19 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 4 - Um Segredo


POV ANNA
Eu ri da cara daquele idiota. Fala sério, eu nunca faria isso. Só seu eu tivesse usado maconha estragada. Fala sério, esse cara só pode estar maluco.
– como é que é? Você é maluco? É claro que eu não vou fazer isso. Nem que tire todas as minhas unhas com alicate. – afirmei, cruzando os braços. Ele riu.
– não mesmo? Tem certeza? Ou você quer que eu conte o seu segredinho? Hum? – reabateu ele. Debochado. Meu sangue ferveu, e fiquei em pé a sua frente, encarando seus olhos com firmeza, entre dentes.
– você não seria tão baixo a esse ponto. – falei furiosa, mas com o tom de voz controlado. Baixo.
– tão baixo como você fez, quando me ameaçou só para proteger aquele nerd? Tem certeza? Se eu fosse você, não teria tanta certeza. – ele rebateu com o tom de voz baixo e ameaçador. Bufei, ainda o encarando firme.
– você me dá nojo, Frad. – falei irritada.
– eu sei que me ama. – ironizou. Mas que droga. Isso era tudo o que eu menos queria.

[...]

Leiam escutando a música, ok?
– então, você acha mesmo que o exame está aqui Anna? – perguntou Tori asscenti, enquanto caminhávamos juntas nas pontas dos pés.
– sim, o lugar que ele acha que eu não procuraria é o quarto da irmã dele. – respondi sussurrando. Enquanto caminhávamos pelo corredor da casa do idiota do Frad.
– e se a Irma dele estiver no quarto? Usando esmaltes cor de rosa? E fazendo o cabelo com aquela chapinha linda que vimos no shopping? – perguntou Ashley.
– shiiiiu! Fala baixo loira. Quer que a cidade inteira descubra que estamos aqui? – Tori repreendeu a loira, que mordeu os lábios, enquanto eu girava a maçaneta da porta. Do quarto da irmã do crápula.
– desculpinhas. – sussurrou Ashley. Abri a porta bem devagar, tendo uma visão do quarto de Melissa, que por sorte estava vazio. Entramos no mesmo, fechando a porta.
– certo garotas. Vamos achar o exame. Sem ele, o idiota do Frad não terá provas contra mim e não serei obrigada a humilhar o Justin. – sussurrei. Elas assentiram, e logo estávamos vasculhando o quarto a garota. Abri a porta do closet dela, e vi uma foto minha recortada. Onde ela desenhou chifrinhos e um rabinho. Dei de ombros. Ela me odeia fazer o que.
– oba! Ela tem um esmalte cor de rosa! E é brilhante!- gritou Ashley feliz.
– shiiiiu! – dissemos eu e Tori juntas. A repreendendo.
– desculpinhas. – disse ela. Com um biquinho na cara. Continuei vasculhando os bolsos das roupas do closet. Até que ouvimos um barulho, e nos escondendo dentro do closet.
– mas que droga, estou com muita raiva! Preciso tomar um banho bem relaxante. – ouvi a voz de Melissa. Meu coração batira rápido, e o medo de ser pega tava me deixando toda arrepiada.
– você vive irritada garota! – ouvi agora, Frad falar. E a voz dele estava muito alta, o que dava a entender que ele estava no quarto junto a irmã.
– não amola Frad. Pelo menos, eu não fico trancada no quarto, bisbilhotando as redes sociais da Anna Mel, sem falar das fotos dela, que você esconde no seu guarda roupas. Você pensa que eu não sei que foi você que roubou a foto da torcida e recortou a parte da morena que tem o sotaque português? – rebateu ela. Fiz careta. Não sabia que ele era tão obsecado por mim.
– cala a boca sua idiota! Mas que merda! Se você não fosse minha irmã, eu juro que te batia. – respondeu ele.
– você é um molenga. Só bate no garoto nerd, e olha lá. Só bate nele quando está com a sua turminha. Não amola, e sai do meu quarto. E fica lá, apreciando as fotos da Anna. Não enche o saco. – dizia Melissa. Pela intensidade da voz, eu tinha certeza que ela estava perto do closet.
– é mesmo. É melhor olhar pra Anna Mel, do que pra você. – respondeu ele.
– ai que saco. Ele só me amola, mesmo. – a ouvi falar.
Quando a porta do closet abriu e ela afastou as roupas. Tomei um susto, tentando segurar toda a vontade de gritar. Quando senti Ashley segurar meus ombros com mais firmeza. Melissa tirou a roupa que ela queria, fechando o closet em seguida. Respirei aliviada com isso. Ufa.
Parem a música.
[....]
– e agora, o que vamos fazer? – perguntou Tori, sentando ao meu lado no jardim da escola. Pois é, mais um terrível dia de aulas. Ninguém merece.
– eu não sei. Se eu não fizer isso com o garoto, a humilhada serei eu. Não quero que ninguém saiba disso. – respondi a encarando.
– oi, oi, oi gente que me ama. Olhem para o meu celular personalizado por mim mesminha. – a loira jogou o celular no meu colo, sentando a nossa frente.
– você pôs um pompom de coelho no seu celular? – perguntei assustada. Ela sorriu, enquanto eu permaneci confusa.
– é. Né bonitinho? Bem, sendo me pertencendo qualquer coisa é linda. – perguntou ela, respondendo ao mesmo tempo. Ri baixinho, levantando.
– gente, eu vou ao meu armário, já volto. – falei caminhado em direção ao mesmo. Abri a porta, encarando o pequeno espelho. O que me fez suspirar, totalmente perdida. Não era justo fazer isso com ele, mas, também não era justo as pessoas saberem do meu “segredo” e me olharem torto.

– oi. – senti me cutucarem o ombro. Fechei o armário, virando. Dando de cara com Justin, sorrindo pra mim. Com alguns livros na mão.
– oi Justin.
– olhe, eu trouxe muitos livros, para a nossa aula de hoje. Como você me disse que a professora de literatura parece uma minhoca faminta e que a aula dava sono, eu decidi fazer algo um pouco mais descontraído. Talvez assim, você aprenda mais. – o comentou. Entusiasmado. Eu ri. Hum. Como eu vou arrumar coragem pra fazer isso com ele? Como? Céus! Estou frita.
– olha só com o que você foi se meter, Anna. Ficar perto de um nerd que só fala em livros, não deve ser muito chato, para uma garota que odeia a escola? – perguntou Frad irônico. Justin baixou a cabeça, triste ao ouvir o comentário de mau gosto e as risadas das pessoas à volta.
– nossa como ele morre de ciúme. Pelo menos eu gosto do Justin, ele sim é um cara legal. Mas você. Hum. Você me dá nojo. E faz tudo o que faz apenas para chamar minha atenção. Aposto que deve ter um quarto abarrotado de fotos minhas. – debochei. Vi Frad engolir a seco.
– e-eu não tenho fotos suas no meu quarto. – gaguejou ele.
– do jeito que gagueja, eu duvido muito. Mas pode me apreciar bastante. Eu deixo. Agora, vamos Justin. Temos mais o que fazer, do que ficar olhando pra esse idiota. – disse. Segurando o garoto de óculos pelos braços, caminhando pra longe daquele idiota.
– espera que eu preciso pegar algumas coisas no meu armário. – disse ele. Assenti, continuando a caminhada que por sua vez terminou quando estávamos de frente ao seu armário.
– eu queria dizer uma coisa. – falou ele. Assenti. Vendo-o engolir a seco.
– claro, pode falar meu caro colega. Colega, lega, lega. – cantarolei um pouco. Ele riu.
– OI PESSOINHAS DA MINHA VIDA! VOCÊS ME AMAM, EU SEI, MAS ME DEVOLVAM MEUS ESMALTES ROSA! – ouvia o grito de Ashley.
Vendo-a correr pelos corredores gigantescos da escola trás de outra garota. Ashley corria, e comia ao mesmo tempo, o que me fazia rir ainda mais. Voltei minha atenção a Justin. Ele ria.
– Justin, será que eu posso te chamar de Juju? É que fica mais curtinho e fofo. – ri amarelo. O mesmo assentiu com um belo, mas, eu repito. Belo sorriso no rosto.
– m-me cha-chamar por apelido fofo? – perguntou ele. De olhinhos arregalados. Super fofo, devo admitir.
– é. Mas, se não gostar eu...
– não, tudo bem. É que é meio novo pra mim, só isso. Mas obrigada por me defender. – dizia ele. Awn que fofo. Chega da vontade de apertar as bochechas dele.
– tudo bem.
– mas, eu posso fazer uma pergunta?
– claro.
– vo-vo... Você gosta mesmo de mim? - perguntou ele. Eu ri concordando com a cabeça.
– sim, apesar de conhecer você há pouco tempo sinto que é um cara bacana. – respondi simples. Pouco a pouco vi desmanchar o sorriso, mordendo os lábios.
– ah. Tá. – disse ele. Baixinho. Parecia decepcionado, ou era impressão minha?
– tudo bem? – perguntei, porém antes de conseguir minha resposta o sinal tocou o que me fez bufar de imediato.
– nos vemos nas aulas, Juju. – disse, dando um beijinho doce em uma bochecha.
Quando voltei a ver seu rosto, ele permanecia parado, de olhos arregalados e corado. Ri comigo mesma, caminhando em direção à sala. Quando o ouvi falar baixinho
– santa raiz quadrada. Vou ter um enfarto. – disse ele. Ri mais uma vez. Que fofo.

[...]

– oi, oi, oi. Cheguei. – cantarolei sentando ao lado do Juju na biblioteca.
Devo dizer que esse garoto me transformou, porque, para eu estar cantarolando por estar dentro de uma biblioteca, o objetivo da velha diretora esta sendo conquistado. Ouvi a risada dele, com o meu cantarolar.
– nossa, vejo que meu trabalho está sendo bem feito. Para ouvir você cantarolar desse jeito. – brincou ele. Risonho. Ri também.
– ah, não amola vai. – rebati rindo.
– certo. Por que livro quer começar? – perguntou ele.
Ainda risonho. Deixando sobre a mesa, alguns livros para que eu os escolhesse. Os livros eram bem grossos, devo acrescentar.
– o que acha desse? – apontei para um dos muitos livros sobre a mesa.
– mas é o mais fino que tem. – disse ele.
– por isso mesmo. – eu ri.
– nossa, mas que lindo. Quem diria que o nerd poderia dar jeito a garota que odeia livros, não é mesmo? – ironizou Frad.
Sentando-se à mesa que ficava perto da nossa. Bufei. Não acredito que ele veio nos infernizar. Se ele não tivesse me ameaçando sobre algo tão sério, eu juro que daria uma bofetada nele. Só pra tirar esse risinho ironico da cara desse miserável.
– Juju, eu preciso te falar uma coisa. – falei mais baixo.

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