25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 30 - Admirador Secreto

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 30 - Admirador Secreto
POV JUSTIN
 - Você precisa ter mais cuidado... Ou correr mais rápido. – comentava Clarice sentada ao meu lado na mesa do refeitório. Ela cuidava de alguns machucados em meu rosto.
Desta vez não consegui escapar de Damon. Fazia exatamente uma semana. Uma semana de tortura. Eu simplesmente não sabia fingir gostar de alguém, porém ela fazia questão de lembrar o que aconteceria caso tentasse algo com Anna. Britney já não andava comigo, seu ego estava bem alto. Tinha voltado a ser o nerd excluído e rejeitado por todos. E para as coisas ficarem ainda piores, a minha garota estava sorrindo demais perto de Damon. E sim por, mas que a situação diga o contrário, para mim ela sempre será minha. E eu sabia que se algo acontecesse, ele tentaria alguma coisa para ficar com ela. Era muita intimidade entre os dois, intimidade demais, mas nada poderia fazer. Ela já não era minha namorada. Infelizmente.
- Vou falar com ele, isso é um absurdo! Damon precisa parar já com isso. – comentava deixando a pequena maleta de pequenos socorros sobre a mesa. Suspirei pesado. Ele não tinha tanta culpa. Afinal, estava apenas defendendo a amiga. Ou atual namorada. Ou sei lá! O fato é que ele assim como Ashley e Anna, ele estava completamente inocente nessa história.
- Não precisa.
-  Claro que precisa, ele bateu em você!
- Não, Clarice, não precisa! – me exaltei levantando da cadeira.
Falar sobre qualquer coisa relacionada a Anna Mel me deixava nervoso. Principalmente depois de tudo que aconteceu. Apesar de tudo, Britney ainda seguia meus passos. Eu ainda não poderia falar com ela e explicar porque a fiz chorar. Tudo que eu queria nesse momento era poder tê-la em meus braços. Mesmo sendo doida e comilona, eu a amava. Amava-a do jeito que era e não faria nada para mudá-la. Mas não era possível, eu não podia sequer estar perto dela. Tinha voltado a observá-la dançar nos ensaios de torcida de longe, como antes de ter a primeira aula de reforço com ela. Tinha até algumas cartinhas, quero dizer, pequenos bilhetes que fazia com a intenção de contar a verdade. Outros até mais românticos, como se eu fosse um admirador secreto. Nunca tive coragem de entregá-los.
- Até quanto tempo vai sustentar essa situação, Justin? Até ela sentir mais raiva de você, até era retomar o namoro com Damon? Porque se você não fizer algo depressa é isso que vai acontecer.  – disse calma dando de ombros. Sim ela sabia. Não contei nada. Mas em sua mania curiosa, acabou ouvindo uma de minhas conversas com Britney.
- Ela não vai voltar com ele. Não se esquece duma pessoa assim, de uma hora para outra. – argumentei nervoso.
- Acha que não? Anna Mel é uma garota com o coração partido e vai fazer o possível para esquecer o que sente por você. E tudo isso vai ajudar Damon a se reaproximar de uma forma diferente. Se é que me entende. – e sim eu infelizmente entendia.
Eu detestava aquele cara desde a primeira vez que ele cruzou olhares e sorrisos com ela. E agora ele queria se reaproximar dela novamente. Estava uma pilha de nervos. Só podia ser brincadeira. Mas percebi que não era quando vi os dois passando na frente da minha mesa. Sorrisos e olhares. Nesse momento agradeci por estarem levando as bandejas. E lá estavam eles, trocando carinhos em público. Fornicando. E quando percebi minhas mãos estavam cerradas em punho e os olhos ardiam. Clarice estava certa. Mas que poderia fazer? A ameaça ainda valia e qualquer passo errado poderia resultar em um grande problema. De qualquer modo estaria perdido. De qualquer modo ainda sou o canalha da história.
- É um absurdo eles andarem assim pelos corredores. - comentei baixo pensando em um xingamento educadamente adequado para a ocasião.
- Mesmo depois de tudo você ainda gosta dela? Ela te acertou os documentos, humilhou. A melhor amiga chutou seu traseiro. Como pode amá-la depois de tudo? – perguntou Clarice aparentemente indignada. Neguei levando uma das batatinhas a boca. Eu não gostava de frituras, mas aquela era a única forma de me sentir perto de Anna.
- Ela não teve culpa, só está magoada...
- Não entendo como ela não percebe que é tudo mentira. Você é um garoto maravilhoso, não merece passar por tudo isso... Porque não fala com Ashley? Talvez ela possa ajudar de alguma forma. – sugeriu no final. Isso também era sem cabimento. Ela jamais me escutaria. E mesmo que escutasse, nunca acreditaria que tudo que disse todas as palavras cruéis e mentirosas eram frutos de medo. Que foram ditas apenas para protegê-la. Ela precisaria de provas e eu não tinha.
Como minha vida foi chegar a esse ponto? Nada parecia dar certo. Mas nada era pior que aquilo. O que você sente quando vê a pessoa amada nos braços de outra? Feliz sem você? Sorrindo como se nunca houvesse me conhecido, como se nunca tivesse terminado o namoro com ele. E antes que as pessoas tivessem o privilégio de ver lágrimas em meus olhos, levantei da cadeira andando o mais rápido que podia para longe. Não queria ver eles se beijando e trocando carinhos. Eu fiz tudo o que podia para ajudá-la. Em troca precisei perder a garota mais incrível do mundo. E sentado no chão, no corredor dos armários percebi que não poderia me deixar vencer pelas lágrimas. E foi aí que percebi que perdi longos minutos chorando e embaçando os óculos. Eu não iria perdê-la, Clarice estava certa eu precisava de ajuda. Se aquele imbecil acha que vai ganhar fácil está muito enganado. Aquela doida por nachos é minha e ninguém vai tirá-la de mim. Passei as mãos pelo rosto e limpei os óculos. Levantei do chão limpando o traseiro em seguida. Ele ainda doía pelo chute que Ashley me deu.
Era uma das razões para odiar mulheres que usam salto alto de bico fino. E mesmo com o traseiro dolorido continuei a andar e logo me encontrava de frente ao armário. Depois de retirar uma folha de papel, uma caneta e um pequeno caderno, escrevi de mãos trêmulas um pequeno bilhete. Depois de escrito, fechei a porta do armário retomando minha caminhada. Ainda trêmulo e suspirante encarei o armário da garota a minha frente. Podia ver uma cor de rosa entre as pequeninas brechas da porta. Era a única saída no momento. Eu precisava contar a alguém, pedir ajuda. Ashley precisava acreditar em mim e faria tudo para que me ajudasse a recuperar o amor de Anna. Olhei para os lados e me preparei para por o bilhete dentro do armário da loira.
- O que pensa que está fazendo? – perguntou uma voz conhecida atrás de mim. Engoli a seco virando lentamente o pescoço, vendo um ser de braços cruzados e expressão fechada. E sabia muito bem o que aquilo queria dizer.
- Eu?
- Não Justin, minha vovozinha. É claro que é com você imbecil, o que acha que está fazendo no meu armário? – respondeu grosseira dando um passo a frente. Respirei fundo, olhando novamente para os lados. Britney não poderia sequer imaginar o que eu falaria a seguir.
- Eu preciso falar com você...
- Estou aqui... Diga.
- Não posso dizer aqui. Mas é algo que lhe interessa, é sobre a Anna Mel.
- O que você quer dela? Aliás, o que você quer falar sobre ela? Tem vinte segundos para me convencer a ouvi-lo. – rebateu a loira
- Se quiser realmente saber, vá até o endereço que está nesse papel amanhã à tarde. Não conte a ninguém e vá sozinha. Isso é tudo. – respondi tentando parecer firme andando e virando o corredor. Talvez aquilo despertasse a curiosidade dela e esperava realmente que ela fosse. Aquilo estava me atormentando e só ela poderia me ajudar. Agora eu precisava pensar em algo, pensar em um plano infalível para recuperar minha garota. E ela seria minha novamente. Disso tenho certeza.
[...]
POV ANNA
-... Aí eu saí de lá levando meus esmaltes cor de rosa. Acredita que a moça queria me vender eles pelo preço mais caro? E eu nada boba, disse poucas e boas para aquela mulher. Ela acha que não sou informada? Sou bonita, não burra! – comentava Ashley ao meu lado.
Ela estava diferente desde a hora do intervalo e mesmo tentando disfarçar eu notei algo diferente em seus olhos incrivelmente azuis. O problema é que eu não tinha coragem de perguntar. Talvez essa também não seja a palavra certa. Eu tinha problemas demais. Já bastava estar dando esperanças desnecessárias a Damon, já não bastava minha família completamente destruída, e meu ex-namorado imbecil. Sim ele. Como deixar de amar alguém de um modo rápido? Alguém tem a receita? Porque era quase insuportável vê-lo ao lado de Clarice. Pensei que ele tinha algo sério com Britney, mas ao que parecia eles terminaram uma semana depois. Admito que fiquei feliz por ele não ter sido popular com ela. Agora ele era o mesmo de antes. O mesmo rejeitado e sozinho. Ou quase sozinho. Sempre tinha aquela mosca morta ao lado dele. Eu não entendia porque está sentindo ciúmes de alguém que nunca gostou de mim. De uma pessoa que só me usou para ser popular. Mas isso vai passar, eu tenho certeza que vai. Eu espero que passe... Vou rezar pra chover.
- Porque não vamos às compras hoje? Vi um sapato perfeito pra você... E depois quem sabe, uma balada? – sugeriu a loira despertando-me dos pensamentos.
- Compras?... Festa? Não sei.
- Porque não? Vai ser divertido. Você não pode ficar pensando no boboca do Justin pra sempre.
- Eu não penso nele. E minha recusa não tem nada com ele. É que eu marquei uma soneca das cinco com a Milhela. Ela vai ficar chateada se eu não cumprir.
- Vai deixar de se divertir comigo e minha beleza arrasadora pra ficar tirando soneca com uma ovelha de pelúcia? – perguntou parecendo não acreditar no que acabou de ouvir. Seu tom ameaçador pela primeira vez não me assustou. Qual é, estou com sono!
- Estou.
- Nada disso, moça. Não mesmo. Mesminho mesmo mesmo! Você vai sim, e se tentar retrucar vou te dar um chute tão forte no traseiro que vai parar nas colinas de cabeça pra baixo. – dessa vez eu senti medo. Assenti depressa com a cabeça a vendo sorrir em seguida. Eu sabia que ela anda com esmaltes dentro da bolsa. Vai que ela vira um ninja e arremessa uma coisa dessas em mim? Do jeito que ele a é doida é uma hipótese possível de acontecer.
- Aí está você... Porque ainda não foi a biblioteca? Você ainda tem carga horária a cumprir! Lembre-se que ainda tem três semanas de aulas de reforço para comparecer. E sabe muito bem o que vai acontecer caso falte. Acho que estamos entendidos. – a diretora passou falando rápido e fazendo gestos com a mão. Ato que obviamente nos assustou um pouco. E bufar em seguida. Que droga! Acordei com um belo mau humor e ainda precisava encarar aquele traidor antes de sair dessa droga. Outra parte ruim foi que ela não me deu a mínima chance de protestar e saiu andando como se nada tivesse acontecido. Ainda revoltada abrir novamente a porta do armário, pegando por mais uma vez os materiais que havia acabado de guardar.
- O que é isso? – perguntou Ashley apontando para um papel que se antes estava em meu armário, agora se encontrava no chão. Suspirando abaixei-me pegando o papel sem muita demora. Logo me encontrava passando os olhos atentamente por cada linha e por cada palavra escrita ali.

 Como fazer um amor desaparecer de uma hora para outra? Como mudar o mundo, voltar ao passado? Como curar um sentimento que faz meu coração bater cada vez mais rápido quando olho para você? Quando escuto seu nome? Diga-me, como esquecer a reação que tenho quando observo seu lindo sorriso, ou seus olhos que me levam a loucura? Fique sabendo que há muito te amo e quero ficar com você, e apesar desse sentimento ser, de certa forma, antigo, continua aqui querendo ser como sempre correspondido. Esse amor é puro, profundo, sempre foi singelo e muito forte, o que faz de nossa ligação para sempre intensa.
         Sentia e sinto coisas que não consigo pôr em palavras, pois são inexplicáveis e arrebatadoras. Sinto que você é a pessoa perfeita para mim, que somos e sempre fomos um só, até mesmo antes de nos conhecermos e nos relacionarmos. O que temos ninguém destrói, nem mesmo o tempo, será sempre um sentimento forte, e intensamente fundado dentro da gente. Ainda guardo dentro de mim aquele sentimento de outrora, e de agora, e também aquele que sempre existirá, que por acaso todos se fundem e tornam-se um só. Nossa relação é profunda e para todas as vidas, e para todos os filhos de todas as vidas.
Daquela que quer ser para todo o sempre sua companheira, amante, amiga, e amor. Te amo...

                                                                    De seu admirador secreto.


- De quem é? Sobre o que se trata? – perguntou a loira ao meu lado. Ela parecia curiosa, na verdade ela estava curiosa. Eu estava surpresa. Nunca esperei que essas cartas voltassem a aparecer. Eu sempre quis saber quem era. Fazia apenas alguns meses que essas cartas de admiradores secretos tinham parado de chegar. Por um momento eu senti falta, mas acostumei com o tempo. Talvez a pessoa houvesse desistido de mim. Mas não era o que parecia, o papel em minhas mãos dizia o contrário. E sem querer um pequeno sorriso brotou em meus lábios.
- Você lembra-se das cartas que eu recebia?
- Sim eu lembro, mas que tem haver com esse papel? – questionou ela ainda curiosa.
- Lembra também que parei de recebê-las há alguns meses?
- Está querendo dizer que esta é uma nova carta de admiradores secretos? Reconhece a letra? É a mesma das outras cartas? – continuou ela.
- Como poderei esquecer? Recebo essas cartas há quase três anos. Tenho certeza! É a mesma letra das outras cartas. Pensei que tinham desistido de mim. – comentei levemente sorridente.  Como gostaria de ter chegado minutos antes e ver quem colocou a carta entre os espaços na porta do armário.
- Pelo visto não desistiram. O que vai fazer em relação a isso?
- Eu não sei. Acho que vou responder se mandarem mais uma carta... É uma pena que eu tenha aulas de reforço agora. Vemos-nos, mas tarde para a festa. – respondi deixando um beijo na bochecha da minha amiga.
Segundos depois, eu caminhava lentamente até a biblioteca para cumprir a carga horária determinada pela diretora. De fato não queria ter de encarar os olhos castanhos de Justin por mais uma vez. Existia a possibilidade de Clarice estar ao lado dele. E tinha medo do que poderia encontrar lá. Principalmente se me manteria firme, fria e inabalável. Quando o assunto era Justin eu tinha certeza de que tudo poderia ser um desastre. Para mim principalmente. E parada a frente da porta, respirei profundamente entrando no lugar frio e vazio observando rapidamente a figura de óculos a minha frente. Que Deus me ajude.

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