14 de fev de 2015

My Dear Nerd - Heart by Heart - Capítulo 17 - Caindo

POV ANNA
 Meu avô resolveu nos fazer uma visita na faculdade. Quando entrei no corredor principal, que dava acesso as salas de aula e ao portão de saída para o campus externo, de mãos dadas com Justin, sorri quando o vi ali. Nos abraçamos quando ficamos próximos, e percebi meu irmão ao lado dele.
- Olá para vocês. - ele sorriu docemente. - Mike e eu estávamos esperando vocês.
- Perdão pela demora, não sabíamos...
- Tudo bem, Justin. - meu avô cortou, ainda sorrindo. - O que acham de acompanhar este velho aqui, em uma caminhada por essa faculdade magnífica?
- O senhor não é velho. - disse Justin, bondoso.
- Só um pouquinho ancião. - completei, rindo.
- Anna! - reclamou Mike. - Não é ancião... Ele só é mais velho do que os dinossauros, mas que diferença faz, não é mesmo? - disse ele, risonho. Vovô bateu na cabela dele, e rimos ainda mais.
- Venham logo, suas crianças idiotas. - todos nós riamos como loucos. E tudo foi muito divertido.
  Mostramos nossas salas, aturamos meu irmão se exibindo enquanto explicava a área da psicologia que estudava, que era a Psiquiatria, e como era fascinante e que não era apenas "falar com os doidos". É claro que fiz uma piadinha sobre um "doido" cuidar de outro "doido", que fez todo mundo rir. Justin também entrou na brincadeira, e fez uma piada nerd; ninguém riu porque entendeu, é claro, e sim pelas caretas que ele fazia e a risada contagiante dele no final.
  Estávamos todos entusiasmados e contentes. Mike estava do lado esquerdo de vovô, eu do seu lado direito e Justin e eu ainda estávamos de mãos dadas.
- Vocês gostam mesmo daqui? - perguntou o bom velhinho.
- Adoramos esse lugar. Tirando, é claro, o fato de algumas coisas estranhas terem acontecido aqui. - respondi simples.
- Estranhas? - perguntou ele.
- É, uma garota foi morta nesse prédio, no próprio dormitório. - continuou meu irmão.
- E também uma colega morreu afogada, durante uma festa. - concluiu Justin. - Mas a nossa diretora, sra. Dumpper, nos garantiu que iria redobrar a segurança do campus, que as mortes seriam esclarecidas e que isso nunca mais irá se repetir. - agradeci mentalmente a ele por ser inteligente e rápido o suficiente para não deixar meu avô preocupado.
- Que bom, meu rapaz. Ficaria muito preocupado de deixá-los sozinhos aqui, sabendo que tem um maluco à solta e que a segurança continua a mesma. - sorriu aliviado para Justin, que retribuiu da mesma maneira. Paramos na frente da escada em caracol, que dava acesso aos dormitórios. Aquele era um outro prédio da faculdade, ou ala, como preferir chamar. Ou simplesmente dormitórios. - Aliás, muito obrigado pelos livros que me emprestou e recomendou, Justin. Li e adorei todos.
- Por nada, senhor. - agradeceu, mas parecia feliz e um tanto orgulhoso de si. Achei aquilo bem fofo. - Tenho outros livros e, se quiser dar uma olhada neles, ficarei feliz em recomendá-los.
- Eu adoraria. - sorriu largo dessa vez.
- Hey, pessoal, aquilo ali, na escada, no pequeno espaço de degraus no primeiro andar, e o recomeço do degrau das escadas no segundo, que vai para o dormitório das meninas no segundo andar, é um livro? - perguntou meu irmão, apontando para a escada em caracol. Era um livro, de fato, mas só se podia ver a lombada dele, que era bem grossa.
- É um livro sim. - disse Justin, olhando para cima. - Porque alguém deixaria um livro cair ali? Um livro grosso como esses, não é possível que o dono não o tenha sentido ou ouvido cair.
- Acho que essa pessoa estava muito apressada pra isso. - Mike opinou.
- De qualquer forma, vou pegá-lo e ver de quem é. - respondeu Justin. Soltou minha mão com doçura e foi subindo as escadas que davam algumas voltas. Quando chegou no topo, pegou o livro com as duas mãos e o abriu. Foi até o corrimão de madeira, e olhou para baixo, onde ainda esperávamos por ele. - O livro é da Emília. - disse.
   Achei estranho, porém nada mais importava depois do que vi. Uma pessoa vestindo preto dos pés a cabeça, luvas também pretas e capuz, surgiu atrás dele enquanto examinava o livro, apoiado no corrimão. Ele não percebeu e não pude alertá-lo, devido a rapidez com que aconteceu. O encapuzado se aproximou dele e o empurrou com livro e tudo. Justin caiu do primeiro andar, e já no chão, estava desacordado.
[...]
- Ninguém dá notícias, Ashley, como posso ficar calma desse jeito? - perguntei, de braços cruzados e batendo o pé no chão com impaciência. Meus olhos estavam marejados, mas não ia me permitir chorar até saber o estado real dele.
- Eu sei disso, abelhuda que me ama, mas ele vai ficar bem. E além do mais, a Jujubona não caiu de uma altura tão alta...
- É de grande altura, loira. - corrigiu Caitlin.
- Isso também. - concordou ela. - Talvez ele fique com uma dor de cabeça dos infernos e algumas dores. Mas só isso. - ela estava tentando me acalmar, e no fundo eu queria de verdade acreditar nela. Foi por isso que sentei na cadeira da sala de espera, mas levantei no estante seguinte quando o doutor chamou pelo parente dele.
- Sou a namorada dele. Como ele está, doutor, seja sincero. - falei, me obrigando a ficar calma.
- Ele está bem na medida do possível. Teve sorte da altura não ter sido grande, mas, ainda sim, isso causa danos que, ou desconhecemos, ou que ainda não podemos explicar. O cérebro humano e a forma como ele funciona em algumas situações ainda são um mistério para os cientistas, apesar de os estudos sobre ele estarem ainda mais intensificados. O fato é que ele quebrou alguns ossos, mas nada muito grave, mas está bem. Só precisa de repouso, e tomar os remédios que estão nessa receita para aliviar as dores.
- Então, ele está tecnicamente bem? - perguntou Sara. É, todos os amigos dele estavam ali. Sara, John, Damon, Ashley, Mike e Caitlin. Meu avô e eu.
- Tecnicamente, sim. - respondeu o doutor.
- Podemos vê-lo? - perguntei.
- Vocês são muitos, não podem entrar todos de uma vez.
- Por favor, doutor, é rápido. O senhor pode até ir com a gente. Damos todos um "olá" bem rápido pra ele, e depois vamos de dois em dois pra falar com ele e conversar melhor. - propôs Ashley. Como eu disse anteriormente, ninguém resiste aquela carinha fofa que ela fazia. Então fomos todos juntos ao quarto dele. E foi justamente no momento em que ele tinha acabado de acordar.
- Não falem todos de uma vez, mantenham a voz baixa e aproximem-se apenas o necessário da cama. Ele ainda não está totalmente recuperado. - recomendou o doutor, ainda na porta. Quando finalmente entramos, Sara foi a primeira a ir até ele. Justin sorriu quando a viu.
- Justin, seu bobão! Nós ficamos preocupados. Nunca mais faça isso. - ela ralhou com ele, que riu. parecia não entender muito bem o que estava acontecendo.
- Oi pra você também, Sara. - riu. - Mas como eu vim parar aqui?
- Você foi empurrado da escada dos dormitórios da faculdade, Justin. - respondi com cautela, chegando mais perto. Ele me olhou estranho.
- Fui empurrado da escada? Faculdade? Do que você está falando?
- Mas...
- Quem é você? - me interrompeu, me olhando de cima pra baixo.
- Como assim, quem sou eu? Sou Anna, sua namorada.
- Namorada?
- É, estamos juntos há quatro anos. Estudamos e moramos no mesmo lugar, todos nós, com exceção de John e Sara. É nosso primeiro ano na faculdade. - cheguei mais perto, mas ele continuava a me olhar como se fosse uma estranha.
- Desculpe, mas só lembro dos meus amigos, Sara e John. Não lembro de como os conheci, é claro, mas sei que os conheço. E não lembro de ter uma namorada. Acho que você me confundiu com outra pessoa. - eu ia responder quando o doutor segurou meu braço. Percebi que ele queria dizer alguma coisa. Por isso, mesmo intrigada, sai do quarto. Os únicos que ficaram lá, foram Sara e John. Uma vez do lado de fora, me permitir falar e expor minha dúvida pra fora.
- O que foi que acabou de acontecer lá dentro? - perguntei. - Ele não lembra de ninguém que está aqui. Nenhum de nós! O senhor disse que ele estava bem.
- E está. Fisicamente. - começou ele. - Mas, como falei antes, é muito difícil saber como o cérebro vai agir depois de um incidente como esses. Ao que tudo indica, posso diagnosticar pelos sintomas, que ele sofreu uma perda parcial de memória.
- Ele vai ficar bem? Vai lembrar de tudo, não é? - perguntei, tentando não chorar.
- Se tratando do cérebro, não podemos afirmar nada. Eu sinto muito.

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