25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 33 - Cola Inesperada

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 33 - Cola Inesperada
POV ANNA
Tempos Depois...
Algum tempo havia se passado, depois que olhei com frieza para Justin. Poderia ser uma loucura, mas jamais poderia me sentir culpada. Ao menos em partes. Andava preocupada com ele. Ultimamente, ele parecia ainda mais calado que o normal, evitava visivelmente a campainha da namorada, Clarice, e sempre tinha os olhos voltados para o chão. Frad estava insuportável, e certa vez, precisei segurar-me com todas as forças, para não defendê-lo de um completo idiota sem escrúpulos. Sentia que Justin estava tenso. As pessoas pareciam ainda mais malvadas com ele. As brincadeiras estavam ficando cada vez mais sérias, e às vezes, me perguntava como estava sua mente. Quase não suportava mais aqueles apelidinhos sem graça, e as palavras maldosas dirigidas a ele. Já tive, por diversas vezes, a impressão de que o ouvi chorar, enquanto passava pelo corredor, perto do banheiro masculino. Precisei lutar para não dar importância. Por mais dor que ele havia causado em meu coração, minha mente dizia que não era certo fazer isso com alguém.
Ele já tinha aprendido a lição, já tinha sofrido o suficiente para entender que não se brinca com os sentimentos de ninguém. Não havia perdão em questão. Havia apenas a certeza de que aquilo não era certo. Eu sentia seu sofrimento. O Bulliyng estava passando dos limites e, para mim, aquilo era inaceitável. Ele não merecia minha preocupação, mas ainda sim, ele tinha. E aquilo me deixava ainda mais irritada. Por me importar tanto com ele. Mesmo sabendo que não deveria. Mesmo sabendo que ele não merecia, depois de tudo que fez.
- Então, mocinha? Vai pagar ou não? – perguntou a mulher da biblioteca, com um sorrisinho no canto da boca. Balancei a cabeça, tentando afastar os pensamentos que rondavam minha cabeça, e impediam de realizar minha compra. A mais importante do dia. Peguei o dinheiro do bolso, e dei para a moça que ria de minha loucura por nachos. Peguei os dois pacotes de 200g de Doritos, e caminhei até a mesa. Sentando ao lado de Damon, deixando um pequeno beijo em seus lábios. Não era preciso dizer. Damon e eu estávamos juntos, novamente. Reatamos a relação quando ele foi a minha casa, quando disse que havia algo importante para falar. Ele queria ‘dar um tempo’ ao meu coração. E era óbvio que aceitei a proposta. Ele me fazia bem, era uma pessoa maravilhosa. Era realmente maravilhoso estar com ele.
- Oi abelha! Olha pras minhas unhas! Estão cor de rosa e...
- Você sempre usa esse mesmo tom de cor, Ashley. – falei mordendo um dos nachos, sendo abraçada de lado por Damon. Que me beijou a bochecha logo em seguida.
- Não é verdade. Esse é um cor de rosa, no tom coral. – argumentou levemente irritada.
- E isso existe? – perguntei segurando o riso.
- É claro que existe. Agora me ame! – exigiu roubando um dos meus nachos. Revoltada a encarei feio e guardei os pacotes na bolsa, lambendo os dedos sujos com o pó maravilhosamente gostoso do Doritos.
- Agora eu não vou mais amar você. É considerada por mim, uma CarniDoritos. Pode ser presa por sequestro, tortura e assassinato a dente frio por isso. É prisão perpétua. – falei com um pequeno bico no rosto.  Mastigando alguns dos nachos que levava a boca. Damon riu.
- E você vai presa por não ter estudado para a prova. – comentou em resposta, como se fosse vitoriosa. Pera. Prova?
- Como assim? Mas que prova? – perguntei confusa e medrosa. Certo, mas que nachos ela está falando?
- A prova de matemática, Abelha. Viu? É nisso que dá, ficar se agarrando com o Damon no meio da noite.
- A culpa não é minha se você liga ‘bem na hora’.
- Mas poderia ter feito mais baixo.
- Você mora no quarto ao lado! Porque me ligou?
- Eu não queria entrar e ver vocês dois peladinhos.
- Não seria mais fácil esperar o barulho terminar? Além do mais, a culpa é toda do Damon. – rebati mordendo algumas dos nachos, agora, banhados em molho de queijo. Delícia.
- E posso saber por que a culpa é minha? Foi você quem começou a me beijar.
- Mas foi você que me encarou como se pedisse.
- Mas foi você que iniciou tudo.
- Não tenho culpa se você é quase tão bom quanto um nacho encharcado de molho. – rebati por fim, vendo ele se gabar de seu charme e beleza. Dizer que ele era quase tão bom quando um Doritos, era de fato um elogio. Afinal, todos sabem o quanto amo Doritos. Então... É.
- Você adora meu corpinho nu. – continuou com a brincadeira, em meio a algumas risadas.
- E eu gosto quando vocês admiram minha beleza linda, e param de fornicutar. Mas que coisa! Me amem! Me amem! Será que vou precisar soletrar pra vocês entenderem? – perguntou a loira indignada. Rimos um pouco mais alto com aquilo. O que foi o tempo suficiente de tocar para a próxima aula. A temida aula de matemática. A temida prova ao qual não estudei. Devorei os nachos cheios de molho as pressas, enquanto caminhava em direção à sala. Ainda de boca cheia, sorri o que pude para as pessoas que falavam comigo. E era incrível quando isso só acontecia enquanto eu comia. Ser popular tem seu lado ruim. Esse é um deles. Sentei na cadeira dos fundos, quando Damon deixou minha mochila sobre a mesa, que por sua vez foi carregada por ele até aqui. É. Minhas mãos estavam ocupadas demais para isso. Ashley sentou ao meu lado, e meu namorado logo à frente, não antes de deixar-me um beijo na bochecha.
- Você sabia que eu gosto de nachos? – perguntou à loira ameaçadora. Abracei minha comida, e de boca cheia, neguei com a cabeça.
- Nem vem! São meus! – foi tudo que pude dizer com a boca cheia, antes de virar e ver mais uma das cenas deploráveis que vi durante o dia inteiro.
- Ele deve não ter pernas. Está sempre caindo. – ouvi um comentário debochado e maldoso. As risadas eram um pouco altas, e o constrangimento dele era ainda maior. Quieto, Justin ergueu-se do chão e pegou os cadernos. Caminhou até a costumeira mesa da frente e sentou-se. Bufei em irritação.
- Ele é tão idiota, não é verdade? Acho que ninguém sentirá falta se ele morrer. Não é mesmo, Anna? – perguntou uma das garotas loiras. Era esse tipo de pessoa, que me dava nojo de ter na torcida. Eu não era a capitã, apesar de ser a mais popular. E nem Ashley, que era a própria podia fazer isso.
- Eu acho que seria mais fácil, não sentir falta de você, do que dele. Afinal, vadias como você tem aos montes. – respondi fria mordendo mais um nahco. Frad riu dela, concordando com minhas palavras. A garota ficou quieta e irritada. Era uma das garotas que andavam com Britney. E mais uma vez, eu não me segurei, e acabei defendendo-o. O que há de errado comigo?
- Bom dia alunos. Preparados para a prova? Em primeiro, toda essa turminha de trás, a famosa Turminha da Cola, ao qual infelizmente nunca peguei no flagra, pode ir se separando. Agora. E todos os nachos na bolsa. – disse o professor enquanto entrava na sala. Bufei irritada. Ele falava com o MEU grupinho de fila.
- Mas estou com fome!
- Não importa. – rebateu. Bufei novamente. Que sem coração!
[...]
- Odeio isso, odeio isso, odeio isso, e odeio isso ao dobro. – reclamava baixinho observando a prova. Ao qual a única coisa escrita eram meu nome e turma. Aquilo parecia uma sopa de letrinhas, e parecia ainda mais difícil a cada vez que tornava a olhar. Em uma espiada discreta, olhei para o lado, vendo um Justin concentrado em sua prova. Sim, o professor mudou todos de lugar. E sim, fiquei ao lado dele.
- Já posso entregar a prova? – perguntei.
- Deixe de reclamar e faça sua prova. Não tente colar, não está difícil assim. – rebateu ele.
- Realmente, tem razão. Está tão fácil que, responder essa prova é como achar o fim do arco-íris. – continuei.
- Olhos na prova, Anna Mel. – finalizou, tornando a ler um pequeno livro. Deitei sobre a cadeira. O plano era esperar que ele estivesse distraído o suficiente para que pudesse pegar a resposta de alguma questão, com alguma pessoa do meu grupinho de cola. Mas depois que o sinal tocasse, as provas seriam recolhidas, e o zero seria certo.
- Olhe para sua prova, Srta. Montês. – reclamou o professor quando virei o rosto para olhar as provas alheias. Mas que desgraçado. Ele está me marcando! Meu desespero aumentava à medida que as pessoas iam entregando as provas, e eu ficava lá. Moscando. Sem ter respondido sequer UMA questão. Desesperada? Não, imagina!
- Aqui. Olhe para cá. – ouvi um murmuro vir do meu lado. Era Justin. 
- O que quer? – perguntei em outro murmurro baixo.
- As respostas. Olhe as que puder... Depressa. – retrucou baixo, arrumando-se melhor a cadeira. Ainda sem entender sua atitude, encarei o relógio no alto do quadro. Apenas vinte minutos para o fim da prova. Peguei a caneta, e disfarçadamente olhei para sua prova. Assim, com cuidado, anotei todas as oito questões que pude.  Aquele professor sempre me encarava estranho. Marcando-me. Que infeliz. Porém, me senti vitoriosa por conseguir colar sem que ele tenha visto. Sou demais!
[...]
         Minha Querida. O que devo dizer, agora? Que por toda minha vida, tive a esperança de tê-la nos braços e chamá-la ternamente de amor. Ora, mas que destino ardiloso. Arma para nós, sem que tenhamos chances de escapar. As incríveis armadilhas do amor. Ora, quem me dera poder expressar a grandeza de meus sentimentos, dizer o que minha alma grita para que seja libertado. Minha bela flor. Meu maravilhoso anjo. Talvez, esta folha não faça diferença em sua vida. Talvez, minhas palavras possam encher seu coração de curiosidade ou felicidade. É difícil vê-la todos os dias e, não poder tocá-la. Quantas e quantas vezes peguei-me encarando o céu, a espera que estivesse a fazer o mesmo.  Estavas, minha cara?
        Minha vida alegra-se, ao contemplar seu rosto. E digo-lhe, que de nada valerá se não dizer, aqui, nesta humilde carta, que a amo. Amo com todas as forças que se pode ter. Está feliz com ele? É tratada como a rainha que é? Quem dera estar no lugar dele. Dar-lhe beijos de boa noite, acordá-la com maravilhosos carinhos e um belo café da manhã na cama. A mimaria, querida. Espero um dia poder tocar-lhe os lábios rubros e dizer com todo o coração, as palavras mais lindas e sinceras. Espero-te. Meu amor.
                                                           Carinhosamente, seu Admirador Secreto.

- Nossa, esse carinha está realmente apaixonado por você. – comentou Ashley ao meu lado. Com um sorriso bobo, dobrei o papel e tornei a encarar seu rosto.
- Que lindas palavras. Não sabia que existia alguém loucamente apaixonado por mim.  Passar tanto tempo escrevendo, dizendo lindas palavras de amor.
- E se for uma brincadeira?
- Para durar tanto tempo assim? Acho que não. Apenas gostaria de saber o autor das cartas. Ou, ao menos de lhe dar uma resposta.
- O Damon sabe da existência dessas cartinhas fofas? – perguntou ela mais uma vez.
- É claro que não. Não quero saber da reação dele caso soubesse.
- Mas tem que admitir que é fofinho todas essas palavrinhas. São quase tão lindas do que as do meu admirador secreto.
- Ashley. Aquilo não é um admirador secreto.
- Claro que é!
- Não, não é! Aquilo é apenas você escrevendo em um papel “Eu sou linda, e não há ninguém mais bela do que eu.” Depois dobrar, por perto da comida, abrir novamente e fazer cara se surpresa. – comentei e ela fez bico.
- Se falar isso novamente, vou roubar todos os seus nachos. – ameaçou.
- Ok, você venceu... Vou ali comprar uns nachos, antes que roube todos. Volto logo. – falei e andei depressa na direção da cantina. Ela é doida. E dá medo também. Era por isso que andava rápido com a carta ainda nas mãos. Vai que ela cumpre o que diz, né? Preciso de alguns pacotes extras. Porém, o grande problema disso tudo, era que andar rápido sempre resultava em... Au! Pois é. Era o que eu ia dizer.
- Me perdoe, sou tão desastrado... Não fiz por mal. – a voz tremula de Justin me despertou, e ainda no chão o encarei. Meu bumbum doía e um pouco tonta, senti os salgadinhos em minha bolsa, caírem junto a ela no chão. Ele me ajudou a levantar, com a mão estendida em minha direção para que completasse o ato. Isso não deveria ter acontecido, você ainda não está no controle total de suas emoções, Anna. Alertava minha mente.
- Desculpe, eu... O que é isso? – interrompeu-se ao notar um papel no chão. Arregalando os olhos, puxei-o de suas mãos. Mas parecia ser tarde demais quando concluí o ato. Porque aqueles olhos caramelados tinham um brilho diferente. Ande, concentre-se Anna. Concentre-se!
- É de um admirador secreto? Você gosta do que está escrito, aqui? – questionou e sua ousadia me fez bufar. Aquilo não pertencia a ele. Não importava a ele.
- Isso não lhe interessa. Afinal, porque a curiosidade? Acha que não pode existir alguém que me ame de verdade? – questionei em troca. Segurando o papel firmemente em mãos, observei ele se desculpar, desajeitado e virar-se e caminhar para longe.  Suspirei dando um passo a frente, sabendo que, o ato seguinte, jamais deveria acontecer.
- Espere. – disse, arrependendo-me segundos depois que ele parou e virou para me encarar. Agora sabia que precisava terminar o que havia começado.
- Porque fez aquilo? Porque me passou a resposta da prova? –perguntei em esperanças de que ele respondesse minha pergunta. Porém, ele apenas sorriu fraco e tornou a se distanciar de mim. E o observando caminhar para longe de mim, me permitir ser fraca. Permitir-me respirar fundo, mesmo que segurando uma única lágrima. Era difícil negar, mas sentia falta de tudo que vivemos. Uma pena é que era tudo uma grande mentira.
- Finalmente achei você. Achei que tivesse ido para Londres com todos os nachos que conseguisse carregar, para não ter uma loira a ameaçando de roubá-los a todo instante. - Dizia Damon alegremente parando ao meu lado. Com um sorriso singelo, abracei seu corpo e beijei seus lábios. Em esperanças de esquecer esse curto diálogo. Eu precisava esquecê-lo. E iria.

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