19 de jun de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 5 - O Grito de Uma Loira

POV JUSTIN
Certo, ela gosta de mim. Mas não do jeito que eu queria. Mas, porém, era bom saber que ela gosta de mim de alguma forma. Sabia que nunca teria chances de conquistá-la, mas estar perto dela, conversar com ela, e ouvir sua risada já me bastava. Apesar de pensar que, na biblioteca seria o único lugar onde eu estaria livre do Frad e a sós com a Anna Mel. É pensei errado. Esse cara veio da casa de chapéu, só pra me humilhar. Já não basta a surra que ele me deu dias atrás?
– pode falar Anna. – disse com um sorrisinho no rosto. Observando ela ficar um pouco tensa, respirando fundo no final. Antes de dizer.
– hum, o que acha de irmos procurar outros livros? Vamos venha. – disse ela. Puxando-me pelo braço para um dos corredores cheios de livros da biblioteca.
– mas, o que estamos fazendo nos corredores onde estão apenas os livros de Atlas? – perguntei confuso. E novamente, puxando-me pelo braço até outro corredor. Eu ri. Ela parecia nervosa. Talvez pelo encosto do Frad estar aqui. Eu acho que ela não gosta dele.
– está tudo bem? – perguntei tocando seu ombro um pouco receoso. Santa raiz quadrada que pele macia ela tem. E aquele cheirinho de pêssego que tinha era maravilhoso. Nossa.
– cla-claro. Eu só acho que devemos pegar este livro. – disse ela.
Por um ato de reflexo ela se abaixou para pegar o livro que estava em baixo, perto do chão. E para isso, teve que se inclinar para baixo, empinando o bumbum. E eu que estava de frente para aquela maravilha brasileira fiquei de olhos arregalados. Nunca pensei que pudesse ter uma vista dessa beleza, de um ângulo tão magnífico. Minha vontade era de dar uma boa apertada naquele traseiro tão lindo.
– Juju? Será que dá pra você pegar esse livro aqui? – a voz doce de Anna Mel me despertou quase me dando um susto.
Peguei o livro, enquanto ela permanecia com o traseiro empinado na minha direção. Engoli a seco, sentindo minha mão ficar cada vez mais trêmula quase derrubando o livro das mãos.
– pronto, acho que esse é o mais fininho que tem aqui. – disse a mesma, agora em pé a minha frente.
Com o susto, deixei o livro cair no chão, recebendo em troca um olhar curioso da garota a minha frente.
– você está bem? – perguntou ela.
Segurando minhas mãos, juntando-as. Eu estava entrando em pânico. Imagina se minha mãe sabe que eu quase tive um ataque do coração, apenas por observar tão de perto um traseiro tão lindo.
– es-estou sim. – gaguejei. Droga! Mil vezes droga!
– não parece. Está passando mal? Vou perguntar pra moça da biblioteca se pode sair mais cedo hoje. – disse ela.
– na-não. Estou bem, é se-sério. – tentei novamente. Mais a gagueira não me deixou. Denunciando meu nervosismo. Eu tava suando frio, e minha barriga tava revirando.
– não, de jeito nenhum! Eu vou levar você pra casa, e vou cuidar de você. Senta em uma das cadeiras, que eu vou procurar a moça lá fora. Qualquer coisa grita. – disse ela. Deixando mais um beijinho molhado em minha bochecha. Aquilo me fez ficar ainda mais nervoso e com o coração a mil.
POV ANNA

Caminhei para fora da biblioteca em disparada. A moça que ficava na biblioteca, devia estar vadiando por ai. O garoto estava passando mal, mas eu ainda precisava da droga da permissão pra sair daqui.
– epa, epa, epa. Onde pensa que vai? – perguntou Frad, me segurando pelo braço. Soltei-me dele no mesmo instante, com nojo.
– como assim? “Onde penso que vou”? Eu faço o que eu quiser, entendeu? – respondi firme. Ele bufou, permanecendo com o sorriso irônico.
– olha como fala, Anna. Eu tenho o exame, lembra? Sei que não quer que ninguém saiba do seu segredinho, ou devo dizer sua doença? – disse ele. Com um sorriso sinistro no rosto.
– não house falar isso. Nunca! – ameacei, ouvindo outra risada sinistra.
– agora quem é que tá com medo, hein?- continuou debochando.
– vá pra casa da mãe Joana. Eu tenho mais o que fazer, tenho um garoto para socorrer. – disse irritada.
E quando ia caminhar pra longe daquele crápula, ele me segurou pelo braço novamente. Abraçando-me por trás, apertando meu corpo ao seu, enquanto eu tentava inutilmente me livrar dos seus braços. Mas foi impossível, já que obviamente ele era maior do que eu e consequentemente mais forte.
– quantas vezes vou precisar ameaçar, pra entender o recado? – perguntou ele. Apertando-me mais contra si.
– me larga, Frad!
– como você foi muito grossa comigo, vou ter que castigar você. E como castigo, terá que seduzir o garoto nerd, o fazendo ficar caidinho de amores, pela garota mais bela da cidade. – dizia ele.
Eu sentia nojo daquele garoto. Mas que merda meu. Só vem implicar comigo! Quando ele relaxou mais o abraço, eu dei uma cotovelada no seu estomago. Fazendo-o me largar, enquanto se contorcia de dor.
– nunca mais se encoste a mim desse jeito. Nunca!
– não tem escolhas, Anna Mel. Ou faz, ou eu revelo o seu segredinho, além da vez em que você e suas amiguinhas quase deixaram a minha irmã cega. Sua sorte é que eu não gosto dela e não contei. Mais isso pode vir à tona se não fizer o que eu estou mandando.
– crianças, o que fazem aqui? – ouvi uma voz familiar me chamar. Virei, encarando a diretora.
– bom, é que o garoto que está me ensinando está passando mal. Será que podemos ir pra casa mais cedo hoje? – perguntei. Ela riu. Bom, não acreditou em mim pelo visto.
– como irei saber se não está mentindo senhorita Montês? – perguntou à velha. Bufei.
– se quiser uma prova é só ir vê-lo. Não estou mentindo, e isso é tudo. – dei de ombros.

[...]

POV JUSTIN
Sentei no sofá a pedido de Anna Mel, quando chegamos a sua casa. Sim, ela conseguiu convencer a diretora a voltarmos mais cedo para casa. E agora, ela quase que me obrigou a vir a casa dela, pra tentar cuidar de mim. Eu não tava passando mal, mas, sim estava tento um ataque por ficar olhando para o traseiro lindo que ela tem. Do ângulo que vi... Céus! Podem me chamar de louco, mas foi uma visão tão extraordinária que tive como efeito colateral esse ataque. Mas, nossa ao menos consegui ficar completamente sozinho com ela. Já que me contou que a mãe volta apenas à noite, estamos sim sozinhos em uma casa enorme como essa. Com os hormônios a flor da pele.
– você está bem, Justin? – perguntava ela.
Preocupada, pondo as mãos na minha testa. Sentindo a temperatura do meu corpo, que estava para lá de quente. Respirei profundamente por umas cinco ou sete vezes. Nervoso. Mas que droga! Terei os óculos dos olhos, coçando os mesmos tentando esconder o nervosismo.
– vou buscar um copo de água pra você. – falou ela. Correndo para longe. Foi ai que tive a chance de respirar por várias vezes seguidas, tentando inutilmente controlar as batidas do coração.
– pronto, aqui. Bebe tudo, e fica calmo ok? – falava ela.
Enquanto eu bebia toda a água em pouquíssimos segundos. Foi quando eu conseguir encará-la novamente. Por um instante todo o semblante de preocupação dela, sumiu de seu rosto. Ela me encarava fixamente e parecia meio bobinha de fato. Engoli a seco.
– o que tanto olha? – perguntei baixo. Sentindo agora, suas mãos em minhas bochechas. Acariciando-as docemente. Aquilo me fez corar.
– você é tão lindo, Justin. Parece um anjinho. – respondeu baixo. Mas tão baixo que chegou a ser um sussurro.
Pouco a pouco nossos rostos iam ficando cada vez mais próximos. Cheguei até a sentir a respiração descompassada de Anna Mel, e quando nossos lábios estavam separados apenas por alguns centímetros, e meu grande sonho iria a fim se realizar, o pior acontece. O grito de uma loira atrapalha o meu tão esperado momento.
– Anna Mel, pessoinha que me ama muitão, hoje você vai pintar a minha.... AHHH! SE PEGANDO! VOCÊS ESTÃO SE PEGANDO! AHHH!
POV ANNA
Afastei-me do Juju no mesmo instante, depois de ouvir os gritos de certa loira invadir minha sala de estar. Eu estava assustada, afinal hoje é o dia em que ela dedica a suas unhas inteiramente. Que quem interrompe isso morre. Mas, se bem que ela dedica todos os dias a suas unhas. Aí que pergunto o que ela faz na minha casa. Há essa hora. E com essa bolsinha nas... Opa. Já sei no que isso vai dar.
– SE PEGANDO, SE PEGANDO! VOCÊS ESTAVAM SE PEGANDO! – cantarolava ela. Balançando o corpo e o traseiro numa tentativa de ser uma sexy engraçada.
– não, Ash. Não estávamos nos pegando. – falei simples. Ela parou sua dança, ficando a minha frente. Com aquele olhar ameaçador.
– tudo que eu falo é lindo e certo, portanto nunca diga que estou errada. Porque eu estou sempre certa. Sempre! Entendeu mocinha que me contrariou? – falou ela.
Assenti com a cabeça, com medo daquela carinha que ela fez. Depois de me ameaçar, ela sorriu para o Juju, sentando entre nós dois.
– oi Juju coisinha fofa que me ama. Se for se pegar com essa doida que não tem amor pelos cabelos, como eu tenho, chupa uma balinha de maçã verde. É a preferida dela. – comentou a loira. Deixando um beijinho na bochecha dele. Que sorriu.
Fiquei com vergonha, mas que louca! Como é que ela diz isso? Vai que ele queria mesmo chupar uma balinha de maçã verde e querer me beijar? Não que eu tenha algo contra ele, mas é que ele é só o meu amigo.
– Ashley sua doida! O que está fazendo aqui? Pensei que fosse o seu dia Unhástico, e fosse ficar trancada no quarto fazendo as unhas e cuidando dos cabelos. E pondo aqueles pepinos sinistros na cara. – comentei em troca. Ela riu.
– e é. Só que eu vim pra cá, para você fazer as minhas lindas e maravilhosas unhas. Mas, como estavam aí, se pegando, nhehehe. Tenho uma coisinha pra vocês fazerem pra mim. Minha beleza é muito delicada, e eu não posso tá levando susto gente. – dizia ela.
Parecia até o presidente da republica fazendo o seu discurso, minutos antes da reeleição. Eu ri dela. Mas eu sabia o que ela ia querer que fizéssemos. Ashley é muito previsível.
– olha, o Jujuba mesmo como ele é um nerd super fofo eu perdoou. Mas você Aninha Abelhinha da minha vida, você eu não perdoou. – disse ela. Eu ri.
– e como punição você vai querer que eu fizesse suas unhas? – perguntei bufando.
– nhehehehe, nhe nhehehe, muhahahahaha. – ela gargalhou, e aquilo me deu medo.

[...]

POV JUSTIN

– ahhh! Céus! Ahhhhh! – Anna gritava me abraçando com força. O que houve? Irei contar.
Ashley nos fez assistir o filme Querida, Querida Unha. E em seguida outro filme, chamado Querido, Querido Corpinho. Anna Mel parecia apavorada com aqueles filmes e gritava bastante. Parecia até que estava assistindo a um filme de terror muito bem dirigido.
Mas não vou mentir, eu estava simplesmente adorando isso. Ela me abraçando, amedrontada, e eu a abraçava de volta. A respiração descompassada dela no meu pescoço e a extrema proximidade de nossos corpos era tudo o que eu queria. E aquele cheirinho de pêssego que ela possui é maravilhoso. Não posso mentir, estou amando ficar abraçado a ela.
– para de gritar, flor que me ama. É só um filminho bonitinho. – comentou Ashley com os olhos vidrados na tela da televisão. Eu ri.
– isso não é um filminho. É pior que o filme O Chamado, com aquele monstro saindo da televisão. Tira isso, essa sua obsessão por unhas está me assustando, Ashley. – dizia ela, na curva do meu pescoço. Causando-me certos arrepios. Abraçando-me ainda mais. Céus, isso era um sonho se tornando realidade.
– não, o único problema da Samara é que ela não cuida bem dos cabelos. É um monstro feio que dói. – argumentou à loira. Eu ri. Se ela é um monstro, como poderia ser bela?
– mas se ela é um monstro, como vai ser bela? – perguntei confuso com o comentário dela. Ela me encarou de um jeito tão assustador, que me fez arrepender-se de ser tão curioso. E tão nerd.
– Juju, não a contrarie. Ela sempre tá certa. Hoje é dia de lua cheia. Acha que é dia de brincar com ela? Vai que ela se transforma na Samara Morgan? – argumentou Anna Mel, agora me olhando. Eu ri, até que ouvi uma voz furiosa vinda de uma loira maluca.
– como é que é? Cê tá mesmo me chamando de feia? Eu vou tirar todas as suas unhinhas agorinha mesmo! Ah! – a ouvi gritar. E logo Anna Mel estava longe do alcance dos meus braços. Correndo da loira em volta do sofá. Era uma cena bem engraçada. Porém, não era saudável correr no meio de uma sala. Elas poderiam se machucar gravemente. Mas eu não conseguia parar de rir daquilo. Duas bobinhas, brigando por causa de um filme de terror.
– se acalma loira. Lembra que no começo do filme ela é bonita. – tentou Anna Mel em uma das pontas do sofá. Tentando recuperar o fôlego, enquanto se segurava no braço do sofá. Parecia exausta, apesar de querer prender a todo custo, uma gargalhada.
– ah não. Não, não, não, não. Nananinanão! – cantarolou a loira. Fazendo um sinal negativo com o dedo indicador, no ritmo de sua musica maluca.
– olha se quiser eu trago uma lasanha que eu fiz para o jantar. O que me diz? – tentou Anna Mel, fazer um acordo para acalmar a loira eufórica na sala.
– lasanha? Eba! Eu quero! Eu quero! Traz logo, flor! – dizia a Ashley, batendo palminhas, dando alguns pulos. Como uma perfeita criança de cinco anos. Eu ri.

POV ANNA
Viram só o que tenho que passar? Uma loira louca, completamente varrida quase me mata por ser comparada a Samara Morgan. Se bem que Samara é apenas uma criança, e depois acaba virando um fantasma, mas, a Ashley é assustadora o tempo inteiro. E agora, terei que por a lasanha para ela.
Porém, devo admitir que por mais bobo e inofensivo tivesse sido o documentário, aquilo me assustou. Essa garota é obsecada por unhas e beleza e apesar de ser minha melhor amiga, de fato fiquei assustada com os tipos de filmes que ela anda assistindo. O jeito de tentar amenizar o medo foi abraçar aquele nerd tão fofo. No começo, eu desejava apenas trazê-lo para minha casa a fim de cuidá-lo. Porém, quando o vi sem aqueles óculos gigantescos, tive a sensação de ter a visão perfeita de um anjo. Os traços perfeitos, a bochecha levemente corada, os olhos castanhos claros e os cabelos lisos emolduravam um perfeito rosto. Um perfeito anjo.

POV JUSTIN

– então, Juju, não sou linda? Há! É claro que sou linda. Mas pode confirmar, eu adoro ouvir as pessoas dizendo o quanto sou linda. – comentava a loira, sentada ao meu lado. Eu ri. Ela só fala isso, céus!
– você é linda, Ashley. – disse, atendendo seu pedido.
No exato momento, Ashley sorriu largo, abraçando meu pescoço enchendo minhas bochechas de beijos. Ela estava me sufocando, de tal forma que pouco a pouco ia perdendo todo o ar do corpo.
– BRIGADINHA! BRIGADINHA! BRIGADINHA! EU SEI QUE SOU LINDA! BRIADINHA! – para completar, ela gritava nos meus ouvidos.
– Ashley para de sufocar o garoto, agora. Venham para a cozinha. E venham já! – a voz doce de Anna Mel foi ouvida.
O que fez a loira, soltar-me e correr em direção a amiga me fazendo respirar profundamente. Após recuperar o fôlego, fiz o mesmo caminho que Ashley, chegando assim à cozinha. Que era linda. As cores que ela possuía, davam-nos a impressão de ser ainda maior. Era tão luxuosa, que me fez ficar tímido. Bastante tímido.

– vem Juju. Eu pus um prato saboroso de lasanha para você. – comentou Anna. Sentada a frente de Ashley no balcão. Que por sua vez, tinha a boca melada pela lasanha que ingeria. Ainda tímido, me aproximei do balcão tendo a visão de uma verdadeira delícia. De olhos arregalados, senti meu estomago roncar. O que me fez, por as mãos sobre o mesmo de pronto. Envergonhado. Sentei na cadeira ao lado da loira, sem jeito. Nervoso ajeitou os óculos no rosto. Não me olhem estranho. Roubaram-me o dinheiro do lanche, hoje. Estou faminto.
– está uma delícia, Jujuba. Come tudo, que ta muito boa. – comentava a garota ao meu lado. De boca cheia. Mordi os lábios, nervoso.
– a lasanha parece apetitosa, mas, eu não posso ingerir alimentos com massa e gorduras trans. Mas, obrigada mesmo assim. – discursei. A loira riu.
– qual é Jujubinha! Você parece uma garota falando. Come logo, que está gostoso. – disse Ashley. Ainda de boca cheia.
– isso mesmo. É melhor comer essa bomba de carboidratos, antes que eu os enfie a sua goela a baixo. E olha que eu faço. – completou Anna Mel, ameaçadora. Eu ri e sem mais opções comi um pedaço da lasanha. Porque tudo que é calórico é tão saboroso.

[...]

– então, o que achou da lasanha da minha melhor amiga? Ela é doida, não gosta de rosa, mas cozinha muito bem né? – perguntou a loira para mim. Eu ri. Dando uma rápida olhada no relógio no meu pulso.
– eu sinto muito, mas eu tenho que ir. Há essa hora, minha mãe deve estar preocupada comigo. Apesar de eu já ter ligado para ela, não posso evitar que ela fique preocupada. – falei. Levantando do sofá. Vendo Anna Mel sorrir docemente para mim. Sorri em troca. Que linda.
– tem certeza? – perguntou à morena. Ainda com o sorriso no rosto, a respondi.
– tenho. Ainda tenho que preparar o assunto de matemática, já que é a matéria que tem mais dificuldades. – respondi.
– tchau Jujuba que me ama e me idolatra. Amanhã você poderá contemplar por mais uma vez minha beleza linda. – comentou Ashley.
Ainda não consigo acreditar que ela usou “beleza” e “linda” na mesma frase. Como disse, digo e repito não deem importância pra ela. É doida. Bom, depois disso Anna Mel me acompanhou até a porta. Se despedindo de mim com um doce beijinho na bochecha. E bem molhado por sinal. E mais uma vez, aquilo me fez arrepiar de tal modo que foi impossível impedi lá de notar meu arrepio.
– é impressão minha, ou você está arrepiado? – perguntou ela. Engoli a seco, ajeitando os óculos com o dedo indicador.
– é im-impressão sua. Até mais. – respondi nervoso.

[...]

POV ANNA
– oi flor que me ama, você já soube do baile? – perguntava à loira. Dei de ombros, fechando o armário.
– infelizmente sim.
– nossa, porque você num ta usando nada rosa? Você me prometeu e usaria hoje. – a comentou. Com um biquinho no rosto.

– loira, menos, por favor. – repreendi.
– você tá brava comigo? – perguntou ela.
– não, o problema não é você. O problema é que eu terei que fazer algo para não ter que humilhar o garoto. Mas, eu gosto do Justin. Ele não merece isso. – falei baixo.
– então, porque você não finge namorar o Frad bonitão, aí quando você conseguir a prova que precisa, dá um chute no traseiro branco dele e fica com o Juju. – respondeu ela. Simplesmente.
– você acha que o Frad vai acreditar que eu estou caindo de amores por ele de uma hora para outra? Além do mais, ele é repugnante, asqueroso.
– mas é bonitão. – a comentou. Mordendo os lábios. Não seria de imaginar que ela tivesse uma queda pelo idiota.
– Ashley não é hora para bancar de safada!
– mas não estou sendo safada. Ele é lindo, amiga que me ama. Tem olhos verdes, aquele furinho que tem no queixo, aquele olhar de bad boy, o cabelo negro e a voz grave, porém no tom perfeito. Ah. – falava ela. Suspirando a cada palavra. E sim, Ashley fazia parte do enorme grupo de garotas que “babava” no Frad.
– Ashley!
– é verdade. Ele é bonitão. E além do mais, depois de você dar um chute no traseiro dele, você fica com o Juju, e eu com o bonitão de olhos verdes. Ai, ai. – comentou em meio ao suspiro.
– como assim, eu namorar o Juju? Ele é só o meu amigo, Ashley não exagere.
– não estou exagerando! Ou você pensa que não ouvi você falando no nome dele ontem a noite? – continuou ela. Arregalei os olhos, envergonhada. Eu não sabia que eu falo enquanto durmo. Ela riu maquiavélica. Engoli a seco.
– você anda sonhando demais, loira. – argumentei na falta de criatividade para pensar em algo mais lógico.
– não ando não. Você que fica sonhando coisas proibidas para maiores de dezoito anos, com o Jujubinha. – provocou ela. Com um olhar safado. Certo, agora eu mato essa loira.
– Ashley eu não...
– AHHHH! CARAMBA! ME DÁ ESSA AMOSTRA GRATIS DE ESMALTES! ME DA! – vi Britney correndo pelos corredores, atrás de outra garota. Que por sua vez, parecia bem assustada devido a sua gritaria. Enquanto eu e a loira, nos viramos para observar melhor a cena, sem sair de perto de nossos armários.

– nossa. Essa garota é pior do que você, quando o assunto é esmaltes. – comentei á Ashley. Que me encarou no mesmo instante.
– como? Os esmaltes eram rosa? – perguntou ela.
– eram sim. Vai corre logo atrás dos esmaltes. Eu espero você voltar. – disse tediosa. Ela sorriu me dando um beijo na bochecha. Em seguida, correndo atrás do seu precioso esmalte. Ou seja, correndo atrás de Britney, que por sua vez corria atrás de outra garota. Que por sua vez, corria de duas loiras loucas por rosa. Eu ri disto. Mas minha risada durou pouco tempo. Ao ver na minha frente, o rapaz que mais detesto com um belo sorrisinho de ironia.
– como estão sendo as aulas com o professor nerd? Hum? – perguntou em deboche.
– veio me atazanar, foi? Assombração? – perguntei cruzando os braços, abaixo dos seios.
– fez o que mandei?
– você não manda em mim!
– não seja tão ingrata. Afinal, se fizer o que eu quero devolverei o seu exame e tudo voltará a ser como antes. – afirmou ele.
Devo admitir que sua proposta fosse tentadora. Porém para conseguir isso, eu teria que partir o coração de alguém tão doce, tão amoroso e gentil. Ele não merecia aquilo. O que me fazia sentir culpada por ter que enganá-lo de tal forma. Eu tinha um afeto especial por aquele nerd tão lindo.
Não sei o que sinto ao certo, porém minha amiga louca parecia ter razão. Apesar de não querer admitir eu estava sentindo um tipo de carinho que não deveria sentir. E era por isso e entre tantos outros motivos, pelos quais eu não queria fazer aquilo. Mas eu estava perdida. Frad não é o tipo de homem que volta atrás com suas vinganças. Suspirei derrotada, tornando a encará-lo.
– o que quer? – perguntei derrotada. Ele riu.
– boa menina.
– mas, só farei com duas condições.
– pois certo. Fale. – concordou ele.
– se eu fizer isso com ele, vai me prometer que não praticará Bullying com ele. E que vai me devolver o exame e nos deixará em paz. Além de dar umas beijocas na minha amiga. Apesar de eu não ir com a sua cara, ela te acha bonito.
– qual amiga? A loira doida? – perguntou ele. Com um sorriso safado da na cara.
– é. É ela. – dei de ombros.
– tudo bem. Afinal Ashley é uma líder de torcida muito gata. Certo. Estamos de acordo. – falou ele. Revirei os olhos, bufando em seguida.
– BRIGADINHA FRAD! EU SEI QUE SOU LINDA! EI! DEVOLVA-ME O ESMALTE! AH! –gritava Ashley, enquanto passava por nós no corredor. Correndo atrás de Britney, que lhe tomou os esmaltes em mão.
– estamos combinados, mas é melhor você ficar logo com a minha amiga. Para ter certeza de que você não vai me passar à perna. Mas se você não fizer a sua parte no combinado, eu juro que acabo com você, Frad. – ameacei. Ele riu.
– eu cumpro o que prometo gata. É ótimo fazer um acordo com você. – disse ele. Ótimo. Que maravilha! Sentiu a ironia?

[...]

– gente, vocês não vão acreditar no que tenho pra dizer! – falou Ashley sentando ao nosso lado na mesa do refeitório. Encarando a mim e a Juju com um belo sorriso no rosto. Talvez, este sorriso fosse maior que a cara. O que houve com ela?
– espera! Sua manicure está em promoção, e ofereceu um mês de manicure grátis? – perguntei. Ela riu. Negando com a cabeça. Ela estava toda feliz, o que me fez rir dela. Que euforia é essa? 

– o que houve? Porque está tão feliz? – perguntou Juju, curioso. Dando uma pequena mordidinha em sua alface.

– eu convidei sua amiga pra sair. E de sobra, serei o novo amiguinho de vocês. – falou Frad sentando todo folgado ao lado de Ashley com um sorrisinho debochado no rosto. Mas que filho de uma ****!

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