5 de jul de 2013

My Angel - Capítulo 11 - As Coisas Podem Mudar

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Angel - Capítulo 11 - As Coisas Podem Mudar

01 de Março, Sexta-Feira, New York City, 18:20pm
Faziam exatamente dez minutos. Dez minutos em que me encontrava parada de frente ao espelho. Menino insolente! Menino atrevido! Berrava para mim, observando a imagem de uma menina pálida de olhar triste e sofrido. Ora, quem ele pensa que é para fazer isso? E como você se sujeita a esse tipo de coisa? Esse garoto lhe fez uma lavagem cerebral? Passei as mãos pelos cabelos, agora, bem cuidados e macios. Era loucura, de fato. Mas que mal havia? Seria uma comemoração, apenas. Fora tão bondoso e paciente. Era um rapaz notável. Muito diferente do que imaginei na primeira vez que o vi. Ele é...
- Hanna, você estava demorando e pensei que poderia... Céus! Você está linda! - me virei para encará-lo a frente da porta. Os olhos arregalados, boca entre aberta. Seus cabelos continuavam em um organizado topete, seus fieis supras, agora vermelhos, calçavam seus pés. Uma calça preta, 'levemente' caída, que deixava a mostra grande parte de sua cueca da mesma cor. Seguidas por uma camiseta, também preta e um casaco com estampas de velhas roupas de exército. Um look ousado para um garoto ousado.
- Obrigada. Você também está muito bonito. - respondi reprimindo um suspiro. Se você sequestrou a Hanna, a devolva imediatamente!
Seu sorriso se estendeu ainda mais por alguns segundos. Parecia feliz com o elogio sincero e espontâneo. Talvez ele não soubesse de fato onde iria sua beleza. Não, porém, apenas a beleza de seus olhos cor-de-mel, ou seus lábios rosados, ou as bochechas vermelhas e gordinhas. A beleza ao qual me referia era a do seu coração. Vasto em gentileza, humildade e cavalheirismo. Talvez, até, sem nenhum vestígio de maldade. Um rapaz raro em todos os sentidos. Vezes, deitada sobre a cama, cogitava a ideia de que ele poderia ser diferente de Iago. Dias depois, percebi que, cometera um erro. Erro ao pensar que ele poderia ser igual aos tantos outros. Cruéis e frios. Ao menos, pensei, até agora ele não demonstrou ser assim. Não demonstrou ter um lado mal. E, passar esses dias em sua casa, fez-me um bem que nem eu poderia calcular. Seu bom humor e determinação deixava-me frustrada, era claro. Mas por vezes, era bom. Sei, é bem estranho.
Foi atrevido o suficiente para me conduzir a uma caminhada pela cidade de New York. Cidade ao qual, apavorou meus pensamentos, e foi palco de anos de vida difícil. De lágrimas, de dor e injustiça. Lugar onde fui abusada, e tive minhas esperanças jogadas no lixo. Havia ela, se transformado em um lugar desconhecido e cheio de maravilhas para explorar. Essa era a sensação de caminhar pelas ruas conhecidas mundialmente ao lado de Justin. Seus passos eram lentos, os olhos mantinham-se atentos em cada detalhe que lhes era possível alcançar. Suas risadas e piadas tornavam-se cada vez mais presentes e tornava-se impossível não acompanha-las.
- Acredita que vi a mesma velhinha doida dançando? A de ontem a tarde? Louca de pedra! - comentou animado, preparando-se para tomar em mãos o cardápio posto sobre a mesa. Encontrava-se com o conhecido sorriso esticando os lábios, observando curioso, novamente cada lugar do pequeno e modesto restaurante Italiano em que o trouxera.
- Bem aconchegante, este lugar. - tornou a falar, em sua voz, o tom de satisfação era evidente. Ele era uma pessoa tão simples, como pude, eu, pensar grosserias a seu respeito? O que? Ficou louca! Ele é um idiota, quer conquistá-la. Quando conseguir o que tanto quer, dará um jeito de se livrar de você. Não se leve a encantar por este ordinário! Tornou a protestar, a parte racional de minha mente. Não se deixe envolver por ele. Um amigo apenas, é, mantenha-o como amigo.
- O que acha de uma Lasanha, e para acompanhar um Vinho Tinto? - questionou o garoto a minha frente, a espera de uma resposta. Confirmando com a cabeça, vi o garçom se retirar para longe de nós.
- Então, o que falaremos agora?
- Falaremos do quão idiota você é. Como não me contou que completava aniversário hoje? Poderia ter comprado um presente para você! - rebati um pouco chateada. Ele riu. O que esse menino tem para rir tanto? Ele é retardado ou oque?
- Não precisa me dar nenhum presente...
- Mas é claro que sim! Você já fez demais por mim, o mínimo que poderia é presenteá-lo.
- Eu não disse porque sabia que faria qualquer coisa para me dar um presente digno. Ou que na sua mente vem a ser digno. O que quero dizer é que não quero que me dê nada. Já os tenho em muito, e para ser sincero, o mais importante para mim é você ter aceitado sair comigo. Sua companhia é o que importa. - me permitir corar ao ouvir suas palavras. Eram verdadeiras, sim, elas eram. Tiveram a força para deixar-me envergonhada. Pela primeira vez em toda vida. Então era aquilo mesmo? Para ele bastava que estivesse ao seu lado? Eu, Hanna Marie Evans? Não seja boba, sabemos o que os rapazes são capazes de fazer para levar uma mulher para a cama. Não se encante pelas palavras que ele disser. Sua idiota! Certo, você tem razão.
- Isso não é um encontro! - retruquei com a primeira frase ao qual poderia usar para me defender e escapar de seu comentário anterior. Aquilo não pareceu abalá-lo.
- Sei que não. Fui informado durante todo o percurso, até mesmo antes de sairmos. Mas ainda sim, estou contente de festejar meu aniversário com uma pessoa especial. - respondeu calmo, de sorriso de canto. Desarmando minha próxima resposta ousada, caso ele seguisse o meu Scripte. Mas isso não aconteceu. Em seu lugar, ele deixou uma Hanna completamente sem defesas, encarando as próprias unhas, mordendo os lábios. Mas que fofo! Ele acha você especial, Hanna. Ainda acha que ele é igual a todos? É um doce. O que? Você vai mesmo ouvir o que ela diz? Ora, Hanna! Logo você! Como acha que algum rapaz vai olhar para você deste modo? Você não é especial. Apenas tem beleza. É só o que os homens vêem em você. O que todo homem ver em qualquer mulher. Eles apenas são carinhosos até conseguir o que querem. Ou se esqueceu do seu 'amado' pai, Iago?
- Eu só queria pagar de alguma forma o que fez por mim. Apenas. - disse fria. É, ele era igual aos outros. Mas, engana-se ele se acha por algum momento que conseguir o que deseja.
- Já não lhe disse que não precisa? - pareceu confessar, dando uma leve risada. - Aliás, já comentei que você dorme falando?
- O que? Ficou me olhando enquanto dormia?
- É. E, pelo que ouvi, adora comer Nachos e é fã de Johnny Deep e Tim Burton. - continuou. - E você fica muito linda com as bochechas vermelhas.
- E você é um bobo que não deveria me olhar dormindo. - ralhei segurando um riso. O que há de errado com você? Tenho vergonha dessa Hanna que habita seu corpo!
- Eu não olho, admiro. - piscou brincalhão. Mostrei-lhe um quase sorriso, vendo o rapaz nos trazer o pedido. Muito mais rápido do que o comum, diria.
- Não estava brincando quando disse que você era um completo maluco. - retruquei em movimentos com as mãos.
- Mas admita que sou o maluco mais sexy que já conheceu. - brincou novamente piscando por mais uma vez. E novamente foi inevitável não rir. Esse garoto realmente existe? Eu disse que ele era louco! Como pode se envolver com alguém assim? Deixe-a em paz! Ele não parece ser uma pessoa ruim, você sabe disso, Hanna. No seu íntimo, eu sabe que ele é especial. Não vai mesmo escutar o que essa trouxa diz, não é? Sempre que faz o que ela diz algo ruim acontece. Isso se chama acreditar demais em quem não merece. Não seja idiota, não se deixe levar por ele. Na verdade, no fundo eu só queria que esta noite não fosse longa demais. E pior, com ele, tinha a impressão de que tudo passava rápido demais, e para meu profundo pesar, eu não gostava daquilo.
[...]
- ... E foi assim que minha mãe ficou louca comigo. - deu de ombros, dando outra lambida no sorvete de chocolate que carregava. E última, para seu lamento. Era uma noite linda, apesar de que, devido a quantidade absurda de edifícios escondessem as estrelas. As ruas pareciam ainda mais frias, as pessoas mais distantes e rudes. Porém nada disso conseguia apagar o belo sorriso no rosto dele. Contando mais uma de suas muitas aventuras de infância.
- Se eu fosse ela, bateria no seu traseiro.
- Como você é má! - fingiu-se ofendido. - Além do mais, acabou de admitir que deseja o meu corpinho sexy nu. - dei um pequeno tapinha em seu braço no lugar de lhe sorrir largo, seguido de uma gargalhada que ansiava ressoar desde que o conheci.
- O que acha de doces?
- Você acabou de tomar um sorvete! Levando em conta de que acabamos de sair de um restaurante! Como pode ainda estar com fome? - comentei levemente assustada com sua capacidade para comer. Ah, reparou agora que ele tem uma Solitária no estômago, querida? Ele é patético!
- Ah, qual é, Hanna, é o meu aniversário! Acho que tenho licença para ser louco o quanto quiser, não acha? - tornou a perguntar. Um ar de menino sapeca preencheu seu rosto. E foi assim que ele me segurou, mesmo que delicadamente, pelo braço e caminhamos juntos até o super-mercado mais próximo.
- Você, com certeza, é o rapaz mais doido que conheci em toda vida.
- E que você me ama.
- Não amo não! - rebati o mais rápido que pude.
- Ama sim. Como alguém pode não me amar? Sou muito sexy. - piscou apertando minhas bochechas antes que pudéssemos entrar na loja. - Olhe! Doces! E veja lá, tem Doritos... Sou um homem muito feliz. - tornou puxando um carrinho mais próximo. Quando percebi, ele estava jogando todos os doces que podia, e me permiti a ajudá-lo com seu pequeno trabalho.
- Não seja idiota! Apanhe aqueles ali, sua estúpida! - ao ouvir quela voz tão conhecida, me escondi como pude atrás de algumas prateleiras.
- Por que não faz você este trabalho? Um homem burro, é o que você é! Não venha me culpar por jogá-la para fora de casa. - retrucou a mulher, irritando-se ao apanhar alguns pacotes de comida e quase arremeçá-lo contra o carrinho, do outro lado onde, Justin, divertia-se com seus doces, salgados e bebidas.
- E porque não me impediu, sua mulher burra? Agora, poderíamos estar nadando em dinheiro graças a beleza e doçura de Hanna...
- Como acha que pderia ter feito isso, Iago? Estava tão preocupado e entusiasmado em gastar todo o dinheiro em bebidas que não reparou, por sequer um instante, que havia atirado nossa mina de ouro aos ventos. - tornou a reclamar Holy, de olhar rancoroso e perverso. Seu marido, por sua vez, não estava diferente. Sabia porque, e tinha certeza de que não seria boa ideia sair até ouvir tudo que poderia ouvir. Mesmo sabendo dos riscos, aquilo era preciso.
- Não venha me falar que não estou alerta. Sei que errei, Holy, está bem? Você sabe melhor do que ninguém que estou procurando-a.
- Não está fazendo o trabalho corretamente, então. - continuou a reclamar a mulher, calando-se subtamente, ao ouvir passos ao seu lado. Um homem, com seus prováveis trinta anos, virou-se rápido para ela e piscou. Sem dúvida fora correspondido como esperava. Seu sorriso ao se encaminhar a outro corredor, segurando sua cesta, não negava. Iago, porém, não notou que sua mulher flertava com outro homem. Ou parecia não tê-lo feito. Sua concentração estava voltada para algo que julgava mais importante do que olhar para sua esposa.
- Não fale que não estou me esforçando, sua vadia. Acha que não vi você piscar de volta para aquele vagabundo? Tem sorte. Se não estivessemos em lugar público, levaria umas boas palmadas. - retrucou baixo e pensativo, apoiando-se sobre o carrinho.
- É mesmo? Então porque até hoje, aquela vadiazinha não está em nosso poder? Tem ideia de que quando ela completar a maioridade, vai poder fazer o que bem entender? Que não poderemos obrigá-la a nada? Que..
- Não seja tonta, não se esqueça com que está falando! - interrompeu nervoso, finalmente encarando-a. - Não sou burro! Sei bem disto! Mas aquela piranha parece se esvair das minhas mãos como água. Vasculhei a casa de Sara e Abigail enquanto estavam fora. Nenhum sinal dela...
- E a outra?
- Louise viajou, e provavelmente voltará no mês que vem. Não está achando que Hanna fugiu com ela, está? Não seja boba mulher, acha mesmo que ela seria capaz de ter realizado este feito? - riu desdenhoso.
- Você sabe que ela não é burra, ou se esqueceu que planejava fugir? Tinha até recortes de papel de estalagens de baixo custo até conseguir emprego. Dinheiro guardado. Esqueceu? - rebateu Holy. Em seu sorriso maldoso, constatei que de, certo modo, estava orgulhosa por saber que tinha uma filha inteligente. Até mais do que ela mesma. Porém, a outra parte, dizia que sua fúria ainda era maior. Pois, segundo ela, essa inteligência, poderia, apenas, ser usada a benefício dela e de seu marido. E isto, por sua vez, estava atrapalhando-lhe os planos.
- Então me diga, Sra. Esperteza, onde acha que ela se encontra agora? Ela não tem para onde ir, não sem o apoio das amigas.
- E o garoto que ela beijou na festa? Acha que ele tem alguma participação?
- Creio que não. Um menino rico, bonito, poderoso mundilamente. Herdeiro de um império como aqueles... Hum. Tenho certeza de que desejava apenas uma noite de prazer e nada mais. E tendo uma mãe como você, é claro que cederia. Aquela vadiazinha... Acho que se a visse em apuros, a deixaria a própria sorte. Se ele fosse ainda mais rico e poderoso do que o homem de minha ambição para Hanna, ah... Daria todo meu apoio em um futuro relacionamento.
- Esse moleque não se compara a um dos homens mais ricos do mundo. Sei,... Entendo.
- Você gosta de Ruffles Cebola e Salsa? Já peguei Doritos pra você, mas o que me diz... Hanna? - Justin perguntou ao longe, virando-se para mim. Por um momento, esqueci onde me encontrava. E também, senti vontade de bater nele por ter feito isso. Quando me dei conta, precisei contornar a estante vendo que, Iago e Holy repetiam a ação do lado oposto, na outra ponta. Justin parecia não entender o que estava fazendo e porquê. Mas sua voz, alta e animada despertou a curiosidade dos dois. Agora, estando no lugar em que antes os dois monstros conversavam furiosos, eles abordaram o garoto que perdera o sorriso.
- Mas que surpresa vem vê-lo, rapaz! Uma boa e grande surpresa, digo eu. - a voz de Iago forçava simpatia. Justin parecia perdido. Não havia sorriso nenhum em seu rosto, e aquilo era algo novo para mim.
- Está com uma garota? Onde está a donzela? Pode nos apresentar, rapaz? Adoraríamos conhecê-la. - continuou Holy, fazendo um leve carinho em seu ombro. Em sua voz, a esperaça de que fosse eu, a pessoa por quem ele chamava alegremente, era evidente.
Só percebi a dor em meus pés, e as lágrimas quando abri a porta da casa em disparada. Já sentada no balanço de madeira do quintal, tentei em vão enchugar as lágrimas que insistiam em escapar de meus olhos. De molhar meu rosto, não importando quem poderia ver. Eles, como meu intimo informava temeroso, que não haviam se arrependido de tudo que fizeram. Era apenas para me usar em mais um plano sujo. Para enganar mais um bom homem e fazê-lo perder tudo que tem. Seria usada mais uma vez. Como podiam ser tão cruéis? Porque tanta maldade, afinal? Já não bastava os dezessete anos de sofrimento? Jamais desejei mais do que poderia ter. Uma vida tranquila não era pedir demais. Não quero amor, nunca senti vontade de ser, de fazer parte da população apaixonada do planeta. Gostaria de ser livre. Não ter medo de nada, estar em paz. Mas a única coisa que conseguia era ver que o mundo era maldoso, que jamais poderia estar livre para seguir minha vida a meu modo. Lembrava-me até os dias de hoje de uma das maiores decepções de minha vida. Lá estavam eles, mais uma vez, destruindo um sonho de uma criança inocente. Jamais voltei a dançar balé depois daquele dia. Nem mesmo sobe os apelos de Louise, Abigail ou Sara me forçaram a usar as sapatilhas novamente. A dançar minha melodia preferida de Tchaikovsky. A linda Pas De Deux.
- Hanna... Está tudo bem? - limpei o rosto o mais depressa que pude. Lá estava ele. Parado atrás de mim, sentada no banco, choramingando baixinho. Era de lá que vinha sua voz rouca e inacreditávelmente melodiosa.
- Posso acompanhá-la? - perguntou com cuidado, referindo-se a sentar comigo no balanço. Não precisei respondê-lo para que finalmente entendesse a resposta final.
- O que deve estar pasando é doloroso, e eu sinto muito. E entendo que deseje ficar sozinha por um momento, entendo também que prefira guardar o que a aborrece para sí. Não irei julgá-la, também não pedirei explicações. Serei paciente, você me contará quando estiver certa do que fará. E a ajudarei no que for preciso, acredite. Estarei sempre aqui por você... Mas,... Realmente não tem ideia do quanto dói ver você desse jeito. Eles não sabem o tesouro que perderam. - ele parecia nervoso em suas palavras. Desajeitado, com medo de falar algo que não deveria. Muito diferente do garoto ousado e brincalhão de algumas horas atrás.
Own, como ele está sendo fofo. Prestativo, simpático... E o que deseja acrescentar mais? Oras! Não ouviu o que Iago disse a alguns minutos? Você é surda agora, Hanna? Ele estava certo! Nenhum homem iria querer nada sério com você. Nenhum quer algo sério com nenhuma mulher. Para esse garoto, você é só uma garota indefesa e sofrida. Não percebe que ele quer com você, o que todo homem quer? Porque ele é igual aos outros, ponha isto na sua cabeça de uma vez por todas. Ele é tão mal, cruel e nojento quando seu pai... Ah, pare com suas ironias! E pare de soltar veneno também! Ele não é nada disso. É um bom rapaz, eu sinto que sim. Não ouça do que ela diz. Ele é diferente, Hanna, acredite. Isso é ridículo! Onde é que esse garoto mimado é diferente? Porque não deixa que ele mostre? Se deixe levar, ao menos uma única vez na vida. Você precisa amar, Hanna. Só assim se alcança a tão maravilhosa liberdade.
- Não vá, eu... Você pode ficar aqui. - minha voz foi baixa, e minha mão foi novamente ao rosto, antes que ele sentasse ao meu lado e visse meu rosto molhado. Seria vergonhoso chorar na frente dele mais uma vez. Em um gesto aparentemente tímido, ele passou o braço por trás de meu corpo me permitindo apoiar a cabeça em seu ombro. Com um suspiro pesado, senti que ele fazia pequenos carinhos em meu braço, balançando-nos lentamente sobe a luz da lua.
- Me desculpe por isso... Eu não tive intenção de estragar seu aniversário, eu... Sei que é uma data especial, me desculpe. - cortei o silêncio de minutos de voz entre-cortada.
- Você jamais estragou meu aniversário...
- Justin...
- Não, estou falando sério! Nunca tive um como este...
- Com uma garota deixando você sozinho sem motivos? É, realmente nunca teve. - resmunguei irritada comigo mesma. Era difícil acreditar que ainda assim, depois de tê-lo deixado sozinho naquele supermercado, Justin tivesse gostado de comemorar comigo. Viu? Mais uma prova de quele é um mal carater... Ora, cale-se!
- Nunca falei tão sério em toda minha vida. Sei que teve motivos para fazer o que fez, eu jamais julgaria você. Não minto quando digo que o importante foi passar essa data com você. Hanna, você me fez um bolo, doces variados e me ajudou a cozinhar alguns... Ouviu minhas piadas sem graça, e ainda sim riu de todas. Corremos pela casa, e depois sofremos para limpar os restos de comida que deixamos quando passamos. Ainda acha que para mim não significou nada? - nada respondi despois disto. Tornei a repousar levemente minha cabeça sobre seus ombros, ainda sentindo seus carinhos. Porque aquilo era tão bom? Porque eu não queria ir embora, para longe dele? Desse abraço tão gostoso?
- Eu trouxe Doritos Queijo Nacho. - disse simples, entendendo o motivo do meu silêncio. De um lugar onde não vi, ele puxou o pacote consideravelmente grande, e o abriu com a mão livre. Não demorou muito para estarmos saboreando, em silêncio, aquela comida maravilhosa.
- E quer saber a melhor parte? Você está aqui, comigo, segura. Sua presença fez desse dia, um dia melhor do que pode imaginar. - cochichou deixando um beijo em meus cabelos. Nada falei. Fiquei apenas a ouvir a frase que, mesmo lutando internamente para ignorar, aqueceu meu coração. E precisava admitir, que naquele momento, para mim bastava.

Notas Finais


Então, o que vocês acharam? Tá muito grande? Compensou? O texto está azul e separado? Não foi culpa minha, se isso acontecer ok? Gostaram da luta interna da Hanna? Hum, será que ela está começando a gostar dele? Haha, como não gostar de uma fofura como ele, né? haha Eu espero mesmo, de todo coração que vocês tenham gostado do capítulo. Comentem e me digam suas opiniões, ok, gatinhas? Mais uma vez, desculpas pela demora. Ah, a capa da fic mudou, dêem uma olhadinha depois e me digam o que acharam, ok?

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