25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 31 - Afogada

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 31 - Afogada
POV ANNA
Respirei fundo, encarando seriamente o livro enquanto ele explicava o assunto. Eu sabia que não estava conseguindo prestar atenção. Claro que tentava. Mas parecia ser impossível. Era como se para ele, nada tivesse acontecido. E aquilo certamente me impressionava. Justin falava sobre diversos cálculos que pareciam ser impossíveis de serem resolvidos. Não estava interessada em saber o valor de X na matriz do chcuhu. Ou qualquer coisa parecia. Só desejava ir embora dali. A voz ele era melodiosa, e a cada vez que encarava seu rosto, seus olhos hipnotizavam-me. Faziam exatas meia hora de tortura, eu não aguentava mais aquilo. Era um sacrifício. O fim do relacionamento ainda era recente, e apesar de achar que ele andava flertando com Clarice, meu coração ainda batia por ele. Sim podem dizer que sou idiota, porque essa é a verdade. Eu ainda gosto de um canalha que apenas brincou com meus sentimentos para tentar ser popular.
- Você entendeu o que falei? – perguntou ele, por mais uma vez. Eu sentia seu olhar sobre mim, enquanto segurava com firmeza a caneta azul. Passando a língua nos lábios, virei e encarei seu rosto.
- Entender o que você fala? Ora, por favor, me poupe! Quem me garante que não está ensinando o exercício errado?
- O que?
- Sejamos honestos... O que quer com isso?
- Como assim, do que está falando?
- Você sabe muito bem do que estou falando! Ou vai dizer que está aqui, ensinando matemática com prazer e carinho para alguém que você repudia? Alguém que usou apenas para ter status? Pelo visto, Britney não foi boa o bastante não é mesmo? Ela não foi tão boa como disse. Afinal, você não é popular... Aliás, é mais ignorado e humilhado do que antes. Que foi? Ela enjoou de você?... Oh, claro, mas que pergunta boba. É claro que sim, não é mesmo? Porque para ela, você é apenas um garoto ridículo que acha que pode ser alguém.
- Porque você está falando isso? Tem ideia de que...
- Estou falando isso, porque estou altamente impressionada com a cara de pau que tem de falar comigo como se nada tivesse acontecido. Eu já vi muitas pessoas assim, mas, nossa! Você realmente impressiona. Como consegue?
- Mas...
- Perdão, não consigo ser tão hipócrita quanto você. Mas vou tentar, prometo! – continuei com o deboche, sorrindo fofa para ele. Era um sorriso falso é claro. Como todos os outros que ele dava para mim. Sorrindo dele. Apesar de ter doido por melhor assim. Deste modo descobri quem ele realmente é. Doeu descobrir todas as mentiras, mas a verdade por mais dolorosa que fosse, era sempre a melhor opção.
- Estou sendo hipócrita apenas por querer ensinar matemática?
- Está aqui porque recebeu ordens da diretora.
- E você não? – tentou ser firme, mas tive a impressão de ouvir sua voz falhar.
- Sim, é claro! Porque acha que iria querer perde tempo com um verme como você? Faça-me o favor, eu não quero estar aqui. Tenho uma festa para comparecer, então é melhor que se aprece... Melhor, faça meu dever de casa e me entregue pronto amanhã. - ordenei ao final.
- O que? Você não pode ir a esta festa! – disse de olhos arregalados. Não se faça de preocupado, a essa altura do campeonato, por favor! Pensei.
- Porque não?  - questionei com as mãos apoiadas sobre a mesa. Ele a minha frente, parecia engolir a seco. Talvez estivesse procurando as palavras, ou algo parecido. Mas as aparências enganam certo? Ele é um excelente ator, não posso esquecer esse pequeno detalhe.
- Porque você não pode ir. Porque estou dizendo para você não ir. Pode ser perigoso... Hum... Há tantas pessoas bêbadas por lá...
- Perigoso é continuar aqui com você. Não finja estar preocupado, isso me dá nojo. – falei por fim levantando da cadeira com a bolsa nas costas.
Ele observava cada movimento meu. Inclusive, os que fiz para levantar, andar e sair da biblioteca ouvindo os berros da bibliotecária. Cumpri metade do horário, então que se dane. Eu não acreditava que ele estava mentindo novamente. Fingindo novamente. Será que ele ainda não percebeu que a verdade já foi dita? Que todas as mentiras foram jogadas ao ar? Não conseguia acreditar que aquele garoto fofo,  cavalheiro e inteligente, que sofria Bullying e que possuía o sorriso mais lindo do mundo, era na verdade, um completo covarde. Um idiota, um sem caráter. Como fui amá-lo? Céus! Como sou burra!
[...]
POV JUSTIN
- O que? Você está maluco? Como assim você vai para a festa? Enlouqueceu por completo? – perguntava Clarice de olhos arregalados e voz berrante. Enquanto ela falava, eu arrumava o suéter azul melhor ao meu corpo, e parei para limpar a lente dos óculos.
- É claro que vou! Acha que vou deixá-la sozinha?
- Ela tem a melhor amiga, tem Damon. O que é que vai fazer lá? Ela não quer sequer ouvir seu nome, acha que vai vê-la e beijá-la apaixonadamente como se nada tivesse acontecido? Acha que ela esqueceu o que você falou? – rebateu ela atrás de mim.
- Você sabe muito bem porque tive de dizer aquelas palavras cruéis e mentirosas. Eu não a culpo! Se fosse eu, estaria chateado também.
- Mas...
- Clarice eu não posso deixá-la sozinha! Eu sei que Britney vai tramar algo contra a vida dela. Eu sei, eu sinto isso. Por mais que ela me odeie, eu não posso deixar que façam mal a ela. Para você estou sendo um idiota que gosta de sofrer, mas para mim sou apenas um homem apaixonado que deseja proteger o que mais ama. E eu amo Anna. E vou protegê-la de quem quer fazê-la mal. – respondi firme quando virei para encará-la. Aquelas eram as palavras mais verdadeiras. Eu faria qualquer coisa para proteger minha garota. A minha louca por Doritos.
- E como vai fazer isso? Você sabe se ela vai? E se não for? Vai ficar vendo as pessoas se divertirem, irá perder sua noite? Ela não quer mais você, não reconhece tudo o que fez por ela. Ame outra pessoa...
- Eu tenho certeza que ela vai. Eu vi isso em seus olhos quando estávamos na biblioteca. Não importa, eu vou eu preciso cuidar dela. Ashley não faz ideia do que Britney pode ser capaz... Eu sei. E sei também que ela está rancorosa, com raiva e vontade de ser vingada. Ela pode ir muito longe, e você entende perfeitamente bem quando digo isso. Se ela foi capaz de matar um ser humano, ela pode ser capaz de coisas piores com Anna, ao qual julga ter destruído sua vida.
- Mas e se Anna Mel estiver mentindo? E se ela falou aquilo para...
- Eu acredito nela. Sei que jamais mentiria sobre uma acusação tão grave.
- Eu realmente não entendo você! Ela e os amigos estão magoando você. Ou esqueceu que Anna magoou seu Bieber II? – continuou ela. Suspirei em seguida. Realmente, fiquei por dois dias deixando sacos de gelo em cima do meu amigo de vida. Sim, doeu muito o impacto da bola contra ele foi muito forte. O que me conforta é saber que ele continua em atividade.
- Não importa, eu sei muito bem do que Britney é capaz. E algo me diz que ela vai tentar machucá-la hoje. É a oportunidade perfeita. Não vou deixar ela machucá-la.
- Então eu vou com você. – sugeriu dando um passo a frente. Ela passou o cabelo negro para trás da orelha, encarando-me sugestiva. Neguei com a cabeça.
- Eu agradeço a preocupação, é verdade. Mas acho que devo cuidar disso sozinho, não quero envolvê-la em minhas batalhas. Ficarei bem, prometo. Tenha uma boa noite. – rebati educadamente, deixando um beijo amigável em sua bochecha. Em seguida, saí do quarto rumo a meu destino. Nada me impediria de protegê-la. Nada.
[...]
- Olha por onde anda, idiota! – reclamou um rapaz, quando meu ombro se chocou com o seu sem querer.
Fazia exatos dez minutos que estava na festa. Até agora Anna não tinha chegado.  No fundo, uma parte de mim desejava que ela viesse. Que sorrisse para mim e dançasse comigo, ao menos uma única música. Mas a outra parte implorava para que tivesse me escutado. Para que se mantenha a salvo na segurança de sua casa. Vi por várias vezes, Britney dançar alegremente na pista de dança. E sinceramente, aquele sorriso não me agradava. Eu tinha esperanças que ela não compareceria à festa.
Porém elas se esvaíram quando a vi passar entre as pessoas e caminhar até o bar junto aos amigos populares. Estava absolutamente linda. O vestido verde que trajava, era sexy na medida correta. Os cabelos estavam soltos e no rosto permanecia uma leve maquiagem. Um lindo anjo. Observava cada passo que ela dava de longe, segurando o meu suco de laranja. Eu não gostava de vê-la dançar com Damon. Com sorrisos largos e abraços apertados. Mas eu precisava estar lá. Por ela. Bebi um pouco mais da minha bebida, quando senti algo cutucar meu ombro atrás de mim. Virei lentamente, arregalando os olhos em pura surpresa.
- O que pensa que está fazendo aqui? – perguntou Ashley de braços cruzados, agora a minha frente. Estava estático. Ela não poderia ter me visto aqui.
- Como assim? Eu não posso vir a uma festa? É isso? – você merece o Oscar de melhor ator, Justin. Pensei. Eu sabia que ela não acreditaria se dissesse a verdade. E no final das contas o louco seria eu.
- Não quando nós estamos aqui. Olha, eu realmente achei que você tinha algo importante pra me falar, eu até tive esperanças de que você fosse uma boa pessoa. Na verdade, você sempre mentiu muito bem, não é? Nos fez acreditar que era um bom rapaz e que só queria o amor dela. Mas as pessoas mentem, e você não é diferente. O quer com ela? Porque não a deixa em paz de uma vez por todas? O que há para querer feri-la? – perguntava a loira aparentemente indignada com minha presença no local. Perdoe-me, Ashley, mas eu não vou sair daqui. Não até que ela esteja a salvo. Pensei, antes de abrir a boca para responder.
- Você precisa realmente parar com essa paranoia. Mas que coisa! Fala como se a cada passo que dou a cada palavra a intenção real é machucá-la. Então, por favor, deixe-me beber meu suco em paz. Caso não queria descobrir o que há de errado não vá amanhã. Pelo visto você realmente não se importa com sua amiga. Ou será que você é realmente amiga dela? – questionei ao final, me esforçando para continuar firme em minhas palavras. Ainda não era hora, ainda não poderia dizer tudo. E infelizmente, teria de mentir por mais uma vez.
- Está dizendo que sou falsa? É isso?  - perguntou ela aparentemente irritadiça.
- Entenda como quiser. – disse ao final, levantando e saindo de perto dela antes que recebesse um tapa no rosto. Não antes, é claro, de dar uma olhada rápida na minha pequena.
Nada do que tinha falado era verdade. Ashley era uma amiga fiel. Eu sabia que enquanto ela tivesse a loira, estaria bem. Sabia que ela jamais seria capaz de algo que machucasse os sentimentos Anna. A amizade de Anna Mel era importante para Ashley, e vi-a provar isso várias vezes. Perguntem ao meu traseiro. Porém tinha certeza de que aquelas palavras aguçariam a curiosidade e o instinto de proteção dela. Eu precisava urgentemente encontrar Britney e saber o que ela fazia no momento.
Porém, após a quase décima volta pelo salão da casa de Will, um dos garotos populares senti minhas pernas cansarem. Porém nada se comparou em meu extremo desespero ao perceber que havia perdido Anna Mel de vista. Mesmo cansado, levantei da cadeira limpando o suor da testa. Andei entre algumas pessoas na pista, tentando encontrá-la. Passei em frente ao bar, e retornei ao salão. Nada. Não a encontrei. Olhei para os lados, entrando em aflição andando até a área do jardim. Um pouco para trás, ficava a piscina luxuosa da casa dele. Era um lugar grande, e ela poderia estar em qualquer cômodo. Como também poderia não estar aqui. Como também poderia estar acontecendo algo que meus pressentimentos alertam. Precisava encontrá-la o mais rápido que podia. Meus pressentimentos não eram os melhores.
- Justin? – a voz de Clarice me despertou dos pensamentos. E lá estava ela, parada em pé a minha frente, segurando as próprias mãos.
- O que faz aqui?
- Eu vim fazer companhia a você. Sei que deve estar sozinho, ficar vigiando Anna não é fácil. Fico feliz de ter encontrado-o antes de entrar nesse lugar que cheira a bebida. – confessou ela. Ainda estava preocupado, e ter mais alguém aqui ao meu lado para dar atenção não facilitava as coisas.
- Você precisa ir para casa, Clarice. Não quero ser grosso, mas perdi Anna de vista. Preciso encontrá-la e...
- Porque não deixa que ela fique em paz? Não há nada para temer, ela está com os amigos. Se parar para pensar, deve estar aos beijos e abraços com Damon em algum lugar desta casa. Pense bem, isso vale mesmo a pena? -  perguntou e pude me permitir engolir a seco ao pensar na hipótese de que ela esteja em um dos quartos com ele. Não pensei que ela poderia me esquecer tão facilmente.
- Não entende que... – em uma falha tentativa de retrucar, virei à cabeça para trás por meros segundos e pude perceber uma movimentação estranha por entre os arbustos.
Uma sombra passou rápido, ela voltava da direção da piscina e meus olhos se arregalaram. Virei meu corpo, andando rápido na direção da piscina. No gramado e na areia pude ver um pequeno rastro formado. Como se alguém houvesse sido arrastado por aqui. Arrastado por uma pessoa que não possui muita força e que...  Espere, são marcas de saltos? Céus! Anna Mel!
Caminhei ainda mais rápido seguindo o pequeno rastro de areia até estar perto da piscina. Quando olhei para baixo meu coração se apertou ao ver o que estava submerso. Com o coração batendo rápido dentro do peito, deixei o óculo sobre o chão junto ao celular. No segundo seguinte, senti meu corpo entrar em contato com a água extremamente fria. Ainda estava de roupas, não fiz a mínima questão de retirá-las antes de entrar na água. Havia algo mais importante do que isso. Nadei até o fundo o mais rápido que pude, pegando o braço de Anna que parecia dormir tranquilamente. Agarrei seu corpo pela cintura, nadando de volta para a superfície ainda mais depressa.
                                                  Leiam escutando Usher - U got it bad
- Anna, abre os olhos, por favor. – pedi ainda remando até a parede da piscina. Segurava seu corpo firmemente no meu, mantendo a todo custo sua face fora da água. Com dificuldade, saí com ela da piscina, deitei seu corpo sobre o piso de cimento que rodeava a piscina luxuosa. Passei levemente a mão pelos cabelos molhados, vendo os pingos de água que escorriam de meus cabelos, e caiam sobre o rosto agora pálido dela.
- Acorde, por favor, acorde! – pedi em desespero. Deixei minhas mãos sobre seu peito e ali comecei a fazer força para tentar reanimá-la. Sem sucesso, resolvi optar pela respiração boca a boca. Fazia de tudo para passar o ar de meu corpo para ela, mas nada parecia resolver. Nada parecia acordá-la. Eu não sabia há quanto tempo ela estava submersa, e isso me deixava ainda mais assustado. E se ela estivesse lá desde o momento em que a perdi de vista? Não...
- Anna Mel acorde, por tudo que mais ama abra os olhos. Por favor, abra os olhos. Não me deixe, por favor. – pedia em desespero, repetindo a pressão cardíaca e a respiração boca a boca. Nada. Absolutamente nada.
- Não vou deixar você ir, eu não vou! – continuei sentindo os olhos marejarem e as lágrimas molharem meu rosto, se misturando com a água da piscina.
Ela permanecia imóvel fazendo o desespero crescer em meu peito. Peguei em sua mão a e com o dedo indicador tentei encontrar algum pulso. Encontrei de fato, mas estava fraco. Muito fraco.  Ajoelhei-me ao chão em seu lado e tentei novamente a respiração boca a boca. Segundos depois, nada aconteceu. Ela continuava imóvel. Ainda mais assustado e sem saber o que fazer, abracei seu corpo e deitei minha cabeça em sua barriga. Chorando. Porém, algo se mexeu em baixo de mim e erguendo a cabeça pude ver Anna Mel virar a cabeça para o lado e cuspir a água que tinha engolido. E que com certeza não fora pouca. Tremendo de frio, encarei seu rosto enquanto ela ainda cuspia a água. E também ainda tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer, segurei sua cabeça ajudando-a.
- Ai. – reclamou baixinho assim que a toquei.
- Está tudo bem? Consegue respirar normalmente? Céus, não faça isso nunca mais! Quase perdi você! – falei deixando algumas lágrimas caírem e se misturarem com a água da piscina novamente. Por momentos, por meros segundos tive a certeza de que fui carinhoso demais. Falei mais do que deveria, mas aquilo não parecia importar no momento. Quase a perdi.
- Minha cabeça está doendo. Alguém me acertou algo e desmaiei. O que está havendo?... Justin?... – revelou baixo, fazendo uma pequena pergunta no final virando o rosto e encarando a piscina e depois a mim. Bem lentamente. Creio que isso foi o suficiente para que ela entendesse o que acabou de acontecer. Para entender o que tentaram fazer com ela, entender porque estou molhado e ajoelhado perto dela.  Foi ai que tive a certeza de que Britney tinha feito aquilo. Só poderia ser ela.
Ninguém nutria tanto ódio de Anna quanto ela. Todos na escola a adoravam. Essa era uma das razões para ser tão popular. Mas para minha infelicidade meu medo se concretizou e fizeram mal a ela. Quase perdi a garota que amo. Mas seu anjo da guarda fez muito bem seu trabalho e pude estar lá a tempo de tirá-la da água. De salvar sua vida, de ter a certeza de que ela não corria mais perigo. Não comigo ali. E ter a sorte de poder admirar de perto o mais belo par de olhos verdes que já vi em toda vida. O mesmo olhar que me encantou há quatros anos atrás, agora me encarava firme. Encarava-me de um jeito indecifrável que me fazia querer ler seus pensamentos. Porém por hora, tudo parecia não existir a partir do momento em que me debrucei sobre seu corpo de toquei seus lábios nos meus com calma.
Ainda beijando-lhe com sem pressa, fiz carinhos com o dedo polegar em sua bochecha, e para minha total surpresa ela correspondeu ao ato a que tanto senti falta. As mãos pequeninas dela também abraçavam com doçura meu pescoço, e sua língua permitia que a minha lhe acariciasse sem pressa.  E por um momento a sensação de um estado de espírito feliz tomou conta de meu ser. Ela tinha o melhor beijo. Era doce e cheio de saudades.
- Anna?... Mamãe rosa o que é isso? Você está bem, Abelha? – ouvi a voz assustada de Ashley ao longe. E mesmo não sabendo como ela nos encontrou aqui, parti contra vontade o maravilhoso beijo, deixando um último selinho em seus lábios.
- Logo tudo irá se esclarecer não se preocupe. Agora você está segura. – falei baixinho perto de sua boca pequena e fria.
    E olhando por uma última vez para seus olhos talvez confusos, esperei que Ashley e Damon estivessem perto o suficiente para me afastar. Agora eu sabia que ela estaria segura. A salvo. E ainda de longe, ajoelhado atrás de um dos arbustos vi os dois amigos se aproximarem preocupados da morena. Damon fez questão de cobrir o corpo molhado e trêmulo de Anna com seu casaco de couro.  E entre os abraços carinhosos e preocupados dos dois, ela passou o olho por todo o local até parar o olhar em mim. E suspirando, saí dali antes que eles me percebessem ali. Antes que meu olhar se prendesse ao dela. Você não conseguiu dessa vez Britney.

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