25 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 37 - Bem Vindo o Amor

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - What If - Capítulo 37 - Bem-Vindo o Amor
POV ANNA
Um dia Depois...
Segurei o copo em mãos, sentindo Ashley me abraçar de lado, enquanto me encontrava sentada na cama do hospital. Precisei tomar uma injeção, já que o prego que perfurou minha pele e fez nela, um belo estrago, se encontrava bem enferrujado. Depois disso, me trouxeram para uma ala do hospital, em um dos quartos, apenas para observação. Meu pulso estava enfaixado, e doía levemente. Porém nada se comparava ao pavor que ainda percorria meu corpo com a velocidade de um raio. Aquelas foram às horas mais apavorantes de toda minha vida. Nunca pude imaginar que se iria tão longe. Britney talvez, mas Clarice... Eu nunca sequer sonhei que ela pudesse ser capaz de fazer uma coisa dessas. Ainda mais por causa de um garoto. Justin não era meu. Apesar de meu coração ainda pertencer a ele.
Eu não sabia o que tinha acontecido entre o namoro deles, se é que eles realmente tiveram algo... Além daquele beijo, é claro. Mas era absurdo ela querer me punir por ele não querer ficar com ela. Do jeito que falava, deu a entender que sempre fui um empecilho. Como se ele ainda me amasse. Aquilo era loucura. As palavras dela pareciam não sair da minha cabeça. Mesmo depois de tudo, meu coração ainda parecia pular. Ainda sentia medo, ainda sentia o cheiro do menino morto do meu lado. Não entendia porque ela tinha mentido pra mim na época. Porque ela não esquartejou e enterrou como disse. Porque ele estava tão bem conservado? Ou será que ela não o matou naquela época? Minha nossa, aquilo estava me deixando louca e ainda mais assustada. Ela é ainda mais perigosa do que imaginei.
- Termine seu café, Anna. – disse Ashley em um tom doce ao meu lado. Levei a pequena xícaras a boca, e dei um último gole. Ela pegou-a de mim, e deixou sobre uma mesa. Largou-me e sentou a minha frente na cama. Segurou em seguida as minhas mãos juntas e frias e fez um pequeno carinho com os polegares.
- Eu sei que... Bem, sei pelo que passou e que não foi fácil...
- Você salvou minha vida. Nunca poderia agradecer por isso. – comentei sincera e ela sorriu fraco.
- Faria quantas vezes fossem necessárias.
- Foi horrível, Ash... Ele tava morto, do meu lado. Ele cheirava tão mal, tinha os olhos tão arregalados. Estava tão assustada. Tentaram me matar, Ashley!
- Eu sei que foi horrível. Não sabe o quanto fiquei com medo de perder você.
- Eu só queria saber porque! Eu nunca fiz mal a ninguém. Tudo que fiz a Britney foi porque ela estava sendo uma imbecil e desumana. Porém jamais a machuquei fisicamente, e emocionalmente como ela fez comigo. Tudo aquilo por causa de um garoto? É isso? Eu quase morri porque a Clarice tinha ciúmes do Justin? – perguntei encarando seus olhos brilhantes e azuis. E vendo-a suspirar, Ela tirou algo da bolsa e deixou sobre minhas mãos. Aquilo era um envelope?
- Mas o que...
- Dentro disto está a resposta para sua pergunta. Mas não vai abrir agora. Primeiro precisa ir à delegacia e prestar seu depoimento. Lá você vai entender porque tudo aconteceu, e bem, se tiver alguma dúvida, estarei aqui para responder. Tudo bem? Agora termine de se aprontar e vamos. Você precisa saber a verdade. – e deixando um beijo carinhoso em minha testa, ela caminhou até a saída e fechou a porta do quarto. Encarando o envelope, e mesmo sentindo absoluta vontade de abrir, virei e comecei a vestir minhas roupas. Iria respeitar o que me foi dito. Segundo ela, ainda não era a hora certa. E eu iria esperar.
[...]
- Tem certeza de que não se lembra de mais nada? Não lembra se viu quem pôs o sonífero em sua bebida, ou não lembra de como foi parar dentro de uma caixa? – tornou a perguntar o investigador, sentado a minha frente, atrás da mesa que nos separava.
- Sim, falei tudo que lembro, já lhe disse. Tudo ainda está confuso para mim. Mas eu sei que disse a verdade.
- Não estou duvidando de você. Só acho que poderia esforçar-se um pouco mais para lembrar.
- Já fiz isso. Mas não obtive resultados.
- Certo. Não vou insistir, não quero aborrecê-la. Apenas quero que me siga, e ouça tudo que puder, sem nada falar. – cortou ele levantando-se do acento. Depois de repetir o ato, segui o policial para fora. Depois de cruzar um corredor, passei por uma porta e minha primeira visão foi de um enorme vidro. O mesmo que havia na sala onde estava há poucos segundos. E, vendo através dele, notei cabelos loiros e negros como a noite. Britney e Clarice. As duas estavam sérias, sentadas sobre as cadeiras nada confortáveis, e encaravam um homem de costas com olhares bravos. Eu não sabia que elas tinham sido presas.
- Será bom você ouvir isso da boca delas. – repetiu o homem ao meu lado, enquanto meu olhar permanecia fixo as duas criaturas sentadas no outro lado da sala.
- Posso sair daqui? Estou com fome. – reclamou à loira.
- Não vai sair daqui até que responda minhas perguntas. Aliás, suspeitos de assassinato não tem direito de exigir muita coisa, meu bem. – rebateu o homem de costas com ironia no final de suas palavras. As duas bufaram em irritação.
- O que quer saber?
- Saber tudo. Quero entender porque matou aquele garoto, e porque tentou matar sua amiga deixando ela presa dentro de uma caixa, deixada a própria sorte.
- Ela não é minha amiga! – esbravejaram as duas ainda mais irritadas do que o normal.
- Aquela cobra jamais será minha amiga! – continuou Clarice com olhar irritado para o homem a sua frente. Ele ergueu os braços e parecia continuar com sua ironia.
- E porque aquela pobre garota é uma cobra? Afinal, foi você quem tentou matá-la.
- Para de defender aquela vadia! Entendeu? Eu estou cansada de ouvir o quanto ela é perfeita e boa em tudo que faz. Da comida até o sorriso angelical. Para! Ela não é tão boa quanto parece. Sempre todos a amavam mais do que eu. Não importa se ela sempre achou que Ananda fosse o centro das atenções, porque na verdade ela também era. Todos os meus namoradinhos sempre ficavam encantados quando a conheciam, ela sempre tinha o melhor. Era sempre a perfeita. Eu achei que fosse ter paz quando ela veio morar aqui. Porém, mais uma vez ela conseguiu acabar com minha vida. Ela roubou o garoto dos meus sonhos de mim! Até mesmo quando não estavam juntos, ela ainda o tinha de alguma forma. Chega de defender a Anna. Ela não merece viver.
- Olha, observando bem, ele nunca foi seu, não acha? Afinal, pelo que sei ele já era o namorado dela quando o conheceu. Ou seja, ela não teve culpa por ter se apaixonado pelo namorado dela. Além do mais, é idiota tentar matá-la apenas porque ele ainda não a esqueceu. Afinal, se algo ruim acontecesse com ela, seria aí que jamais a esqueceria. Acha que matar a garota vai resolver as coisas? Ora, faça-me um favor! Porque não tentou bater a cabeça contra a parede? Seria bem mais proveitoso. – ele riu ao final. Ela parecia estar ainda mais enfurecida e tentou pular em cima dele, que por sua vez, não mexeu um dedo sequer para afastar-se dela. No lugar disso, um policial que estava de pé no fim da sala, correu a tempo de segurá-la e impedir que ela batesse em seu superior.
- Seu vagabundo, vou acabar com você! Desgraçado! – gritava ela enquanto se debatia fortemente nos braços másculos do homem que a agarrava pela cintura.
- Policial, por favor, leve essa descontrolada para longe. Senhorita, está presa por tentativa de assassinato e desacato a autoridade. – falou com calma, uma calma que me assustou por segundos. Será que ele era assim na vida, ou apenas no trabalho? Bem, depois que ela foi puxada para fora, outro guarda se pôs de pé atrás da loira, porém encostado à parede da sala.
- Terminou o escândalo? – perguntou tediosa de braços cruzados.
- Se você não começar outro.
- Sei que vou passar minha vida dentro desse lugar. Então não há motivos para tanto.
- Certo. Então me diga o que houve. – ele arrumou-se melhor a cadeira, e eu dei um passo à frente. Talvez ela não soubesse que estava do outro lado, ou talvez sentisse minha presença. Mas tudo que sabia era que ela encarava fixamente o vidro por segundos, antes de virar e respondê-lo.
- Quer saber primeiro sobre o garoto, ou sobre minha nova tentativa?
- Comece pelo que desejar.
- Certo. Ele era idiota! Simplesmente repugnante. Acho que na época, tínhamos treze ou quatorze anos. Éramos amigas, e fazíamos festas do pijama. Desconfiada do que ele fazia enquanto nos divertíamos, filmei tudo, com uma câmera instalada em locais estratégicos. Anna ficou assustada quando soube o que ele fazia. Claro, ela sempre era uma garota fraca e boba. E bem, depois de fazer uma piada, ela entendeu que matei e esquartejei o cara. Bem, eu até pensei nisso, mas não iria perder meu tempo com um inútil. – deu de ombros e olhou as unhas. Arregalei os olhos com aquelas palavras. Então ela não o matou? Mas então porque ele estava comigo na caixa? Naquele estado? O que ele fez além daquilo?
- Ele as observava enquanto trocavam de roupa. Certo. Então o que fez depois?
- Fui até a casa dele e mostrei minha gravação. Ele tinha apenas duas escolhas. Ou saia da cidade da cidade apenas com a roupa que vestia, ou entregaria a fita e ele seria preso por pedofilia.
- Ele foi embora?
- Sim, ele foi. Mas não se manteve um bom menino por muito tempo. Retornou a cidade a alguns dias, dizendo que sabia de tudo sobre minha vida e sobre o Bullying que cometia contra o ex-namorado da Anna. Vale salientar que apesar de odiá-la, jamais entendi o que ela viu naquele garoto. É mais repugnante do que uma barata, isso é verdade. Se ele morresse, o mundo estaria melhor. – continuou simples. Bufei tentando controlar a raiva dentro de mim. Precisava ouvir o que tinha a dizer antes de lhe deixar careca.
-... Então ele pegou uma das fotos que usei para chantagear no namorado nerd dela...
- Chantagear?
- É. Um dia eles estavam se pegando na sala do zelador, então eu tirei algumas fotos e esperei o momento em que ela estivesse  mais vulnerável para poder usar minha ‘cartada’. Disse a ele que caso não terminasse com ela, e fingisse ser meu namorado por duas semanas, espalharia as fotos por toda a cidade. Ele, como um idiota, resolveu proteger a dignidade dela e fez o que mandei.
- Terminou com ela?
- Exato.
- E enquanto o outro rapaz morto?
- Bom, ele pegou o único envelope com as fotos e foi até a um esconderijo. Ameaçou dizer a Anna que Justin foi inocente, e que só queria protegê-la. Precisei de paciência e dinheiro para calar a boca daquele idiota. Depois que encontrei onde ele estava, tratei de lhe acertar boas marteladas.
- Você o matou a marteladas? – perguntou o investigador e minha boca se abriu em completo terror. Oh Céus! E sua frieza ao dizer sim me fez tremer, seguida de uma fina lágrima. Porque tanta crueldade?
- E depois, sabendo que Clarice também queria Anna Mel longe, me juntei a ela para acabar de vez com a moreninha popular. O problema é que se tem 99,9% de ser pego quando se trabalha com amadores. Esse foi o meu caso. Porém se puder comer uma rosquinha todos os dias com um belo suco de laranja, estará tudo bem. Meu advogado logo me tirará daqui. Então está certo. – deu de ombros ao final. Sentindo a mão tremer deixei outra lágrima cair, e antes mesmo do homem ao meu lado falar, virei e saí as pressas até encontrar Ashley em um dos diversos corredores daquele lugar. Sem falar nada a abracei forte tentando controlar o choro. Porque ela era daquele jeito? Aquela não era a Britney que conheci. Ela não parecia ser humana.
- Me perdoe. Mas você precisava saber a verdade, eu sei que não era o melhor jeito, mas era necessário. Desculpe-me, por favor, abelha. – dizia ela me apertando em seus braços. Quando nos separamos, vi que ela também tentava não chorar.
- Você sabia? – perguntei em um fio de voz.
- Eu descobri no dia do baile. Ela estava gritando com ele para que ficasse longe de você, mas ele decidiu lutar por você. Quando tentei te contar, descobri que corria perigo.
- Céus...
- Eu fui covarde por não contar pra você antes de vir para cá. Eu não tive coragem de ver você assim. Mas agora vejo que foi pior não ter dito antes. O que ela usava para chantagear ele, está no envelope que está guardado na sua bolsa.
- Eu não tenho coragem de olhar. –respondi baixo e triste. Era coisa demais para pouco tempo. Para mim.
- Você precisa ver. – continuou ela pegando a bolsa que carregava no ombro, e dela tirou o agora famoso, envelope amarelo. De olhos arregalados, a vi passar as exatas dez fotos. Fotos de nossa intimidade. De nosso momento. O momento que gerou tudo isso. O descuido de quase acabou com minha vida. Com a vida do Justin.
- Ele sofreu por mim, ele... Ele fez tudo isso para me proteger da burrada que fiz por ser safada demais e não poder esperar. Ele quase se matou, Ash!
- E você também quase morreu.
- Mas isso não faz diminuir o sofrimento que ele passou só para que nada acontecesse comigo. Agora entendo porque ele disse todas aquelas palavras no dia da festa. Fez tudo por mim. – falei baixo ainda tentando entender porque ele fez tudo aquilo, apesar de ser óbvio.
- Sim, ele fez. Ele ainda ama você. E foi por isso que Britney tentou fazer mal a você. Porque eu ia contar a verdade. Clarice achava que com você longe, Justin poderia amá-la. Era isso que ela odiava em você, Anna. Nunca foi os garotinhos que ela gostava na infância, ou o fato da família gostar muito de você. O amor que Justin, sentia e sente por você era tão forte que ela não conseguiu suportar.  A força do amor verdadeiro foi demais para ela. – disse Ashley levando uma mecha do meu cabelo apara trás. Apertei as fotos em minhas mãos e as pus dentro da bolsa.
                Ouçam:  Adam Agin - Please Don't Leave Quite Yet
 - E como o Damon fica nessa história? Eu não quero machucá-lo. Eu... Eu realmente não quero. – encarei a loira que sorriu fraco.
- Você não vai. – olhei para trás, vendo um ser sexy de mero sorriso no rosto caminhar até mim e beijar minha testa. Ao encarar seus olhos, tentei a custo manter as lágrimas no lugar. Jamais me perdoaria se o magoasse. Jamais.
- Você nunca foi minha. E eu sabia disso desde o instante em que a vi chorar por ele. Agora vejo que ele é uma boa pessoa. Justin merece você, eu não. – falou doce.
- É claro que merece. Você é maravilhoso!
- É justamente por isso que estou pedindo para que siga seu coração. Vá atrás dele, não o deixe escapar. Ficarei bem, prometo. Mas vá. – continuou gentil deixando-me um último abraço antes de ver os olhares felizes de Ashley, quando comecei a correr para longe daquele lugar. Enquanto corria, pensei que tudo aquilo parecia um seriado de TV. Mas aquela era a minha vida. Aquela era a minha corrida em direção à pessoa que mais amei e amo nesse mundo. O homem que cuidou de mim e que me protegeu de todas as maneiras que pode. Que continuou me amando e salvou minha vida, quando ninguém sabia que estava submersa em águas frias e profundas. Em minha corria, pensei em como fui boba por não ter prestado atenção em detalhes. Porém tudo parou quando vi Justin parado à porta de sua casa. A me ver, ele desceu com rapidez as escadas passando pelo jardim da frente, correndo em meu encontro. Apressei minhas passadas o mais rápido que minhas perninhas curtas conseguiam.
- Justin! – foi à única coisa que disse antes de sentir seus braços rodearem meu corpo e me erguer do chão, fazendo a bolsa que carregava cair sobre ele. E quando seus lábios tocaram os meus, e sua língua encontrou novamente a minha, me senti como se tivesse sido a primeira vez. Encontrava-me em urgência para senti-lo novamente e meu coração parecia pulsar descompassado no peito. Sorrindo entre o beijo recheado de saudade, senti que aquele foi o motivo pelo qual precisei passar por tudo aquilo. Para entender que apesar de a vida não ser um conto de fadas, o amor verdadeiro poderia vencer qualquer coisa. Essa foi minha lição. Uma lição que irei levar para o resto da vida.

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