19 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 6 - Desagradável Troca de Beijocas


POV ANNA
Mas que desgraçado. Eu pensei que ia ficar em paz, porém pelo visto Frad vai atormentar muito a minha vida. Aquele filho da mãe ficava dando indiretas a todo tempo, e eu já tinha me arrependido de ter o mandado dar umas beijocas na minha amiga. Eu acabei jogando-a nos braços de um perfeito cafajeste. Muito bem Anna Mel, meus parabéns por isso. Você é tão brilhante! Sentiram a ironia? Pois e, eu também senti.
Sem contar, claro nas risadas das garotas que formaram uma roda em volta da nossa mesa. Eu sabia que as risadas, eram em especial a humilhação que eu estava prestes a fazer com o inocente Justin. Eu não queria fazer aquilo, mas, porém não era do meu agrado ter pessoas me encarando torto por conta da droga do exame. Da droga da doença. E eu sabia que o garoto nerd ao meu lado estava um tanto desconfortável com a situação. Mas não era de menos. Eu só queria um meio para poder não fazer aquilo com ele. É detestável dizer, bom, não tão detestável assim, mas, será detestável quando ele não me der ouvidos depois do que terei que fazer com ele. E ainda mais detestável quando eu me importo com ele. Pois sei que estou apaixonada por um nerd. O total oposto de mim. Sim, eu sentia paixão por ele. Por hora, apenas paixão. Porém, era difícil ficar perto dele sabendo que em questão de dias eu faria uma covardia com ele.
– tudo bem com você? – perguntou uma voz doce. Virei-Me, encarando Juju com um leve sorriso. Exibindo a preocupação em seu rosto. Suspirei, com um sorrisinho de canto.
– eu estava pensando.
– então me perdoe por atrapalhar seus pensamentos. Eu só fiquei preocupado. – o justificou. Sorri um pouco mais.
– você pode me ajudar? – perguntei. Preparando-me para mentir. Novamente.
– claro. O que deseja saber? – perguntou ele. Com um belo sorriso no rosto.
– bom, é que uma garota certa vez me fez uma pergunta e eu não soube responder. Ela é o tipo de garota popular, líder de torcida. Mas ela acabou perdendo uma aposta, e como preço disto terá que fazer uma coisa terrível com um garoto. Ele é o tipo nerd e certinho, rejeitado pela escola. Mas tem um garoto que parece ser obcecado por ela, e tem guardado consigo um segredo dessa garota, e se caso ela não cumpra a punição da aposta, terá o segredo revelado. Ela não sabe o que fazer porque se apaixonou por ele. O que ela deve fazer Juju? Prosseguir com a aposta, ou desistir e ser humilhada no lugar dele? – perguntei mentirosa.
Porque, na verdade essa “garota” era apenas um meio de eu soltar aquilo de uma vez, e perguntar o que devo fazer. Ashley não seria a melhor escolha já que, ela está muito preocupada com a roupa que deve ir ao baile. Esse maldito baile.
– nossa, é uma história e tanto. Mas ela ama esse rapaz? – perguntou ele. Curioso, sentando-se mais perto de mim na grama do jardim bem cuidado da escola. Sair da roda de pessoas que estavam em volta de nossa mesa, no refeitório foi realmente uma escolha satisfatória.
– bom, não é necessariamente amor. Mas sim, paixão. Bem, sabemos que paixão é algo relativamente passageiro, mas, esse sentimento pode passar a crescer a ponto de se tornar um amor verdadeiro. – respondi sincera desta vez.
– bom, já que esse sentimento está crescendo cada vez mais dentro dela e se for realmente verdadeiro, devo dizer que não pode fazer a pessoa que ama sofrer. Então minha resposta, é que ela não pode fazer isso com ele. Mas a questão é ele a ama tanto quanto ela o ama? – respondeu em forma de pergunta.
Ajeitando os óculos no rosto com a ponta do dedo indicador. Encarando-me olhos nos olhos. Deixando-me ainda mais nervosa, confusa. Afinal, eu não sei se Juju gosta de mim, como eu gosto dele. É tão difícil saber ao certo. Porque às vezes, acho que não me encaixo. Em meio a tantos livros, porque ele olharia para mim? Além do mais, eu não sou a mais popular. Não tão popular como Britney é. Vai ver que, ele só quer minha amizade enquanto eu espero algo a mais dele. Nossa. Que dilema.
– bom, será que você poderia me ajudar também? – perguntou ele. Assenti positivamente, encarando fixamente seus olhos sobe as lentes grossas do óculo.
– claro. Do que precisa? – perguntei curiosa.
– preciso de um conselho. – respondeu ele. Aparentemente nervoso.
– pode perguntar. O que incomoda você?
POV JUSTIN

Apesar de ser tão inteligente, eu não entendi ao certo porque Anna estava tão pensativa em relação aos problemas de outras pessoas. Aquilo parecia interessá-la, porém eu não conseguia parar de pensar nela. Sempre tão doce, amiga, engraçada, e linda. Até mesmo, sua loucura por nachos é extremamente fofo. O problema era como perguntar isso pra ela. Como fazê-la gostar de mim, além da amizade. O que se parecer ser uma missão quase impossível.
– bom, é que me perguntaram uma vez, como um homem deve se declarar para uma garota e bom, eu não sabia o que responder. – falei suspirando em seguida. Pude observar ela arregalar os olhos verdes, como se estivesse ouvindo absurdos. Certo. Estou perdido, ela notou que eu sou completamente louco por ela. Macacos me mordam!
– espera. Em primeiro, estou surpresa por alguém ter lhe feito essa pergunta, já que me contou que ninguém da escola gosta de você. Mas estou feliz por ter falado com alguém que não tenha lhe xingado. Em segundo, eu não sei muito sobre isso. Cada um tem o seu jeito de ser e acho que isso influencia muito na hora da declaração. Alguns são românticos, e outros nem tantos. Outros vão direto ao ponto, outros enrolam e enrolam para dizer uma simples frase. Então isso varia bastante de indivíduo para indivíduo. Mas por quê? – respondeu ela.
Arregalei os olhos no mesmo instante em que a ouvia falar. Se eu não a conhecesse tão bem, como conheço, diria que Anna Mel teria retirado este conselho de algum site na internet. O que me intrigava, era ela ter parado para ler aquilo. Mas, deixemos este pequeno detalhe para lá, para não estragar o encanto da frase dita por ela.
– bom, é que ele gosta de uma garota popular. Mas ele não é tão bonito, não usa as roupas da moda e sofre Bullying. O que ele deve fazer pra conquistar o coração dela? – perguntei, mandando uma bela indireta.
Ela me encarava pensativa que indicava que estava pondo os miolos para funcionar. Porém, quando fez o simples ato de abrir a boca para responder minha pergunta que foi mais uma completa indireta, algo interrompe. Algo não. Na verdade alguém. Branca, alta, loira e rosa. Alguém adivinha?
– PESSOAS QUE ME AMAM! ACHEI VOCÊS! E FICO FELIZ POR NÃO TER QUE FICAR FOREVER ALONE, PORQUE ESTÃO SE PEGANDO! SOU BONITA DEMAIS PRA FICAR DE VELA. – sim, isso mesmo. Ashley mais uma vez, com sua voz alta e suas roupas rosa atrapalharam um momento u tanto... Esclarecedor.
– oi Ash. Mas espere o que há com você? - Perguntou Anna Mel quando a loira se sentou entre nós. Eu ri de sua euforia, apesar de não te recebido minha resposta da maneira que eu queria. Mas tudo bem, como é a Ashley eu deixo passar. Ok, a quem quero enganar? Todo mundo passa em cima de mim e não consigo me defender. Às vezes me odeio por ser eu mesmo.
– o que há? E ainda pergunta? Estou com muita raiva. Furiosa para ser sincera. – respondeu à loira. Dando uma última mordida em sua comida. Ri comigo mesmo. Ela não parece furiosa. Nem um pouco mesmo.
– e porque tanta raiva? Pode nos dizer? – perguntei atrevido. Mas ainda sim risonho. Fazendo a mesma me encarar de imediato com um biquinho no rosto.
– sabe Juju, é que eu e o Frad trocamos umas beijocas. – respondeu ela simples. Dei de ombros.
– e porque ficou tão irritada? Não era isso que tanto queria? Pensei que estivesse feliz com isso. O que houve? – perguntou Anna Mel. Preocupada com o bem estar da amiga louca.
– espera. Dá uma esperadinha ai que ainda estou raciocinando. – falou a loira. E assim, nos paramos.

[...]
Dez Minutos Depois...

– há! Já sei! Foi você que pediu para o Frad me dar umas beijocas? – perguntou à loira.
Depois de longos dez minutos de espera. Sim, ela passou dez minutos pensando uma coisa tão obvia. Anna deu de ombros, um pouco atordoada. O que me fez dar uma risadinha baixa.
– e você está irritada comigo? – perguntou à morena.
– é claro que estou!
– me perdoe! Eu achei que gostaria, já que fala tanto dele. – justificou-se Anna Mel.
Enquanto eu ajeitava meus óculos no rosto, com o dedo indicador. Sentindo-os meio embasado. Porem minha curiosidade em saber o desfecho dessa situação extremamente engraçada.
– é! Mas eu pensei que por ser bonito ele beijasse bem! – falou a loira. Irritadiça. Eu ri entendendo o que ela quis dizer com aquilo.
– como assim? – perguntava Anna Mel, completamente perdida pelo comentário da amiga.
– ele beija mal pra caramba flor que me ama! Muito mau! Ele estava com mau hálito, não sabe nada alem de um selinho, e por incrível que pareça ele mordeu minha língua! Além de borrar todo o meu batom caríssimo. Você sabe o quanto custa um bom batom com brilho 3D? Ele é um canibal, Anna Mel Montês! Você pediu para um canibal me dar beijocas? É isso? – perguntava a loira, completamente enfurecida. Nesta parte não aguentei e caí na gargalhada junto a Anna Mel. De mãos na barriga, riamos como duas Hienas famintas. Dois loucos bobões.
– não riam da minha beleza machucada! Estão parecendo um bando de bêbados bobos bobocas babuínos budistas bussundas. – dizia ela. Falando a última frase com rapidez, deixando o sentido da frase bastante cômico. Aquilo me fez rir ainda mais. Muito mais.
– você sabe o que é Bussundas Ashley? – perguntava Anna entre uma risada e outra. Enquanto, eu, controlava agora a risada que aos poucos ia tornando-se silenciosa.
– não e nem quero saber. Mas é melhor eu ir logo, antes que a Mellisa descubra que estou usando os esmaltes rosa dela. – disse a mesma. Levantando-se e caminhando depressa para longe do jardim. Rimos novamente. Essa é com toda a certeza, a loira mais louca que já conheci em toda vida.
– posso saber o porquê de tantas risadas? – foi-se ouvida uma foz grave entre nossas risadas altas.
O que nos fez parar de pronto, virando encarando um rapaz que eu já conhecia há muito tempo. Porém nunca tive muito contato, conhecendo-o apenas de vista. Mas eu nunca gostei dele, com aquele corpo musculoso sem exageros, pose de badboy, os olhos extremamente azuis e o sorrisinho debochado na cara. As garotas suspiravam quando ele passava, porém a única que podia tocá-lo era Anna Mel. Sim, ele é o ex-namorado dela. Agora entendem o motivo da raiva.

– DAMON! NÃO ACREDITO! – gritou ela. Correndo para os braços dele, abraçando-o.
Enquanto eu aqui, morrendo de ciúmes encarava aquela cena. Cena deplorável a meu ver. Sim, é o Damon, podem suspirar. Mas que droga, não suspirem não! Ouviram? Nada de suspiros! Quando ele não estava aqui, eu era a única fofura de vocês. O único ao qual vocês suspiravam, (vocês suspiravam mesmo, né?) e agora não sou mais. Não gosto dele. Quero ele fora já!
POV ANNA
Já se faziam alguns dias que o Damon tinha voltado de viajem. E devo dizer que voltou mais lindo do que nunca. Mas, agora ele era apenas um amigo para mim. terminamos a um ano atrás depois de percebermos que não fomos “feitos um para o outro” como desejei. Ele pareceu entender meu ponto de vista. A ponto de ainda sermos amigos até os dias de hoje. E devo admitir que isso me deixa muito feliz. O baile da escola estava ficando cada vez mais perto, e a cada dia que se passava eu ia me apaixonando ainda mais por aquele garoto nerd. O garoto tímido, fofo, cavalheiro e romantico. Tão doce e inteligente. Aquilo martelava na minha mente, que chegava ao ponto de não conseguir dormir durante a noite, pensando naquele garoto. E depois daquele baile, eu tenho certeza. Ele vai me odiar pra sempre.
 – ANINHA QUE ME AMA MAIS DO QUE AMA O JUJUBA! CHEGUEI CHEGANDO! BRIGADINHA POR GUARDAR O MEU LUGAR NA FILA. – ouvi a voz da loira me despertar os pensamentos. Eu dei uma risadinha, enquanto a fila da lanchonete andava um pouco mais.
– fala baixo garota. – alguém no final da fila reclamou.
– NÃO AMOLA, IDIOTA! EU SOU LINDA, PODEROSA E GRITO DO JEITO QUE EU QUISER. – ela respondeu gritando, balançando a cabeça pra garota. Que bufou, cruzando os braços.
– você é tão cafona e desesperada. Parece uma criança. Só tem tamanho. – rebateu a garota.
– Aninha que me ama, vai deixar ela falar assim da minha beleza? Da sua melhor amiga? Eu não posso brigar com ela, acabei de fazer as unhas. – perguntou a loira, cruzando os braços a espera de uma atitude minha.
– eu não tenho medo de você, Anna Mel. O que é que vai fazer? Puxar o meu saco? Fala sério, você é delicada demais para bater em alguém. – dizia a garota. Bufei, quando ela parou a minha frente.
– tem razão, eu não bateria em você. Sou delicada demais para isso. – falei, ela riu.
– exatamente. Você não pode comigo. – rebateu a garota, debochada. Dessa vez, eu ri.
– não cante vitória antes do tempo, Megan meu bem. Porque melhor do que bater em você, é fazer isso. – retruquei no mesmo instante.
Tirando a goma de mascar da boca, passando no cabelo dela. Em todo o lugar em que consegui espalhar a goma, o que foi uma parte considerável devo admitir. Depois disso, limpei as mãos de sobrancelhas arqueadas. As pessoas a volta riam da garota. Que estava de boca e olhos arregalados, com o que fiz.
– você está louca? Olha o que fez com o meu cabelo! – dizia ela. Quase sem reação.
– olha, uma dica é que chicletes saem quando se joga Coca-Cola em cima. Mas é melhor se apressar antes que a goma de mascar só saia quando você raspar metade da cabeça. – comentei risonha.
Ela saiu correndo para longe do refeitório com as mãos no cabelo. Não me chamem de malvada. Só eu posso chamar Ahsley de desesperada, cafona e criança. Ninguém mais. Ela é doida, grita o tempo todo mas é minha melhor amiga. E eu acabo com a raça do ser infeliz que insultá-la e magoá-la. Só eu posso chamar ela de doida e debilóide. Só eu.
– é isso aí amiga. Mostra pra essas feiosas que não cuidam das unhas que tenho uma amiga que sempre vai me denfer, e defender minha beleza linda. – dizia Ashley orgulhosa, enquanto eu ria e pagava o lanche acima da minha bandeja. E juntas, caminhamos para a mesa em que o Juju estava sentado. Sozinho como sempre. Porém um lindo sorriso surgiu no seu rosto, quando sentei ao seu lado e Ashley a sua frente.
– porque fez aquilo com a garota, Anna Mel? – perguntou ele curioso. Dei de ombros, encarando minha bandeja. Sentindo meu estômago roncar.
– porque ela insulto minha pessoa belezura! – respondeu Ashey com a boca cheia. Falando que nem uma caipira. Aquilo me fez rir.
– acho que isso responde sua pergunta. – falei.
– responde sim, mas, e se essa menina tentar fazer algo contra você para se vingar? Mulheres são muito maquiavélicas quando o assunto é vingança. – afirmou ele. Dei de ombros.
– ela não vai fazer nada. Depois dessa, vai pensar duas vezes, antes que insultar alguém. – rebati segura. Eu sabia que ela não ia fazer nada. Mas se fiser morre. Não literalmente, mas morre.
– e você vai comer isso? não tem nada nutritivo na sua refeição, Anna. – comentava Juju de boca aberta e olhos arregalados. Eu ri, enquanto ele permaneceu encarando minha bandeja assutado.

– é só o um lanche, Juju.
– mas você só come nachos o tempo inteiro. Isso faz mal. Sabia que “saco vaziu não para em pé”? Você sabia que pode ter dores de cabeça, pressão baixa e até mesmo desmaiar? Seu organismo precisa de algo que tenha as fibras necessárias, e não uma coisa que não alimenta e faz mau ao nosso corpo. – discursou ele. Eu ri apertanto levemente suas bochechas que coraram ao meu toque.
– fica tranquilo, Juju. Porque acha que eu fujo das aulas? Hum? – o tranquilizei vendo-o soltar um suspiro. Mastigando uma de suas folhas.
– porque você quer cantar alguns garotos? – sugeriu Ashley.
– não.
– para namorar o Damon?
– isso já faz um ano, loira.
– há! Você sai escondido da sala pra comprar nachos? – perguntou ela com os olhinhos arregalados em um ato fofo.
– shiiiu loira! O Juju não pode saber disso. – falei a ela. Ouvindo alquém pigarrear ao meu lado. Com um sorriso nervoso, virei o rosto lentamente dando de cara com uma Jujuba de sobrancelha arregalada.
– te peguei na mentira cabeluda, mocinha. – disse ele. Cruzando os braços. Eu ri, abraçando ele de lado enquanto ria. Com a boca cheia de nachos.
– o que posso fazer? Sou louca por nachos. – justifiquei enquanto ríamos.

[...]

– Bom, a aula de hoje abordamos vários assuntos diferentes. Como podem ver, o gráfico tem a reta pontilhada, pois... – dizia o professor de matemática escrevendo várias coisas no quadro.
O único que realmente interagia com o velho, que não é tão velho assim, era Juju. Ele fazia perguntas, e ajudava o professor na explicação com um sorriso na cara. Aí eu pergunto. O que a matemática tem que não tenho? Aí eu respondo. Gráficos. Não tenho gráficos, ou números. E nem prentendo ter. A única coisa que conto são meus pacotes de doritos de 400 gramas.
– não é mesmo, Srtª Montês? – perguntou o professor me cutucando o ombro. Levantei o rosto dos livros a cima da mesa, lerdamente. Vendo a silhueta embassada do professor. É pessoal, estou com sono.
– hã? O que? – perguntei perdida.
– veja neste exemplo no quadro. Porque neste caso, não se pode por uma reta? – perguntou ele. Bufei.
– porque você não tem mais giz. – afirmei, apontando para a caixnha de giz jogada ao chão. Vazia. A turma inteira riu, enquanto eu permaneci com a cara de tédio no rosto. Mas não só tédio. Era sono também.
– que bom que o giz acabou. Não estava mais aguentando toda essa coisa chata de reta. Daqui a pouco, quem vai ficar “reto” sou eu. – comentou Frad no fundo da sala. Mais risadas.
– é por isso que é tão estúpido. – ouvi Juju sussurrar para sí mesmo, ao meu lado. Dei uma risadinha, deixando minha mão sobre sua coxa. O que o fez olhar de imediato para mim, assutado e de olhos arregalados quando dei uma apertadinha. Eu ri.
– é natural o garoto mais popular ser burro. – sussurrei pra ele. No seu ouvido.
– mas você é popular e é inteligente. – sussurrou em troca.
– hehehe. – eu ri maquiavélica, quando vi ele sorrir pra mim.
– como não tenho mais giz, e estou com preguiça de ir pegar mais, todos responderão o exercício que copiei no quadro, quando o giz ainda não tinha acabado, em dupla e me entregarão na próxima aula. Vocês mesmos escolheram as duplas, porém não tolero atrazo na entrega dos trabalhos. Até próxima aula, caros alunos. Podem ir. – discursou o professor, enquanto o resto da turma, incluindo eu, bufamos em puro ódio. Porém uma idéia brilhante me surgiu a cabeça. Há! Vou tirar dez nesse trabalho.
– Juju quer ser minha dupla? – perguntei a ele, quando já estávamos de pé.
– clar...
– ótimo. Eu te vejo hoje na sua casa depois da escola. – disse, dando um beijo bem molhando na bochecha dele. Caminhando para fora da sala.

[...]

Bati levemente na porta da casa do Juju. Depois, que notei a existencia da campainha. Ótimo, gastei energia batendo na porta, quando podia apenas ter apertado um botãozinho. Não linguem, estou preguiçosa hoje.
– olá Anna Mel, meu bem. Vamos entre. – a voz doce de Pattie me despertou dos meus pensametos pervos sobre minha disposição física hoje. Sorri pra ela. Entrando na casa muito bem organizada.
– o Juju está? – perguntei ela sorriu.
– claro querida. Está no quarto pode subir. Irie preparar alguns biscoitos com leite para vocês. – disse ela docemente. Sorri, pondo a mão na barriga. Ouvir aquilo me deu uma baita fome.
– biscoitinhos com leite? Ai que legal! – vibrei pulando em cima dela.
Deixando um beijo de ada lado de sua bochecha, enquanto a ruiva baixinha ria da minha bobeira por comida. Sem demorar muito, subi as escadas com a preguiça que retornou ao meu corpo depois do meu ataque esfomiado. Parei a frente da porta do quarto do Juju, passando as mãos sobre minha roupa, organizando-a. Respirei fundo, abrindo a porta do quarto. E para minha surpresa não tinha livros abertos e espalhados. E o Juju não estava no quarto, lendo como faz geralmente. Deixei a bolsa na cama sentando na mesma, ouvindo o barulho vindo do banheiro. Suspirei. Talvez ele estivesse no banho. Pensei. Até que eu sinto um cheirinho gostoso no ar, e o Juju saindo do banheiro todo... SANTA MÃE!

– mãe, você sabe onde esta a toalh... AH! – ele gritou quando me notou sentada em sua cama de olhos arregalados. Céus! Ele tá pelado! Acho que vou ter um treco!

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