25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 34 - Stop Bullying

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 34 - Stop Bullying

POV ANNA
Dois dias Depois...
Abri o armário, e guardei a bolsa nele. Não antes de passar rapidamente os olhos por ele. Decepcionada, e segurando o saco de Doritos na mão, fechei a pequena portinha. Nada de cartinhas de admirador secreto. Parecia bobo, mas aquelas cartas me traziam uma boa sensação. E lá, estava novamente o medo de nunca mais receber aquelas cartas como antes de namorar Justin. Ou melhor, antes de conhecê-lo melhor. Ou o que achava que conhecia.
- Então, veio alguma cartinha? – perguntou a loira ao meu lado. Mordendo uma barra de cereais. Ela estava me assustando com essa nova ideia de emagrecer. Isso tinha começado a muito tempo, mas só cheguei a descobrir a menos de três dias. Reabrindo a porta do armário, peguei alguns bombons e dei a ela. Ashley pareceu não gostar da ideia e fez que não com a cabeça. Aquilo me irritou.
- Olha, você está me deixando maluca. Ok? Você não precisa ficar ainda mais magra. Você é perfeita! Será que não entende isso? Precisa parar já! Eu não quero perder você. – comentei irritada, aproveitando o pouco movimento.
- Eu não sou um bebê pra falar assim. Eu sei me cuidar, ok? Não é nada demais, você que está vendo coisas onde não deve.
- Tem certeza? Porque eu acho que você não tem ideia do que está fazendo com sigo. Olhe para você. Tem tudo o que uma garota sempre quis. E aí, de uma hora para outra começa a dar ouvidos ao que a Britney diz? VOCÊ NÃO É GORDA, ASHLEY! – aumentei o tom e ela pareceu ainda mais irritada.
- Não aumente a voz pra mim. Eu sei o que estou fazendo, e sei que tenho o auto controle para quando quiser parar...
- Vomitar não vai ajudar. Você sabe que tem maneiras mais saudáveis de conseguir o corpo perfeito. Você sabe o que acontece com as pessoas que começam com isso. Porque está entrando nessa?
- Eu pensei que você entenderia. Mas eu estava errada.  – retrucou e antes que pudesse falar algo, ela caminhava para longe de mim, pisando firme. Mesmo sobe meus gritos, que chamou alguns olhares para mim, ela não parou ou sequer me deu ouvidos. Simplesmente andou para longe até virar em outro corredor. Joguei os bombons no chão em meio à raiva, e antes de chutar o armário próximo, ouvi um barulho forte. Tive a impressão de que o chão tremeu devido ao impacto. Olhei para o lado e vi Justin caído no chão. Seus livros estavam jogados também, e as poucas pessoas que ali estavam, pareciam preguiçosas para zombar dele. Agradeci mentalmente por isso. Foi aí que entendi que ele escorregou nos doces que joguei no chão. Droga. Porque sempre temos de nos encontrar assim? Fui até ele e o ajudei a pegar os livros caídos. Ele sempre mantinha a cabeça baixa, o que era normal para qualquer aluno, mas não para mim.
- Me desculpe, eu não queria que você caísse. Juro que não foi por mal, eu só... Ah! – falei irritada tentando controlar a raiva. Ashley estava me deixando muito preocupada. Eu não sabia como fazer aquela cabeça de vendo cor de rosa entender que não precisa de nada disso.
- Tudo bem, sei que não fez por querer. – falou baixo, olhando para o chão enquanto segurava os livros. Mordi os lábios que tinham gosto de nachos e ergui seu rosto com o dedo. Aquilo não deveria estar acontecendo, ele não merecia minha preocupação. Mas o Bullying que sofria parecia me empurrar cada vez mais para perto dele. Ninguém merecia aquilo. Ninguém.
- Por um Nacho com Molho! O que fizeram com você? – perguntei assustada. Um olho roxo era o que via a minha frente. Roxo e levemente inchado.
- Não foi nada.
- Como assim não foi nada? Já se olhou no espelho?
- Porque está preocupada? – perguntou ele. Encarei brevemente seus olhos, que estavam vermelhos. Ele tinha chorado. Não. De novo não.
- Porque eu sou idiota...
- Você não é idiota. Não sabe o quanto me arrependo por ter tido aquelas palavras...
- Justin...
- Você é tão boa. Eu sinto muito se a fiz chorar... Fui um completo idiota. – comentou baixo e constrangido.
- Sim, você foi um completo idiota. Mas suas palavras não vão me fazer voltar atrás.
 - Então porque toda a preocupação? – perguntou confuso
- Porque ninguém merece isso. O Bullying é terrível. – respondi.
- Como sabe? Nunca passou por metade do que passei.
- Eu não preciso passar por isso pra saber que é horrível. Ninguém merece isso... Mas vamos logo para a enfermaria antes que isso fique ainda mais inchado. – continuei a falar enquanto caminhávamos até a ala hospitalar da escola. Andando em uma distância respeitável e segura. Justin deixou os livros sobre a mesa da enfermeira e foi cuidado por ela, reclamando por vezes da dor que sentia. Eles pareciam se conhecer bem, o que provava que ele já era um velho conhecido. Eu sentei em uma das cadeiras, e um pouco tímida comecei a comer os nachos dentro do caçote. E foi assim que se seguiu. Ele reclamando da dor, e eu comendo os nachos enquanto esperava.
[...]
Algumas horas Depois...
Mordi lábio, vendo a loira com o olhar arregalado para o celular. Depois que perguntei a enfermeira sobre Anorexia, ela me disse que um doente sempre acha que nunca está doente. Que sempre acha que pode parar quando quiser. Mas o que acontece é justamente o contrário. A pessoa se torna escrava disso, porque depois de tanto tempo sem comer nada, o estômago passa a rejeitar automaticamente quando qualquer coisa passa por ele. O que dificulta a recuperação. Em nome da loira, eu fui à biblioteca e fiz algumas pesquisas para saber como ajudá-la. A coisa era mais grave e feia do que pensei que era. Era assustador. E imaginar a minha loirinha passando por aquilo era a pior coisa que já pude pensar. Enquanto chorava, vi alguns relatos de pessoas que sobreviveram, como estavam tentando passar por esse problema e quando tudo começou.
Reuni alguns materiais, e mostrei a ela. Era um assunto forte, e sabia que ela estava ficando assustada. Assim também quando eu fiquei quando vi uma foto de uma garota que... Céus! Dava pra ver claramente o osso sobre a fina camada de pele dela. Eu via algumas lágrimas silenciosas molharem seu rostinho de boneca. Damon também ficou abalado quando descobriu minhas pesquisas. Ele sabia que eu não gostava de biblioteca, ou de fazer pesquisas. Achou suspeito e me seguiu. Logicamente acabou descobrindo e de pronto se dispôs a me ajudar. E cá estávamos nós. Ela assistia aos vídeos mais fortes que vi sobre a doença. Tinha o rosto molhado, com um vento que ricocheteavam seus cabelos, emanando o cheirinho de melancia de suas madeixas. Damon preferiu dar-nos o espaço suficiente para conversar. Ele era realmente maravilhoso.
- Meu Deus... – falou baixo. Ela estava assustada quando o vídeo terminou. Quando seu olhar arregalado parou em mim, piscou algumas vezes e entendi que minha missão foi crumpida.
- Agora você entende o que estava tentando dizer? Você é minha melhor amiga, e eu te amo. Eu quero proteger você, quero que tenha uma vida maravilhosa e longa. Acha que quero ver você desse jeito? É horrível, Ash! E mesmo que fosse bonito, eu não quero. Você é linda, divertida, inteligente. Todos te amam e querem você de presente. Isso mata, Ashley. Causa prejuízos incalculáveis. Eu não quero perder você, como perdi meu pai, minha mãe, e o Justin. – disse fraco encarando o mar azul que era seus olhos.
- Desculpa por ter agido daquela maneira hoje, eu... Eu prometo que nunca mais vou fazer aquilo, e prometo que não vou dar ouvidos ao que a loira falsificada da Britney disser. Eu não quero ficar daquele jeito.
- E não vai. Não do que depender de mim. Eu não vou deixar. –afirmei.
- Eu prometo que nunca mais vou fazer. Nem que seja necessário que eu coma muito a ponto de ser uma bola gigante cor de rosa. Se bem que... Eu vou continuar linda, mesmo sendo uma bola cor de rosa gigante, não é? Então eu viro uma bolinha, mas eu não quero ficar daquele jeito. Sou linda demais para ficar feia assim, eu não quero. – dizia como um bebê, finalmente me abraçando. Chorava fraquinho em meu ombro, dizendo que nunca mais faria aquilo.
- Eu amo você Ashley. Sempre estarei aqui por você. – comentei abraçando-a mais forte.
- Eu sei flor. Eu também me amo... E adorei a sua roupinha. – respondeu e eu ri aliviada. Obrigada Deus. Ela compreendeu. Essa é a minha loirinha. Aliviada, era como estava agora.
[...]
 Ouçam Sia - Breathe Me
POV JUSTIN
Passei as mãos no rosto, andando de cabeça baixa até o banheiro. Será que eles não podem usar um quarto? Uma coisa é saber que a garota que se ama está com outro alguém. Pior ainda, é vê-la aos beijos, com o tal carinha no meio da aula. Era demais. Meu mundo parecia desmoronar a cada vez que a via passar de mãos dadas com ele. Doía ainda mais saber, que de nada adiantavam as cartas que escrevia para ela. Porque no final das contas, apesar de espiá-la de longe, e ver o lindo sorriso que se estende por seu rosto, a cada vez que lê minhas cartas, ela jamais seria minha. Aquela era minha maneira de falar com ela, e dizer o quanto sinto falta de estar perto dela. Era a única também. Mas sei que ela me odiaria se soubesse que, o tal Admirador Secreto era eu. Mas nos últimos três dias, pareciam uma tortura. As pessoas eram cada vez mais maldosas comigo. Chorava baixinho todas as noites, me sentia esgotado. Um lixo.  E mais uma vez me arrependi de minha decisão ao ver Frad e o grupo popular da escola de frente ao espelho. Com os olhos embaçados, o vi rir ao me perceber minha presença.
- Own, ele está chorando. Deve ter visto o vídeo. – Frad riu enquanto falava.
- Teve mais de quinhentas visualizações. – comentou outro.
- Mas que vídeo? – perguntei baixo e confuso. Ouvi uma gargalhada alta de todos ali presentes, e eles saíram do banheiro, de um por um, passando por mim com olhares debochados. Se divertindo de meu sofrimento.
Passei a mão no rosto, e ainda atordoado caminhei o mais rápido que pude até em casa. A que ponto eles tinham chegado? A que vídeo eles se referiam naquela conversa? Perguntava-me enquanto subia com pressa as escadas em direção ao quarto. Respirei fundo, deixando a bolsa sobre o chão. Sentei em frente ao computador que não demorou a ligar. Depois de entrar no site da escola, fui à procura do vídeo. Arrependi-me novamente. ‘Justin em seu Trabalho Diário’ dizia o título do vídeo. Tinhas duas pessoas nele. Os dois, usavam máscaras para representar pessoas distintas. Frad, usava uma máscara com meu rosto, e o outro um saco de papel na cabeça com um rosto desenhado nele. Logo a conversa iniciou.
- Oi lindo, sou Justin Drew. Quanto você quer para se divertir comigo? – perguntava Frad para o outro, fazendo uma voz de garota. Ele me interpretava.
- Eca. Que nojo, fica longe de mim. – dizia o com o saco na cabeça.
- Vamos lá, vai ser divertido. Que tal por dois dólares? Um dólar? Cinquenta centavos? Que tal eu pagar pra você se divertir comigo. Adoro homens másculos. – continuava Frad, enquanto o outro se afastava até sair do olho da câmera. Mais uma lágrima desceu.
- Eu sou Justin Drew Bieber, finjo ser um bom garoto na escola, mas na verdade sou um viadinho que gosta de dar. – ele disse por fim com a máscara perto da câmera. Baixei a cabeça, sentindo as lágrimas molharem violentamente meu rosto. A água que molhava meu rosto com violência não parecia ser suficiente para acalmar a dor que havia dentro de mim. Céus, porque eles faziam aquilo comigo? Porque?
POV ANNA
- Você está muito viciada nisso. Não larga a internet, mas que coisa. Admire minha beleza enquanto como. – dizia Ashley enquanto eu ria. Ela tinha acabado de devorar um enorme pote de sorvete, dois cachorros quentes, e uma balinha. Tudo isso no caminho de casa. Ela realmente estava com fome. Mas mesmo gastando dinheiro, me sentia feliz por ajudá-la a parar enquanto ainda havia tempo. E sim, tínhamos acabado de chegar da escola.  Algum problema? Meu namorado só iria passar por aqui a noite, para um jantar romântico. Então, tinha tempo suficiente para descansar.
- Hey, esse é um vídeo da Jujuba malvada? – perguntou à loira, apontando para um dos vídeos. Curiosa, apertei nele e esperei que começasse.
- Eu sou o verdadeiro Justin Drew Bieber. E eu não sei por que vocês me odeiam tanto!... Mas, talvez agora eu saiba. Porque me odeio também... E agora, não sinto vontade de tentar, de falar, de viver... Eu cansei. Adeus. – dizia entre pausas e soluços. Com as mãos tremendo, peguei o telefone levantando da cama. Meu coração batia mais rápido do que o normal.
- Atende do celular, Justin. Atende o celular. – pedia enquanto andava desesperada até a garagem, sendo seguida por Ashley.
- Aqui Anna, a Pattie tá no telefone. – falou a loira estendendo sua pequena bola de pêlos cor de rosa. Entramos no carro, com ela no controle do volante. Logo ela saiu em disparada rumo a casa de Justin.
- Aqui é a Pattie, quem fala? – perguntava com a mesma voz doce de sempre.
- Pattie, aqui é a Anna. O Justin postou um vídeo online e estou muito assustada. – falei em desespero.
- Espere, o que foi que houve?
- Eu acho que ele está tentando se matar. – disse rápido, e tudo que pude ouvir foi ela desligar o celular, preocupada.
- Vai logo, Ashley.
- Estou indo o mais rápido que posso... Chegamos. – disse por fim assim que paramos o carro de mau jeito na calçada da casa dele. Já sem o cinto, sai do carro às pressas, entrando na casa gritando seu nome.  Minhas pernas tremiam, mas precisava ficar firme por ele.
- Justin? ... Justin responde, pelo amor de Deus. – gritei do andar de baixo, correndo na direção das escadas, com Ashley em meu encalço.
Depois de subir todos os rolares de escada, corri depressa até o quatro. Abri a porta com violência, e logo ela fez um estrondo quando se chocou contra a parede. Olhei todos os lados que pude, e entrei no closet sem encontrá-lo. Na volta para sair do cômodo, meus olhos passaram pelo computador na cama. Em uma página ao qual tinha um vídeo, com seu nome como título. Mas aquilo não tinha importância no momento. Saí em desesperada, ouvindo um barulho vir do banheiro. Era ele. Abri a porta com força, e arregalei os olhos ao ver Justin apoiado na banheira,  com as roupas que usava na escola, sem os óculos. Seu rosto estava lavado pelas lágrimas e seus suluços, até agora eram quase os únicos a preencher o local.
- Eu não consigo tirar a tampa. – gritava ele, forçando em desespero a tampinha do pequeno pote de remédios. Corri até ele, iniciando uma espécie de luta corporal para tirar de seu alcance os remédios e evitar uma tragédia. Mesmo ele tendo o triplo de minha força, permaneci firme. Ouvindo seus soluços, seus gritos. Aquilo era um tormento.
- Larga isso! Solta! Solta! – gritava Justin, quando minhas escorregaram e puxaram o frasco para baixo, derramando todas as cápsulas no chão.
- O que foi que você fez?! – gritava em força me pergunta, entre o choro alto. Pattie apareceu de repente, e segurou o filho, sentando-se com ele no chão. Enquanto ela lhe acariciava os cabelos suados, eu escorreguei pela parede e sentei em algo desconhecido. Estava muito assustada. Meu corpo tremia e suava. De olhos arregalados, aos quais derramavam lágrimas, pedia baixinho para que tudo aquilo acabasse. E depois de dois ou três gritos de desejo de morte, ele desmaiou.
Inspirado na cena do Filme Cyberbully

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