18 de jul de 2013

My Angel - Capítulo 12 - Made in The USA

 04 de Março, Segunda-Feira, New York City, 08:00am
Mordi os lábios, de olhos fixos na janela do carro. A temperatura era excelente, o sol brilhava forte, os poucos pássaros voavam alegres pelo lindo céu azul e sem nuvens. Fazia certo calor, porém isso não me fez retirar minha blusa de mangas. Minhas pulseiras já não conseguiriam esconder, sozinhas, as marcas mais recentes em meus pulsos. Da última vez que castiguei meu corpo por me deixar levar pelas emoções. Por pensar daquela forma a respeito de Justin. Por ser tão estúpida, por ser uma garota frágil que precisa de cuidados. Talvez eu precisasse, mas aquele rapaz não precisava saber disso. Não mais do que já sabia. Não assumiria o papel de garota indefesa mais uma vez. Principalmente agora que, não preciso estar perto das pessoas que destruíram minha vida. Já o garoto ao meu lado, cantarolava e sorria. De mãos no volante, e quase matando um esquilo, dava a impressão de que o ocorrido da sexta-feira não tinha acontecido. Não sabia dizer se aquilo era bom, ou se me sentia péssima por vê-lo minimizar a situação. A questão era que, para ele,... Bem, não sei o que se passa pela cabeça dele. Isso me irritava. Ele era diferente das outras pessoas. As quais poderia sentir as reações antes mesmo de acontecer. E Justin não. Era imprevisível. Viu como tinha razão? Um garoto como esses,... Hum! De doido ele não tem nada. Sei bem o que ele quer. E acho que você também.
- Então, preparada para voltar pra escola? - questionou assim que a música acabou.
- Você fala como se estivesse voltando depois de anos.
- E não é?
- Não sabe contar? Não foi muito mais do que algumas semanas. - respondi de imediato. Ele riu.
- Magoou. - fez bico, tornando a cantarolar baixo. Mas que menino estranho, tem certeza de que é isso que quer para sua vida? É por ele que seu coração bate? Mas que idiota. Ouviu? Hanna, até ela sabe que você o ama... Falei errado. Se ela se apaixonar por esse bobão eu me mato!
- Já pensou em fazer um tratamento, ou algo do tipo? - perguntei sentando melhor ao banco macio do carro.
- Ora, não sou tão ruim assim! E antes que fale algo, a culpa é sua por fazer os melhores Waffles que já provei... Ah, e também tem o Bacon, o Estrogonofe de Frango, o Bife e o...
- Tudo bem, tudo bem. Já entendi. Você gosta da minha comida. - sem nem mesmo pensar, deixei uma pequena risada preencher o carro em poucos segundos depois de respondê-lo. Sabia que depois, precisaria fazer mais alguns cortes. Talvez assim aprendesse a ter controle total dos meus sentimentos, mas, aquilo parecia ser uma missão impossível com aquele garoto maluco por perto.
- Gosto mesmo. Aliás, acho que vai se dar muito bem com minha mãe.
- Como assim?
- Meus pais irão me visitar hoje, não disse? Será a oportunidade perfeita para apresentar a minha...
- Sua oque? Por acaso você disse para os seus pais que sou sua namorada? - arqueei a sobrancelha a espera de uma resposta. As bochechas dele estavam muito vermelhas, e parecia escolher as palavras certas para dizer. Era engraçado vê-lo nervoso. Ui, ele está gostando de você! Vai mesmo dar ouvidos a essa retardada? Cale a boca! Cale-se você!
- Não. Eu quis dizer amiga. Amiga, é. - sua resposta foi nervosa e gaguejante. Ele tinha dito sim. Ou deu a entender. Ou, talvez, os fez pensar desta forma. A vermelhidão em suas bochechas não negavam. Garoto atrevido. E, mais uma vez, sem planejar ou pensar, eu ri. Porém algumas perguntas perturbaram esse momento. Será que ele tinha dito demais? É nisso que dá confiar nas pessoas! Espero que ele tenha dado com a língua nos dentes para aprender a parar de ser tão burra.
- Você não...
- Pode ficar tranquila. Só disse o necessário para que não ficassem confusos quando vissem você lá.
- E o que eles sabem?
- Que você não tinha um lugar para ficar e que resolvi ajudar. Talvez eles façam algumas perguntas, mas se sentir que não pode respondê-las eles entenderão. São pessoas maravilhosas, vai adorar conhecê-los. - tranquilizou deixando a mão livre por instantes em minha coxa, em um carinho. Não, ninguém além de Justin e Kenny poderiam saber que estava ali. E se eles me reconhecessem? Se mencionassem a questão a Iago, perguntando porque estava na casa de seu filho? Acho muito bem feito. Talvez assim, você aprenda agora.
[...]
- Hanna! Céus! É maravilhoso revê-la novamente. - dizia Abigail em meio a um abraço sufocante.
- Tudo bem, é ótimo ver você também... Mas por favor, me deixe respirar. - tentei falar e, para minha sorte, a garota entendeu e soltou meu corpo de sorriso envergonhado.
- Desculpe. Me empolguei.
- Como faz isso conosco, Hanna? Some, passa dias sem vir a escola e não telefona! Iago foi até nós querendo saber por você. Estávamos preocupadas. Nunca mais faça isso. - repreendeu Sara de braços cruzados.
- Bom dia pra você também.
- Hanna Marie Evans!
- Tudo bem, está certa. Me desculpe, deveria ter dado notícias...
- Não liga, nós perdoamos. Afinal, com um gatinho desses do lado, quem vai ligar, não é mesmo? - interrompeu Abigail, mordendo levemente os lábios vermelhos. Sara concordou e sorriu em seguida, sem tirar os olhos do garoto que caminhava para longe em direção ao armário. Arregalei os olhos, tendo em mente a bobagem que elas pensavam que tinha ocorrido entre eu e Justin. Está vendo, Hanna? Até suas amigas acham que vocês formam um belo casal... Ora, cale-se!
- Não! Não é isso, não pensem dessa forma...
- E porque, não? Tudo bem, não faz mal se apaixonar de vez em quando. - acalmou Sara.
- É, ainda mais por um gatinho como esses - concluiu Abigail, agora, de olhos em mim.
- Não, vocês não entenderam. Ele é só um amigo, me ajudou quando mais precisava...
- Sei...
- Estou falando sério, Sara! Ele me deu abrigo e comida... Entenderão melhor quando contar melhor. Mas não agora. Há muitos ouvidos por perto. - em sorte, as garotas pareceram entender bem que não era momento de falar sobre algo inteiramente particular. Porém, as brincadeiras delas, aos quais, Justin e eu eramos os personagens principais durou até a chegada do professor. Minha mente, no entanto, parecia estar em um mundo paralelo onde Justin e sua família eram o centro de tudo. E se eles não gostassem de mim? Se se desse tudo errado? Hanna Evans não tem medo de nada! Peguem essa impostora!
[...]
- Isso é sério mesmo? Qual é, vai ser divertido! - tentou Sara por mais uma vez. Continuei a negar.
- Deixa de ser careta, é só um parque de diversões. Você gosta...
- Gostava.
- Não ligue, Abigail, ela vai sim. - interrompeu Justin de braços cruzados. Conhecido sorriso no rosto. Lindo sorriso... Pare de olhar pra ele dessa maneira, sua idiota!
- Não, eu não vou.
- Sim, você vai. - piscou e, no segundo seguinte, sem sequer esperar por uma reação minha, ele pegou-me em seus braços e jogou meu corpo sobre os ombros como um verdadeiro saco de batatas. As garotas sorriam, enquanto a turma de amigos se dirigia para os carros. Vendo a escola ficar mais longe a medida que Justin caminhava, percebi que ele era mais atrevido do que já pensei que era. Ele parecia não se importar com meus gritos e apelos. Nem mesmo meus leves murros em suas costas o fizeram mudar de ideia. Parecia mais alegre do que o normal, e minha resistência não durou muito. Quando dei por mim, já estava rindo junto aos outros das piadas dele dentro do carro. Os garotos cantavam, gritavam e riam de tudo que olhavam durante o percurso. Sara e Abigail tentavam descobrir quem era o mais sexy entre John, Daniel e Justin. Ele, por sua vez, protestava, dizendo que deveria ganhar. 'Afinal, sou lindo e tenho um traseiro bonito', dizia ele. Esse garoto só pensa em traseiros? É com esse retardado que... Não a ouça, é invejosa e mentirosa. Justin é muito fofo.
- Quem vai na Montanha-Russa? Quem chegar por último é a mulher do padre! - gritou Daniel animado, sendo assim, o primeiro a sair do carro correndo em direção ao brinquedo dito. Os outros fizeram o mesmo, correndo como crianças a procura de doces.
- Vai sair, ou vou precisar carregar você novamente? - perguntou Justin e sem esperar sai do automóvel, fechando a porta em seguida. Ele ria, pela milésima vez ao dia, e nem eu sabia ao certo o porque. Apesar de ser o som mais melodioso e bonito que já ouvi. Sorriso mais bonito que já viu? Que história é essa? Não me diga que está... Que lindo. Viu, não é ruim se apaixonar, principalmente por ele. É um doce... Ela não está apaixonada! 
 Ouçam: Demi Lovato - Made in The USA
- Não acredito! Om Nom's ali! Eu preciso ganhá-los. - corri em disparada para uma barraquinha de tiro ao alvo. Certamente estava completamente diferente da Hanna que não concordava com a proposta dos amigos. Porém, aquela era a pelúcia do meu jogo predileto, Cute the Rope, onde deveria-se achar um jeito de dar doces para um monstrinho muito fofo, o Om Nom. Minha única pelúcia era a de muitos anos atrás, quando conheci um garotinho maravilhoso. O mesmo que me fez rir, que me trouxe para esse mesmo parque, para esta mesma barraquinha. Foi assim que ganhei a pelúcia que guardo com carinho e cuidado até os dias de hoje. Como estaria ele? Por onde está e o que faz? Será que mantem o mesmo jeito doce e engraçado  de quando era mais jovem? Ou se tornou um idiota como todos os homens quando crescem?
- Viu? Sabia que ia gostar... Vai jogar esse primeiro? - talvez, pensei, se não estivesse tão empolgada e ansiosa pra ter as mãos no Om Nom, que não pulei de susto quando Justin apareceu ao meu lado.
- Vai me acompanhar? - perguntei vendo um sorriso brincar em seu rosto.
- Claro, senhorita. - brincou piscando o olho. Eu não gosto desse cara.
- Vocês precisam acertar aquela pequena nave ali. Se conseguirem, poderão escolher o brinde que quiser. Preparados?... Agora! - preparei minha arminha e o jogo começou. A nave era minúscula, e movia-se com uma rapidez absurda pelos diversos obstáculos que a protegia. Meus olhos, porém, estavam atentos e só esperavam pelo momento certo para apertar o gatilho. O que infelizmente houve é que não tive tempo para acertar a nave. As arminhas pararam de funcionar e a nave de papelão não se movia mais. Alguém ganhou o direito de escolher o que quiser. E essa pessoa não era eu. Triste, deixei o brinquedo sobre o apoio, suspirando. É, não foi dessa vez.
- Então, qual desses você quer, rapaz?
- O Om Nom. Ela gosta dele.  - a voz estranhamente conhecida respondeu o vendedor que retirou de uma das estantes a caixinha laranja onde estava o bichinho que eu queria. Ainda de boca aberta, Justin me tirou do meio das próximas pessoas na fila, e, com um sorriso vitorioso, estendeu a caixinha para mim.
- É pra você.
- Pra mim? - perguntei confusa, não acreditando no que acabara de acontecer.
- Não conheço outra Hanna que joga Cute the Rope o tempo inteiro. - sorriu beijando minha bochecha, segurando minha mão livre, levando-nos a outros brinquedos daquele lugar. Mas que lindo! Você está sorrindo de verdade Hanna! Pare de sorrir agora, pare já... Deixe ela ser feliz, saia daqui.

[...]
04 de Março, Segunda-Feira, New York City, Wizarding World Park, 17:15pm
- É muito bonito aqui de cima. - comentou Justin após minutos em silêncio. Para mim, por mais lindo que fosse observar aquele parque do alto, meu estômago parecia dar voltas e morder os lábios não era suficiente para esconder meu medo de alturas. Suportei com bravura voltas e mais voltas na montanha-russa ou em qualquer outro brinquedo daquele parque. O lado bom deles, é que estavam sempre em movimento, fazendo assim, o trabalho perfeito de tirar minha total atenção da altitude. E isso, infelizmente, não acontecia em uma roda gigante. Era muito lenta e parecia ser a atração mais alta - e ao meus olhos perigosa - de lá. Não percebeu que ele é mal? Deve saber que você tem medo e está fazendo isso para lhe torturar. Ainda não percebeu?
- É, é muito bonito.
- Está tudo bem?
- Tudo ótimo.
- Você é uma péssima mentirosa, Hanna... E eu adoro isso. - riu sentando um pouco mais perto. Não fique nervosa, logo sairá daqui. É só a altura, só isso. É a altura, ou o bonitão que está te deixando nervosa? Cala a boca!
- Não estou mentindo.
- Sim, você está. Sei quando está nervosa. Por exemplo, geralmente você morde os lábios, enrola os cabelos nos dedos... O que mais quer que diga? Que olha pro chão, ou respira fundo tentando se controlar. Você tem medo de altura?
- É claro que não. - neguei rápido, olhando agora, para uma sacola de doces, salgados sobre meu colo. Onde estava também a pelúcia que tinha ganhado dele a algumas horas. A velha Hanna que se apoderou de mim, pensou em resistir e continuar a retrucar com ele, mas isso novamente não aconteceu. O brinquedo balançou forte e não pude fingir como esperava. Ele tinha razão, essa nova Hanna mente muito mal.
- Ai Meu Deus, que solavanco foi esse?
- Hum... Hanna, só paramos para que outras pessoas possam subir.
- Mas então porque paramos no topo?
- Tem certeza de que não tem medo de altura? - riu baixo e quando me dei conta do que fazia, minhas bochechas queimaram. As mãos suavam e não sabia o que fazer para não fazer papel de boba. Ele não pareceu se incomodar, e, até passou o braço ao redor do meu corpo, trazendo-me ainda mais para perto. Já os meus, encontravam-se ao redor de seu corpo em um abraço apertado. Algo que fiz no momento de tensão, que a roda gigante proporcionou quando se mexera. O que há de errado comigo?
- Hmm... Desculpe.
- Está tudo bem, adoro ser abraçado. - brincou fazendo carinho em meus cabelos. Engoli a seco, virando o rosto pela primeira vez para a paisagem que evitava a minutos. Não sabia porque, mas, mesmo sentindo constrangimento pelo que acabara de fazer, era mais difícil partir o abraço a cada segundo que passava. Talvez a razão seja a falta de carinho durante dezessete anos de vida, ou por simplesmente... Precisar de alguém que realmente se importasse comigo. Ele transmitia uma sensação maravilhosa de paz e segurança que jamais havia sentido antes. Mesmo negando com todas as forças, de alguma forma aquele garoto atrevido, que me fez retornar a esse lugar depois de tantos anos, era especial. Ou simplesmente diferente. E eu tinha certeza de que ele podeira - quem sabe, não é? - ganhar minha confiança, ou o que restou dela. Agora ela ficou realmente louca! Como assim confiar em uma pessoa que mal conheceu? O que houve com você, Hanna? Não pode confiar nele, e você sabe disso.

- Será que vamos demorar muito por aqui?
- Espero que sim. - retrucou ele. E sua resposta me obrigou a virar e encará-lo. Má escolha. Estava perto demais. Muito perto.
- Porque?
- Porque é o momento perfeito para fazer isso. - meus olhos se fecharam e algo muito diferente aconteceu. Eram sensações estranhas, esquisitas. Meu estômago parecia embrulhar, e o coração, por mais incrível que parecia, batia ainda mais acelerado do que o normal. Foi aí que percebi o que fazia. Percebi, finalmente, que estava com os lábios contra os de Justin. Estávamos nos beijando mais uma vez. Ele, com uma das mãos em meu rosto, deixando ali um pequeno carinho, a outra em minha cintura. Tentava inutilmente vencer o inesperado nervosismo, bagunçando levemente seus cabelos perto da nuca. Mas nada do que ele fizesse parecia ser suficiente. Quando mais sua língua acariciava a minha, quanto mais sentia o gosto doce de menta de sua boca, tinha vontade de querer muito mais. Porque está fazendo isso? Não pediu para que ele parasse com isso? Então porque corresponde? Você está me deixando de cabelos em pé! Ela não pode ser feliz?
- Eu já disse para não fazer isso novamente. - comentei tão baixo que pensei que ele não tinha ouvido. Porém, em troca, Justin fez um pequeno carinho em minha bochecha e sorriu. De lábios levemente inchados, me fazendo perceber que não deveria estar muito diferente. 
- Sei disso. Mas é impossível não fazê-lo quando estou perto de você. - respondeu tão baixo quanto eu. E lá estávamos nós. Unidos em um beijo carinhoso, sem pressa. Nada mais parecia importar. Os gritos felizes das pessoas na montanha-russa, ou da música tocando lá em baixo. Nem mesmo os solavancos da roda gigante, ou o vento frio que bagunçava meus cabelos. O que realmente interessava era a boca de Justin na minha, as estranhas sensações. E para o meu futuro desespero, ele tinha o melhor beijo de todos.

Notas Finais
Ai, caramba, nem creio que terminei esse cap. Ual. Pensei que ia ficar ruim, eu até acho que ficou, mas devo admitir que gostei do finalzinho. Queria muito saber o que acharam. Quem aí acha que ele gosta dela? haha Ficou bom? Fofinho ou coisa parecida? Desculpem pela demora, ok? Beijos :D
Roupa da Hanna: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRgGpDzfFJjKtZyQVZNwme45kGZ-rQZBq3FiyIQ1cNusGZS7J_UUA
Roupa do Justin: http://animespirit.com.br/uploads/fanfics/capitulos/fanfiction-idolos-justin-bieber-r-e-v-e-n-g-e-943509,180720131448.jpg
Pelúcia Om Nom do jogo Cute the Rope: http://blogdoiphone.com/wp-content/uploads/2011/02/cutrope1.jpg

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