30 de mai de 2013

My Dear Nerd - Capítulo 47 - Deixá-lo Ir?

Fanfic / Fanfiction de Justin Bieber - My Dear Nerd - Capítulo 47 - Deixá-lo Ir?
POV ANNA
Eu fiquei ali, parada. Ainda chocada com o que eu acabara de ver. Não conseguindo acreditar nos meus próprios olhos. Eu estava mais do que feliz, mas, ainda sim aquilo parecia ser bom demais para ser verdade. Resovi me aproximar pouco a pouco dele. Vendo o mesmo tirar os braços que antes estavam apoiados na árvore. Com uma pequena esperaça no coração, arrisquei.
– Damon? - perguntei receosa. Ele sorriu de canto.
– Mas claro, minha cara. E por algum instante esperava outro Damon? Eu lhe insinei que sou insubstituível. - falou ele. Em resposta. Corri em sua direção, o abraçando com força. Sentido ser abraçada em resposta. Um abraço caloroso e aconchegante. Maravilhoso. Como era bom tê-lo de volta. Ao menos isso para me deixar um pouco mais tranquila. Eu já perdi tantas pessoas que mal posso contar nos dedos. E a volta dele causava muita diferença. Ele era importante, eu simplismente não suportava mais, perder tantas pessoas como perdi.
– Como você está Anna? - perguntou ele em meio ao abraço. Parti o mesmo depois de algum tempo. Encarando seus lindos olhos azuis.
– Vai ficar aqui, não vai? - perguntei curiosa.
– Não mude de assunto mocinha. Como está lidando com a morte de sua avó? - questionou ele. Encarei-o confusa. Afinal, como ele soube disso? Certo, é uma cidade pequena, mas, ninguém mais lembra disso.
– Como assim? Como soube disso?
– A cidade é pequena, as pessoas falam e, tudo o que precisa saber é que tenho meus contatos. Mas responda, como está lidando com isso? - insistiu ele. Bufei.
– Quando chegou? Você poderia ter me avisado, assim eu iria buscar você no aeroporto. Esqueçeu que tem amigos por aqui? - desconversei. ele bufou.
– Anna, não adianta fugir do assunto. Você fai me contar como está lidando com isso, porquê eu lhe conheço bem e sei que, se eu não insistir você nunca vai se abrir comigo. Vamos me diga o que está acontecendo. - exigiu ele. Bufei sentando a grama. Damon fez o mesmo, sentando ao meu lado.
– É terrível. Eu sinto que a cada vez mais meu coração é partido em pedaços. Mesmo antes e depois de nascer, eu venho perdendo para a morte as pessoas que mais amo. Isso não é justo. Eu já perdi tantas pessoas, mas tantas pessoas que mal consigo contar nos dedos. - eu falava rápido e sem muitas pausas.
– Eu sinto muito. Se eu puder fazer algo para ajudar, eu farei. - sugeriu ele. Neguei com a cabeça, prendendo a todo custo uma lágrima travessa que teimava em descer.
– Você vai ajudar não me fazendo esse tipo de perguntas. Não quero deixar você preocupado, e também não quero me lembrar desses momentos terríveis que luto todos os dias para esquecer. - falei.
– Anna Mel Montês você sabe o mal que está fazendo a si mesma? Você precisa desabafar com alguém, precisa chorar antes que toda essa angústica que você guarda se torne algo mais grave e irreversível. Faz mal ficar guardando esse tipo de coisa. - reclamou ele. É ele tava certo, mas eu não tô nem aí pra isso.
– Damon você precisa aprender que a vida é minha, e eu a conduso do jeito que eu quiser. Eu agradeço sua preocupação, é realmente maravilhoso saber que se preocupa comigo. Mas o melhor que pode fazer no momento para me ajudar e me fazer esqueçer isso. Quando eu precisar de ajuda, eu falarei eu juro. Mas eu peço, aliás, eu imploro que não toque mais nesse assunto. - falei ouvindo o mesmo bufar em seguida. Contrariado.
– Certo, você quem manda. - rebateu ele. Podia notar sua irritação. O que me fez suspirar.
– Obrigada. Então vai ficar mesmo por aqui? - perguntei.
– É pois é, era sobre isso que eu queria falar com você. - disse ele. O encarei curiosa. Mas do que ele está falando afinal?
– Como assim? Do que está falando? Eu pensei que você tivesse voltado para ficar. Você... vai ficar, não vai? - comentei receosa. Ele suspirou.
– Sim, ficarei por um tempo. Na verdade voltei apenas porquê tenho algo para contar a você. Mas não agora. Me encontre amanhã na biblioteca da cidade as 3:00pm. Espero você lá. - falou ele. Levantando e caminhando para o lado oposto de onde eu estava. Mais exatamente para fora da escola.
– Espera! - falei um pouco alto. O mesmo virou para me encarar. Respirei fundo.
– Porquê disso? Porquê não se despediu antes de ir? - perguntei um pouco alto. Ele deu um breve sorriso de lado, virando-se novamente.
– Eu te vejo amanhã. - respondeu ele. Sem nem sequer me dar satisfações, indo embora. Sumindo do meu campo de visão. Bufei.
– Amor, o que está fazendo ai? - ouvi a voz doce de Juju invadir meus ouvidos. Me virei dando de cara com ele que caminhava em minha direção com um sorriso no rosto. Me abraçando em seguida me dando um beijinho fofo na bochecha.
– Tudo bem, anjo? - perguntou ele. Ainda confusa encarei seu rosto mas fixamente. Vendo agora, a expressão de curiosidade e confusão estampadas em seu rosto.
– Tudo eu só... Eu apenas estava observando o jardim. Mas me diz quais as novidades. - falei mudando o assunto. Ele me olhou sorrindo tirando uma das mechas que ficavam na frente do meu rosto, para atrás de minha orelha.
– Bom eu pensei que nós pudéssemos fazer um passeio legal amanhã a tarde. Minha mãe me deu um dinheiro para agente sair. O que acha de ir a um museu? Vai ser um programa divertido e cultural. O que me diz? - perguntou Juju animado. Suspirei. Sério, eu realmente não queria de jeito nenhum ir pra um museu. Eu já odeio aulas de história e ele quer acabar comigo me pondo mais cultura? Tudo bem que estudar é sempre bom, mas, aí ele já ta querendo exigir demais da minha cabeçinha limitada.
– Tudo bem Juju. Mas será que dá pra agente ir a biblioteca as três horas? - perguntei. Ele acentiu sorrindo largo. Me dado um selinho molhado em seguida.
– Claro meu anjo. Eu fico muito feliz por finalmente querer deixar os estudos entrarem em sua mente. Vai ser muito divertido, além dos vários conhecimentos que iremos adquirir nesse passeio. - dizia ele animado. Me enchendo de beijinhos pelo rosto. Eu não queria ir ao museu, mas, aí eu paro pra pensar em todas as coisas que ele já fez e faz por mim. De todas as vezes que ele faz os “meus gostos” sem reclamar, porquê ele fica feliz em ver um sorriso no meu rosto.
  Ou via um sorriso. Mas, aí eu penso em todas as vezes que ele saia pra um lugar comigo, mesmo que não gostando, porquê ele sabia que aquilo era importante pra mim. Uma vez eu escutei uma conversa dele com Pattie. Juju afirmava que eu não podia ficar em cima de um palco pro resto da vida, porquê um dia eu não ia ter mais toda a resistência física que tenho hoje. Mas ainda sim, mesmo contra gosto ele me apoiava. Porquê esse é o meu grande sonho e ele queria apenas me ver feliz fazendo o que eu amo. E é isso, uma das coisinhas que eu mais gosto nele. Juju sempre me apóia não importa o que seja. Então pensei, já que ele faz tanto por mim, porquê será que não posso fazer por ele? Hum. Além do mais, adquirir um pouquinho de cultura não mata ninguém. Só dá um pouquinho de fome.
– Você está feliz com isso, Juju? – perguntei. Vendo o mesmo assentir de imediato. Sorridente.
– Claro. É a primeira vez que eu escuto você dizer que quer ir a biblioteca. E olha, que estamos na metade do ano. – comentou ele. Lhe dei um murro no ombro. O que com certeza não doeu, já que ele ficou rindo de mim.
– Ei, não precisa ser tão cruel, ok?
– Você esqueceu seu celular na biblioteca? – perguntou ele. Arqueando a sobrancelha. Revirei os olhos, enquanto podia ouvir sua risada. Ele resolveu tirar o dia pra curtir com a minha cara.
– Claro que não, seu bobo.
– E você sabe onde está o seu celular? – perguntou ele.
– Claro que... Opa. – falei tateando os bolsos. Mandando aquele olhar nervoso pra ele, como quem diz “Hehe eu não perdi isso.” Mas que na verdade, perdeu e não quer admitir.
– Aninha Abelhinha brigadinha pelo celular. Mas ele descarregou muito rápido. Acho melhor você ver o problema dessa bateria. – ouvi a voz de Ashley. Justin deu outra risadinha, como que dissesse subliminarmente “Há! Eu estou certo, estou certo, estou certo. Há! Estou certo!” e ainda por cima, cantarolando. Peguei o celular das mãos da loira, encarando-a estranho.
– Como assim? Você descarregou a bateria do meu celular, em apenas vinte minutos? Como você conseguiu fazer isso? – perguntei ainda abismada. Eu passo mais de uma hora ouvindo músicas com o fone de ouvido. E olha, que essa bateria é das boas. Aí eu me pergunto, como essa vaquinha loira conseguiu descarregá-la em apenas vinte minutos? Hum?
– Sei lá. Estou indo, meus amores que me amam mais do que eu amo vocês. Tenho uma seção de embelezamento antes da aula. Tchauzinho pessoinhas. – respondeu ela. Encarei ela ainda mais estranho, vendo ela dar meia volta e sair. Justin cantarolava no meu ouvido que estava Certo, Certo, Certo.Uuuuh, estou certo! Eu hein. Povo doido.
[...]
– Bom, agora o último grupo. Justin Drew Bieber e Anna Mel Montês. Venham apresentar seus trabalhos. – falou a professora. Acho que ela não tinha notado que estávamos a frente do quadro negro com a cartolina branca em mãos. Ela encarava os alunos, como se estivesse procurando a mim e a Juju. Podia até ouvir algumas risadinhas dos alunos, pela cegueira da professora.
– Hum... Senhora Linconn estamos aqui na frente. – falou Juju. A mesma virou encarando-nos. Nem constrangida aquela velha rabugenta fica. Mas que peste! Eu não gosto dela.
– Certo, iniciem o trabalho de vocês. Sobre que tema irão falar? – perguntou ela.
– Iremos falar sobre a situação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. – respondeu Juju.
– Eu odeio Hitler! – ouvi alguém falar no fundo da sala. Olhei para o fundo, vendo um rapaz com um negócio estranho a cima da cabeça. Ele era um judeu. Já entendi o ódio. Mas sem bem que, eu também nunca fui com as fuças de Adof Hitler.
– Concordo cara! Tô contigo e não abro. – falei fazendo um sinal de legal com as mãos. Ele fez o mesmo sinal em resposta enquanto a turma caia na risada. Justin me cutucou, cochichando no meu ouvido.
– Amor, não faça bagunça na sala. Não quero que a professora brigue com você. – falou ele baixinho no meu ouvido. Doce. Mas ainda sim, seu tom doce era repreensivo.
– Qual é professora. Dá logo A+ pra eles. Que eu tenho que pegar o dinheiro do lanche dos nerds. – falava Frad. Ele era o primeiro da fileira e estava bem a minha frente. Bufei.
– Você é tão malvado Frad. – o repreendi. Ele revirou os olhos.
– Ninguém me chama mais de Frad, garota. Meu nome agora é A Complicação. – respondeu ele.
– Porquê te chamam de A Complicação? – perguntei.
– É complicado. – rebateu ele. Recostando-se melhor á cadeira. Bufei em seguida.
– Certo. Bom, vou começar falando um pouco do famoso Adolf Hitler. – falou Juju. Quando a conversa cessou. A professora acentiu para que ele desse continuidade.
– Bom, Adolf Hitler foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães [4] (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Partido Nazi.... – falava Juju seu discurso perfeitamente decorado. Ele falava alto para que a professora pudesse ouvir melhor suas palavras bem explicadas. Enquanto ele falava, eu apontava para algumas fotos no cartaz. As fotos de Hitler. E devo admitir que o cara é feio que dói e esse bigodinho aí é completamente ridículo. Fala sério, como foi que ele conseguiu arrumar uma esposa? Hum?
– ... As suas teses racistas e anti-semitas, assim como os seus objectivos para a Alemanha ficaram patentes no seu livro de 1924, Mein Kampf (Minha luta) . Documentos apresentados durante o Julgamento de Nuremberg indicam que, no período em que Adolf Hitler esteve no poder, grupos minoritários considerados indesejados - tais como Testemunhas de Jeová, eslavos, poloneses, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, e judeus– foram perseguidos no que se tornou conhecido como Holocausto.A maioria dos historiadores admite que a maior parte dos perseguidos foi submetida a Solução Final, enquanto certos seres humanos foram usados em experimentos médicos ou militares. – dizia ele. Eu vi ao fundo, o garoto judeu ser quase o único acordado.
– Agora vou falar do nosso ponto principal. No período de 1939 a 1945 Hitler liderou a Alemanha enquanto envolvida no maior conflito do século XX, a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha, juntamente com a Itália e com o Japão, formavam o Eixo. O Eixo seria derrotado apenas pela intervenção externa do grupo de países que se denominavam os "Aliados". Tal grupo fez-se notável por ter sido constituído pelos principais representantes dos sistemas capitalista e socialista, entre os quais a União Soviética e os Estados Unidos, união esta que se converteu em oposição no período pós-guerra, conhecido como a Guerra Fria. A Segunda Guerra Mundial acarretou a morte de um total estimado em 50 a 70 milhões de pessoas. – resumi sendo interrompida.
– Vocês estão resumindo, certo? – perguntou Frad, quer dizer, A Complicação.
– É agente tá. Fica tranquilo aí, Complicação.
– Bom, continuando. Nos três anos seguintes, Hitler conheceria uma série quase inabalada de sucessos militares. A Polónia foi rapidamente derrotada e dividida com os soviéticos. Em abril de 1940, a Alemanha invadiu a Dinamarca e a Noruega. Em maio, a Alemanha iniciou uma ofensiva relâmpago, conhecida por "Blitzkrieg", que rapidamente ocupou a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França, (esta última capitulou em seis semanas). Nesta altura .... – continuou ele seu discurso. Suspirei pondo a mão sobre a boca. O sono já me consumia. Assim que abri os olhos, fui acordada pelo sino ou sei lá o que da escola. Hoje estou com preguiça até de pensar, ou falar as frases corretas. Só vi os alunos levantarem animados. Saindo como Flexas da sala de aula. Quando percebi, a professora estava a nossa frente. Com um belo sorriso no focinho.
– Este foi o melhor trabalho que já me foi apresentado este semestre. E como recompensa, ganharão a nota máxima. Se bem que, vocês foram os únicos que apresentaram suas pesquisas sem bagunça, risadinhas, gomas de mascar, interrupções de longa extensão, ou displicência. Por isso, merecem uma boa nota. Mas afinal, com um aluno brilhante como você Bieber, não se pode esperar menos. – falava a professora.
   Mas que desgramada! Pelo jeito que falou, ela praticamente me chamou de burra. Olha, eu geralmente não gosto de usar minha “caixola” mas eu sou inteligente sim. Não tanto quando Juju, mas, eu sou inteligente sim valeu?! Será que vocês se importariam se eu batesse nessa velha? Sério, até o jeito que ela falo sugeriu que... Céus! Ela tá flertando com o MEU JUJU! Agora sim eu mato essa velha. Puxei ele pelo braço com força, pra trás do meu corpo. Batendo o pé, de sobrancelha arqueada na frente daquela velha nojenta. Ela que nem tente sequer flertar com a Minha Jujuba, porque ela não vai passar dos 97 anos. Espera. Eu sempre pensei que ela tivesse uns 92... quer saber? Ela vai ver só uma coisa!
– Dá licença, será que dá pra parar de flertar com o meu namorado?... Beleza. Agora escuta, não quero você falando essas coisas pra ele sua velha, cinquentona. E sabe porquê? Porquê se eu ver você tornando a fazê-lo eu irei na diretoria, e darei queixa de Atentado ao Pudor ou qualquer coisa parecida. E você vai se ferrar minha senhora. – falei firme. Cantarolando a última frase. Fazendo uma dancinha estranha. Dança que sempre faço quando estou chantageando, ou ameaçando alguém. Quando terminei minha dancinha puxei Justin pelo braço mais uma vez, com mais força do que anteriormente. Saindo da sala enquanto eu bufava de raiva. Qual é, ter ciúme de uma velha cinquentona é terrível, mas o que eu vou fazer? Eu vi essa Jujuba primeiro e ele é só meu. E ele que nem ouse Jujubar os outros, além de mim. Que eu mato ele.
– Nossa! Você com ciúme de uma velha cinquentona? Não precisa ficar com esse biquinho, eu sou apenas seu... Mas isso foi muito engraçado! – falou ele risonho. Me abraçando pela cintura. Tomando meus lábios em um beijo doce e rápido. Ainda rindo da minha crise de ciúmes. Bufei ouvindo ele rir ainda mais alto. Bati em seu ombro em seguida. Affs!
[...]

    Justin sentou com as costas apoiadas na parede. Enquanto eu sentava no meio de suas pernas e era abraçada por ele, por trás. Enquanto sentia o chão frio quase congelar meu bumbum. Para ficar mais claro, estamos em uma sala. Uma sala, onde nós assistíamos aos vídeos que os professores nos obrigavam a assistir e depois, fazer um trabalho sobre o mesmo.
   Além de filmes sobre plantas serem um completo saco, a sala era desprovida de cadeiras. Ou seja, tínhamos que sentar no chão. Por isso, Juju, Ashley e eu corremos para o fim a sala onde podemos ficar mais a vontade. Hoje era o Dia Artístico, onde os alunos apresentavam seus talentos para a escola. Ou bom, como essa sala não era muito grande, comportava apenas no máximo três turmas de cinquenta alunos. A diretora falava e falava, enquanto eu tentava tirar uma 'casquinha' da minha Jujuba que ria baixinho, dos meus carinhos em seu pescoço. Eu só parei, quando vi um garoto de cabeça grande e careca ficar ao lado da diretora.
– Esse poema se chama Juízo. – falou ele. A velha acentiu.
– Juízo, gostei. Comece. – falou ela. Parecendo estar animada.
– Abro a porta, fecho a porta, estou tão confuuuso. Perdido na frixão da vida, NÃO, eu nunca li um di-cio-nááário na minha vida! Bem assustador marry-marry, que horror meu senhor, Não é? Ahh, mas minha cabeça é bem grande Porque eu tenho juízo, juízo, juízo, juíííízo, juíííízo, ju-ju-ju-ju-ju-ju-ju-izo! – recitou ele.  Confesso que fiquei um pouco assutada. Se bem que, eu ri mais do que fique assutada com o poema do garoto. Para se ter uma ideia, o poema foi tão engraçado, que até o Juju deu risada. Com a diretora encarando o garoto estranho, o mesmo saiu. Dando lugar ao outro cabeção. Sentindo Juju deixar um beijinho doce em minha bochecha.
            (Imagino o garoto de cabeça grande como o Junior, e a velha como o Michael)

– Eu dei a esta, o nome de dor suburbana... MATAR, SOCAR, ESFAQUEAR, SANGRAAAAAAAAAAAR.... Porque o garoto suburbano está tão irado? Hum, eu não tenho idéia... Mas estou triste! Eu queria ferir toooooodos vocês, mas tenho que chegar em casa ao
toque de recolher. E até que eu me liberte de todo esse amor que minha família "supostamente" dá pra mim, eu vou sentir raiva, sem droga de razão alguma... Eu te amo Pai! – recitou ele. Nós dávamos certos pulos pra trás, nas primeiras palavras do poema maluco desse garoto. Mas não devo negar que foi engraçado, e que precisei me segurar pra não rir. Sério o que tem na cabeça desse garoto além de vento? Hum? Sério, porquê atrás de mim, Juju não parava de rir.

             (Imagino o garoto como o Junior e a reação do povo, como o povo do video. Hehe)

Aquilo mesmo que fosse estranho me fazia lembrar do dia em que saímos e Pattie quase nos obrigou a fazer parte do coro de fundo. Eu e Ashley com medo da cara que ela fazia aceitamos seu pedido. Mas, por minha sorte, apenas Ashley cantava enquanto eu fazia a mimica. Segundo a ruiva, minha voz não se encaixava. Por isso a mimica. Lembro como se fosse hoje e, admito que foi bastante divertido.

     (Imagino as lrmbranças dela assim, a Pattie como a Jay e a Ash e Anna no coro de fundo)

Mas minhas lembranças foram interrompidas, enquanto eu ouvia Frad cantando. Era bem estranho para ser sincera. Acho que o nome da música era Mundo Masculino, já que ele repetia essa frase por diversas vezes. Eu ouvia ao meu lado as risadinhas de Ash, toda bobinha. Juju atrás de mim, abafava a risada na curva do meu pescoço o que provocava cóssegas. Certo. Frad, quer dizer, Complicação como ele é chamado ultimamente está pagando mico.  É como eu digo. Existe doido pra tudo.

                                                         (Frad como Michael)

[...]
Depois de passar algumas horas, torturantes naquele museu fomos para a biblioteca. Com uma esfarrapada desculpa de, querer ler algo. O que obviamente, deixou Juju bastante abismado. Ele me conhece muito bem e sabe que, uma das coisas que mais detesto fazer é ler. Principalmente aqueles livros grossos, com quinhentas paginas que Juju geralmente lia. Ele até me mostrou essas versões longas de Shakespeare, mas preferi ficar com a versão de 200 páginas de Otelo. Era uma história linda, sobre um general de Veneza. Ele era negro e obviamente não era natural daquela terra.
E para lascar tudo, ele se apaixona por Desdêmona. Uma loira dos olhos azuis, vê como o cara tava fudido. Só que Iago, inconformado por Otelo não tê-lo promovido arma um plano diabólico, e Otelo vitima do monstro do ciúmes acaba matando sua amada Desdêmona e depois disso se mata. É minha história predileta de Shakespeare, mas de jeito maneira eu leria a versão extensa desse livro. Sem contar que, eu não tava lendo porcaria nenhuma. Eu tava apenas enrolando o Juju, pra ele ao menos ficar orgulhoso de mim por algo e, sem falar que preciso saber porquê Damon não vai ficar por muito tempo. Eu sabia que tinha algo a mais nessa volta repentina dele. Nem a varrida da Ash sabia que ele tinha voltado, e eu até fiquei confusa quando ele pediu para que eu mantece o assunto sobre seu retorno em sigilo.
– Meu anjo, eu sinto muito mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo ter que atrapalhar sua leitura, mas, minha mãe quer falar comigo e eu não quero deixar você sozinha aqui. – falou ele. Foi quando percebi que ele segurava o celular em mãos. Provavelmente Pattie o mandou um SMS. Além de notar a pontada de enorme de decepção ao interromper minha leitura. Sim, era a primeira vez que ele me via lendo um bom livro por conta própria. Sabe, sem ser obrigada pela professora a ler o livro de literatura. Mas claro, ou eu lia, ou tirava F. Além do mais aquela velha chata parecia me odiar. Ela me “marcava” em todas as aulas. Affs.
– O que houve? – perguntei curiosa. Deixando o livro de lado.
– Minha mãe quer falar algo sobre aquele homem. Um tal de Scooter alguma coisa. Não lembro o sobrenome dele. – respondeu ajoelhado a minha frente. Acariciei seu rosto, limpando seus óculos com a mão livre.
– Então se é importante vá. Eu espero você, não tem problemas. – comentei. Ele negou.
– Eu não quero deixar você aqui. Vai que o burro do Frad apareça por aqui. Eu não quero que ele faça nada com você.
– Mas você acha mesmo que um cara como ele vai vir a bicicleta? Juju, cai na real. Ele nunca vai vir pra biblioteca. A não ser que, venha pra cá para roubar o dinheiro dos carinhas da mesinha. – falei apontando pra um carinha que mexia em um computador na mesinha mais distante.
– Certo, talvez ele não apareça. Mas é o Frad que estamos falando. Tudo de ruim pode acontecer. Não quero você sozinha com aquele cara. Se algo acontecer com você eu morro. – falou ele. Revirei os olhos segurando uma risadinha, pela extrema proteção dele. Pelo seu medo de que algo me machucasse. Era tão lindo, ver e ouvir ele falar isso.
– Não precisa ficar preocupado, Juju. Olha se quiser eu ligo pra Ashley e peço pra ela vir me fazer companhia. – menti cabeludamente. Novamente .
– Era pra ser um passeio divertido só nosso. Desculpa estragar isso, meu anjo. – dizia ele. Desapontado. O puxei fazendo-o sentar-se ao meu lado. Lhe dando um beijinho doce na ponta do nariz.
– Tudo bem lindo. Não precisa ficar assim. Olha você vai enquanto eu termino esse livro, enquanto eu ainda estou com vontade de ler, o que é uma raridade. Aí quando você voltar, retomamos nosso passeio-encontro. Eu não vou sair daqui, até terminar de ler Macbet. – falei. Ainda acariciando seu rosto. Ele suspirou, ainda me encarando.
– Tudo bem, eu volto logo prometo. Mas olha, não esqueça, não fale com estranhos, não aceite nada de ninguém, se alguém ficar de secando liga pra mim que eu venho correndo, não dê o numero do seu celular pra ninguém, não... – dizia ele. As mesmas regras que minha mãe me dava. Em uma tentativa de me proteger. Era muito fofo. Mais ainda sim o interrompi.
– Tudo bem, lindo eu já sei todas as regras não precisa dar uma de Rose. Vou ficar bem, acredite. – falei segurando uma risadinha fraca.  Ele acentiu risonho. Após me dar um beijinho doce nos lábios, com um sorriso lindo no rosto ele levantou caminhando com pressa para fora da biblioteca. Não antes de dizer um “Eu te amo, e volto logo.”
– Eai, o nerd já foi? – perguntou uma figura parando a minha frente. Encarei Damon suspirante. Apoiando os braços na mesa.
– Sim, o Juju já foi. – respondi. O vi bufar no mesmo instante.
– Qual é, Anna. Você ainda chama ele de “Juju”? cê num cansa nunca, não? – reclamou ele.
– Você veio aqui pra protestar? Porque eu tive que mentir pra ele com a desculpa de querer ler algo, só pra virmos aqui. – rebati.
– Nossa. Você disse que queria ler e ele acreditou? Nossa. Pra um nerd ele foi muito burro. – ironizou ele. Um um leve tom de deboche estampado na cara. Bufei mais uma vez.
– Damon, menos per favor. – o repreendi. Ele por sua vez, suspirou. Deixando um papel a minha frente na mesa. O olhei estranho. No mesmo instante, uma garota loira passou por nós olhando para Damon de cima a baixo. Fazendo um sinalzinho com as mãos, enquanto ele respondia com sua expressão irônica e sexy. Pude até notar a garota ficar com as bochechas vermelhas. Nossa.
– Esse foi o motivo pelo qual tive que voltar. É importante. – disse ele. Tomei o papel em mãos curiosa. Arregalei os olhos no mesmo instante, notando do que se tratava.
– Espera. Isso é um contrato de dois anos pela Broadway? Como você conseguiu isso? Eu... Eu... – falava, sem acreditar no que lia. Se isso for um sonho, por favor não me acordem.
– Isso mesmo. Foi por isso que voltei. Me mandaram entregar esse contrato pessoalmente. – respondeu ele, calmo.
– Mas porquê tem dois contratos, aqui?
– Porquê um é pra você e outro para a loira varrida. Simples. - Deu de ombros, novamente.
– Mas espera. Como isso aconteceu? O que você fez pra nos contratarem? – perguntei curiosa.
– Mostrei a eles um video de vocês dançando. A demora foi só para me entregarem o contrato e eu voltar pra cá. Leia esse contrato com muita atenção, uma chance na Broadway é única. É uma mistura de dança e interpretação. Pense bem, porquê caso aceite o que sei que vai, terá que partir a partir do segundo dia útil do ano que vem. – respondeu ele. Calmo e claro. Arregalei ainda mais os olhos, se é que é possível.
– O que foi? Parece que ficou pálida de repente. Espera... Você ficou pálida de repente. Está tudo bem? – perguntou ele preocupado. Enquanto eu ainda tentava assimilar as coisas. Ele não estava errado. Era uma chance em um milhão. Mas aquele era o meu grande sonho. Dançar na Broadway e ser reconhecida mundialmente. Mas também tinha a Ashley e o Juju. Eu sabia que tinha um cara atrás dele, querendo levar ele pra Atlanta pelo que eu soube. Mas eu não queria ficar longe dele.
– Eu não sei se devo, Damon. É o meu sonho, mas, eu não posso deixar o Juju. – argumentei em agonia. Apesar de saber que um dia ia me separar dele, pensar nessa possibilidade me deixava mas destruída por dentro. Mas do que estou.
– Como assim? Vai desistir do seu grande sonho por um moleque, que pode te dar um pé na bunda e ir correndo pra Atlanta pra seguir o sonho dele? – argumentou Damon, engolindo a seco. Fiz o mesmo, nervosa.
– Não fala isso. Eu não me importo de desistir do meu sonho, só pra ficar com ele. – comentei na defensiva.
– Então você é a única, não é? Porquê eu tenho certeza que ele não pensa o mesmo. Anote o que digo. Na primeira oportunidade que tiver, vai correndo atrás do que quer sem pensar em como você ficaria caso ele fosse. – rebateu ele. Aquilo só me fez me encolher na cadeira, abraçando meu próprio corpo. E se fosse verdade? E se ele fosse sem sequer se importar em como eu ficaria caso ele partisse?
– Não, Damon. Eu não quero ser egoísta, é o sonho dele. Eu ficaria muito feliz se ele o realizasse. – tentei totalmente na defensiva.
– Isso não tem lógica. Você abre mão dos seus sonhos por ele, mas fica feliz por ele te abandonar... Sabe o quê mais? Você pode até estar contente por ele estar a caminho de realizar o sonho que ele tanto sonhou.... Mas também, eu sei que lá no fundo, a maior parte de você é egoísta, e não quer que ele vá. – falou Damon, firme em sua resposta. Desta vez, foi a minha vez de engolir a seco. Uma angústia me surgiu, me provocando um terrível medo. Por mais chata que fosse a situação, eu sabia que ele tava certo. A grande parte de mim, era egoísta. Eu não queria que ele fosse, e me deixasse aqui. Não queria ficar longe dele. Mas eu não podia dizê-lo. Se ele soubesse o que penso a respeito com toda a certeza, ficaria decepcionado por não apoiá-lo. Suspirei a milésima vez no dia. Sentindo Damon deixar um doce beijinho em minha testa.
– Pensa com carinho, e lê esse contrato com atenção. Não jogue seus sonhos fora. Te amo, pequena. – sussurrou docemente. Piscando e caminhando para fora da biblioteca da cidade. Deixando-me sozinha. Ainda respirando, profundamente com medo encarei mais uma vez a porta estranhamente. Vendo uma loira passar pela mesma. Mascando bala, enquanto tinha um sorrisinho no rosto branco. Assim que ela sentou ao meu lado, contei-lhe toda a história que tanto me perturbava. Omitindo claro, alguns fatos que eu preferia guardar apenas para mim. Meu avó já me disse uma vez que meu orgulho me impede de fazer certas coisas, e consequentemente deixar toda a fúria sair através das lágrimas. Mas eu sou assim, o que posso fazer? Prefiro morrer por dentro, a que deixar que me achem fraca. Não mesmo.
– O que eu faço, Ash? Eu o amo, mas, não quero que vá. Eu não sei o que fazer. Não sei. – lamentei baixinho. Sobe um suspiro a loira acariciou meus cabelos negros, docemente. Eu tinha medo da sua resposta. Muito mesmo.
– Eu vou ser sincera com você, amiga. Se o ama, precisa deixá-lo ir, e seguir seu sonho. – respondeu a loira, cautelosa. Sentindo uma lágrima molhar o rosto, sequei-a no mesmo instante.  Sentindo meu coração se partir mais uma vez. Deixá-lo ir. Deixá-lo ir. Era horrível admitir, mas, ela estava certa. Eu precisava deixá-lo ir.
[...]
Parei a frente do espelho do banheiro. Aquilo me parecia absurdo. Eu ia perder a melhor Jujuba do mundo para o “Mundo da Fama”. Eu não queria acreditar nisso. Mas era a pura realidade. O que era uma droga. Mas que merda, isso sempre acontece comigo. Será que tem alguém aí em cima que me odeia? Joguei pedra na cruz, é isso?
– Meu anjo, estou tão animado. – falava Juju atrás de mim no banheiro. Suspirei. Eu tenho que admitir, que odeio essa animação dele.
– Eu tenho uma notícia. O que acha de ir com agente pra Atlanta? – perguntou ele com um maravilhoso sorriso no rosto. Virei para encará-lo no mesmo instante. Como é que é? Ouvi isso mesmo?


 A fic está em seus caps finais. Logo logo vocês irão entender tudo, tudinho tudo. Ok? Muitos beijos.

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