. Eu ri.
– Aninha que me ama mais do que se ama,o meu celular. Ele não é uma graça, lindo como eu? - disse ela. Quase tomei um susto com o tamanho daquele negócio. Céus! Que escândalo! 

– santa mãe da bicicletinha! O que você fez com o seu celular, tadinho? – perguntei assustada. Ela me olhou curiosa.
– porque você não gostou, não? – perguntou ela.
– só achei muito chamativo. – respondi sincera.
– ei flor que me ama, e que vai me deixar cuidar do seu cabelo hoje a noite antes da festa, é verdade mesmo que você ameaçou o Frad só pra defender o nerd? – perguntou ela. Afirmei.
– sim, eu o defendi. – respondi.
– uhuuuuu! Minha amoreca que me ama, é uma revolucionista! Uhuuu! – ela gritou e eu ri. Mas que louca.
– silencio turma! Nada de gritos, suspiros, ou conversas sobre tons diferentes de cor de rosa. – reclamou o professor com Ash. Ela se encolheu na cadeira, assustada.
– e se possível, eu ficaria muito feliz se nenhum de meus alunos respirasse. Diminuiria o barulho, enquanto eu explico o assunto. Mas antes eu quero que me entreguem os trabalhos que pedi. – o professor falou.
– ai caramba, que droga! – sussurrei baixo, irritada. Ele só pede o trabalho quando eu não faço.
– tu-tudo bem? – perguntou-me Justin. Bufei.
– não, não está. Eu me esqueci de fazer o trabalho e preciso desse ponto, parta passar na média. Estou perdida. – respondi baixo.
– fi-fica com esse. Eu sempre faço um reserva, é só por o seu nome. – sussurrou ele. Deixando o trabalho de história no meu colo. Encarei-o inacreditável, foleando o trabalho feito a mão, com uma perfeita caligrafia.
– tem certeza do que está fazendo? Porque está me dando isso? – perguntei confusa.
– Anna Mel Montês, mais conhecida como a garota que sempre tira notas baixas em minha matéria. Você não trouxe o seu trabalho? Posso anotar um ponto negativo? – perguntou o professor. É que eu geralmente não faço os trabalhos, foi por isso que ele falou aquilo.
– eu fiz sim. – menti, vendo ele me olhar com os olhos esbugalhados enquanto a turma inteira fazia o mesmo. Digamos, que para eles era como se tivesse acontecido um milagre.
– mesmo? Venha mostre seu trabalho. – disse o professor. Me aproximei dele, deixando o mesmo já assinado sobre sua mesa. Sentando novamente ao lado do garoto nerd.
– porque fez isso? – perguntei. Ele sorriu fraquinho.
– obri-obrigado. – respondeu ele. Foi aí que eu entendi tudo. Sorri de volta.
[....]
As pessoas corriam para todos os lados, o som alto e a gritaria me incomodavam pra caramba. Eu simplismente não queria estar aqui, mas, como Ashley é louca resolvi não provocá-la e vim para esta festa idiota. Eu estou cansada caramba!
– nossa, como você está gata Anna Mel. – ouvi um idiota falar, me olhando de cima a baixo. Revirei os olhos, mandando ele catar coquinho. Sai dali, caminhando pela casa até achar o jardim da casa. Fiquei aliviada por não ter tanto barulho, apesar de que se era possível ouvir a música que tocava do lado de dentro. Mas desta distância, dava a impressão de que a música estava em som ambiente.
Suspirei sentando em um dos banquinhos que haviam ali, encarando a lua que estava tão linda no céu negro sem estrelas. Por um momento, eu pensei em ligar para o menino nerd, o Justin. Eu não sei porque disso, mas, depois que ele me deu o trabalho reserva de história dele, passamos a conversar um pouco mais e ele gaguejava menos do que antes.
A “aula” que ele dava era mais divertida, saindo daquela coisa chata e parada da matemática e da coisa tediosa que é história. E sim, eu não me arrependo de ter defendido aquele garoto incrível. Quando passei a conhecê-lo melhor, notei o quão divertido, e agradável ele era. Um garoto doce, cavalheiro e claro inteligente. Mas que ele é inteligente todo mundo já sabe. Tirei o celular da bolsa, discando alguns números que por incrível que pareça decorei em apenas alguns minutos.
– alô? – perguntou ele. Sorri ao ouvir sua voz.
– oi sou eu. Anna Mel. Lembra de mim? – perguntei sorridente. Pude ouvir ele rir do outro lado da linha.
– como poderia esquecer. É que sua voz no telefone é engraçada. – disse ele. Rimos juntos, um pouco alto devo dizer.
– a sua também é engraçada. – brinquei ele riu.
– mas, eu liguei pra saber como vai seu olho roxo. – perguntei.
– bom, está ficando melhor mas....
– ANNA MEL MONTÊS! SUA VAQUINHA LOUCA QUE ME DEIXOU DOIDA PRORCURANDO, EU VOU DESTRUIR TODO O SEU CABELO E ACABAR COM SUAS UNHAS! – ouvi Ashley gritar raivosa a minha frente. Poderia até ter me assustado, mas foi engraçado pra caramba, e minha risada alta deixou ela furiosa e um Justin confuso.
– você está bem? – ouvi ele perguntar preocupado. Eu ri.
– sim estou. Tenho que desligar, tem uma loira rosa louca pronta para me matar, e vou correr enquanto há tempo. Tchau. – falei risonha encerrando a chamada sem esperar ele responder.
– mocinha, muito malvada você hein? Agora vem comigo, agora! – Dizia Ashley me arrastando literalmente. Eita! Ela tá bravinha. Rsrs
[.....]
– vamos lá, Anna Mel é divertido. – falou uma garota.
– não, obrigada. Eu não gosto desse jogo. – respondi.
– que jogo, pessoinha que ama minhas unhas? – perguntou minha amiga loira.
– Me faça rir, Ou morra. Como você esquece o nome do jogo que você mesma está jogando? – perguntei segurando o riso, vendo ela em um ato infantil me mostrar a lingua. Ri.
– qual é, Anna? Está com medo de perder? – debochou Frad sentado a minha frente na roda. Neguei.
– é claro que não. Não tenho medo de nada. – respondi. Peguei o dado nas mãos, o jogando no ar, e quando o mesmo tocou o chão, tive uma pequena surpresa.
– olha só, Aninha que me ama, você vai ter que tentar nos fazer rir duas vezes. – comentou a loira. Bufei. Fiquei a frente dela, apertando sua barriga. Suas gargalhadas escandalosas invadiram o quarto e todo mundo riu.
– isso não vale, Anna Mel. – reclamou Frad.
– o nome do jogo é Me faça rir, Ou morra. E eles riram. – dei de ombros. Não estou com criatividade pra jogar isso.
– ok, certo. Então sua ultima tentativa de nos fazer rir, e sem cossegas. Isso é trapassa.
– pensei que a prapaça fosse você existir, mas tudo bem. – bufei.
– o Frad fede tanto, mas tanto, que até as melecas do nariz dele correram. – falei tediosa. Ninguém riu, enquanto eu mantinha a cara de bunda. Mas fala sério, as punições que deram para os outros foram tão idiotas, e eu imaginei que a minha não seria diferente.
– como punição, você, Anna Mel Montês vai ter que humilhar o garoto nerd no dia do baile da escola. – disse Frad e eu arregalei os olhos. Ok. Eu pensei errado.

Estou repostando essa fic aqui, em primeiro para salvá-la. Já que estou com medo que a moderação do Anime possa excluí-la. E também, porque é uma história que gosto bastante, então vou terminar de postar a segunda temporada dela aqui. Deixem comentários, e se inscrevam no blog, ok? Beijos :D 

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