19 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 9 - O Baile


POV ANNA
A raiva era tamanha que eu sentia que meu coração batia cada vez mais forte. Falar mal da Pattie, Juju me encheu de ódio. E quando dei por mim, bati nela antes mesmo que ela falasse mal de Ashley ou de mais alguém que amo. Quando percebi, a garota corria em minha direção furiosa tentando a todo custo me bater. Se ela acha que vai passar por cima das pessoas que amo está enganado. Quando a idiota já estava perto, lhe dei uma rasteira o que a fez cair com toda a força no chão. Apartir daí sentei em cima de sua barriga com muita força, e ali comecei a distribuir socos pelo seu rosto e busto. Eu até socava seus seios, enquanto a vadia tentava inutilmente se defender.
– isso é pra você não falar mal pessoas que nunca lhe fizeram mal... Isso é por querer me atingir... Isso é por ter xingado minha melhor amiga... Isso é para que nunca mais eleve a voz quando estiver falando comigo... E isso... Isso... E isso, é para lembrar para sempre do que sou capaz. – eu falava, e a cada pausa desferia um soco em seu corpo.
Eu via o sangue melar minhas mãos, o que mostrava que eu estava ferindo a vadia como eu tanto desejava. Com as duas mãos em cada lado de sua cabeça segurando com extrema força seus cabelos loiros maus pintados, e comecei a bater a cabeça dela contra o chão.
– ISSO AÍ ANINHA! BATE NELA! MAS CUIDADO PARA NÃO ESTRAGAR AS UNHAS! – eu ouvia Ashley gritar.
Torcendo por mim. E na terceira vez que bati a cabeça da vagabunda contra o chão, senti me puxarem com força para longe dela. Impedindo-me de cometer um homicídio na frente de todos que observavam tudo de olhos arregalados devido a minha agressividade. Vendo a vadia deitada no chão. Sangrando.
Meu corpo fervia em puro ódio, e tamanha sua força que me sentia tremer de raiva. Tentando a todo custo sair dos braços do professor de educação física de continuar batendo naquela miserável. Eu sabia muito bem que poderia ser expulsa da escola em “dois tempos”, mas o ódio falou mais alto. A desgraçada chorava baixinho devido as dores que sentia. Não era para menos, eu bati com vontade naquela desfrutável.
– e-eu vou acabar com você sua... Sua filha da puta! – ela gritou com todas as forças que ainda tinha.
Não me segurei mais. Dando um pelo e forte pisão no pé do professor, corri na direção da vaca, tornando a socá-la. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, porém, ela chamou minha mãe do que chamou. Eu não ia deixar isso sem fazer nada. Vendo-a insultar minha mãe. E depois disso, eu juro que farei a vida dessa galinha um inferno. Foi quando novamente, me puxaram para longe dela. Segurando-me com mais força dessa vez. Eu ainda estava descontrolada.
– JÁ CHEGA! PARA MINHA SALA! TODAS! AGORA! – ouvi o grito de uma diretora chata invadir meus ouvidos. Porém eu ainda estava agitada, irritada, furiosa. Pronta para matar certa vadia chamada Madison. Bufei em puro ódio.
[...]
Olhei-me mais uma vez no espelho. Suspirante. Depois do quase homicídio, a velha disse que eu não discursaria no baile e ficaria suspensa durante uma semana. Levei a maior bronca da minha mãe, fiquei sem meus nachos e só estava indo ao baile porque minha mãe gostava do Juju. Minha sorte é que eu ainda estou com raiva, irei acabar com a raça do Frad. O lado bom é que a vadia está no hospital pela surra que levou e pelo medo não me denunciou por agressão. E nem estaria louca. Se caso ela fizesse isso, eu terminava de manter ela pra ir presa satisfeita.
– querida? Posso entrar? – perguntou ela. Respondendo com um simples “sim” vi pelo reflexo do espelho ela ficar atrás de mim. Suspirante.
– está linda querida. – a comentou. Dei de ombros. Isso não fazia diferença. O que eu iria fazer com o garoto não era nada honesto. http://www.fashionfame.com/wp-content/uploads/2011/04/lucy-hale-at-2011-glaad-media-awards.jpeg
– obrigada. – respondi seca. Ainda encarando o espelho. Quando a mesma me abraçou por trás, apoiando o queixo em meu ombro.
– meu bem quero conversar com você, antes de ir ao baile. – começou ela. Doce. Sentamos frente a frente na cama. Ela me olhava com carinho, o que me fez ficar confusa. Como ela mudou de humor tão rápido?
– bom, para começar eu não deveria ter sido tão dura com você. Ashley me contou o que aconteceu, e disse que estava apenas defendendo as pessoas que ama. Deixando claro que você a ama muito também... Mas enfim, peço desculpas pelo que disse. Foi errado não ter deixado se explicar, mas, por favor, entenda. Fiquei com medo de ir presa por agressão meu bem. Você ainda é menor de idade, mas isso não significa que vai ficar sem punição. E no medo de perder você, acabei fazendo e falando o que não deveria. Perdoe-me.
– mãe, esse não é o problema. Não estou com raiva do que falou para ser sincera eu não ouvir sequer uma palavra do que disse. Mas perdoo mesmo assim.
– então o que atormenta você? Ah! Já sei. Ter que ir sozinha e encontrar a loira na festa? – perguntou ela. Neguei suspirando.
– bom mãe, eu não sei o que fazer. Perdi uma aposta boba e estou sendo ameaçada por um idiota. Vou ter que humilhar um garoto por isso. Mas eu não quero fazer isso. Eu o amo e não sei se meu plano irá dar certo. – lamentei sincera. Vendo um sorriso doce e acolhedor estampar seu rosto.
– sabe o que mais admiro em você querida? Você sempre faz o que acha certo. Segue o coração. E é tão lindo. Não importa o que aconteça. Sei que fará a escolha certa. – beijou minha testa doce. Sorri com isso. Ela tem o poder de me deixar tão calma. Eu não sei como conseguiu, mas toda aquela raiva passou mais rápido do que qualquer outra coisa.
– meu bem, esqueci-me de dizer. Juju está esperando você á em baixo. – terminou ela. Suspirei dando uma última olhada no espelho. É agora ou nunca. Pensei, caminhando junto à mamãe até a sala de estar. Vendo o ser mais lindo que já conheci. E sem os óculos grandes, seus olhos ficavam ainda mais lindos. Juju estava um perfeito anjinho. O que me fez sorrir boba, como sempre.
– nossa Anna Mel. Você está linda. – falou ele. Parecia bobo.
– você que está lindo. Vamos?
– claro. – sorriu. Depois de nos despedirmos de mamãe, caminhamos porta a fora.
[...]
Nós andávamos de braços dados pelo salão, enquanto as pessoas olhavam para nós. Alguns admirados por verem o nerd em um baile de dia dos namorados, e ainda mais sendo meu acompanhante. Outros, que já sabiam o que aconteceria, ou seja, os amigos idiotas do Frad riam, porém pareciam admirados por ver Justin tão elegante. Mais lindo até do que eles. Por alguns instantes fiquei aliviada por não ver Frad na festa. Mas eu sabia que minha felicidade ia acabar rápido.
– Aninha! Estou aqui! – ouvi Ashley gritar meu nome, balançando a mão no ar.
Arregalei os olhos assim que a vi. Estava diferente do que de costume. Não usava aquele vestidinho rosa, ou coisa parecida. Suas unhas que antes estavam sempre rosa, agora estavam pintadas de roxo. Mas estava mais linda do que nunca.

– hey, o que houve? Porque mudou a cor do vestido? – perguntei quando estávamos mais perto uma da outra.
– bom, minha mãe me obrigou a usá-lo. Estava cansada de me ver usando tanto rosa. Ah! Oi Juju. Cê tá muito gato, hein. – comentou risonha, em sua última palavra. Eu ri, quando o vi corar.
– está mesmo muito bonito. – comentei, vendo-o abaixar a cabeça e morder os lábios. Ainda mais vermelho. O que me fez rir mais uma vez.
– não precisa ficar com vergonha, você é lindo.
– você que é linda. – respondeu ele. Olhando-me nos olhos. Desta vez, eu fiquei vermelha.
– hey! Esqueceu-se de me elogiar foi, Jujuba? Eu sabia que esse vestido não ia ficar legal. – reclamou à loira. Rimos mais uma vez.
– você está linda Ashley. Você sabe disso. – falamos em coro.
– é sei sim brigadinha. Agora se me dão licença, vou dançar com o meu par. Até logo para vocês. – disse ela. Eu fiquei olhando para ela. Vendo a mesma dançar com um garoto. O segundo mais bonito da escola. Virei-me para Justin, que me encarava aparentemente bobo.
– o que acha de dançar? – perguntei vendo o mesmo engolir a seco.
– dançar? Mas eu não sei dançar.
– olhem só. O nerd veio mesmo ao baile. Bom trabalho Anna Mel. Espero que curtam bastante o baile. – debochou Frad. Revirei os olhos. Quando ele estava longe do alcance do meu olhar.
– o que ele quis dizer com isso? – perguntou Juju confuso. Nervosa, dei de ombros. Puxando-o pela mão para perto da pista de dança.
– ele é um idiota. Não dê atenção para nada do que ele disser. – respondi firme. Ele assentiu em resposta.
– aceita um suco? - Perguntou.
Uma pessoa normal, perguntaria se aceito uma bebida. Mas ele é o Juju, então eu não esperaria que me oferecesse uma bebida alcoolica. Vai contra seus conceitos. Era tão bobo, mas tão doce. O que era mais um motivo pelo qual ele me faz suspirar.
– aceito, claro.
– volto logo. Não sai daqui tá? – disse ele doce. Me dando um beijo na bochecha. Sorri com isso, enquanto ele andava em direção ao bar.
– olhem só. Ela conseguiu mesmo trazer o boboca nerd. Meus parabéns Anna. Defensora dos pobres e inocentes. – debochou Frad.
– cala a boca e sai daqui.
– nossa ela está estressadinha. – continuou com o deboche. Bufei o puxei pela gola da camisa para perto de mim, o olhando nos olhos irritada. Passando a mão por seu corpo o que o fez rir.
– olha aqui cara, só vou dizer uma vez. Você vai se arrepender de tudo isso. e como vai. – ameacei ele riu quando o empurrei para longe de mim.
– isso é o que veremos princesa. – debochou cheio de si. Caminhando para longe, com sua pose de machão. Eu ri, vendo o papel em minhas mãos.
– então eu pago pra ver, idiota. – continuei rindo.
Vendo ali, o meu exame e algo mais comprometedor sobre o idiota. Foi mais fácil do que pensei que fosse. Olhando para os lados disfarçadamente, dobrei os papeis os guardando no lugar mais seguro que existe. Dentro do sutiã. Ali eu sabia que estaria realmente seguro. É Frad, eu vou pagar pra ver.
– me perdoe pela demora. Mas aqui está sua limonada, espero que goste. – Juju me despertou dos pensamentos.
Estendendo gentil a limonada para mim, e com um belo sorriso tomei em mãos o copo e juntos demos um longo e saboroso gole na bebida. Devo admitir, limonada era até melhor do que as bebidas alcoólicas que são servidas nestes tipos de festa.
– está ótima. – comentei, vendo um belo sorriso se formar em seu rosto.
– que bom que gostou. – ele sorriu.
– ANINHA! HEY FLOR! – gritou Ashley para mim, e quando me virei para encará-la a mesma mandou um beijinho ao ar, ainda dançando com o seu par.
Mas... Espera! Aquele ali é o Damon? Ela tá dançando com o Damon? Certo, acho melhor deixar eles se divertirem. E cuidar da minha Jujuba linda ao lado. E quando ouvi a música doce acalmar o clima bastante agitado do salão percebeu que era a hora certa.

Deem play na música 

– vamos dançar? – perguntei a ele. Deixando o copo vazio em algum lugar. Em alguma das cadeiras que lá havia.
– ma-mais eu não sei dançar. E se pisar no seu pé? – perguntou ele. Eu ri, o puxando pelo braço até o meio da pista de dança. Ficando frente a frente, olhei com insistência para seus olhos tão lindos.
– apenas deixe a música levar você. – falei um pouco baixo.
Pondo a mão em seu ombro puxando-o para mim. Assim, acabando com a distância que existia entre nossos corpos. Com a outra mão peguei a mão de Juju, deixando-a em volta da minha cintura. E novamente nos encaramos com um sorriso bobo no rosto. Sem pressa, iniciamos uma dança calma e agradável.
Aquilo era incrível. Dançar tão perto dele, de olhos nos olhos. A força doce como ele abraçava minha cintura. As palavras bobinhas que dizia no meu ouvido. Era tudo tão lindo. Muito melhor do que os sonhos que tive. Apesar da causa não ser justa eu sentia que o amava de verdade. E que nada mudaria isso. E o problema era que eu não conseguia ficar com raiva dele.
Juju nunca fez algo que me deixasse zangada. Pelo contrário. Sempre gentil, cavalheiro, preocupado. Era ótimo ter o privilégio de ter alguém tão maravilhoso perto de mim. eu tinha muita sorte, e vejo agora o que eu perdi. Durante todos esses anos, sem me aproximar dele. Mas dizem que não se pode mudar o destino. E que Deus escreve certo por linhas tortas.
– hum... Anna. Eu preciso te dizer uma coisa. – disse Juju, mais uma vez interrompendo meus pensamentos. Porém eu sorri. Era maravilhoso ouvir sua voz, mas, ao mesmo tempo senti o nervosismo tomar conta do meu ser. Como se alguma coisa fosse acontecer.
– claro...
– Aninha que me ama, vem aqui rapidinho. – Ashley pela milésima vez interrompeu um belo momento. Puxando-me para longe de Juju, deixando o coitado plantado na pista de dança. Lembrem-me de bater nela depois.
Parem a música
– o que houve? Está maluca? Eu estava dançando. – reclamei depois que ela me arrastou para um canto do salão alugado pela escola.
– você precisa tirar o Juju daqui. E tira agora.
– mas por quê?
– o Frad está com o papel. O seu exame esqueceu? – respondeu ela. Obvia. Sorri maléfica.
– eu dei um jeito de pegar o exame. Agora está comigo. Não há mais o que temer. Quem vai se dar mau agora, será ele. – afirmei.
– então ele deve ter feito uma cópia. Porque eu ouvi uma conversa dele com um dos caras do time de basquete. Ele fez uma cópia, e vai parar a música em alguns minutos e vai humilhar o Juju. – disse ela baixinho, me tirando o sorriso do rosto. Mas que desgraçado. Aquele infeliz fez uma cópia. Eu o odeio. Odeio!
– tem certeza?
– mas é claro. Você precisa tirar ele daqui, e tira agora. – terminou ela.
Assenti, caminhando com rapidez em direção à pista de dança. Onde Juju ainda permanecia parado. Esperando-me. Aquilo me deu um aperto no coração. Eu tinha que protegê-lo. Foi aí que eu me lembrei do que minha mãe me disse uma vez momentos antes de vir para o baile. “Você vai fazer a escolha certa”.
– pensei que ela tinha sequestrado você. – brincou ele, o que me fez ficar mais tensa.
Dei uma rápida olhada em volta, enquanto as pessoas dançavam tranquilamente. Elas não faziam ideia do que aconteceria caso eu não tirasse ele de lá. Bom, algumas não sabiam. Algumas.
– eu ainda tenho que falar algo muito importante para você. – o lembrou.
– certo. Venha comigo. – falei o puxando com força pela mão. Caminhando rápido em direção a saída do salão de festas.
– para onde estamos indo? – perguntou ele. Confuso. Enquanto eu continuei andando rápido ainda o puxando com força pela mão.
–vamos para casa. Assim você me fala essa coisa importante. – respondi.
 Escutem essa música enquanto leem, é a música tema da fic
– não é necessário. Esse é o lugar perfeito. – ele parou, me puxando para perto dele. Colando nossos corpos. Meu coração batia a mil por hora com a aproximação e o medo de fazerem algo contra ele e não der tempo de impedir isso.
– ma-mais...
– olha Anna, eu tenho uma coisa entalada na minha garganta há quatro anos que não consigo tirar. – o comentou.
– então acho melhor te levar ao médico. Mas consegue engolir bem as coisas? – perguntei, ele riu de mim. Mas foi uma risada gostosa. Maravilhosa de se ouvir.
– mas não é isso que está pensando. Lembra-se de quando fiz aquela pergunta pra você sobre um rapaz que ama uma garota e não sabia o que fazer? – perguntou ele.
– lembro sim.
– eu estava falando sobre nós, Anna. Aquele “garoto” que não sabia o que fazer era eu. Eu que não sabia e ainda não sei o que fazer. Porque eu sou um nerd, sou pobre, e consequentemente não sou popular. Mas eu amo você. Amos desde que chegou ao Canadá há quatro anos. Desde que eu vi você pela primeira vez, eu te amei. Te amo todos os dias. Sonho com você durante a noite, e penso em você durante o dia. Eu penso em você o tempo inteiro... – dizia ele. Meu coração não disparava. Ele faltava sair pela boca, junto a todos os órgãos do meu corpo. Meu corpo tremia, a sensação de borboletas no estômago ficava cada vez mais forte. Não conseguia controlar as reações do meu corpo.
– Juju...
– mas, e se algum dia ficarmos juntos? Comprar uma casa com uma lareira, com um cachorro chamado Ben. Três filhos, envelhecer juntos e felizes com uma família enorme. Mas, eu sei que é loucura, porque a pouco tempo você nem sabia meu nome. Mas eu não sei o que faz o amanhã, mas eu tenho esperanças de você fosse única para mim, e eu fosse o único para você. Eu não sei a razão pela qual não podemos nos apaixonar. Mas eu amo você. Eu te amo, mesmo sabendo que não se pode prever o futuro, mesmo sabendo que você não pode ser minha. Mas eu amo você. Eu te amo Anna Mel. E quero que isso fique bem claro, mas, também vou entender se não gostar de mim. só não quero que isso acabe com nossa amizade. Não suportaria ficar longe de você. Eu te amo. – falou ele tudo de uma vez.
A cada palavra que dizia, meu coração batia mais rápido do que eu podia suportar. Em parte, era em pura alegria. Em outra, de puro nervosismo, em puro medo. Neste instante lembrei-me do que minha mãe disse. Do que Ashley me disse.
– por favor, nós precisamos ir embora. – falei em desespero.
– você não gosta de mim, não é? Eu entendo. – suspirou ele decepcionado.
– não é isso Juju. Eu não posso falar muito, mas eu também amo você. Mas estou sendo ameaçada, e vou cometer o pior erro da minha vida se não sair daqui.
– mas...
– essas pessoas dentro do salão vão humilhar você Juju. Foi por isso que eu trouxe você aqui, mas não sabe o quanto eu me arrependo disso. Não sabe o quanto isso me dói. Mas eu não posso deixar isso acontecer. Não vou suportar deixar fazerem isso com você. Então por favor, vai embora. – falei em meio ao choro.
Vendo o olhar de decepção que Justin tinha no rosto, molhado pelas lágrimas. Logo ele soltou meu corpo. E me olhando uma última vez, caminhou para longe, deixando meu coração ainda mais partido. Destruído. Suspirei, sentindo uma lágrima solitária molhar meu rosto.
– Aninha o Juju já foi?
– sim Ashley. Ele já foi. Mas estou tão atordoada que não sei mais o que fazer. – comentei. Sentindo a mesma me abraçar com força.
– ele disse que me ama, Ashley. Ele me ama. – falei, sentindo a mesma deixando um beijinho em meus cabelos. Encarei-a no mesmo instante vendo a mesma secar a lágrima solitária que escorria pelo meu rosto.
– vai ficar tudo bem. Vai dar tudo certo, vai ver. – a assegurou.
Dei um sorriso fraco, vendo que ela se afastou um pouco mais de mim. Mostrando um papel branco em suas mãos. O que me deixou confusa, admito. Espera, isso é muito familiar.
– que papel é esse na sua mão? – perguntei. Ela sorriu.
– dei um jeito, e consegui a cópia do exame. – respondeu ela.
– agora você vai poder se vingar dele Anna Mel. – ouvi a voz de Damon penetrar nos meus ouvidos. Estendendo um papel para mim quando me virei para encará-lo.
– o que é isso? – perguntei pegando o papel das mãos dele. Fazendo Damon retomar sua pose de mãos nos bolsos da calça.
– é a sua vingança. – respondeu ele.
– isso mesmo. Vamos acabar com aquele desgraçado. – terminou Ashley. Assenti. Agora sim. Eu ia acabar com ele.
[...]
Eu estava apenas esperando o Frad fazer seu discurso do dia dos namorados. Mas não se demorou muito, e lá estava ele. Discursando com aquele sorriso debochado na cara. Algumas garotas, que naturalmente eram idiotas suspiravam enquanto ele falava. Estava tudo preparado.
E quando ele ia saindo do palco os gritos de algumas garotas nerds, que por sua vez, sabiam do meu plano anunciaram que tinham uma surpresa para ele. O mesmo obedeceu, fincando parado no pequeno palco improvisado. Agora ele ia ver quem é Anna Mel Montês.
– por favor, gente. Palmas para Frad. O idiota do ano. – falei irônica, subindo as escadinhas do pequeno palco. O mesmo me olhou ainda debochado.
– esqueceu que eu tenho uma prova contra você, querida? – perguntou ele. Debochado. Dei de ombros cruzando os braços.
– certo. Diga. Diga a eles que “prova” é essa que tem contra mim. Pode dizer. Vamos diga.
– dizer o que? Que você é disléxica? – perguntou ele ainda irônico.
As pessoas a nossa volta, nos encararam de olhos arregalados. Aquilo me deu um frio na espinha. Mesmo sabendo que ele não podia provar ter alguém dizendo uma coisa que sempre escondi a sete chaves era de fato incômodo.
– é verdade isso, Anna Mel? – perguntou uma garota na plateia. Sorri falsa, dando de ombros.
– eu faço a mesma pergunta. Vamos Frad, prove isso. – dessa vez, debochei arqueando a sobrancelha.
Eu podia sentir que o mesmo tinha estranhado o meu comportamento. Eu tinha certeza de que ele sabia que estava acontecendo alguma coisa, e quando não achou o papel depois de tatear os bolsos, me olhou mortalmente. Dei de ombros.
– prove que esta dizendo a verdade, Frad. Vamos. PROVE!
– eu não tenho como provar. – sussurrou ele.
– vamos. Fale mais alto. Vamos. FALE!
– EU NÃO TENHO COMO PROVAR ISSO, PORRA! – gritou ele irritado.
Sorri satisfeita, me afastando bastante dele. E fazendo um sinal com as mãos, a tinta vermelha caiu sobre a cabeça do desgraçado com a ajuda de Damon que estava logo em cima. Lembrem-me de agradecer por ele ter me ajudado a jogar o balde de tinta vermelha na cabeça de Frad.
As pessoas riam. Na verdade, elas gargalhavam apontando para o idiota todo melado de tinta. Ele por sua vez, tinha a raiva estampada no rosto, porém o olhar de derrota e vergonha também acompanhava aquela cena. Por essa parte me senti satisfeita. Por todas as sujeiras que ele fez com as pessoas e principalmente comigo e Juju.
– isso é para você aprender a não tentar humilhar mais ninguém. Espero que tenha gostado da tinta, porque tem muito mais de onde esta saiu. Ah! Isso é só uma amostra. E mais uma coisa. Se tentar fazer algo contra qualquer pessoa que amo, por mais idiota que seja a sua armadilha eu vou acabar com você. E vai ser bem pior que isso. Agora se sinta a vontade para ser o verdadeiro merda que você é. – conclui quase cuspindo as palavras em seu rosto.
Saindo do palco, enquanto eu ainda ouvia as pessoas debocharem dele. Dessa vez, eu tenho certeza de que ele será o assunto da escola por semanas. Com isto, tenho também certeza de que vai deixar os nerds e os demais alunos não populares da escola em paz por algum tempo.
– você conseguiu amiga. Vingou-se dele. – disse Ash me abraçando de lado.
Sorri fraquinho, tristonha. Nenhuma vingança, nada, poderia me deixar feliz agora. Sabendo que perdi o garoto que mais amo nesse mundo. E apesar de ter humilhado Frad, ele conseguiu fazer algo pior comigo sem saber. Fez-me perder o carinho da pessoa que mais amo. Eu perdi a minha Jujuba. Eu o perdi. Perdi.
[...]
POV JUSTIN
E lá estava eu mais uma vez. Chorando. Minha visão era turva e embaçada. Apesar de ter meus óculos guardados no bolso, eu não os tirei de lá. Mesmo sabendo que para mim era complicado caminhar sem eles. Mas isso pouco importava agora. Eu só queria chorar, até que não houve mais lágrimas.
Eu a amo tanto, e ela vem e faz isso comigo. Usa-me, como se fosse um brinquedo. E eu pensei que ela era diferente. Que nunca ia me magoar desse jeito, brincar com os meus sentimentos desse jeito. Era tão idiota, pensar que todos aqueles momentos que passamos juntos, eram mentira. Ela me enganou esse tempo todo, e o idiota aqui acreditou direitinho em suas mentiras. E eu pensando que nossas brincadeiras, risadas, as vezes que me defendia dos outros alunos, dos abraços e os beijinhos na bochecha. Era tudo uma mentira. Uma terrível mentira.
A sensação de ser usado era pior do que eu imaginava. Sentia-me um lixo, ou até pior do que isso. Mas foi nesse momento, que me lembrei do que Frad disse no baile. “Bom trabalho Anna Mel.” Bom trabalho. Então era isso. ele já sabia que ela ia me humilhar, falou isso na minha cara e eu não percebi. Mas como sou idiota.
– hey cara. Passa a carteira. – um homem encapuzado e armado me abordou.
Ainda tomado pela tristeza, tirei sem emoção nenhuma a carteira entregando para ele. Ainda fungando forte. O que fez o ladrão me olhar confuso. Passei a mão espalmada sobre o rosto, tentando em vão secar as lágrimas.
– eu não tenho mais dinheiro. – falei baixo, em meio às lágrimas que ainda insistiam em descer.
– nossa cara, o que houve com você? – perguntou o ladrão confuso. Mas é claro. Eu não parava de chorar. Parecia uma criança mimada que não conseguia realizar mais uns de seus mimos.
– a garota que eu amo mentiu para mim. – murmurei fungando.
Mesmo com a vista embaçada ainda podia ver o ladrão me olhar estranho, suspirando momentos depois. Guardando o revolver e me estendendo a carteira com apenas vinte dólares e alguns documentos.
– olha cara você é azarado pra cachorro. E toma, eu não vou afundar ainda mais a sua “fossa”. Sofrer por mulher é uma droga. – disse ele. Peguei a carteira, confuso.
– mas me diz aí. Sabe onde posso encontrar gente rica pra roubar? – perguntou ele. Dei de ombros.
– segue em frente e dobra a esquerda duas vezes. – informei nem um pouco preocupado.
– valeu irmãozinho. Sorte com a “fossa” aí. E como uma dica, tem um bar na próxima esquina. – disse o mesmo.
Quando ele finalmente se foi, percebi que o mesmo tinha jogado algumas notas em meus sapatos. Ajoelhei-me pegando as notas de dez dólares cada as guardando no bolso em seguida. Suspirei, retomando a caminhada pouco a pouco.
Enquanto eu me torturava por não ser popular o suficiente, por não ser bonito o suficiente, por não ter dinheiro o suficiente. Nesse momento, as lágrimas eram minhas únicas companheiras. Tudo o que eu queria era ao menos estar perto dela. Mas ela, não. Queria apenas me iludir, me usar e humilhar. E aquilo doía mais do que um milhão de facadas. Porque ela teve que fazer isso? Eu a amo tanto. Se soubesse o quanto chorei todos esses anos, por ela nunca saber da minha existência.
Ou quando me novata, seu simples “oi” sem graça me cortava terrivelmente o peito. Ela era a única pessoa ao qual eu passava a resposta da prova, só para ver se ela me notava depois disso. Mas depois de seu “obrigado pela cola” ela se virava para seu grupo de amigos e me deixava sozinho novamente. Eu admirava discretamente sua dança no grupo de torcida da escola. Apesar de não ser a capitã das líderes, para mim, Anna é a mais linda de todas elas. Até mesmo mais linda do que Ashley.
E novamente, soluçava. Chorando por uma garota que me magoou. É verdade que as pessoas que mais amamos, são as que mais nos magoam. Eu queria acreditar que não fosse verdade. Que tudo fazia parte de um terrível pesadelo. Porém suas palavras rondavam minha mente a todo instante me deixando ainda mais triste. Aquilo não era certo. Definitivamente não era. A rua parecia cada vez mais deserta à medida que andava, porém aos poucos eu via uma aglomeração perto da encruzilhada.
Um pequeno bar ali havia, o que explicava a aglomeração de pessoas bêbadas ou outras apenas comiam um belo sanduíche. Meio em dúvida entrei no mesmo, deixando as notas em cima do balcão. Apesar do receio, seguir o conselho daquele ladrão me parecia uma única saída. Esquecer. Era tudo o que queria. Mesmo que por alguns instantes. Eu precisava esquecer.
– quero a bebida mais forte que tiver. E com bastante gelo. – falei para a mulher espantada com meu estado quase deplorável.
Servindo-me a bebia alcoolizada. Depois de mais uma lágrima dei de ombros ingerindo a bebida. Não era certo beber, isso não resolveria nada. Porém parecia ser uma solução temporária para minha dor. Esquecer... Esquecer.
[...]
POV ANNA
Saí do carro junto a Ashley sem nenhum ânimo. Parecia que eu estava puxando um trem. Como se estivesse sendo forçada a andar. Passei o domingo inteiro enfurnada no quarto. Entupindo-me de sorvete e batatas onduladas. Além dos salgadinhos de requeijão. E ao meu lado, tinha uma loira que assistia Querida Querida Unha choramingando. Ela até reclamava comigo. Dizendo-me que eu não deveria ficar tão triste. Segundo ela, Justin iria um dia entender o que tentei fazer por ele. Entender que eu não o usei que não o humilhei como faria. Que entenderia que nenhum de nossos momentos juntos foi uma mentira. E segundo ela, também, um amor como o nosso não terminaria daquela maneira e no fim, estaríamos de frente a uma lareira admirando a beleza interminável que Ashley possuía.
Era incrível como ela conseguia me fazer rir mesmo quando minha vontade era de idade jogar de uma ponte bem alta e morrer antes de tocar a água fria. Damon por sua vez, dizia que ele não entenderia se fosse um completo idiota. E se não compreendesse meu sacrifício por ele, não seria merecedor das minhas lágrimas. Porém eu não tirava a razão dele. Se a história fosse oposta, eu tenho certeza de que estaria muito magoada com ele. O que de fato nunca aconteceria. Justin é o tipo de cara que não magoaria uma mulher. Isso vai contra os seus conceitos, e segundo ele, é a pior coisa que existe.
– hey Anna você foi incrível no baile. Humilhou o Frad como ele merecia. Obrigado. Apesar de ter seus próprios motivos, isso também nos fez perceber que é uma pessoa justa. E em nome da “classe nerd” dessa escola, eu agradeço. – falou uma garota parando a minha frente.
Sorri de leve, aprumando minha bolsa nos ombros. Angie era uma boa garota, era linda, porém nunca tirava seus óculos do rosto e tirava a roupinha engraçada. Mas, além de inteligente era uma ótima companhia. Era adorável.
– não precisa agradecer Angie. Apenas fiz o que deveria ter feito há muito tempo. Ele merecia uma lição, já estava mais do que na hora para isso. Talvez agora ele pense um pouco, e pare de ser tão estúpido como foi durante estes anos. – respondi, vendo a mesma sorrir docemente.
– ainda sim obrigada. Ah! Ashley está divina esta manhã. Procure-me mais tarde. Quero saber como faz para deixar o cabelo tão brilhoso. – falou a mesma. Virei o rosto, vendo a minha amiga dar um sorriso de ponta a ponta completamente satisfeita com o comentário. Ela riu mexendo nos cabelos, orgulhosa.
– obrigada, Angie. Sei que sou fabulosa, mas, prefiro ser a única com os cabelos maravilhosos. Então fica como um segredo, mas pode continuar admirando meus cabelos. Eu deixo. Pode admirar. Admira. – respondeu ela. Eu ri de leve. Só ela para me fazer sorrir numa hora dessas.
[...]
– bom senhorita Montês atrasada mais uma vez. Qual a desculpa desta vez? – perguntou o professor com tédio. Dei de ombros.
– sei lá. Desculpa a demora. É que eu não queria ver aqui. – respondi.
– e porque veio? – perguntou ele.
– não me pergunte isso. Nem eu mesma sei. Acho que é à força do hábito. Ou um alienígena se apoderou do meu corpo. – dei de ombros mais uma vez. Vendo o professor tentar conter uma risadinha baixa. Mas qual foi à graça? Eu falei sério.
– certo, ET lhe dou boas vindas a nosso planeta. Por favor, sente-se ao lado do terráqueo Bieber e saboreie o conhecimento sobre o ser humano. Você fala a nossa língua? – brincou o professor. Assenti, mantendo a brincadeira.
– claro. Depois de assistir sua aula, irei degenerar sua escola e ninguém mais precisará ter aulas. – completei.
Caminhando na direção à cadeira. Sentei na mesma, dando um leve sorriso para Justin. O mesmo apenas virou dando atenção ao quadro negro, prestando atenção à explicação do professor. E foi aí que meu sorriso morreu. E me fez sentir mal pra chuchu. Bufei tirando o maldito caderno da bolsa, quase o jogando em cima da mesa.
– senhor extraterrestre, não fique bravo. Céus! – o professor tornou a brincar, enquanto eu bufava. Como eu sou idiota. É claro que ele não vai me perdoar. Mas que droga.
– se continuar sua aula, irei encolher todos com meu super potente raio encolhedor. – brinquei mal humorada. Neste instante, o sinal tocou e todos os alunos festejaram. Bufei, guardando novamente os cadernos, os jogando dentro da bolsa. No momento em que olhei para o lado, Juju já não estava mais lá. Suspirei pela milésima vez ao dia, caminhando depressa para fora da sala. Vendo o mesmo no corredor, guardado organizadamente seus livros no armário.
– Juju eu preciso falar com você. – falei quando já estava ao lado dele. O mesmo respirou fundo, fechando o armário. E me olhando nos olhos ele respondeu com frieza.
– eu não tenho nada para falar com você Anna Mel. Você já me usou o bastante, acho que já basta. – respondeu ele. A frieza contida na sua voz me assustou de tal forma, que dei um passo atrás engolindo a seco.
– por favor, ao menos escute o que tenho a dizer.
– eu não quero ouvir. E também não pretendo ser grosso com você, então, por favor, me deixe-me paz. – respondeu ele. Mais uma vez seco. Mais uma vez, partindo legal meu coração.
– hey Juju não fale com a minha Aninha assim! Ela é minha vaquinha! Tá louco? Quer levar um chute no traseiro? – Ashley apareceu de repente no meu lado, falando. Defendendo-me.
– entendo que esteja defendendo sua amiga. Porém eu não quero falar com ela. – ele deu de ombros, falando num tom mais baixo.
– um dia você vai se arrepender, e nesse dia Juju vou te dar um belo chute no traseiro por ser tão bobão e não ver que ela gosta de você. E o chute vai ter tão forte, que seu popozão vai ficar vermelho e você vai parar no mundo da Barbie cor de rosa. Vamos minha vaquinha. – terminou a loira, nossa pequena discussão. Levando-me para longe dele.
Eu sabia que ela sentia que eu sempre deveria sair por cima de uma discussão. Ela queria me defender. E ela estando para me defender, chutaria o traseiro de todos que não me ouvem e rejeitão como fez Justin. Mas ainda sim aquilo doía. Doía saber que ele não queria mais falar comigo. E o pior de tudo. Que não queria me ver nunca mais.
[...]
E lá estava eu mais uma vez pensando nele. Era até irônico. Está pensando e sofrendo por alguém que não queria me ver nem pintada de ouro. Era incrível como eu não parava de pensar naquele nerd. Não conseguia parar de pensar em tentar imaginar o que ele estaria fazendo ou pensando agora. Pensava-se em mim ou se fazia apenas seus deveres escolares.
As memórias dele declarando seu amor por mim pareciam cada vez mais vivas em minha memória. Era como se eu estivesse revivendo tudo aquilo em câmera lenta. Era uma tortura. Eu o queria aqui, comigo. Mas enquanto isso não acontece, eu saboreio o meu maravilhoso Doritos. Pois é. Ele nunca me decepciona.
– querida, já disse para não pegar mais salgadinhos. – reclamou minha mãe, parando o carrinho do supermercado ao meu lado. Bufei, ainda segurando o pacote mordendo os lábios.
– só mais um mãe. Por favor. – fiz um bico, o que vez a mesma rir.
– meu bem, se continuar desse jeito vai virar uma bolota de carne. Vai ficar igualzinha a uma almôndega.
– mas mãe...
– acha mesmo que vou deixar levar para casa vinte e sete pacotes de Doritos meu bem? – perguntou risonha. Dei de ombros. Suspirante.
– sabia que eu amo comer isso?
– sabia que eu amo ver você com saúde? – rebateu de sobrancelhas arregaladas. Suspirei rendida, retirando algum dos salgadinhos do carrinho.
– eu levo as compras para casa, você poderia-me uma coisa naquela lanchonete na próxima esquina querida? Estou com preguiça. – disse ela.
Assenti, deixando os salgadinhos novamente no carrinho. Seguindo para fora do estabelecimento. Eu estava um pouco irritada. Mas não era por conta do que tinha que fazer para minha mãe. E sim por não saber o que fazer para poder recuperar o carinho do Justin.
E Ashley dizendo que logo nos resolveríamos. Isso é uma droga. Uma verdadeira droga. Eu tenho certeza de que ele não vai entender, e muito menos perdoar. É como digo. Apesar de ter humilhado Frad, ele ainda fez algo pior comigo. Separou-me do meu nerd. Aquele garoto que correspondia meus sentimentos e eu nem fazia ideia disso. Às vezes me pego encarando a cadeira em que ele senta, ou até mesmo tenho mais “animação” para ir à escola só para vê-lo. Era tudo o que eu mais queria. Mas era uma pena ele me rejeitar o tempo inteiro. Mas que droga de vida.
– ai! – reclamei quando meu traseiro foi mais uma vez ao chão.
Por sorte, consegui segurar o copo antes que todo o liquido caísse em mim. Bufei raivosa, levantando depressa limpando o traseiro com a mão pronta para brigar o jumento que me derrubou. Porém quando encarei seu rosto, minha expressão raivosa desapareceu do meu rosto. Que agora estava tomado pela surpresa. Foi inevitável sentir um sorriso se formar no meu rosto. Era ele.
– Juju...
– AHHHHHH! – um grito alto e agudo me impediu de continuar minha frase. O mesmo vinha da minha casa que estava logo à frente, e sem demora corremos juntos em direção a mesma abrindo a porta com força. Meu coração batia muito rápido e o medo de imaginar o que estivesse ocorrendo dentro daquela casa, me fazia tremer. E tudo aconteceu mais rápido do que imaginei. Quando abrimos juntos a porta, tive a visão perfeita de uma loira sentada no sofá da minha sala de estar, vestida de pijamas enquanto comia pipocas. Não creio nisso.

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