14 de jun de 2013

My Dear Nerd - What If - Capítulo 1 - Aulas Reforço

                          "Queria que você fosse tudo em minha vida, mas quis demais. Você foi apenas um sonho, nada mais."


POV ANNA
  Sim acho que estou louca. Desde quando o sonho pode se tornar realidade? Até mesmo porque a realidade é bem diferente da vida real devo admitir. Acho que esses pensamentos de sonho que se torna realidade foi apenas fruto do meu traseiro dolorido. A cima de mim, eu ainda ouvia o garoto de óculos grandes e bastante redondos, tentando falar algo, enquanto gaguejava quase o tempo inteiro. Ri disso, levantado sozinha do chão. Olhando a minha volta, notei que não tinha ninguém o corredor. Ótimo, assim não teria ninguém para rir da minha queda bem dolorida. Meu traseiro que o diga.
 – Me-me-me des-des-desculpa mes-mesmo. Eu sou um i-idiota,, dês-desculpa. – terminou ele por fim, de falar e gaguejar. Eu ri, ajeitando melhor a bolsa nos ombros. Dava pra notar que ele me olha o tempo inteiro, mas, parecia bem assustado devo admitir.
 – Tudo bem, Justin. A culpa também foi minha, estava distraída me desculpe. – falei rindo do seu nervosismo. Parece até que está com medo de mim. Nossa.
 – Ma-ma-mais eu derrubei vo-vo-você. – dizia ele. Desentendido. Dei de ombros.
 – Tudo bem, foi apenas um acidente. Mas, você veio da sala da diretoria? – perguntei. Ele negou ainda nervoso com a cabeça.
 – Não, da biblioteca. Po-por que? – perguntou ele. Gaguejando mais uma vez.
 – Você viu a diretora lá? – continuei com o meu interrogatório. Vi ele engolir a seco. Parecia suar frio. Nossa. Eu até perguntaria se ele ta sentindo dor, mas, tenho algo mais importante a tratar.
 – Si-sim ela está na bi-bi-bi-biblioteca. – gaguejou novamente em resposta. Certo, agora estou em luta intera. Onde está essa droga dessa biblioteca?
 – Será que você pode me levar até a biblioteca? É que eu não freqüento esse tipo de lugar. Sabe, não sou nerd. – falei rindo de lado.
 – Mas, sem ofensa, não tenho nada contra os nerds. – justifiquei minha resposta anterior totalmente idiota. Ele acentiu mexendo a cabeça o tempo inteiro, exatamente igual a um pombo. Parecia até um tique nervoso.
 – Cla-claro. Me si-siga. – respondeu ele. Caminhando rápido na direção contrária que ia antes. Como seus passos eram rápidos e largos tentei acompanha-lo a medida do possível. Mas eu tava praticamente correndo, enquanto o garoto nerd a minha frente parecia desesperado. Eu sou tão assustadora assim?
 – Che-chegamos. – gaguejou ele mais uma vez. A vontade que eu tinha era de dar um bom tapa nas costas desse garoto, para ver se ele parava com esse tique nervoso dele.
 – Obrigada. – agradeci, entrando a biblioteca... E, nossa! Quantos livros! Ual! Bem que minha mãe disse, que sou tão desinteressada na leitura que quando eu entrasse em uma biblioteca, ficaria deslumbrada com a quantidade de livros que se tem. Mas que se dane, eu só leio a minha prova, e as mensagens do meu Facebook. Além de ler apenas quando sou obrigada pela professora de literatura, que convenhamos é chata pra chuchu. Com aquele papinho chato de “Que os jovens de hoje não dão mais a mínima importância para o mundo maravilhoso da leitura.” Affs. E nem posso a mandar catar coquinhos porque senão eu fico com nota baixa.
 – Vejo que veio mesmo, senhorita Montês. Muito bem, mostrou que tem pontualidade e obediência. – falou a velha diretora, me tirando dos pensamentos. Bufei.
– olha, fica tranqüila aí porque você não foi a única que teve que vir mais cedo, apenas para escutar o velho sermão de sempre dessa velha lambida e de nariz de tucano. – retrucou a loira. Eu segurei o riso, por apenas alguns instantes. Quando Ela notou que tinha ofendido a velha, arregalou os olhos negros se virando para a mesma.
 – Oh! Não, senhora Parker, não foi isso que eu quis dizer, eu... – gaguejava ela nervosa.
 – Foi sim. Você a chamou ela de velha lambida do nariz bico de Tucano, eu ouvi muito bem. – provoquei risonha. Ela ficou ainda mais nervosa, enquanto que a diretora ficou vermelha de pura raiva.
 – Saia da minha frente, agora senhorita. E vá imediatamente a minha sala. Não irei aliviar sua punição. Agora, suma da minha frente. – falou a velha, autoritária. Se segurando para não pular em cima da loira de farmácia. Eu ri, vendo ela “encolher o rabo entre as pernas” e sair da biblioteca, caladinha. Mas eu sabia que ela tava era mesmo xingando a velha internamente. E até poderia imaginar os piores palavrões que ela estaria pensando.
 – Certo, em relação a Srta. Montês, tenho uma notícia que sei que não irá agradá-la. E que também faz parte do castigo. – falou a velha, agora se direcionando para mim.
 – Mas o castigo da loira de farmácia vai ser bem pior, não é mesmo? – perguntei.
 – Porque quer saber?
 – Para poder esfregar na cara dela, que o castigo dela é mil vezes pior do que o meu. – dei de ombros.
 – E o que isso vai beneficiar você? – perguntou a velha.
 – Ah... Sei lá. Acho que ver a cara de raiva que ela faz, quando o castigo dela é sempre pior do que o meu. Hehe. – respondi rindo meio que vitoriosa no final. A velha suspirou.
 – Pois bem. Como a senhorita deve saber, o seu comportamento não é o ideal, além de que suas notas não são as melhores, e sim as piores ou uma das mais piores de toda a escola. – falou ela. Ui. Ofendeu. Hehe.
 – Ui. Ofendeu, sabia? – falei irônica. Ela bufou.
 – E além do mais, minha mãe não fica tão chocada, afinal ela sabe que eu sempre passo de ano, então nem vem incomodar ela. Ela já está acostumada com as minhas notas baixas. Não quero ter que perder uma semana dos meus programas de culinária. – argumentei meio debochada.  Porém a história do programa de culinária é verdade. Isso eu não quero perder. Eu mato essa velha do nariz de bico de Tucano se isso acontecer.
 – Certo, então fique com os seus programas de culinária. – rebateu a velha.
 – Obrigada.
 – Mas, como suas notas estão muito baixas e isso está prejudicando a reputação da nossa escola, decidi por você em aulas de reforço com um dos nossos alunos mais exemplares e inteligentes. – disse ela. Arregalei os olhos assutada.
 – Que? Como é que é, coroua? Cê ta maluca? Eu já não suporto aulas de matemática durante a semana e, você quer que eu passe mais duas horas escutando e escrevendo números? Quer me matar? – perguntei assustada. Ela riu, apontando para algo atrás de mim. Virei vendo o mesmo garoto nerd, caminhar em direção a velha. Ficando ao lado dela, e a minha frente. Fiquei ainda mais confusa, percebendo ele parecer desconfortável com a situação. Se ele ta desconfortável, imagine como estou então.
 – Primeiramente, Srta. Montês, nada de gírias. Segundo, você terá aulas reforço de MHL sim senhora e nada de reclamações.
 – MHL? O que significa isto? – perguntei confusa.
 –Matemática, História e Literatura. Achei melhor abreviar, para parecer mais jovem. – ela riu convencida.
 – Não pareceu nada jovem. Foi bem estranho para ser sincera. Mas já que terei que suportar mais matemática, me diga quem será o meu “professor”? Hum? Quem é?

– Seu professor será o Sr. Bieber, e suas aulas começam amanhã aqui na biblioteca. – respondeu ela. Apontando para o garoto ao seu lado. Engoli a seco. O que?

Espero que esteja bom. É só o começo, essa é a segunda temporada da My Dear Nerd e espero que gostem dela também. Comentem, sigam o blog e beijos :D

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