14 de mai de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 23 - Que Caiam As Máscaras

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 23 - Que Caiam As Máscaras
POV ANNA
NO CAPÍTULO ANTERIOR......
– Onde achou isso?- perguntou ela, tentando mudar o rumo da conversa.
– Isso não interessa. Eu quero saber, o que você tem haver, com esse assunto do bebê e porque guarda isso.- a cortei um pouco grossa. Ela engoliu a seco.
– Por que você quer saber disso?- perguntou ela.
– Me responde, mãe. Por que você guarda isso? Por que nunca me falou sobre meu pai? Não adianta fujir do assunto. Vamos mãe, respode!- exigi, vendo ela ficar ainda mais pálida. Engolindo á seco. Estava decidida. Iria até o fim, para saber o que tanto me atormenta. Dessa vez, ela não escapa.
CONTINUAÇÃO...
 – Tem certeza que quer saber? É um assunto extremamente delicado querida.- falou ela, doce. Suspirei ainda a encarando.
– Sim mãe. Eu preciso saber. Por favor, me diga não aguento mais isso.- respondi tentando inutilmente manter a calma.
– Ok, eu conto. Mas vamos para meu quarto. É melhor falarmos lá. Venha.- disse ela levantando. Estendeu a mão para mim. A peguei, e juntas subimos para o quarto dela. Sentei na cama, enquanto ela fechava a porta. A mesma foi até o closet. Reotnando com uma bolsa em mãos. Ela sentou na cama, respirando fundo. Frente a frente á mim.
– Querida, já que insiste irei falar. Mas, eu preciso que não me interrompa. Em nenhuma hipótese, certo?- falou ela calma. Acenti positivamente.
– Tudo bem, eu fico calada.- respondi.
– Tudo bem. Bom, tudo começou quando eu fui fazer uma visita pra uma amiga, que estava dando a luz á um bebê. Eu estava á caminho do hospital. Até que sem querer, encontrei um casal de mendigos. A garota era bonita, aparentava ter 16 anos. Mas estava suja, e grávida. Já o namorado dela, estava preocupado e nervoso. Ele não tinha dinheiro para um táxi, pra levar sua namorada ao hospital. - deu uma curta pausa, me deixando ainda mais curiosa.
– Ele desesperado pediu a minha ajuda. Eu sem pensar duas vezes, pus os dois no carro seguindo para o hospital. A moça gritava de dor, devido as contrações. Logo chegamos ao hospital, e a garota foi direto para a sala de parto.

FLASH BACK
Enquanto a moça, tava na sala do parto eu estava junto ao rapaz mendigo. Ele estava muito nervoso. Eu não sabia o que fazer, afinal fiz tudo o que podia. Eu acho. Ele sentou ao meu lado, nervoso.
– Calma, rapaz. Ela vai ficar bem, vai ver. Vai dar tudo certo.- falei tentando alegrá-lo. Ele me encarou ainda nervoso.
– Não é isso, moça. É que é uma gravidez de risco e... Minha namorada pode morrer lá dentro. Sem falar que não tenho condições, de criar um bebê. Eu moro na rua e, estou com tanto medo. Eu não sei o que fazer moça. Não sei. - respondeu ele, com as mãos no rosto. Chorando.
– Eu realmente sinto muito. Se eu pudesse ajudar.- falei baixinho.
– Você já nos ajudou muito senhorita. Você é muito gentil, e nos trazer até aqui já é o bastante.- respondeu ele me encarando.- muito obrigada.
– Não. As coisas não podem acabar assim. Não podem ser assim. É cruel demais.- falei um pouco exaltada. Aquilo era injusto. Muito injusto.
– Essa é a vida senhorita. – sussurrou ele. Até que um chorinho fraquinho invadiu meus ouvidos. Era sem sombra de dúvidas o bebê, do rapaz mendigo ao meu lado.
– Meus parabéns.- sorri abraçando ele. Não me importei se ele tava sujo, ou cheirando um pouco mal. A única coisa que me importava agora, era tentar ajudar aquele casal. Partimos o abraço, ao ver um homem de branco se aproximar de nós.
– Vocês são parentes de Emili Grabrielli Valdêz? – perguntou ele. Vi o rapaz ao meu lado acentir positivamente com a cabeça. Nervoso.
– Sim. Eu sou o namorado dela. Como ela está? – perguntou ele, nervoso. Vi o doutor suspirar.
– A noticia boa, é que seu bebê nasceu forte e saudável. É uma linda menina, que sua namorada deu o nome de Anna Vitória. Mas a noticia má, é que... É que sua namorada faleceu. Eu sinto muito senhor. Logo poderá ver sua filha. - disse ele suspirante saindo do local. Olhei mais uma vez para o rapaz ao meu lado. Ele agora chorava, desesperado, a morte de sua namorada.
FLASHBACK

– Sim mas, eu ainda não consigui entender, onde a senhora e esses papeis entram nessa história? - falei ainda confusa.
– Por favor deixe-me terminar querida.- disse ela. Eu podia sentir lágrimas teimarem, sair de meus olhos. Ela também parecia chorar.
– Bom, depois de saber que Emili foi a óbto...

FLASHBACK
Caminhamos juntos até o bersário. E lá, vi um bebê lindo. Eu admirava aquela coisinha pequenininha, enquanto o rapaz foi tomar um banho e trocar de roupa, para pegar no bebê, sem contaminá-la. Ah. Como era linda a pequena Anna Vitória. Um belo nome, pelo visto. Uma pena é que Emili não pode admirá-la como eu posso. Quando finalmente entramos no bersário, eu vi Igor, o rapaz mendigo pegar um pouco desajeitado, a pequena Anna no colo. Eu o ajudei a colocá-la melhor em seus braços. Ele parecia encantado, com a sua pequena nos braços. Mas seu sorriso era triste. Ele era pai, o que era uma coisa maravilhosa. Mas perdeu o que mais amava. Sua namorada. Emili. Até que a confirmação veio, quando vi que ele estava chorando. Molhando a pontinha do narizinho da pequena Anna Vitória.
– está tudo bem?- perguntei. Tocando seu ombro levemete. Ele me encarou com o rosto banhado em lágrimas.
– Eu a amava tanto. Tanto.- respondeu ele, ainda sobe o choro. O abraçei de lado, enquanto ele apoiava o rosto em meu ombro. Chorando agora mais audível.
– Eu não sei se vou poder criar essa pequena sem a minha Emili. Eu não consigo.- continuava ele chorando. Aquilo era realmente ruim. Era tão triste. Eles eram tão jovens quanto eu, e já enfrentavam a vida desse jeito. Como a vida é cruel. Eu não posso deixar essa pequena, passar o mesmo que os pais. Não posso.
– Eu posso ajudar. Eu cuido dela, como se fosse minha filha. Se quiser você pode visitá-la sempre que quiser. Prometo que nada faltará para ela. Além de uma boa vida, ela terá muito amor. Aliás, ela já é amada por mim.- falei. Vi ele levantar a cabeça, e me encarar. Ainda fungando ele disse.
– Eu não sei, senhorita. Não quero dar trabalho pra você. É tão jovem e bonita. Não merece passar noites de sono e diversão, cuidando de um bebê que nem é seu. Ela é minha filha. Minha pequena. É minha responsabilidade cuidar dela.
– Mas....
– A senhorita é uma pessoa muito boa, mas eu não posso aceitar. É abusar da sua boa vontade. Eu não posso aceitar.- continuou ele.
[...]
Sai do bersário as pressas, toda empacotada. Com uma cesta de pequenique. E dentro da mesma, a pequena Anna Vitória esta dentro. Dormindo como um anjo. Talvez o nome ideal pra ela, fosse Anna Mel. Já que ela era um doce de bebê. Sempre calminha. Continuei andando, tentando ser o mais normal possível. Sempre com a cabeça abaixada. Para minha sorte, eu sai da maternidade sem nenhum problema. Peguei um táxi, e dali parti em direção a minha casa. O caminho era meio longo. Tirei o paninho de algogão que cobria a cesta. Revelando a pequena Anna. Que graças á Deus dormia tranquilamente. Sem ter a mínima idéia do que acontecia a sua volta.
Tão pequenininha, tão indefesa, tão inocente. Eu não iria deixar ela sofrer tudo o que os pais sofreram. Ou até pior. Eu ia cuidar dela, como se fosse minha. Dar todo o meu amor, para aquela pequena. Ela não merecia passar por tanto sofrimento. Ela teria tudo do bom e melhor. Todo carinho e amor que eu pudesse dar pra ela eu daria.
– Senhorita chegamos. O custo da corrida é 10 reais.- falou o moço do taxi. Cobri a pequena, entregando o dinheiro para o homem. Saindo do táxi. Esperei ele virar a esquina, e assim entrei em casa fechando a porta. Tirei os óculos, o chapeu e as outras coisas que cobriam minha cara. Caminhei até o meu quarto, e ao abrir a porta uma surpresa.
– Mamãe? O que está fazendo no meu quarto?- perguntei assustada. Ela veio até mim, tirando o pano que cobria a cesta. Vendo a pequena. A mesma começou a chorar, um chorinho fraquinho e fininho. A pequei no colo, ninando. Deixando a cesta na cama.
– O que foi que você fez?- perguntou mamãe assustada.
– Eu vou contar, mamãe. Mas foi por uma boa causa.- falei.
FLASHBACK

– E foi isso.- disse ela terminando de contar toda a história. Eu sentia as lágrimas molharem meu rosto. Aquilo era tão triste.
– Caramba... Então quer dizer que todo mundo da familia sabe?- perguntei
– Sim. Me perdoe por não contar isso antes querida. Deve ser dificil pra você mas, eu sei que vai superar.- disse ela sorrindo fraquinho. Apertando minha mão.
– Como assim, eu? O que tenho haver com toda essa história? Onde está esse bebê, que a senhora sequestrou?
– Meu bem olha pra mim. Eu não sou sua mãe. E esse bebê, de quem eu falei é você meu amor. Você é a pequena Anna Vitória e Emili e Igor, os mendigos são os seus pais verdadeiros. São eles, os seus pais querida.- falou ela. Ouvir aquilo foi como levar várias facadas no coração. Era muito dificil de acreditar, que ela me sequestrou apenas para que eu não tivesse a mesma vida de sofrimento deles. Dos meus... AH!
- Não! Isso só pode ser uma brincadeira! Não, isso é uma pegadinha é isso.- falava exasperada. Levantando da cama. Caminhando de um lado para o outro do quarto, atordoada. Aquilo só podia ser mentira.
– Eu não brincaria com uma coisa dessas, Anna Mel. Seu nome verdadeiro é Anna Vitória Valdêz, e Emili Gabrielli e Igor Valdêz são os seus verdadeiros pais, meu bem. Porque acha que não tem absolutamente nada haver comigo? Você não parece nem um pouco comigo, Anna. Eu sinto muito por seus pais, e por contar apenas agora. Me perdoe meu anjo, eu vou entender perfeitamente se ficar com raiva de mim.- falava ela. Me sentei no chão, com as costas apoiadas na parede branca do quarto. Com as mãos, entre o rosto começei a chorar alto. Eu não acredito que ela morreu, por mim. Morreu para que eu pudesse viver. Aquilo não era justo.
– Eu não estou com raiva de você Rose. Eu estou muito agradecida por me sequestrar apenas para cuidar de mim. Agradeço por cuidar de mim, e me dar uma ao vida e muito amor. O seu jesto foi realmente lindo, e eu fico muito grata por isso. De verdade. Mas é que doi tanto. Ela morreu, para me dar a luz. Isso não é justo. Não é!- respondi choramingando.
Meu choro aumentava cada vez mais. Eu senti ela sentar ao meu lado, me abraçando forte. Eu nunca pensei que a verdade, doesse tanto. Eu jamais ficaria com raiva de Rose. Ela cuidou de mim. Não me deixou passar fome, frio, entre outras necessidades. Ela me deu amor, carinho e uma familia. Mas cara, a minha mãe morreu por mim. E eu nem sequer sei onde meu pai está agora. Agora eu sei, por que Rose nunca me falou sobre meu pai. Porque ela não era a minha mãe verdaderia. Era apenas minha mãe, de coração. Eu estava soluçando de tanta tristeza. Aquilo era terrivel. Meu Deus, por que a vida tem que ser tão injusta? Por que?
– Eu sinto muito meu amor. Mas não chora assim. Me parte o coração, ver você tristinha assim.- falava ela, enquanto eu chorava. Levantei o rosto a encarando. Ainda fungando.
– E porque tivemos que sair do Brasil, as pressas?- perguntei soluçando. Ela acariciou meus cabelos respirando fundo.
– Sua avó materna é milhonária. E depois de quase 16 anos, ela resolveu prorcurar você. Mas eu me apeguei tanto a você Anna que, não quiria abrir mão de você. Então resolvi ir para o mais longe possível do Brasil com você.- respondeu ela. Parecia cautelosa.
– Mas se minha avó materna é milhonária, porque meus pais eram mendigos? Eu não consigo entender.- devolvi a pergunta. Ela respirou fundo.
– Bom. É uma longa história, mas vou tentar resumir. Bom, seus pais eram de familias ricas. Mas essas duas familias tinham uma espécie e rixa a muito tempo. Eles não podiam ter um relacionamento, por conta disso. Mas eles estavam tão apaixonados um pelo outro que ficaram juntos a todo custo. Então quando os pais deles souberam, os deserdaram e foi assim que eles ficaram pobres.
– Parece uma história de Romeu e Julieta.- sussurrei pra mim mesma, mas pelo visto Rose ouviu isso.
– Eu sei que parece. Mas é a pura verdade.
– Mas, você sabe onde meu pai está? Eu adoraria conhecê-lo. Ver onde mamãe foi enterrada. Eu preciso saber mais.
– Você já “conhece” seu pai, querida.- disse ela com meio sorriso.
– Como assim, “conheço”? Eu não tô entendendo. – falei completamente confusa. Como assim, “conheço”?
– Lembra daquele rapaz, que eu disse que era meu amigo? Lembra que ele sempre vinha e brincava com você?
– Lembro sim. Ele era muito legal. Mas por... Ah não.- falei balançando a cabeça. Entendendo perfeitamente onde ela queria chegar.
– Sim querida. Ele é o seu pai. – continuou ela.
– Então quer dizer que, eu ainda posso vê-lo. Saber mais? É sério?- perguntei esperançosa.
– Podia, meu bem. Seu pai morreu faz 7 dias. Eu sinto muito.- respondeu ela cautelosa. Enquanto eu caia no choro novamente. Não posso acreditar que perdi os dois. Não pode ser!
[...]
Descemos do carro, de onde eu pude ter a visão perfeita da fachada do aeroporto. Já fazia cinco dias desde que descobri toda a verdade. E nesse meio tempo, Justin saiu do hospital e como todo nerd, ele pôs todas as suas atividades em dia. Ashley, Justin e Damon que eram os meus amigos mais próximos sabiam de toda a verdade. Bom, toda a verdade sobre mim. E durante esses cinco dias, eu decidi voltar ao meu país natal. Para ver onde meus pais estavam enterrados. Saber mais sobre eles. Tudo ainda era muito novo pra mim. Sem falar que eu tinha medo de deixar Justin sozinho, e baterem nele como da última vez. Mas eu sentia a necessidade de saber mais. Esse assunto me importava agora mais do que qualer coisa. Enquanto Rose providenciava tudo, eu estava me depedindo dos meus amigos e namorado. Certo que era apenas três dias, mas ainda sim era muito tempo deles.
– Passageiros do voo 447 com destino ao Brasil, portão 3.- dizia a velha e irritante voz eletrônica que eu tanto conhecia. Abracei todos eles.
– Vamos sentir saudades. Serão os três dias mais longos de nossas vidas.- falou a loira, me abraçando ainda mais forte.
– Boa sorte amiga. – falou Ashley no meu ouvido. Acenti partindo o abraço sufocante. Arrumei melhor minha roupa, que a doida varrida da Ashley amaçou.
– Espero que tenha sorte pequena. Estarei torcendo por você.- falou dessa vez, Damon me abraçando forte. E por fim, deixando um carinhoso beijo na testa.
– Não importa o que aconteça. Lembre-se que sempre pode contar comigo, e que sempre terá um lugar reservado no meu coração. Eu te amo, meu anjo. Te desejo toda a sorte do mundo, tá? Quando chegar, me liga. Aliás, qualquer coisa me liga. Eu tenho minhas economias, e vou voando pra te ajudar, ok? Não esquece.- dizia Justin distribuindo beijinhos por todo o meu rosto. E logo me beijando. Assim que correspondi o mesmo, senti seus braços em volta da minha cintura. Colando nossos corpos.
– Passageiros do voo 447, com destino ao Brasil, portão 3 ultima chamada. Parti o beijo com muita dificuldade olhando Justin diretamente nos olhos. Lhe dando mais um selinho.
– Eu te amo. Eu volto logo, eu prometo.- sussurrei pra Justin em seu ouvido.
– Eu também te amo meu anjo. Vou rezar por você. Vai dar tudo certo. Eu prometo. – respondeu ele no mesmo tom. Me beijando a bochecha. Nos afastamos, enquanto eu pegava minha malinha de mão. Caminhei até Rose, lhe dando um abraço forte e apertado.
– Obrigada. Obrigada por tudo. Você pode não ser minha mãe biológica, mas é minha mãe de coração. Eu te amo, tá? Não esquece disso.- falei em meio ao abraço.
– Eu também te amo, minha princesinha.- respondeu ela. Sorri partindo o abraço, caminhando rumo ao portão de embarque. Minha vida tinha tomado um rumo completamente diferente do que imaginei. Mas eu tinha que tentar descobrir mais sobre eles. Eu precisava. E eu iria descobrir. Que caiam as mascaras.

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